A Garota Da Capa Vermelha - Continuação.

36 PASSEIO A GREWNVILLE-CONFISSÕES INESPERADAS-Cp 35


Notas iniciais
Olá Lindos e Lindas!!!

QUERO A AGRADECER!!!

Ao Meu Deus Lindo e Fiel que tem me agraciado com leitores incríveis!!!

O SEMANA VITORIOSA!!!

Agradeço aos meus leitores, fiéis e meus escudeiros de sempre por seu carinho e seus Reviews!

MUITO FELIZ COM O CARINHO e os Reviews de vocês!!!

AGRADEÇO AOS LEITORES SUMIDINHOS QUE APARECERAM QUE SENTI FALTA VIU NANDA LINDA E BRUU FOFA e lisa mellark AMIGA LINDA!!!

SENTI SAUDADES E É BOM VÊ-LOS NOS REVIEWS DE NOVO!!!!

AGRADEÇO A LINDA RECOMENDAÇÃO DA Joana87 - OBRIGADO LINDA!!!!

DEUS AS ABENÇOE SEMPRE!!!

CONTINUAREI Postando esta semana o Capítulo 35 com um dia de antecedência, na quinta!!!
É minha forma de expressar minha Gratidão a vocês!!!!

MEUS LEITORES FIÉIS TEM ME DADO MUITAS ALEGRIAS!!!!

DEUS ABENÇOE O CARINHO DE VOCÊS!!!

SEGUE O LINK DO MEU BLOG:

http://dicasdamarth.blogspot.com.br/

AGRADEÇO A TODOS ESTA SEMANA LEITORES ATIVOS, E ATÉ FANTASMINHAS!!!!

INDICO ALGUMAS FICS:

Apenas uma Noite

http://fanfiction.com.br/historia/322586/Apenas_Uma_Noite

Historia de Nos dois

http://fanfiction.com.br/historia/319703/Historias_de_Nos_Dois

O Jardim das Cerejeiras:
http://fanfiction.com.br/historia/331501/O_Jardim_Das_Cerejeiras

Os Golpistas

http://fanfiction.com.br/historia/337306/Os_Golpistas

O Triunfo da Esperança - Minha FANFIC totalmente Petniss do Universo Jogos Vorazes

http://fanfiction.com.br/historia/333216/O_Triunfo_Da_Esperanca_-_Por_Peeta_Mellark

Apareçam por lá!

NESTE CAPÍTULO:

DAMOS SEQUÊNCIA AO PASSEIO A GREWNVILLE E RETORNO PARA CASA, AGUARDE MUITAS EMOÇÕES, MAIS PERSONAGEM NOVO E QUERO SABER TUDO O QUE SENTIRAM, O QUE ACHARAM DA PERSONAGEM!!!
NOVIDADES VINDO AÍ!
HENRY SURPREENDERÁ VOCÊS DE NOVO!!!
LÁGRIMAS PARA OS (AS) ROMÂNTICOS (AS) DE PLANTÃO!!!

GENTE ESTAMOS ENTRANDO NA RETA FINAL DA FIC!!!

Sem mais demoras, vamos ao Capítulo 35!!!

Nos vemos nas notas finais!!!

Mil beijos, MBGE!!!

\"\"

POV HENRY


Todo o ar fugiu dos meus pulmões quando Sophie aparece na sala de jogos com a nossa visita, mais precisamente, “minha visita”. Sophie me olhava com olhar inquisidor, querendo dizer: "Muito cuidado com o que vai fazer, ela esta sofrendo, resolve logo isto." Sophie sai, creio que pra cuidar de Valerie e ficar com ela.

– Olá Henry, olá rapazes. Que coincidência você estar na cidade, na mesma época que eu Henry, estava mesmo com saudades. — Mantive-me onde estava, mas fui educado com Ananda, afinal precisava saber o que ela queria comigo. Já que, ela havia deixado claro que gostaria de me ver.

– Olá Ananda, é mesmo uma coincidência. Não imaginava vê-la por aqui. -
Era perceptível o quanto os rapazes estavam apreensivos. E Ananda parece ter percebido.

– Bem, eu percebo que todos estão desconfortáveis com minha presença e acho que sei por quê. Então, direi logo o que vim fazer para acabar de uma vez, com todo e qualquer mal estar ou mal entendido. Eu soube, aliás, não se fala em outra coisa na vila. Que o Sr. Lazar chegou hoje, e muito bem acompanhado de uma belíssima jovem, simpática, educada, inteligente, uma verdadeira dama. A escolher e a comprar artigos que indicam um próximo casamento, e disseram-me ser sua noiva. E todos estão encantadíssimos com a futura Sra. Lazar. E Henry, não é segredo que eu sempre achei que jamais você superaria Valerie, afinal tive provas disto, e confesso fiquei encantada e curiosa com a notícia. Eu vim com o desejo de conhecê-la. Mas não quero trazer desconforto, o que desejo é parabenizá-lo, caso realmente tenha superado, e pelo visto, sim superou. Sua aparência, e preocupação com sua noiva é palpável nos seus olhos. E quero ver quem foi à mulher que realmente lhe fez superar. Pois, esta realmente é digna de admiração, e sou humilde para isto, e claro, não deixo de estar curiosa. Pois, certamente Henry, eu nunca acreditei que você a superaria. – Entendi completamente o que ela dizia. Ananda não imaginava, não fazia a menor ideia, de que minha noiva era Valerie. Afinal ninguém mais conseguia acreditar que eu conseguiria, realmente foi um milagre, não culpo Ananda. Eu precisava dizer a ela que era Valerie, e que a presença dela trazia desconforto a Valerie, mesmo ela não tendo culpa.


– Ananda, você estava certa, eu não superei, eu jamais a superaria. Mas, um Milagre aconteceu. — No mesmo momento, a compreensão a atingiu. E um sorriso espontâneo brotou em seus lábios. Ela estava maravilhada, como todos os que percebiam que eu havia conseguido.

– Henry, que maravilha! É muito melhor do que o que eu pensei, eu quero conhecê-la! – Ela disse radiante. — E devo dizer que você me deve isto Henry. Afinal, eu fui “rejeitada” por causa dela, e querendo ou não, sou mulher, não sou de se jogar fora! E é óbvio que tenho curiosidade e desejo mesmo conhecer aquela que não te permitiu ter olhos para mim ou qualquer outra! — Ananda disse aquilo muito divertida, evidenciando que estava totalmente de bem com aquilo. E que, se tratava de curiosidade feminina mesmo. Esta naturalidade de Ananda de lidar com assuntos constrangedores é realmente uma marca dela, e confesso que impressiona.

– Entendo você. Porém, aí está o problema Ananda. Ela sabe que houve alguns envolvimentos meus no passado, sabe por alto sobre você, mas pelo óbvio eu não consegui contar a ela o que foi em si. E por não saber, ela é extremamente insegura em relação a você, eu não sei se seria uma boa ela ver você, me perdoa. — Ananda tinha uma expressão incrédula. E me olhava estranhamente. Por fim ela disse.

– Entendo, mas, Henry, já passou pela sua cabeça que se ela soubesse a verdade ela superaria qualquer insegurança? — Nesta hora os rapazes também olhavam incrédulos para Ananda, e eu também. Admitir aquilo era vergonhoso demais. Mas eu consegui perceber o que Ananda estava dizendo. Ela percebeu que eu considerava, e prosseguiu.

– Veja bem Henry, eu posso ajudar se você quiser. — Neste momento, os rapazes se levantaram para saírem e nos dar privacidade. Ananda os parou. E vi com o que ela fez que sua intenção, realmente era ajudar. — Não gostaria que vocês saíssem, por favor, por que se por algum motivo ela aparecer aqui, tenho a impressão, que ela me ver sozinha com Henry não ajudaria. E no mais, o que estamos falando não é segredo para ninguém aqui. – E agora ela reporta-se a mim. — Henry aconteceu, infelizmente está na hora de enfrentar este fantasma deste passado, de uma vez. Foi vergonhoso? Foi. Foi constrangedor? Foi. Mas e daí? Você estará compartilhando algo, que dará a ela a certeza que sempre só houve ela e só haverá ela em sua vida. Acorda Henry, avalia os riscos em função dos benefícios. E se, for tão difícil assim falar, eu posso falar por você, se você quiser, poderemos fazer assim, chamamos ela, e eu conto diante de você tudo o que aconteceu naquela noite. E pronto. Tenha certeza que pra mim também não será confortável. Afinal eu fui à ignorada!

Eu sempre fico impressionado com a capacidade que Ananda tem de falar qualquer coisa, mesmo que sejam as mais constrangedoras, sem pudor algum. Porém, tudo o que ela disse, realmente trouxe a clareza a mim de o quanto aquilo foi ruim para ela, e o quanto ela superou. O que me deixou ainda mais envergonhado. Então eu decidi que eu iria enfrentar isto logo de uma vez. Pois, dentro de pouco tempo eu me casaria. E realmente eu não queria levar um fantasma do meu passado para o meu casamento com Valerie.

– Tudo bem então. Vamos resolver isto de uma vez. Pois eu não aguento mais esta agonia. — Percebi os rapazes abismados com minha coragem. — Dentro de pouco tempo estarei casado, e não quero levar um fantasma do meu passado para o meu casamento com Valerie. Chega com isto, assim eu acabo com a minha agonia pelo medo dela descobrir, e com o medo e insegurança dela. E eu não espero que vocês me entendam, mesmo por que vocês ainda não amam. Mas gostaria que me apoiassem. — Eu disse este final me dirigindo aos rapazes.

Enfim eles desarmam-se. E Araon diz, e é confirmado pelo olhar solidário de Érion.

– Tudo bem, tem nosso apoio Henry.

Bem neste momento, Sophie volta com Valerie ao seu lado. Ela me olhava com olhos insondáveis. De alguma forma, eu soube que Sophie já havia dito algo. Só não sabia o que. Ananda percebendo o clima e realmente se dispondo a ajudar, diz, e vi que ela verdadeiramente estava maravilhada, como todos ficam com Valerie...

– Então você é a Valerie? — E agora ela se dirige a mim. — Henry eu devo dizer, que o povo de Grewnville tem razão em estar em polvorosa com os comentários. A futura senhora Lazar é lindíssima, meus parabéns MESMO. – Ananda diz para mim, e em seguida direciona-se para Valerie. — Valerie, muito prazer... Eu sempre tive muito desejo de conhecer a dona deste nome. E agora eu sei que você faz jus a todo e qualquer encantamento, que as pessoas inclusive Henry, tem por você. Você é belíssima. Muito prazer, eu sou a... – Valerie não a permite terminar.

– Ananda. — Para minha surpresa e surpresa de Ananda, Valerie concluiu. O que fez-nos todos olharmos para Sophie, deixando-a desconfortável. Mas Valerie logo interviu. — Sophie só me disse quem era que estava aqui, e que ligação tem com você Henry, já que estava a sua procura. Só o necessário, o superficial, fique tranquilo. – Ela diz para mim, e em seguida diz a Ananda. — Ananda é um imenso prazer conhecê-la, e obrigado pelo elogio, e devo dizer que você também é muito bonita. — Ananda sorriu relaxando, e claro maravilhada com Valerie.

