A Garota Problema
24 Se socializando com Valentina, Laura e Tomás e indiretas diretas!!
Notas iniciais
Pov Laura:
Eu encarava os traços de sua face enquanto ele escrevia alguma coisa em seu caderno. Eu sei que não podia nutrir algum sentimento por ele porque somos amigos, mas... Há, essa merda de amor é muito complicada, é como já dizia a minha avó: Qualquer um pode cometer a loucura de amar, mas só poucos conseguem entender o significado dele.
E é justamente o que acontece comigo, quando eu fui ver já me encontrava perdidamente apaixonada pelo Tomás... Meu amigo!
– Tudo bem Laura?- Meus pensamentos são interrompidos pela voz grave de Tomás.
O olhei e percebi que o mesmo me encarava com um sorriso de canto. Corei, por que eu tinha que corar?
– T-tudo- clareei a voz- Qual vai ser o tema do nosso trabalho mesmo Tomi?- ele sorri
– Bom eu andei pensando em...- ele coça a parte de trás do pescoço- Amor. Quer dizer, a música falar sobre amor- ele explica e eu sorrio igual uma boba.
– Ahn- é tudo o que digo.
– Mas o Vicente e a Juli já vão fazer, então...- ele se interrompe com uma gargalhada e eu o acompanho.
– Cara, isso definitivamente não vai dar certo. Eles vão acabar se matando.
– Concordo- e assim ficamos em silencio.
– O que voce sugere para o tema?- ele quebra o silencio constrangedor.
– Que tal... amizade?-sugiro e ele sorri acenando com a cabeça.
– Boa. Pode ser essa- ele aceita. Mas na verdade o que se passava pela minha cabeça era o seguinte tema: ''Amizade Colorida''.
POV JULI.
Uma pessoa poderia ser considerada assassina se acertasse com a cadeira na cabeça de uma pessoa? Ou com um extintor de incendio?- Esses eram os pensamentos que passavam pela minha mente enquanto eu continuava na sala de aula. E sim, esses pensamentos estão relacionados ao O grande, O Fantástico, O maior imbecil do mundo... Vicente!
– Estão dispensados alunos... e lembre- se que eu mudei a data do trabalho para entregar. Irei estender o prazo até o mes que vem- diz a professora de música. Sim, aconteceu um milagre e eu não vou precisar olhar para a cara feia do Vicente assim tão antecipadamente.
– Como se ele fosse feio né?- minha consiencia chata implica.
– Cala a boca Lurdes que eu não estou com paciencia para voce- penso, e sim. Minha consiencia tem nome, algum problema? Porque se tiver eu mudo o nome para Anastácia!
Depois desse momento lindo entre minha consiencia chamada Lurdes e minha pessoa, recolho meu material enfiando tudo dentro da mochila
e me viro para esperar a cambada.
Depois de tres minutos fui até onde estava o pessoal, e quando falo ''pessoal'' quero dizer que TODOS estavam lá.
– E ai?- chego me encostando em Pablo. A bicha fez careta.
– Feliz com o seu parceiro de trabalho Julia?- Gustavo implica e eu sorrio ironicamente.
– Nem um pouqinho meu caro Gustavinho. Mas pelo menos não fui eu quem ficou com a Valentina... Nada contra ela.- digo e todos começam a rir da cara de Gustavo. Valentina era uma garota da nossa sala, a nerd para ser mais específica. Ela usa roupas folgadas, óculos gigantescos de grau e é cheia de espinhas. Mas ela tem lindos olhos verdes que ficam escondidos por baixo do óculos e é morena clara.
– Nem me falem. Eu já até implorei para trocar com a professora, mas ela não deixou- diz ele suspirando em frustração.
– Ah cara, veja pelo lado bom... Pelo menos voce não ficou com a anã aqui- Vicente aponta para mim rindo e eu lhe lanço o dedo do meio.
– Ahh gente, eu não entendo o porque de voces serem assim com a Valentina. Ela é uma pessoa... normal- Reflito e as meninas concordam comigo.
