Depois do que aconteceu entre papai e eu no Pântano, ele ficou arrasado e com medo pelo que eu pude ver.Ele e tio Nik ficaram brigados,mas, pela expressão no rosto de tio Nik quando ele me viu morta nos braços de papai, eu sabia o que aquele rosto — que um dia me fizera rir — queria dizer: Horrorizado e Arrependido pelo o que sua atitude com papai acabara fazendo comigo. E, acho que ninguém viu, mas seus olhos estavam lacrimejantes e, para que ninguém percebesse sua reação, ele enxugou as lágrimas com a manga de sua camisa preta. Quando eu ressuscitei, papai me deu um abraço tão forte que parecia que meu corpo iria se partir ao meio.

– Papai? — Chamei,enquanto recuperava a consciência. — O que aconteceu, quando chegamos aqui?

Ele estava chorando. Olhou bem nos meus olhos e me abraçou de novo.

– Me perdoa, Alissa.

– Perdoar você pelo quê, a culpa não foi sua,papai, foi do tio Nik.

Ao mencionar seu nome, todos se viraram para ele. A expressão no rosto de papai mudou,seu rosto, antes calmo e preocupado comigo, agora estava em chamas enquanto a fumaça saía pelas orelhas e pelos narizes ao mesmo tempo em que seu rosto ficava vermelho como um camarão; Ele se levantou e bateu no rosto de tio Nik, que só não saiu lá muito ferido porque, prevendo a ação de papai sendo o que eles eram, ele formou um "X" com os braços sob seu rosto e, com aquela pancada que papai o golpeara, ele caiu no chão. Isso fez com que um sorriso largo surgisse tanto em mim quanto em Kol seguida por uma leve troca de olhares entre nós dois, que estávamos a apenas alguns passos de distância um do outro.

– Isso vai ficar bom! — Sussurrei em seu ouvido. Ele me fitou e sorriu ainda mais.

– Também acho. — Ri.

Tio Nik segurou uma das mãos de papai quando este tentara golpeá-lo novamente quando meu tio já estava caído no chão (de novo, pra variar). Ele arremessou papai, num ato impensado, que foi de encontro contra a parede da mesma maneira que eu na cabana, só que acho que tio Nik não jogou com "força pra matar" ou " atravessar paredes", mas um ENORME buraco se abriu na parede.

Tia Rebekah entrou na briga e começou a jogar vasos e copos de vidro em tio Nik como se fossem bolas de neve. Tio Finn, tio Kol e eu só observávamos como se estivéssemos diante de uma televisão assistindo a uma cena de luta, só admirando a pancadaria ao invés de esperar que ela acabasse.

Até que um dos estilhaços dos vidros de tia Rebekah inesperadamente ricochetearam e acertaram os olhos de papai. Desesperada, eu berrei:

– PAREM JÁ COM ISSO, POR FAVOR! — Eu já estava aos prantos enquanto corria para abraçar papai e tirar os estilhaços de seus olho esquerdo. — Por favor, me ajudem. — Supliquei aos meus tios. Tia Rebekah se juntou a mim e me abraçou.

– Tudo bem, Alis, o Elijah não vai morrer, eu vai ficar bem, agora, por favor, suba para o seu quarto e deixe que seus tios e eu limpemos a bagunça.

– Cuidem bem dele, tá bem?

– Mas é claro, Alis, agora suba, por favor.

Notas finais
Desculpa pelo que aconteceu com o Elijah mas eu disse que é um pouco violento