A Garota Winchester // Supernatural
1 Capítulo 1 - Olá, papai.
Notas iniciais
Acordo com uma puta dor de cabeça, o que não é nenhuma novidade, e muita dor nas costas, não aguento mais dormir nesses hotéis de beira de estrada daqui a uns tempos vou estar parecendo uma velha de tanta dor.
Me levanto da cama e procuro por minha bolsa, acho a mesma em baixo da cama, pego uma aspirina e engulo a mesma com um pouco de água.
Vou até o banheiro e como sempre me encontro com o meu cabelo loiro bem escuro igual a uma juba de leão e gigantes olheiras ao redor de meus olhos verdes.
Tiro minha roupa, que Ainda consistia no curto vestido preto colocado ao corpo, que eu usava na noite anterior.
Entro em baixo do chuveiro, onde do mesmo sai apenas um pouco de água.
Saio da minha tentativa de tomar um banho uns vinte minutos depois, vou até a minha mala e me visto com uma blusa preta, um short jeans claro, uma camisa xadrez amarrada na cintura e um coturno preto.
Depois de me vestir, arrumo minhas coisas, pego minhas duas malas e as levo até o meu bebê, um Mustang 1965, as guardo no porta malas e vou até a recepção, pago minha conta e volto pro carro, entro no mesmo e dirijo até uma lanchonete próxima.
[...]
Paro o meu baby em frente à primeira lanchonete que encontro. que nesse horário, uma da tarde, está bem cheia.
Entro na lanchonete e me sento em um dos bancos ao redor do balcão.
— O que vai querer? — Uma das atendentes me pergunta.
— Um Cheeseburger com Bacon. — peço sem ao menos olhar no cardápio.
— Okay. — diz e se distância indo atender outro cliente.
Uns minutos depois meu lanche chega, como o mesmo em dez minutos e me dirijo ao caixa, pago a mulher e saio de lá indo para o meu carro, entro no mesmo e começo a dirigir em direção à saída da cidade.
Enquanto percorro aquelas ruas quase vazias de cidade do interior, a mesma pergunta ecoa na minha cabeça, para onde ir agora?
— Já sei. — exclamo em voz alta e o cara do carro ao lado me olha como se eu fosse doida, o que eu não posso negar nem um pouco.
— Acho que está na hora de fazer uma visitinha ao meu papai. — digo irônica e o cara me olha novamente, apenas mostro o meu mais lindo dedo e acelero o carro, em direção a saída da cidade.
Já na saída da cidade encosto o carro e procuro em minha bolsa a foto do meu pai, que atrás da mesma está seu nome e um endereço onde vou encontrar um tal de Bobby Singer que irá saber onde ele está.
Depois de ter achado a foto, volto com o carro pra estrada e ligo o som, colocando Highway To Hell do AC/DC pra tocar.
[...]
Depois de algumas horas chego a Sioux Falls, Dakota do Sul, confiro o endereço no verso da foto e logo me vejo em frente a uma casa de dois andares, muito mal pintada de azul e com um ferro velho ao lado.
Estaciono o meu carro, e desço do mesmo indo em direção a porta da casa, depois de quase derrubar a porta, a mesma é atendida por um homem com uma camisa de flanela, colete, calça jeans velha e boné de caminhoneiro.
— Alicia!? — o tal homem, que suspeito que seja Bobby Singer, exclama assim que me vê.
— Na verdade sou filha dela. — digo.
— É idêntica a ela. — comenta.
— Sei disso. Me chamo Lya.
— O que faz aqui? — ele me pergunta.
— Primeiramente eu posso entrar, já cansei de ficar em pé aqui fora, não nasci pra servir de árvore. — digo meio rude e ele me olha um pouco confuso, expressão que passa após dois segundos.
— Ah sim. — diz me deixando entrar — tal mãe, tal filha. — escuto ele dizer quando entro, me sento em um sofá e logo Bobby se senta de frente pra mim.
— Então, por qual motivo está aqui? — Pergunta novamente, querido, se tu esperasse eu responder, até dava.
— Como você deve saber minha mãe morreu há três anos atrás, e procurando no meio de suas coisas encontrei um diário que ela havia escrito pra mim, no mesmo havia uma foto do meu pai e atrás da mesma havia seu endereço, ela havia escrito para mim procura lo por que com certeza você saberia onde ele estava. — explico.
— Okay. E quem seria seu pai? — Faz a pergunta óbvia.
— Dean Winchester. — digo pegando a foto e conferindo o nome na mesma.
— Dean Winchester?! — exclama confuso, pelo visto ele conhece quem seja e bem... parece que não sabiam da minha existência.
— Sim. — digo com um tom de diversão na voz, então o idiota que transou com a minha mãe e não usou preservativo não faz a mínima ideia de que tem uma filha. Ótimo!
— Tem certeza? — me pergunta.
— Absoluta. — respondo com um sorriso igual ao do Coringa estampado no rosto, isso estava saindo melhor do que eu pensei.
— Tá. — diz finalmente — Você quer se encontrar com ele? — pergunta, não, devo querer não, vim aqui apenas para saber se ele é um idiota ou não.
— Sim.
— Mas por que só agora? — Pergunta — Já que sua mãe morreu já faz três anos.
— Bem... eu andava muito entediada ultimamente.
— Ah okay. — ele diz — ele deve estar para chegar.
— Ok. — digo, ia dizer que depois talvez eu voltasse mas bem nessa hora entra pela porta Dean Winchester, ou melhor meu pai.
— Quem é a garota? — Dean logo pergunta ao me ver.
— Essa é a Lya, ela é... — Bobby diz mas o interrompo.
— Sua filha -
termino por ele — olá papai — digo irônico e observo sua expressão de surpresa.
— Fi... Filha?! — Ele exclama gaguejando.
— Sim. — afirmo e vejo sua expressão de incredulidade — Não se lembra de ter transado com a minha mãe? -Pergunto com deboche.
Notas finais
Aceito críticas, mas também amo elogios.
Bjs e até o próximo.
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