Percebi que Araon, Érion e Sophie também, estavam encantados com a desenvoltura de Valerie, e a própria Ananda. Mas acho que todos, assim como eu, estávamos preocupados como momento que tudo se tornasse demais para ela.

Ananda foi a primeira a se manifestar...

– E devo dizer que você, além de linda, é muito simpática, gentil e doce. Realmente uma joia rara Valerie. — Valerie ficou vermelha. — E Ananda prosseguiu. — Querida eu quero que saiba que eu não estou aqui para representar perigo ou desconforto algum, muito pelo contrário. Estava muito curiosa para conhecê-la. Na verdade aguardo por isto há bastante tempo. E acho que precisamos conversar para esclarecermos de uma vez isto. Agora mais ainda Henry, pois gostei dela, e não a quero como inimiga de jeito nenhum! – Ananda disse o final reportando-se a mim.

Foi à deixa que Ananda deu para que ficássemos a sós para conversarmos. Todos foram se retirando, mas Sophie antes de sair, vem até Valerie, beija sua bochecha, abraça-a, e olha-a nos olhos por um tempo e sai. Sophie estava apoiando Valerie. E neste momento, entendo que Sophie tinha a exata noção de o quanto Valerie estava frágil com tudo isto. O silêncio que se estendeu foi constrangedor. Na verdade eu não sabia como começar aquilo. E Ananda esperava por minha permissão. Mas Valerie como sempre, com sua extraordinária forma de cuidar e também, poupar quem ama mesmo a custa de sua dor, diz com uma voz muito dolorida.

– Bem, eu não sei o que vocês pretendem me contar. Mas, amor. — Agora ela olha para mim, e seu olhar, além de amor, quando encontra o meu, possui compaixão. — Henry, se o que formos conversar expõe você, eu não sei se quero saber. Pois, vejo o quanto isto angustia a você. Não quero angustiá-lo amor.

E meu coração doeu com aquilo, mesmo em agonia, ela detestava me expor ou deixar-me desconfortável. Aproximei-me dela e tomei suas mãos nas minhas e disse-lhe.

– Amor realmente não é fácil para eu falar sobre isto, por isto Ananda se ofereceu para ficar, pois eu não sei se consigo chegar até o final, mas sim, mesmo sendo terrível para mim, eu quero sim enfrentar isto por você.
Ela toca meu rosto com amor e em seus olhos eu vejo o quanto está preocupada comigo. Observo Ananda maravilhada e constrangida pelo momento íntimo meu e de Valerie. E começo...

– Amor, você já sabe o quanto eu fiquei devastado, com o rompimento do nosso noivado naquela época. E também sabe que acabei vindo ao Grande Reino naquele período. Então, foi em um baile que eu conheci Ananda, e o fato de eu estar bastante embriagado, contribuiu pro que aconteceu. E... — Ananda percebendo que se tornou difícil para mim, interviu.

– Na verdade eu estive toda festa o cortejando e nada. Nem sóbrio, nem bêbado, de maneira alguma, Henry não me deu atenção. Mas quando o estado de todos nós já estava bastante alterado pelo excesso de álcool, os rapazes apelaram e começaram a dizer coisas constrangedoras que levassem Henry... A “dormir comigo”. E realmente era o que eu queria... Você precisa saber Valerie, que estas coisas são comuns, para nós moças do Grande Reino. Assim, Henry cedeu.

Percebi que Valerie ficou muito ansiosa, e também apreensiva, neste momento. E aquilo me trouxe uma rajada de angústia. Porem, ela apertou minhas mãos e disse...

– Tem certeza amor? – Ela pergunta olhando para mim. — E Ananda, eu não sei se quero detalhes estou ansiosa e angustiada mesmo sem eles, não me sinto preparada... — Esta parte ela diz olhando nos olhos de Ananda, mas sem soltar minhas mãos.

– Valerie, eu não vou te expor aos detalhes fique tranquila eu não faria isto, mesmo por que, estávamos tão embriagados que muitos se dispersaram. Mas, os que ficaram, foram os que trouxeram os problemas.

Meu rosto inteiro queimou literalmente e por mais que Ananda fosse desinibida e liberal senti que ela percebeu que não seria tão simples assim passar toda aquela história para Valerie. E bem nesta hora, eu percebi também que isto cabia a mim. Eu precisava vencer isto. Isto era entre eu e Valerie somente. Então, criando coragem, eu disse:

– Ananda eu agradeço, mas, creio que agora eu preciso ficar a sós com a Valerie. Você me permite?

– Claro Henry, eu iria mesmo solicitar, a partir daqui não sou mais útil, isto é entre você e a sua futura esposa... – Entendo o que Ananda quis dizer, e pelo olhar de agradecimento de Valerie ela também. Ananda estava deixando claro que aquilo era apenas uma pequena questão a ser resolvida que não anularia o nosso compromisso. — Só gostaria muito de dizer algo a Valerie. Posso Valerie?

– Claro Ananda!

– Bem, depois que vocês conversarem você irá entender o que vou lhe falar. Nunca duvide do amor de Henry por você. Ninguém sequer sonhou alcançar o coração dele. Isto seria impossível, pois você capturou a sua alma. E tudo que restou para que ele oferecesse a quem quer que seja que tentasse tê-lo, foi só a sombra dele. Pois ele sempre esteve inteiro só pra você. – Ela dizia estas palavras olhando no fundo dos olhos de Valerie. Que retribuía com a mesma intensidade. — E Henry, nunca tenha medo de se expor a ela, ela ama demais você e jamais te julgaria é notório a qualquer um isto. Enfim, aquilo que eu disse naquele dia faz sentido agora. Sempre houve um propósito para você amá-la tanto. Que hoje sabemos qual é: É ficarem juntos. Quero dizer que podem contar comigo para o que precisarem.

Ela diz cada palavra com extrema sinceridade. E terminando ela sai e nos deixa a sós. Eu vou até a porta e a tranco. Ao virar-me em direção a Valerie seus olhos encontram os meus... E ali vejo o que Ananda acabou de dizer, que ela jamais me julgaria, mas sim, estaria aqui por mim, e eu por ela. Como foi desde o dia em que Peter partiu, eu fiquei por ela para cuidar dela, e ela se manteve inteira por mim, para me poupar de sofrimento, como eu não tinha me dado conta disto ainda? Então respiro fundo e vou até ela. Tomo suas mãos nas minhas, beijo cada uma delas, e por último selo seus lábios com um beijo suave. Então afasto e volto a olhar seus olhos...

– Amor, antes de dizer qualquer coisa, eu quero que você entenda... Que você realmente foi à única mulher que me teve por completo, assim como eu disse em minha carta. As três partes de mim, Coração, Corpo e Alma! Só pertencem, sempre pertenceram e sempre pertencerão a você. Jamais houve alguém que eu amasse ou desejasse tanto! – Ela permanece ouvindo. E eu a puxo para sentarmos no sofá da sala de jogos, sentamos e nos posicionamos de maneira que possamos ficar um de frente para o outro. Ela percebendo minha batalha interior diz...

– Henry, Você tem alguma noção do quanto eu amo você amor? Eu não vou julgar você, ainda que seja algo difícil de falar e de se ouvir, eu confesso que eu prefiro ouvir de você. – Eu respirei fundo, mas abaixei o rosto, pois eu não conseguia olhar em seus olhos de tanta vergonha.

Porém, ela fez algo que me surpreendeu, ela levantou-se e sentou-se em meu colo, abraçou-me e quando tinha meu rosto em seus ombros recostado em meio aos seus cabelos, ela disse:

– Melhor assim? Assim você não precisa me olhar amor. Sei que é algo vergonhoso pra você. Posso sentir isto, mas eu posso acolher você assim, em cada reação sua, e posso mostrá-lo que seu estou aqui, por você amor.

Com aquelas palavras eu a abracei apertando-a contra mim tanto, mais tanto, que não sei como ela não protestou. Ao contrário, ela me envolvia com a mesma urgência, e trouxe seu rosto para frente do meu e disse...

– Amo você Henry! E nada me faria desistir de você, quero enfrentar isto, ou seja, lá o que for junto com você amor. E ela toma meus lábios nos seus. Percorrendo cada cantinho dos meus com beijos suaves... – Amo beijar seus lábios, amo abraçar você, amo tudo em você Henry.

– Eu também, e você não sabe o quanto eu ansiava por isto, por sentir isto, e por ouvir você dizendo estas coisas para mim amor. Em todas as vezes que... Eu “dormia” com alguém. Era sempre você que eu queria... Só você. Nada me completava. Hoje eu sei por que. Por que minha outra parte, sempre esteve com você, só você poderia trazê-la de volta.

Então deitei minha cabeça em seu ombro novamente, enquanto ela acariciava meus cabelos e minhas costas e eu apertava-a contra mim. E comecei a dizer...

– Naquele dia, eu fui para o baile sem desejo algum de ir. Eu estava angustiado e entristecido demais. Mas Araon, Érion e Sophie insistiram muito. Então, eu fui. Ao chegarmos lá, conversamos dentro do possível, pois eu não tinha ânimo para isto. Vieram às danças e eu não conseguia sair da mesa, vinham os convites, e nada. Naquele dia... – Quando ela percebia que eu hesitava, ela intensificava a suavidade das carícias em meus cabelos, me mandando ondas de paz, e tranquilidade. – Naquele dia eu tinha você em cada parte de mim. Minha alma estava em agonia profunda, pois eu lembrava-me o tempo todo, da terrível cena que dilacerou meu coração a... – Ela mais uma vez me surpreende...

– Maldita cena do celeiro... – Percebi o quanto seu corpo ficou tenso, e eu sabia por que. Ela estava angustiada por ter me feito sofrer tanto ao ver aquela cena entre ela e Peter. E neste momento eu resolvi olhar seus olhos. E afastando-me um pouco, foi o que eu fiz, para encontrar seu rosto imerso em lágrimas. – O que me doeu mais ainda.

– Amor, você não teve culpa... – Ela me silenciou...

– Mas, não diminui o que eu fiz. Principalmente o fato de ter ferido tanto você, me perdoa, se há algo que realmente me envergonho de ter feito, é isto amor e muito, você ainda era meu noivo Henry, muito embora, contra a minha vontade, e também, ter se tornado sem que eu soubesse. – Agora é ela que mantém seus olhos baixos e eu puxo seu queixo para mim.

– Amor, eu perdoo você, se é disto que você precisa, eu perdoo o fato de você ter se entregado ao Peter amor, hoje eu entendo tudo o que houve entre vocês com clareza e não julgo você. – Ela deu um pequeno sorriso tímido para mim, com seus olhos já começando a ficarem vermelhos, e disse:

– Obrigado! – Aquilo foi o suficiente para eu reunir forças para terminar. Hoje realmente era o dia de enfrentarmos nossos “demônios interiores”. Só que agora, eu queria olhar em seus olhos.

