Acordo com o sol batendo no meu rosto e um bom humor que coitado de quem resolver enfiar no meu caminho hoje.

Vou me arrastando até o banheiro, faço o que eu preciso, procuro alguma roupa limpa pela quarto e me visto.

[...]

Depois de tomar meu café da manhã, volto para o quarto, eu mais que precisava de pensar em um jeito de deter a Elizabeth antes que algo aconteça com a Kate.

Entro no meu quarto e vou até uma das minhas malas, pegando dentro da mesma um dos diários que minha mãe tinha.

[...]

Depois de horas procurando, não acho nada que me possa ser útil.

Preciso de ajuda.

Procuro meu celular pelo quarto e logo o acho, desbloqueio e ligo para o único número nos meus favoritos.

Ligação on

Noah: A que devo a honra de Lya Jackson me ligando nessa bela manhã?

Lya: Não enche Noah.

Noah: Nossa. Que ótimo humor.

Lya: Não tô muito boa hoje.

Noah: E nem dia nenhum.

Lya: ...

Noah: Eu sei que esse silêncio seu significa que quer me matar. Então... Posso saber o motivo de sua bela pessoa não estar boa hoje?

Lya: Preciso de ajuda.

Noah: Agora tá explicado. Em qual cidade vc está?

Lya: Vai vim até aqui?

Noah: Sim, tenho andado bastante entediado

Lya: Okay. Estou em Sioux Falls, Dakota do Sul.

Noah: Tá, fica a umas três horas de onde estou. Daqui a pouco a gente se vê

Lya: Ok

Noah: Onde te encontro?

Lya: Hotel Williams

Noah: Okay, até daqui a pouco

Lya: Até

Ligação off

Digo e encerro a ligação, coloco meu celular pra despertar daqui a três horas e volto a mexer nas minhas coisas.

[...]

Quando o meu despertador toca, saio do quarto e vou para a recepção esperar o Noah chegar.

Espero por uns cinco minutos e ligo para ele.

Ligação on

Lya: Já chegou?

Noah: Nossa... Oie pra você também Lya.

Lya: Oie coisa maravilhosa, tudo bem com você?

Noah: Tudo e você?

Ligação off

Ia terminar de falar com o Noah quando meus olhos são tampados com um par de mãos masculinas.

Quase que instantâneamente me viro e dou uma joelhada naquele lugar da pessoa que percebo tarde demais ser o Noah.

— Nossa Lya, que recepção calorosa. — diz irônico ao se recuperar da dor e confesso foi muito bom assistir ele se contorcendo de dor e segurando suas partes.

— Ah era você, foi mal. — digo cínica.

— Não foi mal, foi péssimo. — diz emburrado.

— Fica emburrado não. — digo e me aproximo do mesmo, deposito um selinho rápido em seus lábios e o mesmo que me olha indignado quando nos separamos.

— Por que tá me olhando com esse bico de elefante? — pergunto a ele me fazendo de sonsa, o que em certos momentos eu sou bastante.

— Isso lá é beijo de quem não se vê a três meses? — me pergunta indignado e internamente estou rindo de cair no chão. Sou má? Nem eu pouco.

— Estamos no meio do hotel. — digo a ele que me olha malicioso.

— Vamos para o quarto então. — sugere já andando em direção às escadas.

— Só a noite. — digo a ele tentando segurar o riso, o mesmo da meia volta e vem até mim bufando.

— Você é muito chata. — diz pausadamente e não aguento, começando a rir igual uma hiena engasgada, uma das coisas que eu mais amo é provocar esse ser chamado Noah.

— Eu sei. — digo me recuperando de meu ataque de hiena engasgada.

— Já que não quer ir para o quarto, o que eu ainda acho uma ótima sugestão, o que quer fazer?

— Temos que ver o negócio do caso mas antes...

— Eu estou com fome, Noah. — me interrompe, imitando o que ele deve achar ser a minha voz, mas que na verdade parece... Vou nem falar.

— Eu não falo assim. — protesto.

— Eu não falo assim. — repete Ainda com a voz de vou nem dizer o que.

— Quando você quer. Você consegue irritar o sujeito. — digo e vamos caminhando para fora do hotel.

— Para aqui. — digo a ele quando passamos em frente a uma lanchonete em que vim outro dia.

Ele para o carro, descemos do mesmo e logo estamos sentados em uma das meses encostadas na parede da lanchonete quase vazia.

— O que vão querer? — uma loira de cabelo liso escorrido, voz de taquara rachada e roupa que mais parece um biquíni nos pergunta.

— Um pedaço de torta. — digo e ela anota o meu pedido em seu bloquinho. — E você meu amor? — acrescento quando vejo ela ajustando seu decote e quase que deitando em cima do Noah.

— Pode ser a mesma coisa. — diz a ela olhando fixamente para seu decote. Puta merda. A desgraça não ajuda não?!

— Caso vocês terminem. — ela diz e entrega um papel para o mesmo, e aposto meu baby que era o número dela escrito ali.

— Ainda bem que ela não se intimidou pelo seu "amor". — diz assim que ela se afasta.

— Como disse? — finjo que não escutei.

— Nada. — mente. — Então o que te trouxe aqui?

— Vim atrás do meu pai. — digo e ele me olha surpreso. — E antes que você volte a perguntar ele é um filho da puta e não estou convivendo com ele.

— Quem é um filho da puta Lya? — aposto meu baby que é o Dean atrás de mim.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.