A Garota Winchester // Supernatural
6 Capítulo 6 - Eu nunca fingiria me preocupar
Notas iniciais
— Espero que não tenha problema. — diz parecendo hesitante. Que ela não tenha sido cremada. Que ela não tenha sido cremada. Que ela não tenha sido cremada. — A Lizie foi cremada. — Porra. Droga. Merda.
— É um problema. Mas... eu vou pensar em algo. Não se preocupe. — digo.
— Okay.
— Me passe seu número. — peço a ela. — Caso eu precise de sua ajuda novamente, te ligo. — Aviso a mesma assim que ela termina de gravar seu número em meu celular e me entrega o mesmo.
[...]
Desço do meu carro e acabo encontrando Sophie do lado de fora do hotel.
— Oi. — me cumprimenta.
— Oi. Eu poderia falar com a sua irmã? — peço a ela.
— Claro, vem comigo.
***
— Kate? — a Sophie pergunta enquanto bate na porta de uns dos quartos que há em um longo corredor na casa.
— Cai fora Sophie.
— Tem uma amiga minha aqui querendo falar com você. — escuto o barulho da porta se abrindo e logo à cabeça da garota surge pro lado de fora.
— Pode entrar. — diz abrindo mais a porta dando passagem para eu entrar.
— Quem é você?
— Lya.
— Por que está aqui?
— Queria te perguntar uma coisa.
— Fala logo. — diz parecendo estar impaciente
— Poderia me contar como a Sophia morreu? — peço a ela.
— Acho que você já sabe.
— Era mesmo a Elizabeth? — Pergunto a ela.
— Sim. — diz baixo e quase não escuto.
— Se for mesmo ela, ela virá atrás de você. — aviso.
— MAS EU NÃO MATEI ELA. — grita para mim.
— Mas ajudou. — afirmo.
— Na verdade eu tentei impedir.
— Como? — pergunto a ela confusa.
— Eu tentei impedir, mas foi tarde demais. — explica. — Mas, mesmo assim, tem chance dela vir atrás de mim? — pergunta baixo, provavelmente com medo da resposta.
— Lamento te informar, mas tem.
— Eu não quero morrer. — ninguém quer, querida.
— Eu vou dar um jeito nisso. Até lá evite os banheiros do hotel. — digo, abro a porta do quarto e saio de lá, deixando a Sophie lá dentro me olhando confusa, Okay, até eu me olharia um pouco confusa no momento. Eu pedi para a garota evitar os banheiros.
Vou andando até meu quarto e acabo encontrando com as duas pessoas que eu mais amo nesse momento. Sam e Dean Winchester.
— O que fazem aqui? — pergunto a eles.
— Queríamos falar com você. — Sam diz.
— Já estão falando.
— É que bom...
— Dá pra ser mais rápido, tenho mais coisas a fazer. — interrompo o Dean.
— Podemos entrar? — Sam me pergunta. E como eu sei que se eu dissesse "não" eles não iam desistir até eu mudar de opinião ( o que demoraria pra caralho ), acabo dizendo "sim".
Destranco a porta do quarto, entro no mesmo sendo seguido pelos dois.
— Isso é seu? — Dean pergunta quando se senta no sofá que havia no quarto e retira um sutiã de debaixo de uma das almofadas.
— Não, é da minha namorada. — digo irônica.
— Anh? — exclama confuso, a pessoa não entende o que é ser irônica, não?!
— É meu, seu idiota. — pego o sutiã da mão dele, jogando o mesmo dentro da mala.
Deito na cama e fico encarando os dois que não abrem a boca.
— Então... — os incentivo a falar.
— Ah. — Dean diz parecendo se lembrar do porque estava ali.
— Então... Você sabia em que a sua mãe trabalhava? — Sam me pergunta.
— Sim, eu sabia que minha mãe era caçadora, e sei que vocês também são, se é isso que querem saber.
Agora podem ir embora. — digo já me levantando da cama e abrindo a porta para eles, que continuam sentados.
— Não tão rápido. — Dean diz, fecho a porta e volto para a cama. — Não é seguro para você, ficar aqui.
— Por causa da Elizabeth? — pergunto a eles que me olham um pouco surpresos.
— Como você sabe? — Sam me pergunta.
— Eu não nasci ontem. E também, vocês acham mesmo que Alicia Jackson não ensinaria sua filha a caçar.
— Realmente. — concordam comigo.
— Agora acabaram? — pergunto na esperança dos dois finalmente saírem do meu quarto.
— Ainda não. Você vai com a gente. — Dean diz e o olho incrédulo. Desde quando ele acha que pode mandar em mim?
— Mas não mesmo.
— Pode ser perigoso ficar aqui, com isso da Elizabeth e tudo mais.
— Eu já disse e repito. SEI MUITO BEM ME CUIDAR. Não finja se preocupar, por favor. Só vai embora — peço a ele que olha com pena. Por que? Nem eu sei. Mas era isso que parecia.
— Eu nunca fingiria me preocupar. — diz quando passa por mim a caminho da porta.
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