– Ela pode ser tudo mona, menos normal.- Pablo diz olhando para Valentina que ainda recolhia seu material- Olhem aquela saia, aqueles óculos... ela deveria ir se tratar- comenta ele.
– Eu estou com a Juli. Ela deve ser legal, voces que ficam julgando a menina- Bler fala.
– É, legal. Mas olhem o jeito desajustado dela... Eu vou acabar sendo zuado o resto do ano- Gustavo retruca e eu reviro os olhos.
– Claro. Voces garotos são todos iguais. Se fosse uma garota com seios, bunda e coxa tava todo mundo feliz. Mas como só é a Valentina, a ''nerd da sala'' tão tudo assim- ralho indignada com o julgamento desse povo.
– Também não é assim né Juli, vai com calma ai- se intromete André e eu fecho a cara.
– Não vem defender não André porque voce também é homem- Laura concorda.
– E o que tem isso?- Vicente pergunta.
– São tudo farinha do mesmo saco- Pablo indaga e Bler, laura e eu rimos.
– Exatamente Pablo- concordo.
E quando viro a cabeça para o lado vejo Melissa passar por Valentina e esbarrando na pobre coitada de propósito, a fazendo derrubar os livros que tinha em mãos cairem ao chão juntamente com seus óculos gigantescos.
– Opss. Olha por onde anda nerdzinha. hahaha- E Melissa e suas amigas idiotas saem rindo deixando Valentina com uma cara triste.
– Vaca!- indaguei quando ela e as outras iam saindo e ela nem fez questão de retorqui.
Revirei os olhos e fui ao apoio de Valentina que se encontrava abaixada no chão tateando em volta á procura de seus óculos.
Me abaixei a sua frente e peguei seu óculos ao seu lado a entregando e colcoando as mãos em meu colo.
Ela aceitou e os colocou. Depois de piscar algumas vezes e levantar a cabeça reparando que era eu, ficou assustada.
– Oi- sorri para ela que deu um meio sorriso e começou a recolher seus livros, canetas, folhas e cadernos pelo chão.
– O- Obrigada- murmurou enquanto eu a ajudava a catar as coisas.
Fiquei em silencio e senti presença ao nossor redor. Quando percebi, vi que era o pessoal se agachando e recolhendo as coisas de Valentina também. Sorri internamente com isso, parece que as coisas começam a mudar aqui nesse internato. E por que será que eu sinto que isso tem haver com a minha chegada?
– De nada... Mas por que não revidou ou falou alguma coisa para a vaca?- perguntei e vi Valentina franzi a testa em confusão.
– A Melissa ela quis dizer- Bler corrigiu enquanto a entregava as canetas.
– Anh. Bom eu não vejo motivo, até porque ela é a ''rainha da escola'' e eu sou apenas a nerd- disse suspirando por fim e ajeitando os óculos.
– O que deveria mudar. A Melissa pensa que todos estão sujeitos a ela, mas ela está enganada. Entendemos a sua reação mas voce não precisa ficar calada sempre não acha?- diz Vicente me surpreendendo com suas palavras. Tudo bem que eu sabia que ele não era nenhum retardado mental, mas vai saber né?
– Não vejo porque o fazer- refila ela e eu arqueio uma sobrancelha.
– Ah vá Valentina! Sinceramente eu sou mais voce do que ela- levanto a mão e escuto sua risada timida.
– Obrigada, mas não vejo o motivo disso... A Melissa é linda, popular e eu.. Só sou eu- murmura ela abaixando a cabeça.
– O que pra mim já é considerado o suficiente- diz Gustavo entregando o caderno para ela que levanta a cabeça e cora... Wou, wou, wou. é impressão minha ou a paixão está no ar?
– O-ob-brigada- ela se atrapalha toda e Gustavo sorri
– Uhumh- pigarreio evitando uma risada- Quer vim almoçar com a gente hoje Valentina? Nossa mesa é igual coração de mãe, sempre cabe mais um- digo fazendo toda a galera rir.
– O que? Que isso Juliazinha, a nerd na nossa mesa? Nem vem com essa- Pablo ralha e eu o olho feio.
