Notas iniciais
Primeiro: Vamos fingir que naquela época ainda podia usar magia fora da escola
Segundo: Essa é minha 30° fic pro CIP ♥ ♥
Terceiro e último: Boa leitura e espero que gostem dessa fic fofinha desse casal perfeito ♥

Arthur Weasley afastou os cabelos ruivos do rosto com um sopro e observou a garota ao longe que saia de sua casa na colina para cuidar do jardim repleto de margaridas, peônias e outras plantas coloridas.

O ar faltou nos pulmões do rapaz, dada a beleza da vizinha, Molly Prewett, e ele tomou coragem para cruzar o caminho de sua casa até a dela, o fazendo com cautela.

— Olá – Cumprimentou timidamente. A garota levantou o rosto sardento, olhando para Arthur que se aproximava.

— Oi – Sorriu limpando as mãos sujas de terra no avental.

— Cuidando do jardim, é?

— Sim, gosto muito de flores.

— São muito bonitas, realmente – Estava desconfortável e não sabia o que fazer com suas mãos que, repentinamente, pareciam grandes demais para os braços.

— São mesmo.

— A propósito, meu nome é Arthur.

— Eu sei – Seu rosto ficou vermelho – Eu ainda lembro…

— Que bom.

Ficava muito nervoso na frente da garota. Os dois, quando crianças, brincavam juntos, mas, quando entraram em Hogwarts pararam de se falar, mas Arthur sentia o coração pular do peito cada vez que a via pelos corredores. Ficava as férias inteiras tentando criar coragem para se aproximar dela novamente, mas sempre passava mal de tanta vergonha e acabava não conseguindo.

— E eu sou a Molly – Comentou tentando deixar o garoto mais à vontade.

— Eu sei – Falou fazendo a garota rir.

— Você é esquisito – Brincou.

— E você não parece muito normal – Retrucou rindo com as bochechas pegando fogo.

***

Arthur estava afoito observando a grama pela janela de casa pela noite escura. Em suas mãos um buquê de flores estava sendo amassado pelas mãos suadas. Seu pé balançava e batucava no chão em ânsia e seus olhos buscavam qualquer movimentação da casa vizinha.

Seu coração quase parou quando notou uma movimentação ao longe, alguém saindo da casa. Alguém não… MOLLY!

Com a adrenalina correndo por seus membros, rompeu porta afora para ir ao encontro da garota, seus pés comiam o espaço entre eles com rapidez, deixando os medos para trás.

— MOLLY! — Arthur gritou assustando a garota.

— Arthur. O que aconteceu com você? Está bem?

— Sim, sim. Estou bem – Garantiu recuperando o fôego ao chegar até ela.

— Então o que aconteceu?

— Me desculpe, não queria te assustar – Começou a rir da bobagem que estava fazendo.

— Você é esquisito, Arthur – Riu com ele ainda sem entender nada. O garoto se colocou de pé e estendeu as flores para eles.

— Molly Prewett, quer sair comigo?

Molly piscou algumas vezes confusa, mas o estado foi deixando o corpo dela sendo substituído por um sorriso grande e brilhante. Estendeu a mão para apanhar o presente.

— Está bem.

— Que bom – Alegrou-se – Que bom.

— Vamos aonde?

— Eu não sei – Deu de ombros apavorado – Não pensei nisso. Agora?

— Ora, o que mais você tem para fazer?

— Bom… Nada mesmo.

— Então vamos agora! — Riu — Ouvi falar sobre um lugar onde trouxas vão – Sussurrou – Que parece muito divertido.

— Então vamos! — Arthur não podia estar mais apaixonado, Molly falando sobre trouxas. Seu coração deu um pulo quando ela pegou sua mão e desaparatou.

Os dois apareceram em uma ruela suja e percorreram um caminho de pedras até chegar a uma construção grande e com luzes coloridas piscando.

— O que é isso?

— Uma “balada” — Molly sorriu animadamente – Os trouxas vem aqui para dançar.

— Parece ótimo.

De mãos dadas, os dois entraram na casa de festas. A música era ensurdecedora lá dentro e, assim que entrararm no local, a garota começou a dançar, movendo o corpo branco e cheio de sardas no ritmo do som. Um sorriso timido ocupava o rosto de Arthur a medida que Molly o levava mais e mais para o centro da pista de dança, onde as pessoas pulavam e gritavam a melodia divertidamente.

Contagiado pelas figuras à sua volta, Arthur se soltou também, movendo os braços e pernas de forma desajeitada, mas fazendo seu melhor trabalho. Molly, olhando para ele, sentiu seu corpo derreter e, em meio à dança maluca dele, aproximou seu rosto, depositando um beijo dúlcido nos lábios alegres.

— Você me…? — Arthur interrompeu sua dança tocando sua boca surpreso, mas Molly já estava mais uma vez imersa na melodia gritante da festa.

***

— Pai, para com isso – Arthur pediu dando tapinhas na mão do pai que não parava de mexer na gravata em seu pescoço.

— Mas está torta!

— Septimus – Sua mãe repreendeu o homem – Deixe o garoto. Está bonito, filho.

— Obrigada, mãe.

— Mas a gravata está torta – Reclamou a contragosto cruzando os braços – Mas fora isso está bem apessoado.

— Ufa – Arrumou mais uma vez os cabelos ruivos herdados do pai – Então acho que vou lá.

— Coragem, Arthur – Seu irmão mais novo sorriu para ele, tentando lhe incentivar.

Com um suspiro, Arthur deixou sua casa sentindo suas pernas tremendo como varas verdes e caminhou lentamente pelo jardim de sua família, avistando ao longe Molly Prewett cuidando de flores trouxas. Atravessou o caminho entre eles rapidamente, parando atrás da garota e pigarreando.

— Anh, Molly – Ela virou-se surpresa e, ao ver o namorado, sorriu contente levantando e batendo a terra das roupas.

— Arthur – Se aproximou, depositando um beijo em suas bochechas, o que deixou o garoto ainda mais nervoso.

— Eu queria perguntar uma coisa…

Os olhos dela brilhavam com o sol naquela manhã agradável e seus cabelos rubros balançavam suavemente com a brisa da colina. Por um segundo se perdeu em suas próprias palavras absorvendo a beleza estonteante de Molly.

— Pode falar – Encorajou vendo que Arthur tinha empacado.

— Ah, sim… — Retirou de dentro do bolso do paletó um saco de papel com sementes – Aqui tem sementes de variadas flores trouxas. Pra você.

Molly sorriu e apanhou o presente.

— Obrigada. Farei bom uso – Espiou dentro do pacote, vendo que, no meio das sementes tinha um anel. Era uma coisa muito simples, provavelmente passada de geração em geração e os olhos da garota ficaram marejados – O que é isso?

— Molly Prewett – Arthur sentiu uma onda de confiança inundando seu corpo – Quer plantar essas flores comigo?

— O que? — Sua voz era um misto de risada e choro.

— Não, espera. Quer casar comigo e plantar flores juntos?

— Você é muito bobo – Respondeu abraçando seu pescoço com um pulo – Sim! Sim, sim e sim!


Notas finais
E ai, o que acharam?
Me contem nos comentários qual casal de Harry Potter vocês acham que é o mais fofo junto ♥
Até uma próxima história =D
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!