A Garota Da Fita Azul
32 Capítulo 16
Depois de todas aquelas palavras de filme americano, não paro de pensar um segundo, ele estaria falando a verdade? Quer dizer, ele, um estranho que acabará de me conhecer, que nunca havia me visto, estaria disposto a ajudar uma garota que nunca se quer viu na vida? Ou era apenas um jeito educado de dizer que sente muito pelo o que houve, e que não esta nem um pouco interessado em saber da minha vida, ou seja "foda-se você".
– Então, esta disposta a deixar que eu te ajude? — Diz ele , esboçando um sorriso leve de repente em sua face.
– Ah, não muito obrigado, lhe agradeço por ter me ajudado, mas acho que isso já é o bastante, com licença.
Me levanto , e saio andando em direção a rua, mas em um rápido movimento, ele segura meu braço me puxando, como se ele queria que eu ficasse ali por mais tempo. O que é estranho, pois pensava que ele não via a hora que eu saísse dali.
– Espere, por favor, deixe-me ajuda-la.
– Olha..
Antes que eu pudesse terminar a frase, ele me puxa me levando até seus braços, me envolvendo em um abraço fraterna.
– Me desculpe, se me interpretei mal, não queria fazer isto, mas sinto-me preocupado com você, pode ser loucura, mas acho que você precisa conversar com alguém, e gostaria muito de poder ser este alguém.
– Esta bem.. mas não pense que vou lhe contar toda minha vida
– Okay, esta certo — Ele esboça novamente aquele sorrisinho de carismático.
– Agora conte-me..
Sentamos então em um dos bancos da praça em frente ao café.
– Bem.. estou passando por momentos difíceis apenas isso..
– Vamos, pode falar- ele me olha com uma cara de " fale logo.eu quero te ajudar"
– Minha mãe a poucos dias se suicidou, meu pai dias antes disso nos abandonou, e meu irmão mais velho.. Ele dentro de 5 dias irá embora morar com sua noiva..
– Meus sentimentos, eu sinto por você, mas enquanto a você, tem planos?
– Não, isso tudo me pegou muito de repente, por enquanto estou na casa de uma amigas, mas logo terei que arrumar um jeito para minha vida, daqui em diante.
– Você pode ir morar me um asilo — diz ele com um sorriso sacana.
– Mas, mas o que? — Encaro ele , me segurando, quase querendo arranha-lo ou bater nele.
– Desculpe, só queria que por um momento desse um sorriso e tirasse isso da cabeça.
– Obrigada, em muitos dias não me sinto assim.
– Bom, e que tal se hoje a noite fossemos dar uma volta, para espairecer ou apenas para ver a noite?
– Bem, não sei não.
– Vamos, isso vai ser bom pra você.
– Posso lhe fazer uma pergunta?
– Sim o que foi — ele me olha com uma cara de curiosidade e uma mistura de alegria.
– Porque quer tanto me ajudar, você ao menos me conhece direito?
– Não sei, desde o momento que te vi, ou melhor, desde o momento que joguei o frisbbie do meu cão em você, sinto algo estranho, sinto como se tivesse o dever de te proteger. Isso é estranho.
– Sim, um pouco estranho.
Ele então sorri de ponta a ponta. Há muito tempo não via ninguém sorrir assim tão sinceramente para mim. Meio que sem pensar, tão de repente, involuntariamente um sorriso escapa, e se estampa em meu rosto, o que para mim, era raro naquele momento que estava passando.
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