-Adler?

-Sim Gene...

-De igual pra igual.

-Fustenberg?

-Thommy.

-Claro, Thommy.

-Você que ficou vigiando esta noite... sabes onde cristãos rezam por aqui?

-Sim.

-Você é Judeu.

-Não.

-Onde é que eles celebram a missa?

-É de noite em um beco escondido.

-Vamos hoje?

-Sim. E Thommy?

-Sim?

-Como você descobriu que eu era Polonês?

-Pelo seu jeito quando falavam em bombardear a Polônia, isso ainda na Alemanha.

-Você comentou com alguém?

-Não, e não se preocupe, isso é uma coisa só minha, um dom, ninguém mais percebeu.

-Graças a Deus.

-Você é o que?

-Como assim?

-Religião.

-Católico. És também?

-Sim. Vai comigo hoje?

-Sim, e irei me confessar.

-Eu também irei, preciso pedir perdão caso tenha matado alguém.

-Claro...

-Vamos andando não é?

-Sim. O carro faz muito barulho.

-Você foi crismado?

-Sim. Eu fui do seminário.

-Também fui crismado, mais entrar no seminário não é pra mim.

-Desde pequeno, mesmo com a influencia judia na família, eu sempre quis ser padre.

-Eu sempre achei um pouco careta ser padre.

-Todos sempre acham, eu entrei no seminário aos 20 anos, e agora com 25, estou aqui na guerra, resolvi me alistar pois senti falta da polônia, e conversei com o padre contei minha historia e ele deixou-me vir.

-Você é quase padre.

-Na verdade antes d me alistar eu me tornei padre.

-Então, você vai se confessar?

-Não, vou conversar com o Padre.

-Lindo da sua parte.

-Obrigado.

-Vamos indo descansar, eu espero você me chamar.

-Claro.

No Meio da noite Adler vai chamar Thommy como combinado.

-Thommy.

-Oi, padre, estou indo.

-Te espero La fora.

-Claro.

Thommy saiu sem fazer barulho.

-Adler, conhece Max?

-Sim.

-Ele vai vigiar hoje, já conversei com ele, ele é um dos nossos.

-Boa noite Max.

-Boa Noite Tenente Adler.

-Padre Adler.

-Sim Thommy?

-Vou mudar alguns soldados meus, obedecer ao Fritz, disse-me uma vez pa...

-Lembro-me do que ele disse.

-Então o que achas?

-Isso é ótimo, sei todos os que são cristãos daqui, mais só você sabe que sou padre.

-Claro, e vamos organizar uma celebração, arrumar hóstias e vinho e o material litúrgico, assim que eu anunciar que és padre, se quiser fazer isso claro.

Ele para e da um abraço em Thommy.

-Claro, esse é o meu sonho, realizar uma missa, e o material litúrgico eu tenho aqui, obrigado meu filho, obrigado.

-Posso contar contigo Padre?

-Sim claro.

-E você só parece ter 20 anos viu?

-Obrigado. E é bem ali Thommy.

-Vamos.

-Vai ser meio estranho entrar vestido de Nazista, ainda não começou. Graças a Deus.

Eles entram e ainda não tem muita gente mais todos se assustam e começam a se levantar para correr, o Padre se põe a frente, Adler o abraça pois o conhece.

-Padre Itzak. Itzak Scherman.

-Sim e você.

-Padre, sou eu Wladerick, Wladerick Spilberg. Filho de Judeus.

-Wladeck?

-Sim, sou eu.

-Agora sou Padre.

Agora Thommy olha confuso para Adler.

-Padre, esse é o General Thomas Furstenberg.

-O claro prazer General.

-Pode me chamar de Thommy.

-Meu filho desculpa a pergunta o que você esta fazendo aqui? E ainda esta vestido de nazista, e com um general nazista? Você não morreu?

-Não padre é uma longa história, podemos assistir a missa?

-Sim, claro, olha não queres servir? O nosso coroinha morreu hoje. Ele foi para um bairro onde muitos judeus moravam e estava sendo bombardeado direto.

-Helsenborn.

O padre e Adler olham para Thommy.

-Helsenborn? Você acha mesmo Thommy?

-Sim, padre Adler.

-Adler?

-É uma longa historia, como sabe disso Thommy?

-Padre Adler ele é uma maquina assassina.

-Isso é verdade.

-Desculpa, quem é Helsenborn?

-É um Capitão Filha da Pu...

Os dois padres se olha assustados e gritam bem na hora em que Thommy iria terminar a frase.

-Thommy nem pense em terminar isso.

-Perdão Padres.

-Padre ele é um homem muito mau.

-A entendo, vais servir?

-Sim.

-Padres?

-Posso servir? Fui coroinha quando menino na Alemanha.

-Foi?

-Karol ele foi.

-Fui, sempre tive vontade de voltar a servir.

-Só que não servimos de túnica pois não temos túnica.

-Claro.

Eles serviram e ao final da missa que foi mais rápida do que nos outros dias eles foram conversas com Padre Itzak.

-Padre Itzak?

-Sim Karol.

-Podemos conversar?

-Sim claro.

-Me ajudem a arrumar os paramentos.

-Claro.

-Parabéns Thommy você serve muito bem. Você também Karol, mais é meio estranho ver dois nazistas servindo.

-É verdade padre, todos estavam espantados.

-Bem padre, acho que devo uma explicação aos dois.

-Do que?

-Thommy, meu nome é Karol Wladerick, morei naquela casa, e o corpo que nunca encontraram era o meu, fui parar em uma Praia alemã, um casal de idosos alemão me achou e cuidou de mim, nosso barco estava perto da Alemanha, e esse casal que cuidou de mim, me perguntaram o meu nome e eu disse que não sabia meu nome, nem minha idade e nem o que tinha acontecido, menti, eles escolheram meu nome e me deram uma idade, disseram que eu nunca tinha tido certidão de nascimento, na época eu tinha treze anos, mais eu parecia ter 18 pois era muito alto, ele me deram dezoito anos, hoje eu tenho mesmo 21 anos, tudo isso aconteceu á 8 anos, me batizaram, fiz minha primeira eucaristia e crisma juntas, e logo entrei no seminário com 18 anos, entrei com o nome de Adler Lambert, antes de vim pra cá contei minha historia pro diretor do seminário, ele me deu o certificado pra mostrar que eu me tornei padre, mesmo mais cedo mais me tornei, Hallin meu irmão, há muito tempo não falo com ele, ele ainda acredita que estou morto, ele ainda estava na escola militar quando eu “Morri”, aquela menina da foto é Jula Zlota, minha melhor amiga, minha mãe adotiva morreu um ano depois que entrei no seminário, meu pai logo depois dela. Fiquei órfão.

-Essa é sua historia Karol?

-Sim Padre.

-Eu não sei o que dizer Adler... digo Karol.

-Não diga Thommy, vamos se confesse, espero La fora.

Thommy se confessa e vai a encontro de Karol.

-Karol, estou horrorizado. Tua historia é muito triste.

-Sim, eu sei...

-Afinal como lhe chamo?

-Do mesmo jeito que antes.

-E ainda está de pé a proposta da missa?

-Sim.

-Vai dormir Padre. Você está cansado.

-Boa noite meu amigo.

-Sua benção Padre.

-Deus lhe abençoe meu filho.

No meio da noite Thommy pega a Bíblia que sua mãe lhe deu e atravessa o corredor e entra no quarto onde está Karol e os outros tenentes.

- Padre Karol?

-Diga?

-Toma. Pra você. Minha mãe me deu.

-Não posso aceitar.

-Pode sim.

Karol agradece se vira de lado e dorme

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.