– O que eu imaginava o tempo todo era eu ali, eu queria demais estar no lugar de Peter amor. Queria muito, você não tem ideia. Então, em meio a isto, eu me vi bebendo cada vez mais, Porém, todos nós já havíamos percebido o interesse de Ananda em mim. E os rapazes começaram a me incomodar com piadas, coisas constrangedoras. E quando meu estado de embriaguez já estava bem alterado. Por fim, eu cedi. Mas... Realmente eu saí com Ananda com o interesse de... Aplacar a ausência que eu sentia de você, então era inconsciente, mas ao mesmo tempo consciente. Eu sabia que estava indo para cama com ela, mas... Não era com ela de maneira alguma que eu desejava estar. Era você que eu queria ali... E foi você que eu levei comigo para aquele momento... — Neste momento, sinto um nó em minha garganta ao rememorar a cena... – Então, cada ato para mim, do fundo da minha alma foi dedicado a você, somente a você. Você se lembra de que eu te disse que muitas vezes, nestes momentos era você que eu queria ali? – Ela assente que sim com a cabeça. E eu respiro fundo, pois agora eu teria de acessar a pior parte. — E era. Não havia outra possibilidade de eu me entregar totalmente ao prazer com alguém se não fosse desta forma... — Sinto meu rosto inteiro queimar intensamente. — Principalmente naquele dia, onde tudo que eu desejava ardentemente, era ver você entregue a mim, como... Você se entregou ao... Peter. E assim foi até o fim. Era seu nome que eu dizia... Era seu corpo que eu imaginava... Era... Seu rosto que eu via... – Nesta hora as palavras embargaram. Então, respirei fundo e terminei... — E a vergonha era justamente esta, pra qualquer um isto poderia passar como um excesso pelo álcool. Mas, eu sabia exatamente o que era. Na verdade, eu... Só... Usei o corpo da Ananda. E isto me trazia mais culpa ainda, após tudo ter terminado. Pois meu pai já tinha partido, agora era uma escolha minha, e eu havia ido para cama mais uma vez com alguém, mais uma vez havia desapontado os princípios, dado por minha mãe... E o pior, além disso, não foi com quem eu amava, e conscientemente eu havia usado alguém. E este foi o motivo de eu ter procurado Ananda para conversarmos e acabei descobrindo que ela era de Grewnville. Eu me desculpei, ela também, pois ela percebeu tudo o tempo todo, mas realmente quis se submeter aquilo, por que o desejo falou mais alto. Acho que a desinibição causada pela bebida ajudou. E por fim ela me disse algo que me fez ver o quanto eu estava sendo covarde, e o quanto eu precisava mudar minhas atitudes em relação a conquistar você:

" — Quem sou eu para dar conselhos... Mas quer saber Henry? Não desista, lute, você a ama demais, deve haver algum propósito nisto. Mesmo por que, ninguém irá conseguir ocupar sua alma como ela, e seria injusto você submeter qualquer uma que seja a ter somente a sua sombra, pois aquele que estava ali comigo, não era você. O verdadeiro Henry, só despertará com Valerie, pertence a ela."

– E foi o conselho mais sábio que eu recebi em toda minha vida Valerie, e veio dos lábios mais improváveis. E aquilo verdadeiramente, me fortaleceu no propósito de lutar e esperar por Você amor. E por isto hoje ainda respeito e tenho carinho por Ananda e ela por mim. Ela entendeu e foi solidária a minha dor. Perdoa-me por isto Valerie. Na verdade Ananda soube o tempo todo, e este sempre foi o tabu, o real motivo de eu querer não falar disto. Só existia a possibilidade de estar com alguém, daquela forma principalmente quando eu estava tão inebriado de você, desta maneira. Não havia outra maneira, eu precisava fantasiar aquilo. E Ananda foi à única que viu isto com clareza. A vergonha era justamente saber que Ananda sabia o que se passava comigo, e foi por isto que eu vi que a partir dali, era uma escolha minha continuar com aquilo ou não. E resolvi não continuar mais, resolvi lutar e esperar por você amor. Mas claro, que esta parte, sobre eu estar consciente do que eu fazia Ananda nunca disse a ninguém.

Ela me escutava totalmente muda e quieta. E me olhava de forma insondável. E isto estava deixando-me angustiado demais.

– Amor eu vou entender se você estiver decepcionada comigo. Pois, eu também fiquei. E até hoje estou, mas pelo menos me diz algo. Preciso saber o que você está pensando, o que está no seu coração. – Ela continuava me olhando e tinha agora lágrimas nos olhos. — E antes de falar, ela aproximou-se de meus lábios com os seus e tomou-os para si em um beijo, tão diferente... Havia dor ali, havia compaixão ali, havia medo, mas também havia amor e uma sobrecarga de desejo que se manifestou não só nos nossos lábios, mas irradiava por todo nosso corpo. Ela me abraçava com tanta fome, com tanto desejo, com tanta necessidade, e aquilo também já gritava em mim. Quando o ar faltou ela olhou em meus olhos, e disse...

– Eu amo você Henry... Não posso viver sem você. E eu não vou desistir de você amor. Todos nós erramos. Mas é nobre tentar corrigir nossos erros. E você não só tentou como corrigiu. E agora eu entendo mais ainda você querer esperar amor. Seria como realmente quitar a dívida com sua consciência e com sua mãe, não é isto? – Como ela realmente me conhecia.

– Sim, é. – Ela respira fundo, e neste exato momento entendo o que está pensando... – Não se culpe amor. Apesar de tudo eu realmente amei ter feito amor com você. Foi o dia que realmente eu tive certeza que eu só seria completo e inteiro e que meu desejo só pode ser saciado com você. Ninguém mais pode me dar isto amor, ninguém. – Digo a ela com toda sinceridade. Apesar de compreender seu olhar é triste...

– Amor realmente eu não consigo compreender como você me ama tanto? Eu fiz você sofrer demais... Angustia-me tanto saber disto. – Ela diz isto ainda com pura tristeza em seu olhar. Então, vejo que ela não compreende mesmo...

– Linda, não foi você. Eram as circunstâncias, e quero que você saiba Valerie, que eu passaria e faria tudo de novo só para poder desfrutar do que tenho vivido com você amor.

– Amor, eu tenho muito orgulho de você. Você não faz ideia. Quero que os nossos filhos se espelhem em você. No seu caráter, na sua forma de agir, em tudo! Você é um grande exemplo a ser seguido Henry. – Meu coração chega a ficar apertado por ver o quanto ela me admira, mesmo tendo ouvido tudo que ouviu. E eu digo logo...

– Nem tudo amor, nem tudo Valerie... – Ela toma meu rosto nas mãos olha em meus olhos.

– Amor, é tudo sim. Sabe por quê? Por que você pode errar, como qualquer ser humano, mas sabe reconhecer seus erros e correr atrás para acertá-los. Amor, eu agradecerei a Deus se nós tivermos uma filha, e ela arranjar um homem como você para amar, nossa será uma dádiva para mim, você é o melhor presente que eu já recebi de Deus Henry. – Fico perguntando-me, como ela pode ser tão adorável assim?

– E você é o meu presente. – Eu digo agora beijando seus lábios. E dizendo entre os nossos beijos. – Amo você Sta. Valerie, amo muito você!

– Hum... Assim como amo você Sr. Lazar! E sabe, há algo que eu desejo compartilhar com você, que talvez, diminua um pouco toda esta sua angústia, quanto ao conflito de desejos que você vivia nestes momentos...

Ela respira fundo. E neste instante, eu consigo sentir o quanto é significativo o que ela quer me compartilhar.

– Valerie, eu quero ouvir você amor. Eu quero estar disponível para que você compartilhe tudo o que sente comigo. Assim como você tem feito por mim, minha princesa.

Mais uma vez ela respira, e eu aperto suas mãos e beijo os seus lábios.

– Hoje eu compreendo por que. Mas naquela época, você não se permitia perceber os sinais de que já havia algo em mim em relação a você. Eu não sei ao certo ainda, o que, ou até mesmo como, já te falei sobre isto. Ainda não sei como explicar... – Eu a observava ansioso. Pois sabia que esta revelação seria significativa. Ela fecha os olhos, mas percebo com clareza que, é para recobrar a memória com detalhes. – Amor, você se lembra de quando você me salvou da prisão que eu fui colocada pelo Padre Solomon, como isca para o lobo?

Como ela pode me perguntar, se eu lembro-me daquilo? Eu jamais esqueceria. Foi um dos dias mais angustiantes da minha vida, em que eu corri o risco de perdê-la para sempre. Ou para o lobo, ou para a maldade humana, vigente no coração de Padre Solomon.

– Claro que lembro Valerie. Foi um dos dias mais angustiantes da minha vida, eu estava correndo risco o tempo todo de perder você amor. Isto não é algo fácil, de se esquecer... – Ela me olhava tão docemente, mas também com tristeza. – Pare de pensar, que não me merece amor, por favor. – Eu disse, pois sabia que era isto que se passou pela sua cabeça, através da rápida mudança em seu semblante. E a expressão que fez, confirmou isto. – Mas por que está me perguntando isto, amor?

– Você se lembra de tudo o que aconteceu a partir dali? – Ela me pergunta com profundidade.

– Amor, eu me lembro com detalhes de tudo a respeito de você Valerie. – Novamente ela puxou o ar com força. Então prossegue...

– Então... Quando nos demos conta de que Peter não apareceu com os cavalos, que nós nos escondemos no Beco dos Tintureiros. E que você nos conduziu a um dos Silos, os das pétalas azuis. Você se lembra de tudo deste momento?

– Claro que sim. Foi o momento que você desconfiou de que eu era o lobo e pegou a faca, para desferir um golpe contra mim devido ao seu desespero naquela hora. – Vi que ela corou com intensa vergonha. Afaguei seu rosto e... – Amor não precisa se envergonhar, eu entendo o que estava sentindo, todos nós que desejávamos você, e a Vila inteira estava sobre suspeita. – Eu disse com um meio sorriso. Mas, ela continuava séria.

– Sim exatamente. Quando você se abaixou para pegar a faca... – Vi que ela hesitou. E aquilo gerou expectativa em mim. – Responda para mim, você estava focado só na faca? – Aquela pergunta me surpreendeu, eu realmente estava. Porém, ao final, ao ver seu olhar, eu senti algo diferente. E eu disse isto a ela...

– Eu estava sim. Mas houve um momento no final, quando eu voltei a olhar em seus olhos, eu senti algo diferente, mas compreendi um pouco tarde, mas também não me permitir pensar com profundidade demais naquilo, com receio de me iludir...

