A Garota Da Capa Vermelha - Continuação.

41 OS CINCO CAVALEIROS LENDÁRIOS - Capítulo 40


Notas iniciais
PESSOAS LINDAS, LEIAM NOTAS INICIAIS E FINAIS IMPORTANTES!!!

Olá Pessoas Maravilhosas!
Senti Falta de todos vocês!

SURPRESA, EU ADIANTEI O CAPÍTULO EM UM DIA ESTA SEMANA, POR CARINHO A VOCÊS!

Meus dias têm sido muito tumultuados nestes últimos tempos.
Estou fechando meu Semestre na Faculdade, e está tudo uma loucura e uma correria só.
Mas, enfim nesta semana estou de volta.

AGRADEÇO A DEUS POR ESTAR DE VOLTA!

E AGRADEÇO AOS MEUS LEITORES E LEITORAS QUE FORAM COMPREENSIVOS COM MEU AFASTAMENTO!

AGRADEÇO ATÉ A ALGUNS FANTASMINHAS QUE APARECERAM OR MP ACHANDO QUE EU TINHA PARADO DE POSTAR A FIC! OBRIGADO POR TEREM APARECIDO!

AGRADEÇO A RECOMENDAÇÃO LINDA DA PATI! OBRIGADO FLOZINHA!

Agradeço aos meus leitores, fiéis e meus escudeiros de sempre por seu carinho e seus Reviews!

AGRADEÇO A TODOS ESTA SEMANA LEITORES ATIVOS, E ATÉ FANTASMINHAS!!!!

Indico algumas FICS:

O Triunfo da Esperança - Minha FANFIC totalmente Petniss do Universo Jogos Vorazes

http://fanfiction.com.br/historia/333216/O_Triunfo_Da_Esperanca_-_Por_Peeta_Mellark

Do Inferno ao Paraíso Por Henry Lazar Minha Fanfic Totalmente Henlerie.

http://fanfiction.com.br/historia/373132/Do_Inferno_Ao_Paraiso_Por_Henry_Lazar/

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Apenas uma Noite

http://fanfiction.com.br/historia/322586/Apenas_Uma_Noite

Historia de Nos dois

http://fanfiction.com.br/historia/319703/Historias_de_Nos_Dois

O Jardim das Cerejeiras:
http://fanfiction.com.br/historia/331501/O_Jardim_Das_Cerejeirs

Os Golpistas

http://fanfiction.com.br/historia/337306/Os_Golpistas

Apareçam por lá!

ESTAMOS CAMINHANDO PARA O DESFECHO FINAL DA FIC:
Comentando até DOMINGO, na SEGUNDA tem Spoiler que mando por e-mail, e NA QUINTA -FEIRA TEM CAPÍTULO NOVO!

CONHEÇAM MEU BLOG.
http://dicasdamarth.blogspot.com.br/

ESTE CAPÍTULO TEM ALGUMAS COISAS IMPORTANTES E EVIDENCIAM UM GRANDE MUDANÇA, QUE ESTÁ VINDO, PARA HENLERIE!
ESPERO QUE GOSTEM!

Sem mais delongas, Vamos ao Capítulo 40!
Nos vemos nas notas Finais.

Mil Beijos!!!
MBGE

\"\"NO PLANO SUPERIOR...


POV PETER



Vejo Laura vir rapidamente da região do Portal Leste, bem em minha direção.


– Olá Laura, devo dizer que Seth já esteve aqui duas vezes a procura de você. – Digo a ela assim que ela chega.

Porém, quando acabo de dizer isto, surpreendo-me com a expressão que vejo no rosto de Laura. Sim, digo surpreendo-me, pois, vejo algo que nunca vi antes, ao contrário, ela sempre mantem-se imperturbável, no seu constante semblante pacífico. E agora tem uma face ansiosa, preocupada que reflete uma leve pontada de desespero...

Preocupado, como o motivo que poderia deixa-la assim, pergunto...

– O que houve? – Ela respira fundo e diz...

– Fiz uma incursão. – Ela está aflita demais.

– Sim, e... Miguel sabe? – Pergunto.

– Claro. Não costumo fazer as coisas sem consentimento... – Ela diz muito apreensiva.

