A Garota Problema

23 Oque professora???


Notas iniciais
OIOI amores! Estou atrasada com os capitulo, eu sei, eu sei. Mas é porque as minhas avaliações começaram hoje e minha vida tá tudo uma bagunça geral hehehe. Então, QUERIA AVISAR QUE JÁ TENHO OS DIAS DE POSTAGENS PARA A HISTORIAS... que serão AOS SABADOS E DOMINGOS OK? ok? Bom, fiz esse capitulo sem graça, mas os próximos serão melhores...BOA LEITURA POVO!

( Y LOVE YOU- AVIRIL LAVIGNE)Escutem a música por favor!

»«La La La La La

I like your smile

I like your vibe

I like your style

But that's not why I love you

And I, I like the way

You're such a star

»«But that's not why I love you


Sai do meu dormitório e caminhava pelos corredores com meus fones de ouvido no máximo e cantarolava uma música que estava a tocar, da Aviril.
Ia dançando e me movimentando ao som da música até umas crianças passarem correndo por mim e quase me derrubarem no chão. Resolvo brigar com elas mas as pestinhas já se foram embora... Crianças! Mas eu não posso dizer nada, aliás eu já fui uma criança muuito hiperativa e bagunceira!
( Ainda és Juli)- Aquela voz'inha chata da minha consciencia diz e eu rio... Tem razão, ainda sou.
Viro a esquerda do corredor e faço careta ao ver a escadaria que vou ter que subir para chegar a sala de aula.. Mas como nem tudo na vida são flores, o que me resta é subir mesmo.
Subo os degraus de dois em dois ainda cantando e quando finalmente termino a minha subida arrastada ajeito meu cabelo e meu uniforme, apertando o casaco listrado mais forte á minha cintura.
Já consigo avistar a sala de aula e algumas pessoas na porta bisbilhotando a vida alheia... Porque esse povo não vai arranjar uma louça para lavar? Alguma coisa que seja útil e que faça direito que eles tem de estarem respirando valer alguma coisa!
Continuo meu trajeto e antes de entrar pela porta da sala de aula reparo quem são ''as pessoas'' que estão nela: Melissa ( muuuu) e suas ''amigas''.
Reviro os olhos com a presença dessa ''criatura humana'' e tento dizer a mim mesma para passar e mais nada. Mas como sempre, nada funciona:

– Hum... A rockeirinha sem estilo já chegou... Coitada, além de não ter estilo acho que não mantém uma boa relação com o papai- disse Melissa quando eu ia entrando na sala e começou a rir com as outras...

Eu já ouvi dizer que a vida é feita de escolhas, e nesse caso eu poderia simplesmente ter virado as costas e ter fingido que não a escutei falar. Mas quem disse que eu faço as escolhas certas?:

– A minha vida não lhe diz respeito algum Melissa. Se eu tenho ou não, uma boa relação com o meu pai não é problema seu e outra... Se ter estilo para voce é parecer que estrupou uma caixa de lápis de cor para se pintar igual voce faz. Muito obrigada, mas eu prefiro não ter estilo então.- Virei as costas e caminhei para dentro de sala, deixando uma Melissa com a cara no chão e suas amigas prendendo a risada.

Quando entrei na sala não fiz questão de olhar para ninguém, somente fui até o fundo da sala e me sentei na última fileira perto da janela e fiquei a olhar lá para frente. Chovia lá fora, o lado positivo de se morar aqui em São Paulo é que sempre chove, e eu amo chuva. Uma das poucas coisas que amo.
Parei um pouco para observar a paisagem lá fora mais atentamente e as gotas de chuvas caiam sobre as folhas de árvores que se espalhavam pelo espaço lá fora. O céu estava um cinza misturado com um azul escuro mas a mistura não era obscura, não, a cor era perfeita para mim. Uma coisa que eu reflito agora é o seguinte na minha opinião: As pessoas estão tão ocupadas com a aparencia, com a vida social, com o trabalho, escola, dinheiro, roupas que não conseguem enxergar e focar no que realmente interessa. Se cada pessoa parasse para olhar em volta o lugar que as cercam seriam mais felizes. Tem tanta coisa bonita para ser vista e descoberta ainda mas ninguém se preocupa em enxergá- las.