– Entendo... Sabe Henry, hoje eu compreendo o que senti naquele instante. Mas, naquele dia não. Mesmo por que eu reprimia qualquer coisa que me remetesse a sentir algo a mais por você, em função ao que sentia por Peter, eu estava determinada a não te amar, por causa de Peter... Mas eu sentia... E aquele momento foi uma das grandes provas disto para mim. Pois o que eu senti o tempo todo naquela hora... – Ela corou... — Era que você estava em busca de ter intimidade comigo. Eu via isto, sentia meu corpo todo reagir aquilo, no entanto este não era o seu propósito. Mas eu senti. E hoje, eu sei com certeza, que aquilo era puro desejo por você que já ardia em mim, e a proximidade permitiu que aflorasse. E este desejo, me fazia ver e sentir aquelas coisas, na verdade, ali eu queria muito que você... Estivesse consciente daquilo. Mas você não estava, para a minha surpresa. E com o tempo eu não me permitia pensar naquilo, pois aquilo me perturbava. Pois eu não conseguia entender... Pois na minha mente no meu racional, eu amava Peter e só a ele. Porém, eu confesso que meu coração pedia que houvesse uma maneira de fugir com os dois, eu não queria deixar nenhum dos dois para trás. O conflito já existia em mim Henry. E mais uma vez eu digo: Se você não estivesse tão trancafiado pelo medo e suas dores, e não fosse tão contido em suas emoções. Você poderia ter me aproximado de você também naquele dia, e confesso que se o tivesse feito, eu não resistiria. E disto eu tenho certeza! Pois, eu realmente desejei que você estivesse sendo ousado e me tocando com propósito amor. E de certa forma, eu fiquei decepcionada por ver que era eu que havia visto demais. É claro que depois eu também fiquei corroída por culpa, por Peter. Pois ali eu não entendia nada do que estava acontecendo. O que eu quero dizer, além de revelar mais uma prova de que você já habitava de alguma forma meu coração, é que, eu creio que todos nós fantasiamos em algum momento, geralmente movidos por um intenso desejo reprimido Henry.

Nossa! Ouvir tudo aquilo, foi impressionante, havia tanto ali para se refletir. Mas a primeira sensação que tive, foi alívio. E agora fui eu que suspirei e logo em seguida, puxei o ar com profundidade. E naquele momento tomei seus lábios novamente, e o beijo era algo entre confirmação, desejo, amor, e ansiedade. Minhas mãos ganharam intensidade no aperto em sua cintura. E as dela correram para os meus cabelos e minha nuca, acariciando as mechas e arranhando o local, enquanto me puxava mais para si. Imediatamente, as minhas quiseram mais. Eu ansiava demais, tocar seu corpo com intensidade. E aquilo hoje estava absurdamente mais aflorado. Minhas mãos começam a percorrer seu corpo com ousadia, subindo pela lateral de sua cintura, até a altura de seus seios, o desejo por tocá-los era insuportável.

Mas, o alarme em minha consciência disparou. Então eu as desci, com relutância, e sentia que suas reações já me evidenciavam que seu desejo também estava em ação, porém ela estava claramente se contendo. Minhas mãos, agora desciam por sua cintura, quadris, coxas, mas, quando toquei a barra de seu vestido, ela congelou. E foi tão impressionante aquilo, pois duas coisas aconteceram ao mesmo tempo:

Uma foi que meu desejo triplicou, por eu ter sido contido, por ela, o que nunca aconteceu desta forma, era sempre o contrário. Mas também deu uma despertada em meu autocontrole, que até então, não tinha dado o ar da graça. E outra coisa é que, eu tive vontade de rir com a inversão da situação, Valerie agora me barrando, me contendo. Acho que ela entendeu na hora. Pois, também começou a rir, em meus lábios. E muito vermelha me disse...

– Amor, você hoje... Está terrível Henry! O que está acontecendo lindo? Estou preocupada... – Ela disse divertida. – Saia deste corpo, que ele não te pertence... Eu quero meu noivo de volta. Socorro... – E ela falava e ria ao mesmo tempo. E eu não me aguentava, as gargalhadas já corriam soltas em mim. – Lindo eu estou estranhando você, é sério. Não que eu não goste da mudança, é claro que gosto, mas ela foi repentina demais. E eu estou com medo, amor não vou dar conta sozinha não Henry. Socorro acorda aqui amor. Ou então, o nosso compromisso vai para o espaço. — Ela ainda sorria, mas seus olhos evidenciavam uma advertência. O que me fez parar de rir.

– Desculpa amor, realmente eu não sei o que está acontecendo, mas eu vou tentar... Ser mais cauteloso. Mas, princesa está difícil, imagina ainda depois de ouvir tudo o que você acabou de falar para mim?

– Eu sei amor... Mas vamos fazer o seguinte, vamos destrancar e abrir esta sala, pois, pelo tempo que estamos aqui, faça uma ideia o que não está passando na cabeça de todos, ai meu Deus Henry, é a primeira vez que venho aqui... E se os tios estiverem acordados? Amor que vergonha, já basta aquele dia lá na sua casa. Venha vamos, eu vou abrir a porta.

Mas antes que ela se levantasse, segurei seu rosto entre minhas mãos e disse...

– Amor, você está mesmo preocupada com os outros ou com medo de eu seduzir você linda? – Ela corou intensamente...

– Amor, sinceramente... Os dois. É a primeira vez que venho aqui. E fico trancada, logo de primeira com você em um cômodo, pensa bem Henry, este tempo todo eu e meu noivo lindo, maravilhoso e delicioso... O que você acha que eles estão pensando? Ainda mais vendo que vamos sair numa boa por que graças a Deus nós não brigamos! Onde você quer que eu coloque minha coragem? E claro, estou morrendo de medo sim amor. De você me seduzir, isto não é algo difícil. Pois, agora mesmo, eu estou desesperada de desejo por você lindo. E estou nos meus limites. E amor, eu realmente quero levar este compromisso até o final Henry.

Ela estava em pânico e sendo muito sincera, eu via isto. Mas só de ouvir que ela me deseja, estava sendo difícil. Mas compreendi o que ela me disse.

– Tudo bem amor, vamos então, e me perdoa. Eu vou mesmo tentar de verdade. Não sei o que está ocorrendo. Vamos linda. — Nos levantamos, mas antes de ir até porta, eu a abracei, beijei seus lábios com carinho e segui pro seu pescoço, rumo à sua orelha. E sussurrei... – É bom saber que posso seduzir você amor. Mas fica tranquila Valerie, pois jamais farei o que você não queira. Nunca faria isto. – Ela procura meus olhos e diz com carinho tocando meu rosto...

– Eu sei, e este é meu medo... Eu o quero demais Henry. E se você insistir muito, eu sei que não vou conseguir resistir a você. O que tem me segurado é você mesmo amor. E o medo que eu tenho de te ver arrependido depois. Principalmente se a causa tiver sido sua perda de controle. Eu já conheço você demais Henry e sei que isto te despedaçaria depois, não quero isto. Quero você, meu lindo, delicioso e perfeito noivo, inteirinho e sem restrições. Então terá de ser como meu Esposo. Fazer o que? E vamos que este assunto não está ficando confiável Henry.

E ela saiu me puxando até a porta, mas antes de abri-la eu a puxei pra mim novamente, e disse olhando em seus olhos alarmados, pois, ela estava mesmo preocupada.

– Eu amo você, você é tudo para mim, e tenho orgulho demais por saber que você, esta mulher tão bela, tão encantadora, tão inteligente, tão sábia, tão perfeita e desejável aos extremos, é minha noiva, e será em breve minha esposa. Tem momentos que nem consigo acreditar, de que em breve eu terei uma família linda com você, e que vamos envelhecer juntos. É o maior presente que Deus poderia me dar Valerie.

Beijei seus olhos e bochechas, por onde as lágrimas que agora corriam de seus olhos passavam. Em seguida, beijei seus lábios.

– Obrigado amor, por ser exatamente como você é. Amo estas várias faces sua Henry, ora firme e autoritário ou, ora sensível e romântico. E até quando é mais contido, ou então um furacão de tão sedutor... Amo demais, pois a cada momento posso desfrutar de uma parte. Isto além de muito impressionante, por causa dos níveis de intensidade que eu vejo e experimento com você, é muito excitante, amor. Tenho que admitir, eu realmente adoro isto!

– Hum... Eu deixo você excitada Sta. Valerie? É... Muito bom ouvir isto... – Disse beijando e provocando seus lábios...

– Hum... Muito, meu lido e provocante noivo. Até com sua voz se quer mesmo saber, do poder que tem Sr. Lazar, e dos efeitos que causa em mim... — Ela disse, começando sedutoramente. — E vamos Henry... – E terminou com firmeza afastando-se do meu corpo, que protestou instantaneamente por sua ausência, e abrindo a porta.

Ao sairmos, constatamos que os tios ainda estavam dormindo. E que todos, estavam na sala de leitura. Inclusive Ananda, ao que parece ela estava passando um tempo com a Sophie. Saio de mãos dadas com Valerie. O que não passa despercebido de ninguém. Mas ao chegar próximo a eles, eu abraço-a pelas costas enquanto beijo suavemente seu pescoço.

Fiquei tenso, na verdade, com medo da reação de Valerie ao vê-la... Mas, como sempre, ela me surpreendeu. Valerie realmente é uma dama. É inacreditável a postura dela nestes momentos, fico a cada dia mais impressionado.

– Olá Ananda. Que bom que ainda está aqui. Olá rapazes, oi Sophie.

– Bom mesmo Valerie, e pelo visto vocês resolveram tudo. – Ananda respondeu.

– Claro. Um bom diálogo, realmente faz milagres... E, muito obrigado Ananda, por sua contribuição. Sou muito grata a você. – Valerie agradeceu. E eu completei.

– Faço das palavras de Valerie, as minhas palavras Ananda.

Neste instante, Sophie vem até Valerie e lhe abraça. E lhe dá um beijo no rosto. É impressionante o quanto Valerie a conquistou.

– Obrigado Sophie. Obrigado mesmo!

– Sempre as ordens Valerie. E vamos todos para a sala de jantar, pois, eu preparei o café da tarde para nós! – Sophie disse muito satisfeita por tudo ter corrido tão bem.

Durante o lanche, todos nós conversávamos alegres. Surpreendeu-me o quanto Valerie e Ananda também se deram bem. Valerie agia realmente como alguém que não guardava mágoa alguma da situação. E aquilo me encantava mais ainda.

– Sabe, Henry, eu estava pensando, Valerie é muito inteligente, bem resolvida, tem um senso prático e uma maneira de administrar as coisas e as situações, que são únicos. Já pensou o quanto ela poderia se dar bem morando no Grande Reino? Ela nem parece alguém que viveu uma vida inteira em uma Vila, vocês não acham? – Ananda disse e perguntou aos outros no final, buscando confirmação. E minha surpresa foi imensa ao ouvir a opinião de todos.

– Mas claro, seria muito bom mesmo para ela. – Este foi Araon.

– Nossa, ela poderia fazer o que quisesse por lá, ela tem uma ótima desenvoltura com pessoas. – Desta vez foi Érion.

– Hum... Valerie, você iria amar. Poderia até trabalhar, e fazer compras onde quisesse. – Esta foi a Sophie.

– Bem, fico lisonjeada pelos elogios. Mas, sei que Henry tem seus planos, e como vamos nos casar, eu seguirei os planos dele. E quanto a trabalhar Sophie. Assim que me casar, Henry me convidou para Administrar a ferraria. E estou bem feliz com isto. Afinal poderei ajuda-lo a cuidar do que ele faz e gosta.

Eu estava verdadeiramente encantado com as palavras dela. Em como, ela estava disposta a me seguir no que eu quisesse. A visão de um “nós”, realmente, já faz parte dela. E aquilo me orgulhou muito. E eu quero compartilhar com ela isto, mas, os detalhes do que eu pensei só falaria com ela. Porém no momento eu precisava falar algo, a expressão de todos me evidenciava isto.

