A Garota Winchester // Supernatural
2 Capítulo 2 - Lya Jackson Winchester
Notas iniciais
Capítulo 2 — Não se lembra de ter transado com a minha mãe?
— Sim. — afirmo e vejo sua expressão de incredulidade — Não se lembra de ter transado com a minha mãe? — Pergunto irônica.
— Quem é sua mãe? — me pergunta.
— Minha mãe era Alicia Jackson. — digo.
— Tinha que ser. — o escuto falar baixo, já ia o responder quando a porta se abre e um homem parecendo um poste de tão alto entra na casa.
— Quem é a garota? — ele pergunta a Dean e Bobby assim que me vê.
— A garota aqui tem nome — digo irritada.
— E qual seria? — ele me pergunta.
— Lya Jackson Winchester. — respondo.
— Winchester? — repete, velho, esse povo é surdo? Puta que pariu.
— Eu ainda não confirmei que você é minha filha. — Dean logo diz, se recusando a acreditar que tem mesmo uma filha.
— Duvido que você se lembre que transou com a minha mãe. — por que, só pela cara dele, já dá pra perceber que já foi pra cama com metade do mundo.
— Quem é sua mãe? — Sam me pergunta, porra, quantas vezes eu vou ter que repetir isso.
— Alicia Jackson.
— Você transou com a Alicia? — Sam pergunta a Dean.
— Droga, eu acho que sim. — diz, enquanto passa as mãos rapidamente pelo cabelo, um claro gesto de que está um tanto quanto desesperado em relação a noticia de ter uma filha.
— Tem alguma chance dela ser sua filha, não tem?
— Bobby, vai ali na cozinha comigo. — diz, não respondendo o Sam. — E, Sam, cuida da pirralha.
— Não preciso de babá. — digo irritada, e eles apenas me ignoram.
— Onde está sua mãe? — Sam me pergunta.
— Morreu à três anos. — digo.
— Ah, Okay. — ele diz visivelmente sem graça e se cala.
Tento escutar algo da conversa da Dean, mas não consigo, o mesmo lança olhares em minha direção a todo momento, o me faz abrir um daqueles sorrizinhos sinistros a lá Coringa.
Quando finalmente escuto algo, o mesmo não me agrada nem um pouco.
— CARALHO, EU NÃO TIVE UMA FILHA COM A PUTA DA ALICIA, OKAY? EU NÃO TENHO UMA FILHA, PORRA. PROVAVELMENTE A ALICIA MANDOU ESSA PRAGA DESSA GAROTA VIR AQUI E DIZER ISSO. EU NÃO QUERO TER UMA FILHA. — ele diz e isso me irrita profundamente.
Acho que ele percebe a merda que falou ao me ver indo em direção a porta.
— Hey Lya, espera — ele diz quando já estou prestes a abrir a porta.
— VAI SE FUDER. — grito e abro a mesma.
— E PRA SUA INFORMAÇÃO, A MINHA MÃE ESTÁ MORTA. — acrescento quando já estou entrando no carro.
[...]
Depois de uns minutos andando sem rumo pela cidade, paro em frente a um hotel, com a impressão de ser uma daquelas antigas mansões, desço do carro e vou até a recepção.
[...]
Pego a chave do quarto, vou até meu bebê, pego minhas malas e as deixo no quarto, entrando no mesmo e me deitando na cama, não sem antes trancar a porta.
Eu sei que minha mãe dava para qualquer, mas porra sinceramente ele não precisava dizer aquilo, e bem... eu sei que receber a noticia de que tem uma filha de uma pessoa assim, não é a melhor das coisas e simplesmente pode ser uma mentira, mas... não custava ele conversar comigo antes de ficar acusando a minha mãe.
Estava quase adormecendo quando escuto um grito vindo de uns dos quartos.
Saio rapidamente do meu quarto, mas não sem antes pegar uma arma que tenho e vou em direção ao grito.
— O que houve? — Pergunto a uma garota que está em prantos parada na porta do quarto, mas a mesma não para de chorar.
— O que houve? — Pergunto novamente, mas a garota apenas aponta para dentro do quarto.
Abro a porta do mesmo e entro, início não vejo nada demais, estava me virando para ir embora, quando resolvo ir até o banheiro, entro no mesmo e encontro uma garota na banheira, chego perto da mesma e chego sua pulsação.
— Nada. — digo em voz alta e saio do banheiro indo para a recepção do hotel, conto tudo a mulher que está ali e a mesma logo liga para a polícia.
Volto para o meu quarto, pego as chaves do meu carro, dinheiro, saio do mesmo, tranco o quarto e vou para o carro, entro e logo ligo o som, colocando Back in Black do AC/DC pra tocar.
Paro o carro em frente à uma lanchonete, desço do mesmo e entro, me sentando em uma mesa mais afastada.
— O que vai querer? — Uma garçonete me pergunta.
— Um Cheeseburger com Bacon e uma porção de fritas. — peço, e sim, eu só como praticamente isso.
— Okay. — diz, anotando o meu pedido e se afasta.
[...]
Entro no meu carro após ter lanchado e me decido por voltar para o hotel, apesar de ainda ser cedo, oito da noite, não estou com muito clima pra beber.
Chego no hotel e me deparo com Sam e Dean saindo do mesmo, droga, o que essas merdas estão fazendo aqui?
Estaciono o meu carro um pouco longe e me deito no banco, dez minutos depois olho novamente e percebo que eles já foram, desço do carro e tranco o mesmo, indo em direção ao hotel.
A presença deles aqui só pode significar uma coisa, penso enquanto vou para o meu quarto, não foi uma morte normal, então se é isso, vamos caçar, e no final vocês podem ter certeza de que serei eu a ganhar.
Quando percebo já estou na porta do meu quarto, entro no mesmo e me deito na cama.
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