E ela não termina e seu semblante torna-se pior. E bem neste momento me dou conta de que Laura fez algo que não deveria, sim, é isto. Só pode ser este o motivo para ela estar tão desesperada. Ela feriu algum princípio grave. Bem neste momento, vou rapidamente rumo ao observatório, olhar os últimos acontecimentos terrenos. Pela minha visão periférica, tenho uma vaga noção de Laura se aproximando com os braços envoltos em si.

Quando termino de ver as cenas: de ataque de fúria de Henry e em seguida a cena dela com Henry no monte Grimor. O pânico me percorre.

– Por que fez isto? – Pergunto-a e ela me olha incrédula e diz...

– Por que você interferiria oras? Eu fiz pelo mesmo motivo que você! – Ela me diz na defensiva.

– Mas, Laura ainda é cedo, tem muitas coisas ainda para vir. Você se precipitou... – Pelo Criador Laura!

Ela não me permite concluir...

– Ah é? Como se eu não soubesse Peter. Não precisa dizer o óbvio para mim, eu já o sei. – Ela está irritada, o que é muito incomum para ela. – Eles irão querer me afastar.

– Eles não farão isto, não irão te tirar da missão. Eu não vou deixar, irei com você na audiência. – Ela me olha apavorada.

– Não Peter, você é tempestuoso e pode se precipitar. E caso eu saia, eles, Henry e Valerie, precisarão contar com você, por favor. Não cometa nenhuma imprudência justo agora.

– Bom, não foi bem eu que coloquei quase toda a missão a perder Laura. – Bem neste momento em que eu disse setas palavras, eu me arrependi, pois ela me olhou com olhar sofrido e arrependido que me dilacerou. Realmente tanto Laura quanto Henry, são pessoas difíceis demais de se ter raiva. – Me perdoe pelo que eu disse... Não tive a intensão de ofender você. Longe de mim este desejo.

– Eu sei Peter, eu entendo. Mas, quero mesmo que saiba, não foi por que eu quis, foi um ato desesperado. Não aguento mais vê-lo sofrer, ainda mais que a maior parte da culpa é minha, eu o deixei tão pequeno. Tão indefeso, e olha os estragos.

Pela primeira vez vi Laura de guarda baixa. Pude ver o quanto ela guarda e contém para si, para poupar os outros. Henry neste aspecto, é uma réplica perfeita dela. Neste momento pude ser solidário com os dois de verdade.

– Eu sei Laura, acalme-se, nós vamos pensar em algo. Eu não vou deixa-los tirar você, eu preciso de você! – Eu vou sim à audiência, nós temos estado juntos nisto até agora. E eu prometo, se caso, aconteça algo, e você não possa realmente ficar, eu vou cuidar deles e eu farei a missão bem sucedida para eles, custe o que custar.

Seus olhos se suavizaram, porém, sua angústia ainda permanecia.

– O que é? Não acredita em mim e minhas promessas Laura? – Pergunto-a ansioso.

– Não Peter, é o contrário, eu acredito demais em você, e não gostaria que saísse prejudicado nesta missão, eu realmente me importo. Tenho você como um filho. – Ela me diz com sinceridade, olhando em meus olhos

Aquilo me desarma. Sei que não posso fracassar. Ao olhar para a fé e devoção que Laura deposita em mim, sinto isto claramente.

– Obrigado Laura, quero que saiba que pode contar comigo. – Digo a ela com sinceridade.

E bem neste momento, Seth chega para buscar Laura.

– Hum, vejo que já chegou Laura. — Seth diz.

– Sim Seth, Peter tinha acabado me dizer que Miguel mandou me chamar. – Laura diz apreensiva para Seth.

– Sim, obrigado Peter. – Seth diz sorridente para mim. O que me dá o espaço para completar...

– As ordens Seth! Inclusive, devo dizer que vou a audiência com Laura. – Disse com educação, porém firme.

– Bem Peter, porém, não será possível pois, Miguel mandou que viesse buscar Laura. — Como imaginei.

– Eu sei Seth, mas, nós estamos juntos nesta missão. E preciso mesmo ir. E não estou disposto a aceitar não como resposta.

Ele não concorda, mas, cede, acho que deixa para eu me resolver com Miguel.