– Bem, eu confesso que hoje me peguei pensando nisto várias vezes, mas não tive como conversar com você sobre isto amor. E só pretendo fazê-lo depois e com calma. – Dei logo uma deixa para que respeitassem minha privacidade com nossos assuntos. – Mas eu realmente percebi o quanto poderia ser bom você está morando em uma Cidade Grande do Reino, ou até mesmo no Reino. E quanto a trabalhar amor, você só vai comigo para a ferraria se quiser. Mas confesso que realmente me deixaria feliz se esta fosse a SUA escolha. Pois realmente seu senso de Administração é único e fantástico, e eu já falei com você sobre isto amor.

– Já mesmo lindo! Eh... Obrigada! – Neste momento, ela ficou muito corada, pois foi a primeira vez que ela me chamou de lindo próximo a outras pessoas. E realmente todos a olharam, mas não havia reprovação em nenhum olhar. E sim encantamento em todos sem exceção. E para diminuir seu desconforto falei...

– Não agradeça Princesa, é a mais pura verdade! – Imediatamente ela compreendeu meu gesto, e sorriu tímida para mim, enquanto eu afagava as suas bochechas. Mas, notei que todos agora é que estavam sem graça por terem de participar de nossa redoma de felicidade e afeto. Então, coloquei minha casualidade em ação.

– Vocês nem imaginam o quanto Valerie é boa na visão sobre negócios. Seu pai ficaria impressionado, se visse Araon.

– Nem pense nisto Henry, se não, ele vai ficar no seu pé para trazê-la para cá. E certamente seus planos de tê-la na ferraria, iriam por água a baixo. – E todos nós rimos. Até Valerie. Percebi por minha visão periférica que Ananda nos observava o tempo todo e estava pensativa, e muito maravilhada com tudo o que via. Uma grande característica de Ananda, é que ela é muito observadora.

O lanche passou bem, e quando os tios desceram já havíamos acabado. Eles comeram e juntaram-se a nós na sala de leitura. Conversamos mais um pouco animadamente, até que chegou o momento de voltarmos. Não sem antes que todos confirmassem sua presença no noivado. Menos Ananda. Ela disse que, mesmo amando Valerie, não se sentiria a vontade em um momento tão íntimo. Mas, ficou muito feliz por saber que ela estaria quase um mês próxima ao Grande Reino, e elas combinaram de se ver. Houve um momento que algo na conversa das duas me despertou.

– Valerie, quem é a família que você vai auxiliar?

– Ah sim... São os Oxford’s Ananda.

– Não acredito? Madelaine, Marvel, Marverik... E o traste do Mildrad?

– Sim Ananda, somos amigas de infância, eu e Made. E Henry é muito amigo de Marvel. Estou indo ajuda-la com a enfermidade de sua mãe. Eu soube que ela piorou muito.

– É verdade Valerie. Principalmente depois que aquele traste, se afundou ainda mais na criminalidade. – Como? Ananda sabia informações sobre Mildrad. E Valerie seguiu e compreendeu meu raciocínio. E me mostrou isto, no olhar cúmplice que me deu. O que Ananda logo percebeu. E perguntou, agora atraindo a atenção de todos para a conversa.

– O que foi Henry? Por que você e Valerie ficaram assim, quando falei a respeito de Mildrad? — Todos nos olharam aguardando o que eu iria dizer. Pois, o tio e os rapazes já estavam inteirados de tudo.

– Bem, ficaríamos muito agradecidos Ananda, se você pudesse compartilhar conosco, sobre o Mildrad. – E rapidamente compartilhei nossa angústia a respeito dele. E Ananda nos presenteou com valiosas informações, e ainda nos prometeu utilizar suas influências, e alcançar mais. E passa-las ao tio, que agora estava juntamente com os rapazes, a minha total disposição para tratarmos e cuidarmos deste assunto. Todos agora estávamos empenhados em garantir a segurança de Valerie. E ao final, Ananda disse algo, que nos evidenciou, o quanto ela já tinha apreço pela minha noiva.

– E Valerie, eu quero que vocês todos prestem atenção no que vou dizer. Principalmente você e Henry. – E todos agora, estávamos atentos e apreensivos. – Todas as providências que estão tomando com a segurança são válidas e necessárias. Mas nunca subestimem a sagacidade e a capacidade de ser extremamente meticuloso quando se trata de algo que ele realmente quer, de Mildrad. Ele é muito perspicaz, e usa todas as suas habilidades, para alcançar o que almeja. E sem se importar com consequências, parece ele que age o tempo todo como se não tivesse nada a perder. E para ele não tem mesmo. Pois ele não tem apreço algum por sua família. Ele só os procura, quando precisa usá-los, em seus propósitos. Perdoem-me por dizer isto, mas é a mais pura verdade. Se ficarem com receio de acreditarem em tudo que digo, o que acho perfeitamente normal. Pois, trata-se de informações difíceis de assimilar, vou dar a vocês alguns contatos preciosos que podem acessar. Pessoas que já foram atingidas por ele. Mas por amor àquela família que é tão amada no Reino, nunca tomaram atitudes drásticas. Mas vocês precisam saber e considerar isto:

– “Por onde Mildrad passa em que ele consegue ter acesso, ele... Deixa rastro de destruição...” – E aquelas palavras de Ananda nos congelou a todos, e lançou uma chama de pavor a Valerie, e seus olhos imediatamente inundaram-se de lágrimas, levando-me a abraça-la para confortá-la mesmo diante de todos. E ela chorou muito, sabia que estava revivendo seu pavor do passado. E agora os tios estavam atrás de nós nos confortando e amparando em nosso momento de desespero. Percebi Ananda triste, e ela disse confirmando.

– Me perdoem pelo que disse, mas acho que precisam estar preparados para o que vão enfrentar. Henry use toda sua intuição e instinto de proteção que sei que tem, pois é um guerreiro consagrado aqui e no Reino. A intuição e experiência nestas horas auxiliam muito. E você também Valerie, confie em seus instintos de autopreservação, nestas horas, eles são nossos grande aliados. Não os ignore. E se precisarem de qualquer coisa que seja, estarei sempre à disposição. Irei entender se não quiserem contato direto... E falo isto em uma boa. Porém podem passar o que precisam pelo senhor Heitor ou senhora Clara, ou até mesmo pelos rapazes ou Sophie.

Nesta hora, Valerie reagiu e olhou para Ananda, com os olhos muito vermelhos, que fez com que Ananda a olhasse com expressão de tristeza.

– Obrigado Ananda, e quero que saiba que não tenho problema algum, em ter contato com você, e que inclusive pretendo mesmo vê-la no Grande Reino. Assim que estiver por lá, pedirei a Made para que convide você para passar um dia conosco. Visto que, eu não poderei sair muito.

Ananda se levanta, vem até Valerie, e todos nós damos passagem, e Valerie se levanta entendendo o que Ananda pretendia.

– Obrigado querida. Foi um imenso prazer, e uma enorme alegria para eu poder conhecê-la. Você é uma mulher incrível Valerie. – A as duas se abraçam. E agora ela vira-se para mim e diz. – E Henry, meus parabéns! Repito a você. Você tem uma joia raríssima em suas mãos, agora compreendo o porquê de não desistir. Foi à escolha mais sábia que fez. Eu tenho certeza absoluta de que vocês dois, serão muito feliz.

– Obrigado Ananda. Desejo o mesmo a você, que você seja muito feliz! – Eu digo sincero.

– Faço das palavras de Henry as minhas Ananda! – Valerie diz também com sinceridade.

– Obrigada querida, e obrigada Henry, agora preciso ir. Obrigado pela hospitalidade, de todos.

Aproveitando o momento, começamos a nos preparar para irmos também. Valerie queria muito que Sophie fosse conosco e ela também, mas os tios não permitiram. E depois o tio veio discretamente até mim, para dizer queria nos dar privacidade, pois, só temos esta semana para aproveitarmos nossos momentos juntos antes da viagem e que iriam todos juntos mais tarde, eu tenho que admitir que eu gostei demais de voltar sozinho com Valerie!

Enquanto nos despedimos Araon foi buscar nossas compras para o jantar para coloca-las na carruagem.

– Valerie, para que dia está marcada a passagem? – A tia a perguntou.

– Para domingo que vem, após o almoço, tia Clara. — Valerie responde já mais calma.

– Que tal todos nós nos encontrarmos lá para vê-la embarcar, algum problema Henry? – O tio perguntou creio que preocupado por estar invadindo meu espaço, visto que, serão nossos últimos minutos antes da viagem. Porém, eu tratei de acalmá-lo, pois, seriam somente nos momentos finais não haveria problema. Olhei para Valerie para ver o que ela tinha a me dizer. E seu olhar foi de aprovação. O que não passou despercebido, do tio.

– Viu só Clara? Eles já estão assim e nem se casaram, hum... – O tio disse encantado com nossa conexão no olhar. Como todos ficam.

– Serão piores do que nós amor. – Tia Clara respondeu. Deixando a mim e Valerie vermelhos. – Não se envergonhem meus filhos, isto é lindo e é um verdadeiro presente, para um relacionamento. Saibam que não é todos os casais que tem. Vocês foram realmente abençoados.

Eu e Valerie nos olhamos orgulhosos por aquele comentário.

– Mas voltando ao assunto... Claro que não tio, será um prazer ter todos vocês conosco no dia. – Sophie deu um sorriso verdadeiro com o que eu disse.

– Valeu “irmãozão”, obrigado por dividi-la conosco. – Sophie disse animada.

– Menos Sophie! Nada disto de dividir, eu posso “compartilhá-la de vez em quando” em curtos períodos de tempo e debaixo dos meus olhos. – E desta vez todos, sem exceção riram, até Valerie.

– Ai ai, deste jeito vou acabar adquirindo a doença do açúcar Henry, por favor poupe-me. – Desta vez foi Araon que se aproximava mais, para poder se despedir. Pois, ele tinha acabado de chegar com as coisas e coloca-las na carruagem. Não aguentei, e o provoquei.

– É meu amigo, mais cedo ou mais tarde chega sua vez, aí você terá de nos aguentar. – E todos riram.

– Claro... Claro... Bem, me deixa dar um abraço na minha cunhadinha. Posso grandão? – Ele me olha receoso, mas com um sorriso brincando nos lábios, Valerie também me olha, e assim que recebe minha confirmação no olhar ela se adianta.

– Claro que pode Araon. – Ele a abraça. Porém, erguendo-a do chão, para obviamente implicar comigo. E Valerie fica roxa de vergonha e sem reação, creio que por não esperar aquilo. E por ainda não estar familiarizada com Araon fica com receio de minha reação. E creio que todos tem o mesmo medo, pois ficam sérios e o tio o repreende.

– Araon, modos, por favor! Henry é de casa, mas tenho certeza que não quer certas intimidades com sua futura esposa. Menos filho. – Apesar de eu ter levado numa boa, não tirei a razão do tio. Pois, realmente depois de casado, aquilo não seria confortável para mim, nem com Araon. E sei também, que não seria como não o foi, para Valerie. Mas para quebrar o clima denso tentei suavizar um pouco.

– Araon, se você quer matar minha noiva de susto fala logo. – E eu sorri para ele, e ele entendeu minha cordialidade, mas também entendeu a demarcação dos limites, pois disse a Valerie.