– Ei... Juli Juli.. Ei- percebo uma mão sendo balançada á frente do meu rosto e eu pisco visualizando a pessoa a minha frente. Tiro os fones.

– Ahh oi?- olho para a ruiva á minha frente que sorrir acenando com a cabeça.

– Percebi que voce estava em outra dimensão baixinha- torço o nariz e ela ri- Tá mais e ai, saiu mais cedo do quarto por que?- pergunta Bler se sentando a carteira ao meu lado.

– Queria pensar um pouco sozinha Bler. Minha cabeça está cheia- respondo encolhendo os ombros. Mas sei que ela vai querer saber.

– Cheia de que?- ela insiste. Bler pode ser tímida mais é muito curiosa.

– Na vida mas e a Laura, cade ela?- tento mudar de assunto, isso sempre funciona.

– Ali- ela aponta lá para frente e nas primeiras carteiras meu olhar encontra com Laura e Tomás SENTADOS JUNTOS rindo de algo que ele tinha dito.

– O clima ali tá bom hein?- arqueio as sobrancelhas rapidamente rindo.

– Tá e até demais. Vim aqui porque não quero ficar de vela- diz ela e começa a rir, eu acompanho.

E no meio dessa nossa crise de riso eu viro a cabeça para o outro lado mais á frente e encontro. Encontro com um par de orbes caramelizadas me encarando. Rapidamente minha risada é cortada e eu desvio o olhar encarando a janela.
Uma semana já se tinha passado desde os gritos do Vicente comigo lá no porão e eu não consigo esquecer esse dia. Não dá, os gritos dele não saem da minha cabeça e é por causa disso que eu venho tentando me entreter o máximo que consigo para ver se consigo parar de pensar... Mas até hoje o resultado foi nenhum.

– Hum.. amiga, ainda tá chateada com ele né? Mas quem sabe ele não mude de ideia e voce possa entrar para a banda e...- a corto.

– Sim Bler. Eu ainda estou chateada com ele e não. Não quero mais entrar para a banda, até porque eu nem sei o que ele quis dizer sobre ''roubar o lugar da Isabella''- minha voz sai falha. Algo como um pressentimento me atinge ao relembrar dessas palavras.

– Tá...- diz ela- Se eu pudesse contar- murmura achando que eu não ouvi.

– Não pode por que? Do que voce está falando e por que não pode me contar Bler Araújo. Sabe de algo?- a intimido. Eu TENHO, preciso saber sobre esse segredo que essa família guarda!

– N-não Juli- ela gagueja e eu cerro os olhos- Olha a professora já chegou- diz ela e suspira...
Filha da mãe de sorte, salva pela professora... de Musica! ótimo, fenomenal porque o meu humor está super bem para uma aula desse tipo hoje, quem me dera.

– Bom dia alunos!- diz a professora entrando na sala e eu suspiro pegando meu lápis e começando a desenhar uma batatinha frita amarrada á asa de um avião.

– Bom, hoje como eu tenho que sair mais cedo somente vou passar um trabalho para voces fazerem e me entregarem na aula que vem e...- parei de escutar ainda focada na minha batatinha tendo seu voo. O que foi uma pena, porque a professora me interrompeu::

– E... Julia voce está prestando atenção ou sua batata frita amarrada á asa de um avião está mais interessante que minha aula?- diz a professora rindo acompanhada dos alunos e eu me afundo na cadeira.

– Não, tá não professora- sorrio amarelo e ela acena com a cabeça.

– Claro, do que se esperar da Juli? O que sabe fazer de melhor é quebrar as regras e arrumar confusão- a voz vem lá da frente e minhas orelhas fervem.