– Tudo bem, vocês resolvem-se com Miguel. – Acertei em cheio.

Laura me lança um olhar suplicante como dizendo: “Por favor controle-se”. E aquilo, soa mais como um pedido de ajuda.

Seguimos Seth em silêncio até Miguel. E ao chegarmos, como de costume, Miguel vai direto ao ponto.

– Saudações a todos, Peter, Laura e Seth. Porém, devo dizer que, a audiência é com Laura, Peter.

Respondemos em coro...

– Saudações, Miguel.

Eu não perco tempo e prontamente respondo.

– Eu sei. Mas, como somos duas faces, de uma mesma missão, eu vim junto. E gostaria que considerasse minha permanência Miguel. Sei o que aconteceu e quero ajudar. E creio que posso ajudar. – Eu digo olhando sempre nos olhos de Miguel.

– Bem, ficar sim, eu posso consentir, mas ajudar não sei se será possível. – Miguel diz impassível para mim, e agora se dirige para Laura.

– Laura o que você pensa que fez? Você compartilhou uma informação que não podia. Eles precisam agir e decidir por suas próprias escolhas e não por que recebem dicas de como fazê-lo. Você se precipitou. – Miguel realmente não estava satisfeito desta vez. — Olha eu devo dizer, eu já estava me acostumando com a ideia de ter um nesta dupla de Guardiões, cauteloso demais e o outro instintivo demais, de certa forma isto trás equilíbrio. Porém eu não contava ter trabalho e preocupação, com os dois, saindo do trilho. De Peter eu esperava, aliás, corrigindo, eu sempre espero ações impulsivas. — E ele me lança um olhar duro nesta hora. — Mas, de você Laura?

Laura olha constrangida.

– Eu sei Miguel, me perdoa, eu prometo ser mais cautelosa.- Ela diz muito sincera.

– Sim, porém, eu não vou mais abrir concessão Laura. Isto foi longe demais. Ninguém sabe e nem pode saber com exatidão o desfecho das coisas que interferem em decisões e escolhas.

E o olhar que eu vi nos olhos de Laura, me despedaçou. Então, percebi que era o momento de eu interferir e que eu precisava intervir em favor de Laura.

– Não Miguel você não vai tirá-la. Sabe que ela não fez por mal, foi mais forte que ela. Eu não posso permitir isto.

Ele me olhava imperturbável como sempre.

– E por que não? – Ele me perguntou simplesmente.

– Por que eu preciso dela, temo não conseguir terminar sem ela. Como você mesmo disse ela é o equilíbrio. Considere as coisas Miguel, Laura fica desesperada de ver o sofrimento de Henry, pois tem a exata noção de que se vocês não a tivessem tirado tão cedo dele, ele não teria ficado tão machucado, ela também não tem culpa. Pois, está lidando com a dor extrema do filho, tenha paciência! Somente vocês mesmo que nunca foram humanos para não conseguir enxergar, e entender estas coisas.

A esta altura eu já estava alterado, por mais que eu não quisesse, esta é a minha natureza.

Porém, por mais que Miguel não aprovasse meu tom, ele somente disse.

– Peter, nunca se esqueça de quem dá as regras aqui, nunca! Entende? – Miguel disse ainda sereno, mas, exercendo sua autoridade.

– Entendo Miguel, mas, também, nunca se esqueça de que vocês precisam de mim! – eu disse friamente encarando Miguel nos olhos. E mesmo com seu semblante imperturbável, ele muito minimante vacilou em seu equilíbrio e quando ia começar a dar um veredicto decisivo em cima do que estava acontecendo, de repente algo nos fez congelar...

– CHEGA!

Era o grito de Laura, que até então, estava quietinha e aflita nos observando. A atitude dela nos fez pular, eu, Miguel e Seth que além de tudo, tinha os olhos estatelados, por ver Laura naquele estado, tão surpreso quanto nós ou talvez até mais, pois sempre costumava dizer que nunca ouvia sua voz.

– CHEGA! – Ela repete. — Eu não aguento mais isto, esta pressão. Peter, eu te agradeço, mas, eu estou exausta de tudo isto, sei me virar. E Miguel, “pelo Criador”, você sabe que eu não sou assim, não costumo agir assim. Considerar uma vez não é possível?