– É isso sim Pablo. E se voce não está conformado não precisa se sentar com a gente. A decisão é sua
– Não precisa gente, é serio. Eu posso me sentar no lugar de sempre, eu não quero atrapalhar. Não precisa, é serio- Valentina se levanta e mexe as mãos desajeitadamente.
– Deixa de coisa Valentina, não liga para o Pablo não. Isso que ele tem é dor de cotovelo- Tomás indaga.
– Mas...- Gustavo a corta.
– Sem mas menina Valentina. A senhorita está convidada e não recebemos um não como resposta. Até porque teremos que trabalhar junto né?- ele sorri.
– Sendo assim, eu aceito- responde ela e todos comemoramos.
– Pablo...- pergunto?
– Tá sua bicha má. Mas saiba que dessa vez voces ganharam e quem sabe eu não leve a criatura ai em um salão de beleza? Olha menina voce vai fazer depilação...- e assim Pablo agarra Valentina pelo braço e vai a torturando. E só de ver a cara da coitada começamos a rir.
– Vamos antes que ele a leve a loucura- André propõe e assim fomos para a porta..
Quer dizer, eles foram né, porque antes que eu conseguisse alcançar a soleira dela sinto meu braço ser puxado e eu bato no peito da pessoa que me puxou. Olho para cima:
– O que foi peste?- faço cara de tédio para Vicente.
– Quero falar com voce Idiota- responde ele e eu me solto de seu braço.
– Sobre oque aberração?- bato o pé e cruzo os braços.
– Olha Julia, eu também não estou nem um pouquinho contente em escrever uma música junto com voce. Ainda mais uma que fale sobre o amor, porque convenhamos, nenhum de nós vamos conseguir trabalhar juntos.- diz ele e eu arqueio a sobrancelha.
– Se voce já sabe disso, porque está repetindo?
– Porque o seu cérebro não consegue raciociar sem estar no modo lerdeza- ele diz e eu reviro os olhos.
– Pensei que quisesse falar comigo, não me insultar- refilo colocando a mão na cintura.
– Dá tudo no memso... Mas queria perguntar como vai ser isso- ele diz e eu penso um pouco.
– Como eu quero adiantar isso logo, pode ser amanhã. Assim não preciso ficar muito tempo perto de criaturas cientificamente desprovidas de inteligencia como tu- estalo a lingua e um sorriso se forma em meu rosto.
– Não abuse da da minha paciencia!- ele avisa e eu fecho a cara- Tá, mas amanhã não vai dar. Tenho tarefas- diz ele e eu rio soando ironica
– E suas ''tarefas'' significam ensaiar com a sua banda tá ok- digo e vejo ele bater com a mão na testa.
– Quem te contou isso Juli?
– Sua adorável maninha e sua linda priminha- pisco meus olhinhos e ele bufa.
– Okay- diz ele- Temos que marcar um dia e um lugar.
– Okay- prolongo o ''Okay'' e depois gargalho.
– Qual o motivo da risada nanica?- questiona ele e eu o olho feio, mas continuo a rir.
– Esse negócio de Okay, Okay, pareceu agora meio que ''A Culpa é das estrelas''- Confesso e ele ri também.
– Verdade. Mas até parece que voce poderia ser uma Hazel Grace..- fala ele gargalhando.
– Ahaha muito engraçado. Não sabes que eu sou uma ótima atriz- pisco o olho.
– Com certeza não- ri ainda mais.
– Avá, como se voce fosse algum tipo de Augustus Walters- retruco sorrindo cinicamente e ele para de rir.
– É. Eu merecia essa- diz ele.
– Sim, voce merecia- concordo.
– Mas tá. Quando e onde vamos fazer a música?- ele pergunta e eu encolho os ombros.
– Não sei. E quer saber mais? Vou é para o refeitório que eu ganho mais... Tchau Vicentinho- aceno com um tchau e saio apressadamente sala a fora.
Mas ainda o escuto murmurar um:
–'' JULIIIII''- e assim saio rindo pelos corredores desse internato
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