– Olha aqui garoto, ''Vicentinho'' como o Pablo diz.- Pablo me interrompe

– U.u. é isso ai minha diva, vai rolar treta- Pablo bate palmas e eu volto a olhar para a criatura sem cérebro.

–Continuando, eu sei fazer outras coisas como por exemplo, arrebentar essa sua cara de jumento- completo me levantando e Vicente também se levanta.

– Ahhh pelo amor de Deus Julia, voce não consegue nem me alcançar no ombro. Cresce primeiro- provoca ele e ficamos assim: Ele gritando da mesa dele, e eu da minha.

– OGRO!

– PINTORA DE RODA PÉ.

– IDIOTA

–TAMPINHA

– BABACA

– MISS PROBLEMA

–VIA...- a professora nos corta:

– CHEGAAA! PAROU A PALHAÇADA OS DOIS!- grita ela e nós os dois nos calamos.

– Sentem- se — ordena ela e nos sentamos, olhando um para o outro furiosos.

– ótimo, agora sem mais discussão. Eu deveria mandar os dois para a sala do diretor.

– Mas..- Vicente e eu íamos protestar mas a professora Vanessa foi mais rápida:

– Se mas! Eu disse que deveria, mas não vou.
Mas como lição para os dois aprenderem terão que fazer o trabalho que eu passei juntos.!
Não quero saber de mas, de protestos nem nada! Semana que vem quero a música composta pelos dois- diz ela e foi essa nossa reação:::

–NÃO!- nos olhamos e eu empurrei ele para falar com a professora.

– Pelo amor de Deus professora, não faça isso comigo! Não me deixe fazer dupla e ainda mais COMPOR UMA MÚSICA com esse filhote de capeta!- falo quase me ajoelhando aos pés da mulher.

– EI Julia, são meus pais também!- Bler protesta e eu me desculpo.

– Ela tem razão professora. EU NÃO QUERO fazer o trabalho com essa secretária de demonio. Por favor professora, a senhora e conhece- suplica Vicente juntando as mãos e eu o acho super gay...

–Desculpe meninos mas eu já dei minha palavra final e não voltarei atrás... Mas não se preocupem, sei que terão tempo suficiente para se organizarem e discutirem o tem que nem vão precisar escolher, porque eu já fiz isso- a professora coloca um sorriso brincalhão em seus lábios.

– E qual seria?- pergunto indiferente e ela bufa.


– Simplesmente... Amor- diz ela e todos da sala batem palma... O sacanagem!

– PODEM PARAR COM AS PALMAS QUE NÃO É ANIVERSÁRIO DE NINGUEM!- grito fazendo todos pararem e me viro para a professora.

– Professorazinha linda, eu já vou ter que fazer o trabalho com isso- aponto para Vicente ao meu lado que fecha a cara- e ainda tenho que falar sobre o amor?

– Ela tem razão professora. Se a senhora ainda não percebeu, NÓS nos ODIAMOS- Vicente falam e eu concordo com ele.


– Pois bem, usem isso na música de voces. Nunca ouviram falar que o ódio sempre vira amor? Então, escrevam sobre isso- diz ela e se senta na cadeira começando a fazer a chamada.

– Até parece- murmuro e Vicente revira os olhos.

– Isso tudo é culpa sua- ele diz.


– Só se for sua, quem mandou abrir a boca para vim falar de mim?- retruco erguendo a cabeça.

– Não dá para falar com voce garota, não dá- e assim ele vai se sentar e eu vou para a minha carteira.

– Será que voces conseguem fazer o trabalho sem se matarem antes?- Bler questiona assim que eu me sento ao seu lado.

A turma toda cochichava e eu observava Melissa rindo... vaca do inferno! Deveria ser ela a fazer esse trabalho com o Vicente, não eu.


– Não sei Bler. Definitivamente não sei.

Notas finais
Nos vemos sábado meus caros leitores e não esqueçam dos meus comentários tá? E quem quiser recomendar a Fic AVONTADE! hahaha bjsss..