– Desculpe Valerie, fiz sem pensar. – Ela como a dama de sempre disse de volta...

– Sem problemas, eu só não estava esperando, pois não sou acostumada. – Esta é minha linda, manteve o limite, sem constrangê-lo.

– Precisamos deixar vocês irem. Mais tarde nos falamos. Henry, poderemos dormir no casarão? – O tio perguntou e vi que breve eu teria de tocar no assunto que me preocupava.

– Claro tio à vontade a casa é de vocês, peço a vovó parar preparar tudo.

– Seu quarto é pra nós mano Festa só para os irmãos homens, viu grandão? – Araon disse, e não teve como evitar.

– Todo de vocês, eu não vou dormir por lá hoje. – E todos nos olharam assustados. E Valerie ficou da cor do seu vestido. Mas, desta vez Érion que é muito centrado foi quem me salvou.

– Claro não, não é gente? Se Henry está dando um duro danado para Valerie ficar segura, ele não vai deixa-la no chalé dentro do Bosque do Corvo Negro sozinha, eu não deixaria. Estou errado Henry?

– Claro que não, certíssimo. A mãe dela já tem estado ciente disto, inclusive ela me pediu para não deixa-la só nem de dia, por isto montei o esquema de segurança que falaremos a respeito hoje.

– Tudo bem meu filho, desculpe. Quer saber? Não é da nossa conta. Vocês são adultos e muito maduros por sinal. – Foi à tia Clara desta vez. Ela veio até nós, nos beijou, e nos auxiliou em nos despedirmos de todos. E enfim, partimos.

***

Era notória a alegria em nossos semblantes. Valerie estava feliz. Eu estava muito feliz. Ela preferiu ir comigo sentada à frente na cabine guia, e nossas compras, foram todas atrás.

Ela estava tão linda e tão relaxada. Era tão bom olhar para o seu rosto, e contemplar que sua insegurança não estava mais presente. Fico pensando em como é desconfortável para mim, vê-la triste ou angustiada, ou insegura. Gosto dela assim transbordando sorriso. Aproveitei e resolvi pergunta-la, já que conseguimos, sair cedo, bem antes do previsto, se passaríamos no lago.

– Valerie?

– Fala amor...

– Você vai querer parar no lago? – Ela ergueu o rosto para me olhar.

– Amor vai depender de você, como está nosso tempo? Como você está? Afinal você é o guia e o que mais precisa descansar. Eu estou a sua disposição amor. Mas, eu confesso que eu amei estar ali com você Henry.

– Bem, nós estamos com tempo princesa. E realmente ir direto é um pouco cansativo. E confesso também, que estou carente de estar a sós com você! E a noite, eu terei que compartilhá-la ainda mais. Então, vejo uma oportunidade de estarmos juntos, somente nós. E ainda digo que fiquei feliz por Sophie não ter vindo. – Dou à ela um sorriso.

– Desculpa amor. Eu não deveria tê-la chamado.

– Não tem problema amor. De qualquer forma ela virá.

– Eu sei. E Henry eu amei conhecê-los de verdade! E eles são incríveis. E o fato deles realmente te verem e cuidarem de você como um filho, faz com que eu tenha ainda mais apreço por eles Henry.

– Que bom que gostou Valerie. Eu devo dizer que eles estão encantados com você! Todos sem exceção. Mas também não é amor? Quem não ficaria? Você foi maravilhosa com todos, sem exceção. E linda, eu sei o que houve com a Sophie lá na loja. — Sinto que ela fica tensa, temendo minha reação. — E ela realmente se arrependeu amor. Ela chorou muito ao contar para o Araon e ele me contou a pedido dela. E ela agora, é digamos que, sua defensora sabia? – E Valerie dá um enorme sorriso. – Mas linda, fico lisonjeado com o que fez. De não querer que eu soubesse temendo estragar meu relacionamento com eles. Amor isto é realmente típico de você. No entanto, eu preciso dizer que, eu não gostaria que fizesse isto de novo amor, esconder algo assim de mim, sei que seus motivos foram verdadeiros e plausíveis. Porém, eu quero, eu preciso, e amo proteger você amor. Esta é uma das minhas funções como homem. E mais, você ficou muito abalada linda, aquilo doeu meu coração.

– Desculpe por aquilo. – Ela disse constrangida.

– Não, se desculpe. E amor, obrigado por ter entendido a situação com Ananda. Agradeço a você de verdade de coração.

– Amor, me desculpa por ter levado você a ter que se expor. E eu gostei muito da Ananda Henry. De verdade.

– Valerie, quer saber o que eu descobri e venho refletindo sobre isto? Eu não tenho que me esconder de você. Em breve toda minha vida será compartilhada com você. E no mais você também se expôs para mim. Inclusive eu devo dizer, que o que você me contou sobre ter me desejado lá no Beco dos Tintureiros, me deixou muito feliz, aquilo foi incrível! E admito, como eu perdi oportunidades, em reação a conquistar você, devido aos meus traumas e meus temores, talvez, eu já poderia estar desfrutando de toda esta felicidade à muito tempo, mas, ao mesmo tempo eu penso, será que você estaria tão pronta para mim como tem estado agora? E linda, a Ananda também amou mesmo você. Mas, amor é impossível conhecê-la e não amá-la, você é muito especial Valerie.

Ela me olhou tímida e corada. E eu selei seus lábios rapidamente com um beijo. E ela disse...

– Obrigado amor, devo dizer que eu adoro ouvir as coisas românticas que você fala para mim Henry. E quanto a sua pergunta, no fundo eu creio que tudo ocorreu no tempo certo, só não entendo por que. Porém, eu creio que Deus sempre sabe o que faz. São mistérios, acho que não há como saber.

– Na realidade, também creio nisto amor. E quanto a ser romântico, eu faço e falo estas coisas para você com prazer, mas saber que você gosta me deixa ainda mais animado por fazer. – Eu disse olhando em seus olhos e acariciando seu rosto.

– E Valerie nem te conto, passei um aperto com Érion hoje. – Eu disse a ela. E ela me olha confusa...

– Por que Henry? – ela me pergunta assustada.

– Bem, faz algum tempo que ele conheceu Prudence em uma festa lá no vilarejo, ela e Cedrico não estavam juntos ainda. E Érion se apaixonou por ela, porém, não deu em nada, obviamente porque ela e Cedrico já se gostam há muito tempo. Mas, Érion não superou isto e hoje ele fez uns comentários bem constrangedores comigo sobre isto. E claro que dentro do que era possível eu disse a ele que ela está comprometida que fica noiva hoje. Mas mesmo assim, ele não ficou satisfeito, e confesso que estou preocupado, pois, Érion não é assim.

Percebi que Valerie ficou assustada e para confirmar ela disse...

– Nossa... Henry, que perigo! Pois, vai que ele resolve fazer algo, Cedrico não vai gostar obviamente e com razão, e com a Prudence no início de uma gestação ela não pode se aborrecer. Ai meu Deus Henry o que faremos? – Ela realmente se preocupou, então eu disse.

– Bem, a única coisa que no momento podemos, é ficar atentos, para tentar evitarmos o pior.

Ela concorda com a cabeça ainda um pouco tensa.

Em seguida puxo outros assuntos bem mais leves, conseguindo distraí-la.

A viagem estava tão agradável que nem percebi quando chegamos ao lago. Valerie dá um enorme sorriso para mim e diz:

– Eu realmente amei este lugar Henry. Amei estar aqui com você!

– Eu também amor, aliás, quero que saiba que amei cada parte deste dia passado ao seu lado Valerie. – Digo isto e beijo seus lábios que estão tão quentes e macios. – Hum... Amor, como eu senti saudades destes lábios, e esta privação toda deles, faz com que se torne mais delicioso ainda, beijar você. – Digo isto e corro minha língua em todo de seu contorno com prazer saboreando com vontade cada pedacinho.

– Eu também meu príncipe, senti muita falta. Você nem imagina amor.

– Imagino sim. – Digo dando-lhe um selinho e preparando-me para descer da carruagem. Porém, bem neste momento ela me fala...

– Henry eu estou curiosa! – Olho-a em expectativa.

– Primeiro, eu quero realmente agradecer o momento em que você cantou para mim, Henry, aquilo foi lindo, eu jamais esperava amor. Eu amo tudo em você Henry, tudo mesmo. Mas, se tem algo que me deixa muito excitada em relação a você, é o que acabei de dizer, o quanto você é romântico. Amo isto demais. Porém, eu nunca esperava aquilo, devido ao medo que você tem de se expor. Aquela surpresa foi maravilhosa, encantadora! Devo dizer que fiquei extremamente lisonjeada! A música é linda, a sua voz é perfeita.

Fico com o rosto em chamas por ouvir aquilo. Porém, confesso que é muito prazeroso saber o quanto mexeu com ela, então, faz tudo valer a pena! Ela percebendo que estou emocionado prossegue.

– E aqui entra minha curiosidade amor. Sei que a música tem haver com a viagem, e você prometeu decifrá-la para mim. – Ela me diz, com um sorriso tímido. — Quero ouvir cada palavra aqui, pois este lugar é especial, e aquilo foi muito especial.

Ao ouvir isto, uma ideia me ocorre. Conduzo a carruagem e a posiciono de uma forma que ficamos de frente pra o lago. E devo dizer que a visão é belíssima. Valerie nota. E sorri para mim e diz...

– Nossa que vista maravilhosa! O que foi que você está mudo amor? E porque nos posicionou assim?

Dou um sorriso a ela, e respondo...

– Você disse que gosta quando sou romântico, e que quer ouvir, eu decifrar a música para você, e eu sei que você amou esta vista, e que este lugar, é romântico para você... Então, estou tentando unir todas estas pistas que você me deu para tornar o momento especial para você amor. Já te disse, TUDO É POR E PARA VOCÊ, POIS EU AMO VOCÊ DEMAIS VALERIE!

Ao ouvir aquilo, creio que movida por um impulso, ela ergue-se e senta-se imediatamente em meu colo já envolvendo meu pescoço em seus braços e buscando meus lábios com os seus com urgência. Seu beijo naquele momento, é tão bom, e tão poderoso que em poucos segundos eu já estou sem ar. Então, enquanto afasto-me para respirar ela diz...

– Eu é que amo demais você Henry, e me assusta não saber e nem poder explicar como e nem o quanto eu te amo! Chega a ser assustador o que eu sinto. Porém eu amo sentir isto, cada emoção e sensação que tenho, quando estou ao seu lado, ou nos seus braços, ou simplesmente quando ouço sua voz, ou vejo você. Tudo em mim está conectado demais a você! E quero que nunca se esqueça disto. Guarde isto para sempre em seu coração amor: VOCÊ É O HOMEM DA MINHA VIDA, HENRY! NÃO ME PERGUNTE COMO OU POR QUE, POIS EU VOU TE RESPONDER, EU NÃO SEI, EU NÃO POSSO EXPLICAR, MAIS POSSO SENTIR COM CADA PARTE ÍNFIMA DE MIM.

Aquelas palavras na verdade, não são novidades mais para mim, pois ela não se cansa de dizer. Porém, agora, neste momento, da maneira e forma que ela disse, inundaram o meu interior, arrebentando de vez, qualquer medo ou receio de declarar de todas as formas possíveis, o meu amor por esta mulher.

