Notas iniciais
Até hoje eu amo as ferias. Agradeço a todos que acompanham...

- Se você for escolher, faça com seu coração.

- Não me peça isto.

- Não se preocupe, sou forte e madura.

- Creio que se eu escolher vou me machucar...

- Então é necessário.

Conte vinte dias para o final.

O professor passou as lições de férias, e a turma foi dispensada. Eram as férias de meio de ano.

- Nossa a escola é difícil – Kill sorriu.

- Você nunca foi para a escola? – Sara se mostrou curiosa.

- Não – Kill colocou o dedo indicador na bochecha, não assim.

- Assim como? – Mark se mostrou curioso.

- Não seja curioso, Mamaenzo! – Kill piscou para o irmão.

- Bom eu vou indo, Julha já deve ter ido ao banco, vejo vocês nas férias.

Estralou os dedos, pegou a faca, olhou de forma mortal para a cenoura e com estrema habilidade passou a picá-la em pequenas fatias redondas.

- Você é habilidosa nisso Kill – Lail tinha um brilho de alegria nos olhos, ela e Kill estavam preparando o almoço.

Era cerca de três horas da tarde e nada da comida estar pronta. O estomago de Mark roncava implorando por comida. E quando a voz de sua mãe soou avisando do almoço, o garoto pareceu transportar-se para a cozinha.

Perfeita.

Aquela comida estava perfeita.

“Comida rimava com cozinha e cozinha com tia. Será que é por isso que sua tia vivia na cozinha?” Mark não sabia, assim como não sabia se cozinha e comida rimava.

- A lua vista daqui é tão bonita.

- Você já foi para outro lugar?

- Você é muito curioso Markitinho.

- Por favor, me chama de Mark!

Kill foi para sua cama e sorriu. Não fechou a cortina apenas deitou e observou o teto.

- Se eu fosse embora você sentiria minha falta? — Mark pensou um pouco, estava convivendo há um mês com Kill e isto significava um mês pedindo para ela chamá-lo pelo nome certo, claro que em vão — Digo, se eu partisse, e você nunca mais me visse você sentiria a minha falta?

- Bom – ele fechou o caderno e espreguiçou-se – eu acho que se você morresse seria ruim para todos.

- Não falo de morrer, Maré.

- Então, é impossível não nos vermos mais – Mark ia para a sua cama enquanto falava. – Digo, o mundo é grande, mas é ligado – ele deitou e cobriu o corpo, o sono já começava a hipnotizá-lo e isto deixou a voz mais mole – então podemos manter contato.

— Eu não falo de morte nem de viajar por este mundo.

Tudo estava coberto por água, era escuro demais para se enxergar algo e claro de mais para não se ver nada.

- Preste mais atenção

- O que?

-Não se envolva

- Não sussurre, pois não posso te ouvir.

-Afaste-se dela

- Por que não fala mais alto? Assim posso te ouvir melhor.

-Acorde!

O grito lhe acordou de forma rude. E graças ao susto que ele lhe causou, Mark acordou gritando.

Kill saltou da cama e nem sentiu dor.

- Marionete você esta bem? – apesar de usar sempre um apelido novo, dessa vez ela estava realmente preocupada.

- Não foi nada de mais. Só um sonho ruim.

- Você quer me contar?

- Eu não sei, foi esquisito...

- Sabe, quando contamos algo ruim, nos sentimos mais leve.

- Estava escuro, muito escuro, alguém me sussurrava algo, mas estava muito longe, eu não sabia se era homem ou mulher e nem conseguia ouvir o que me falava. Quando eu pedi para falar mais alto a pessoa gritou para que eu acordasse, e então pareceu perto, perto demais. – Kill ficou observando o irmão ele parecia atordoado, muito atordoado. – Já não é a primeira vez.

- Quando ocorreu antes?

- Um dia antes de você chegar.

Mark se assustou quando Kill lhe abraçou e apesar de não gostar de contatos físicos com garotas ele aceitou, não retribuiu, mas aceitou. O perfume era doce porem não enjoativo, era fraco, mas, marcante.

- Não se preocupe com isso, alguns sonhos só querem alertar algo e muitas vezes coisas boas.

O sono chegou de forma forte assim que ela terminou de falar, não entendeu muito bem o que acontecia naquele momento, porem permitiu seu corpo adormecer no abraço dela.

Notas finais
Tenho que dizer que os sonhos do Mark são loucos...
A parte ruim é que a história só tem mais vinte capitulos =D