Liz, exausta, decidiu tirar um dia de paz no parque. Depois de muito observar o sol, sentada no banco alguém diz para ela:

- Seus olhos vão pegar fogo...

- Não me importo... Eu sei que a natureza não vai fazer isso comigo. — Liz respondeu, ignorando o comentário do rapaz.

- Desde quando sol é natureza?

- Pra mim, é.

Então ela se lembrou de olhar pro lado, pra ver afinal com que ela estava falando:

- Quem é você? — Ela disse, observando seu cabelo cacheado e moreno...

- Me chamo Michel, e você?

- Meu nome é Lizzie, mas não me chame de Lizzie. — Liz respondeu, voltando a observar o sol.

- Como quer que eu te chame?

- Liz. Mas pra que você quer saber como me chamar se nunca mais vai me ver? — Liz disse, dirigindo o olhar a ele.

- Nunca se sabe... — Ele disse, saindo.

Liz simplesmente voltou a sua rotina daquele dia: Observar o sol e escrever poesias e canções.

No outro dia, na aula, todos os professores lhe perguntaram por onde ela andava ontem. Ela só dizia que era algo pessoal...

Quando abriu seu armário, mais uma cartinha do Anônimo. Ela leu:

" Oi, LIZ "

Era só isso que dizia, além da assinatura — Anonimo -

Ela então começou a pensar se o Anônimo era na verdade Michel. Até se lembrar que tinha aula de poesia.

- Ah não!

Ela saiu correndo com seus livros na mão, quando esbarra em alguém.

- Liz? Você estuda aqui?

- Michel? Sim, estudo e não tinha a mínima ideia que VOCÊ estudava aqui.

- Mas eu não estudo, eu... — Ele ia continuar a frase, até que alguém o puxa pelos braços. Era uma menina loira, com olhos verdes e toda patricinha.

Liz segue em frente com um olhar de decepção.

" Nem tudo que parece ser perfeito é. "

Ao chegar, totalmente atrasada na aula, Muller diz:

- Atrasada senhorita Liz?

- Primeiramente, me perdoe, e eu já lhe disse que é pra me chamar de... Espere aí, do que o senhor me chamou?

- Liz! — Ele respondeu, com um sorriso.

Liz sorriu. Mas dava para ver que seus olhos estavam em outro mundo. Quero dizer, em outro bairro: No bairro Croiss, onde Michel morava.

- Está pensando no sol, Liz?

A resposta para qualquer outro dia seria "sim", mas hoje... Hoje sua cabeça não estava no sol.

Ao terminar a aula, ela deita aliviada na cama, pois era fim de semana. Mas o alívio não era contínuo:

- Filha, suas malas estão prontas? — Dizia Senhorita Keinz.

- Não, mamãe.

O que fez ela deixar de lado a preguiça, foi pensar que ia visitar seus amigos na sua velha cidade.

- Mamãe, eu quero voltar a morar lá...

- Era bem isso que eu ia te dizer. De hoje até eternamente estaremos morando lá, espero. Já alugamos a casa! Que bom que você gostou! — Ela disse, animada

- Isso é sério? Nossa, obrigada, obrigada!

Quando sua mãe saiu do quarto, ela abriu um sorriso ainda maior. Liz amava seus amigos, mas não era só por isso: Ela sempre achou o sol mais bonito no céu de Etny, sua antiga cidade.

Ou podemos chamar de nova cidade?

Depois de quatro horas de viagem, chegaram na casa da avó de Liz, mas logo partiram para a nova casa de Liz. Era enorme

- Desde quando, mamãe, temos dinheiro o bastante para comprar... Isso?

Ela não parava de perguntar. O seu pai havia achado um emprego melhor em Etny, pois na outra cidade ele não achava um bom emprego... Por isso a mudança de casas. De menor para maior.

Ela estava feliz, claro. Mas se lembrou de seu novo amigo, o Michel. Também lembrou:

Compreenda.
Releve.
Nunca abandone
o verdadeiro amigo.
Ele pode nem estar
ao seu lado agora.
Mas certamente,
estará sempre contigo."
Clarice Pacheco

Mas ela não entendia; Ela havia praticamente abandonado o amigo. Mas, ele certamente está com ela, no seu coração ...

Mesmo assim, ela estava com saudades. Será que o destino vai mudar?

Notas finais
"O verdadeiro amigo

Compreenda.
Releve.
Nunca abandone
o verdadeiro amigo.
Ele pode nem estar
ao seu lado agora.
Mas certamente,
estará sempre contigo."
Clarice Pacheco

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.