Esta entrega total dela a mim, mexe demais comigo, não me permite mais, conseguir ser contido, controlado, me faz querer dar tudo de mim a ela, nem que para isto fosse preciso eu esvaziar-me por inteiro! Então, movido por isto é que colo mais uma vez nossos lábios num beijo feroz, que me faz prensá-la ainda mais ao meu corpo, para em seguida, deslizar minhas duas mãos entre seus cabelos, de forma que tenho agora sua cabeça entre minhas mãos enquanto a beijo, colando cada vez mais nossos lábios, como se ainda fosse possível. E ela faz o mesmo processo na minha nuca e meus cabelos, e gememos juntos à medida que a fome de um pelo outro vai se intensificando, Já sinto todo meu corpo reagindo ao desejo e a proximidade dela a mim. Sinto o quanto já estou excitado, e sei também que ela já pode sentir. Porém, neste momento, creio que a sua mente lhe dá um sinal de alerta, pois ela congela literalmente, e diz em meus lábios...

– O Compromisso amor... – Aquilo me faz sorrir, pois me faz ver com clareza como agora nossas atitudes estão trocadas. E creio que ela também pensa o mesmo, pois, sorri comigo, o que leva-nos a afastar nossos lábios somente ao ponto de podermos focar os olhos um no outro, enquanto ainda sorrimos, e eu digo de forma leve e descontraída...

– Não me culpe, é impossível ouvir aquilo e não ser inundado de desejo por você amor. Pois eu te amo e a quero demais, demais mesmo. Nunca pensei que seria tão difícil algum dia eu resistir a você, na verdade, nunca foi fácil, mas agora é quase insuportável. Então me perdoe, mas, não me culpe.

Ela sorri lindamente enquanto está totalmente corada por ouvir minhas palavras. Então, diz...

– O mesmo para mim Henry. Não tenho culpa de te amar e desejar tanto. E eu te entendo melhor do você pode imaginar.

– Bem, agora eu vou prosseguir com minha verdadeira intenção em nos posicionar aqui diante desta bela vista do lago. – Digo-lhe tomando uma de suas mãos na minha, enquanto acaricio seu rosto.

Começo recitando cada estrofe a ela como um poema, porém, a cada uma digo-lhe o que quero que saiba toda vez que ela ouvir ou lembrar-se daquela canção.

– Quero que todas as vezes que ouvir ou lembrar-se desta canção lembre-se destas palavras, pois, é isto que eu quero dizer através dela para você. – Ela concorda com a cabeça e mantém os olhos fixos nos meus...

*UMA VEZ MAIS


Vôa minha ave
Vôa sem parar
Viaja pra longe
Te encontrarei
Em algum lugar...



– Aqui eu quero dizer a você amor, que sei que és minha. Mas, não a quero aprisionada a mim. Quero que tenha sempre liberdade, de ser você mesma, e mesmo estando comigo. Pois, a ave só é bela livre! Ela em cativeiro perde seu encanto, e por mais que eu ame saber que você se entregou totalmente a mim, quero que tudo isto seja preservado em você: sua identidade, seu jeito cheio de vida, sua espontaneidade, sua forma alegre de conduzir tudo e todos, pois todas estas coisas me encantam em você. E saiba que, mesmo que você faça isto, ou seja, seja livre, seja você, eu seguirei você, ou na verdade nós sempre nos encontraremos, pois somos inevitavelmente atraídos um ao outro como ímãs de verdade, isto hoje é natural pra nós. E aqui entra a viagem, pois por mais difícil que seja, e eu sei que será insuportável estarmos separados. Breve nós nos encontraremos novamente. E estaremos nos braços um do outro, e breve também o faremos para sempre!

Ao terminar de proferir estas palavras seus olhos já estavam inundados de lágrimas, que começavam a escorrer por seu rosto. Porém, eu continuo com suas mãos em uma das minhas e com a outra ainda acaricio seu rosto agora molhado. E prossigo...

Permaneço em ti
Como sempre foi
Mais perfeito e mais fiel
Mesmo sozinho sei
Que estás perto de mim
Quando triste olho pro céu...


` — Não importa onde você esteja, ou onde eu esteja, quando estivermos separados. Pois, o meu coração continua conectado a você, mesmo por que ele já estava muito antes de tê-la para mim. E hoje, depois do que você descobriu acerca do que aconteceu com Ananda, agora mais do que sempre, você pode ter a plena certeza, que eu sempre pertenci e vou pertencer só a você, inteiramente, com todas as partes de mim: Meu coração, que ama você, meu corpo que deseja ardentemente você e minha alma que só se completa em você! Nunca houve algo mais verdadeiro e fidedigno em mim do que isto, eu sou verdadeiramente seu Valerie! E agora eu sei que Graças a Deus você é verdadeiramente minha, e eu sou o homem mais realizado do mundo por isto. E mesmo distante, mesmo quando estiver fora, e eu estiver sozinho aqui, sei que de alguma forma você estará comigo, seja dentro do meu coração, ou seja, através da minha alma que está tão conectada a sua. E mesmo triste, pois sei que ficarei com sua ausência, quando eu olhar para o céu, terei a lembrança da certeza de que Deus Milagrosamente deu você a mim, e que nada poderá mudar isto: Que eu sou seu e você é minha, e será pra sempre amor!

Não quer ver anúncios?

Com uma contribuição de R$29,90 você deixa de ver anúncios no +Fiction durante 1 ano, além de outros benefícios.

Seu apoio é fundamental. Torne-se um herói!

Ela ainda chorava e a esta altura as lágrimas também já me visitavam. Pois era impossível falar todas aquelas coisas, que era toda a verdade sobre mim e sobre o que guardo em meu coração, sem me emocionar. Assim, em meio a lágrimas eu prossegui...

Quando eu te vi
O sonho aconteceu
Quando eu te vi
Meu mundo amanheceu...

Mas você partiu sem mim
E sei que estás
Em algum jardim
Entre as flores...

– Quando eu a vi à primeira vez, você ainda era uma menina, uma menininha linda! E naquele instante, você passou a ser o mundo para mim, o meu mundo amor! Você se tornou um sonho, na verdade meu sonho, e verdadeiramente também passou a habitar meus sonhos. Porém, depois que você entrou definitivamente para minha vida Valerie, tudo em mim floresceu, ganhou vida, cores, alegria! Meu mundo é inteiramente outro. Ou seja, o meu mundo sempre foi você, porém, houve um tempo que você estava fora dele. Mas, hoje, exatamente agora, você está dentro dele e é o centro de tudo para mim amor, de tudo. E mesmo quando você partir, para esta viagem sem mim, eu quero que saiba que espero e desejo que fique bem, pois mesmo separados, estaremos juntos, pois eu estarei em você e com você onde você estiver, e tenha certeza que você estará em mim e comigo, pois eu sou seu Valerie de verdade! E sei que onde você estiver, você levará beleza e encanto assim como eu pude ver com meus olhos hoje em Grewnville. Você é tão bela, tão doce e tão perfeita, que tem o poder de atrair e encantar a todos. E tenho orgulho por isto.

Ela agora soluçava, e seu rosto estava vermelho. Eu acho incrível quanto ainda ela cora e se envergonha de minhas palavras. Ela realmente é adorável. E respiro fundo e enfim, prossigo...

Anjo!
Meu tão amado anjo
Bem sei que estás
E eu dobrando sono
Hei de acordar
Para os teus olhos
Ver uma vez mais...

Mais
O verdadeiro amor espera
Uma vez mais

– Você é meu anjo amor, meu anjo particular Valerie, do meu Paraíso Particular. Cada um tem para si uma definição de paraíso. Eu creio em um paraíso verdadeiro, mas, também, tenho aprendido a vivê-lo aqui nesta terra. E o meu se resume a você, pois, todos os momentos e tudo o que vivo com você me deixa em êxtase está eternizado em cada parte de mim. E basicamente, paraíso se resume a isto, plena êxtase e eternidade! E você ao mesmo tempo é um anjo para mim, pois, aprendemos que os anjos, guardam e protegem, curam, cuidam e alegram, trazem mensagens de boas novas... E você tem feito tudo isto pra mim e por mim. Você tem me guardado e protegido da solidão em que eu vivia onde eu não me permitia me sentir amado, querido, por ninguém, me mantendo em plena agonia e afastamento, e você me devolveu isto. Você tem me curado amor, dia a dia, das minhas dores dos meus medos, você tem me feito enfrenta-los e superá-los me fazendo livre. Você cuida de mim como ninguém nunca cuidou e com uma profundidade e sinceridade inalcançável para mim, e isto tem me trazido imensas alegrias! Você inundou minha vida de felicidade e você coloriu todo meu mudo amor, com seu “jeitinho de ser Valerie Cheio de Vida”, e você é tão boa e tão perfeita nisto, é tão natural e pertinente a você, é tão sincero! E por fim, você tem me trazido a Mensagem de Esperança amor, que mesmo com todas as perdas e dores que você passou, que não foram poucas, você superou, você venceu, está inteira, está aqui, e ainda tem me proporcionado voltar a ser inteiro também! Você me faz inteiro completo! Então, quando as longas noites sem você chegarem, neste período da viagem, a certeza que terei é de que breve eu acordarei e verei seus olhos novamente e tudo voltará ao lugar. Ao centro de tudo que é você! E eu vou esperar por você, eu preciso esperar por você. Pois o verdadeiro amor espera. E breve eu poderei abrir os olhos a acordar e ter você comigo de novo, em meus braços. E também em breve, isto será por todos os dias e para sempre! EU AMO VOCÊ VALERIE!

Ela me olhava encantada, e muito comovida, e em toda expressão de sua face, eu podia contemplar adoração e admiração por mim. E seu olhar me transmitia amor, o pleno e mais puro amor. Seus olhos estavam vermelhos, o que dava uma entonação ainda muito maior a sinceridade do que ela estava sentindo naquele momento. Sentia que ela queria falar algo, mas, não conseguia encontrar palavras, ou talvez sua voz estivesse embargada pelo choro, então eu disse...

– Sei que quer falar algo, e obviamente não consegue... E não precisa falar me mostre! Vamos me mostre o que está sentindo amor.

Imediatamente ela intercalou o olhar de meus olhos para os meus lábios, para um segundo depois captura-los nos seus com paixão. Todas as suas palavras que estavam contidas pelo choro e emoção estavam ali naquele beijo. Os nossos beijos sempre são intensos e maravilhosos. No entanto, aquele conseguia ser diferente. Era potente, cheio de fogo e eletricidade, que percorreu e espalhou-se por todo o nosso corpo naquele momento. Era possível sentir a troca de ondas de calor entre nossos corpos enquanto nos beijávamos e acariciávamos, ainda que, com algumas restrições um ao outro.

Como eu a amo! Como eu a quero, é potente demais, nunca pensei que minhas barreiras esmoreceriam tão completamente. Mas, aqui, nos braços desta mulher, elas se desfaziam, se desintegravam completamente, pois tudo o que eu consigo pensar é nela em tê-la em mim e para mim e em meus braços.

Quando o ar nos falta, ela afasta-se em deleite puxando profundamente o ar, ainda de olhos fechados, enquanto espera sua respiração se acalmar. E eu faço o mesmo enquanto contemplo-a maravilhado.

Assim que ela abre os olhos olha direto para os meus e diz!

– Amo você demais Henry! E amor o que é que foi aquilo tudo que falou para mim? E que beijo foi este? Estou completamente inebriada de você, lindo! E como isto é potente e bom! Eu nunca me senti assim! – Ela dizia isto em pleno júbilo. — Obrigado amor, por cada palavra, por cada gesto por cada verdade, e eu prometo a você Henry que eu utilizarei cada minuto e cada segundo de cada dia que eu viver, dedicando-me a fazer você feliz, a completar você, e isto jamais será sacrifício ou esforço algum, pois, exatamente isto é o que hoje me faz feliz. Proporcionar amor, felicidade e prazer a você! Sou completamente e inteiramente apaixonada por você Henry e o serei para sempre!

Então, ela toma meu rosto em suas mãos agora, e vai fazendo algo que adoro: intercalando selinhos em meus lábios com:

– Te amo... Te amo... Te amo... – Ela faz este gesto por muitas vezes. Até que por fim encerra dizendo... – E pra sempre irei te amar, MEU PRÍNCIPE, ROMÂNTICO DEMAIS!

E eu emocionado e feliz ao extremo digo-lhe...

– Assim como eu amo você MINHA PRINCESA E MEU ANJO ETERNO!

Passamos algum tempo em silêncio nos braços um do outro enquanto beijo o topo de sua cabeça e sua testa, contemplando o lago, até que ela diz...

– Vamos descer amor. Quero olhar tudo de perto, pois eu amei este lugar, e agora mais ainda, pois, ele também deixará lindas lembranças de momentos maravilhosos de tenho desfrutado com você!

– Sim Valerie, vamos. E o mesmo serve para mim, este lago deixará certamente muitas memórias. E daqui mais algum tempo uma memória ainda melhor. – E ela sorri perfeitamente corada para mim. Pois sabe exatamente a que estou me referindo: a virmos aqui depois de casados, e realizar nosso desejo de nos amarmos aqui. E muito satisfeito, retribuo o sorriso.

Desço da carruagem para descê-la em seguida. E ao tomá-la nos braços, ela dá outro imenso sorriso para mim. O que me leva a dizer...

– Que sorriso lindo amor! Amo tanto este sorriso. Só há uma forma que eu goste mais, de ver em seus lábios do que a forma de um sorriso. – Digo e ela sorri mais ainda.

– E qual é amor?

– A forma que eles ficam quando estão beijando os meus Valerie. – Digo-lhe, e tomo seus lábios nos meus com paixão.

Passo minha língua em toda a extensão de seus lábios rosados e substanciosos. Valerie tem uma boca linda e deliciosa, seus lábios são carnudos, e sua textura é de enlouquecer. São extremamente provocantes. Terminando com a língua em seus lábios, mordo de forma mais provocante ainda, seu lábio inferior. O que a leva a estremecer em meus braços, arfar em minha boca e abrir passagem para minha língua que já busca pela dela sedenta por contato.

Provo cada cantinho de sua boca e sua língua com precisão e satisfação. Sem pressa, sem limites, e sem restrições. Enquanto minhas mãos fazem o percurso de suas costas e cintura, parando na lateral de seus quadris. E neste instante sinto-a tensa. Apesar de eu perceber que luta para disfarçar. Suas mãos estão uma em minhas costas, acariciando com seus dedos hábeis e delicados, e a outra em minha nuca, segurando mechas do meu cabelo.

Subo uma de minhas mãos pela lateral de seu corpo bem devagar. E novamente, sou tentado quando me aproximo da lateral de seus seios. Sinto-a tensa mais uma vez, ela suaviza o aperto em meus cabelos evidenciando para mim que está em alerta. Meu coração a esta altura está ensandecido pela expectativa, e pelo desejo que queima e arde em mim. Como tem sido difícil me controlar, especialmente hoje. Isto chega a me assustar.

Sinto agora sua mão que está em meus cabelos deslizar deliciosamente por meu pescoço, meu ombro, meu braço, traçando cada músculo com seus dedos delicados. Ela desce para a lateral de meu abdômen, indo para minhas costas, mas continuando a descer, enquanto o nosso beijo ganha cada vez mais intensidade. A partir daí, suas duas mãos deslizam descendo minhas costas até a altura de minha cintura, mas não param ali. Continuam...

Passam pelo cós da calça. Isto deixa a mim agora em alerta. Percebo que ela está hesitante. Mas, bem lá no fundo, eu não quero que ela retroceda, afinal, eu nunca tive suas mãos com intenções tão claras trilhando aquela região, a não ser quando fizemos amor, onde não havia limites para as carícias. Aquilo me deixou enlouquecido de desejo, eu agora aumento o ritmo do beijo, o que intensifica as sensações. Minhas mãos, que novamente encontram-se nas laterais de seus quadris, sobem demoradamente pelas laterais de seu corpo mais uma vez, e param próximo aos seus seios, puxando-a mais junto a mim, fazendo-a gemer com o contato tão intenso. Percebo que estamos em um impasse e noto que ela percebe também, se ela avança, ela me dá combustível para prosseguir, se eu avanço, ela é motivada a também prosseguir. A tensão e a eletricidade correm por nós em espessas camadas, que chegam a ser visíveis...

Lentamente, começo a descer meus lábios por seu pescoço, não sem antes morder o ponto sensível próximo a sua orelha, fazendo-a gemer pra mim e pronunciar meu nome totalmente entregue. Assim, motivada por esta provocação, ela corre agora suas mãos novamente descendo-as e colocando-as abertas cada uma em um bolso de trás de minha calça e ali começa me provocar apertando-me e levando meus quadris para mais junto dela. Fico dividido, pois o desejo de tocar seus seios é feroz, mas também, o desejo de tocar ainda mais minha ereção nela é também insuportável.

Ela parece que adivinhando meu dilema, corre uma de suas mãos novamente retirando-a do bolso, e afasta-se um pouco circulando minha cintura até a parte da frente. Seu gesto me deixa quente, e enlouquecido de excitação. Ela segue até meu ventre, e mesmo sobre a camisa sinto o evidente calor e tremor de sua mão. E agora de seus dedos que me acariciam ali. Sem eu ao menos perceber como, de repente, ela toca e aperta com precisão, meu membro guardado pela calça enquanto puxa-me junto a ela com a mão que está em meu bolso de trás. E não suportando mais, dou um alto gemido em seus lábios em desespero pelo tanto que meu desejo explode dentro de mim. Ela deixa meus lábios e desliza os seus para minha orelha, mordendo levemente seu lóbulo para em seguida, beijar toda aquela região de meu pescoço arrancando gemidos e seu nome de meus lábios.

Automaticamente, tomo-a pela cintura erguendo-a ela parece compreender meu gesto no mesmo instante. Pois, entrelaça suas penas em meus quadris me apertando contra si, e envolve meu pescoço com seus braços. Volto a beijar seus lábios com fúria e urgência, enquanto conduzo-a até a grama mais alta e confortável. Sento-me ali com ela, naquela posição, minha intimidade tocando a dela, seus seios pressionados contra o meu peito, e sensação de calor, dos nossos corpos grudados desta forma é desorientadora demais.

Então, deixo seus lábios para olhar seus olhos... Só que, o vejo ali me pega totalmente desprevenido. Ela me olha com tanto amor, mas, tanto... Também há desejo... Mas, vejo que há mais aceitação do que desejo em si. Ou seja, ela me quer, mas, na verdade está se deixando levar por ver minha tão grande necessidade de tê-la. Que é palpável neste momento. E exatamente neste instante, lembro-me de nossa conversa e de suas palavras mais cedo na sala de jogos:

“- Amor, você está mesmo preocupada com os outros ou com medo de eu seduzir você linda?” – Eu pergunto a ela...

“- Amor, sinceramente... Os dois. É a primeira vez que venho aqui e fico trancada logo de primeira com você em um cômodo. Pensa bem Henry, este tempo todo eu e meu noivo lindo, maravilhoso e delicioso... O que acha que eles estão pensando? Ainda mais vendo que vamos sair numa boa por que graças a Deus nós não brigamos? Onde você quer que eu coloque minha coragem? E claro, estou morrendo de medo sim amor, de você me seduzir. Isto não é algo difícil, agora mesmo, eu estou desesperada de desejo por você lindo. E estou nos meus limites. E amor, eu realmente quero levar este compromisso até o final Henry.”

Ela foi muito sincera comigo e eu mais uma vez fui relapso com ela. Respirei fundo. E só de pensar na perspectiva dela cedendo por mim, é o suficiente, para tudo em meu corpo se acalmar. Olho-a com rosto queimando e ela afaga e beija o local. Então digo a ela...

– Por que fez isto amor? – Ela desvia o olhar do meu, acho que também por vergonha. Porém, eu tomo seu rosto com carinho trazendo de volta a mim. – Desculpe, a pergunta saiu errada. A questão é, eu sei que me deseja, tanto quanto eu desejo você, mas se quer tanto esperar, por que cedeu?

– Amor, você sabe o porquê Henry. Eu também te quero amor... Muito. Mas, quero muito mais o compromisso neste momento. Porém, eu já disse, eu não consigo sozinha, e quando vi o seu desespero, eu quis ceder por você Henry. De verdade. Perdoe-me. — E agora lágrimas descem dos seus olhos. Despedaçando meu coração.

– Shhh... Amor não chore me perdoe você. Pois, você já tinha me dito, várias vezes hoje que não aguentaria sozinha. Eu já sabia! Perdão, Valerie. Eu não sei o que está acontecendo comigo amor, é serio. Eu nunca fui assim, não estou me reconhecendo, e você sabe que não sou assim... – Meu desespero mexe com ela, pois a sinto congelar em meus braços... Deixando-me em alerta.

Eu já ia começar a dizer mais algumas coisas, mas, bem nesta hora ela toca meus lábios e pede silencio, e me faz olhar para ela. Mesmo em meio às lágrimas, ela está com uma expressão maravilhada no rosto. O que me deixa, bastante confuso. Então toca meu rosto e me diz.

– Amor eu sei... Henry eu sei! Eu sei o que está acontecendo... – Ela sorri verdadeiramente, e tem muito brilho em seu olhar encantado, o que me deixa ainda mais confuso... – Eu sei o que fez com que tudo em relação a ceder, para você, se torne mais fácil... Mais próximo do que é para os homens na sua idade lindo. Amor é tão óbvio... Como eu não percebi antes? Como isto me escapou? Ai meu Deus, eu não acredito Henry!...

* MÚSICA DE IVO PESSOA.

Notas finais
Nossa... O que será que Valerie descobriu heim?

O que será que está acontecendo com Henry?

ALGUÉM TEM UM PALPITE? SE O TIVER COLOQUE NOS REVIEWS!!!

E aí Pessoas o que Acharam???

Mereço Reviews e Recomendações???

Comentem e Recomendem. E se o fizerem até QUINTA no Capítulo 36!!!

MINHA OUTRA FIC: PEETINIS!!!

http://fanfiction.com.br/historia/333216/O_Triunfo_Da_Esperanca_-_Por_Peeta_Mellark