Eu, Seth e Miguel, trocamos olhares significativos, e o silêncio a esta altura é mortal...

E antes de qualquer coisa, como se nós três estivéssemos movidos pelo choque.

Ouvimos uma potente e sonora gargalhada tentando ser contida, deixando uma Laura, furiosa, mas, também muito confusa.

Então, Seth arrisca-se dizer...

– Eu nunca mais questiono de Henry perder o controle, eu acho que ele não tem culpa sozinho, enfim, descobrimos: é mal de família. O pobrezinho na verdade nem precisa se torturar tanto, ele não ficou assim sozinho.

Miguel primeiro me olha incrédulo, que retribuo o olhar na mesma intensidade, e Laura esta agora num misto de pura vergonha e fúria.

Eu olho Miguel novamente, que está com os olhos vidrados num Seth muito desconfortável, pois, acaba de perceber que que cometeu um enorme deslize com sua pertinente, porém, muito deslocada fala.

Miguel move a cabeça negativamente passando as mãos nos cabelos. Num ato desesperado, tentando controlar seu ânimo diante da atitude impensada de Seth tanto quanto a de Laura.

Acho que até agora, pergunta-se qual é a graça que moveu Seth, a romper-se em gargalhadas, bem no meio de uma audiência séria.

Neste momento Seth, humildemente solta numa voz que é quase sussurro de vergonha um:

– Desculpa-me.

Mas, posso jurar que ele ainda nem se deu conta sobre o que esta se desculpando... Só o Seth mesmo...


ENQUANTO ISTO, NO PLANO TERRENO...



POV HENRY



Meu coração entra em desespero e parece que vai perfurar o meu peito acelerado demais, pois Valerie está caída para o lado desacordada. E o que a impediu de ir ao chão, foi à parede. Pois, a cadeira está próxima à mesma.


– Valerie? – Chamo-a e nada.

Aproximo-me dela e fecho o chuveiro rapidamente, conferindo sua pulsação que está fraquinha. Tiro-a dali envolvendo-a em sua toalha, e tomo-a em meu colo, porém como está de camisola, ela logo encharca a toalha. Tiro o excesso de água e vou até sua cama, deito-a ali e corro ao guarda roupa em busca de outras toalhas, pois não posso deixa-la molhada, pois, se não ela pode se resfriar.

Porém, estou num dilema cruel. Se ela continuar com a camisola molhada, ela continuará pegando friagem. Deus meu, que situação a minha!

“Bem Henry você terá de ser forte e agir.” Penso comigo. Pego seu pijama e suas peças íntimas e trago-os para perto. Retiro a toalha molhada, jogando-a no cesto, e coloco uma das secas embaixo dela.

Sem mais demoras, respiro fundo e inicio processo de despi-la.

É incrível, o que acontece, pois, apesar daquele corpo ser tão tentador para mim, naquele momento, eu estou tão concentrado no fato dela não estar bem, que consigo manter outro foco. Rápido e habilmente retiro sua camisola completamente enxugo-a e visto suas peças íntimas, primeiro a peça de baixo, logo após a de cima. Obviamente é difícil não me atentar em o quanto ela é linda e seu corpo é tentador. Seus seios então... Amo demais esta mulher, e com toda a minha alma.

“Henry, não pensa, não pensa, por favor.” Repreendo-me internamente. E continuo vestindo agora a calça do pijama, logo em seguida a blusa. Abotoo cada botão. E rapidamente retiro-a da cama, e com ela no colo estendo as toalhas na cadeira.

Saio do quarto e levo-a rapidamente para a sala. Coloco-a sobre os cobertores que forram o carpete e em seguida, cubro-a com os outros. Volto ao quarto rapidamente, e visto minha camisa. Retorno a ela, e sento-me ao seu lado e confiro agora sua temperatura, e pulsação novamente, e ainda está fraca, mas a temperatura está normal. E aparentemente tudo normal. Mas, será que isto é só o sono por ela ter relaxado com o banho ou desmaiou de novo?

Percebo que estou com as mãos trêmulas. E muito ansioso. Vou tentar falar com ela. Porém, primeiro pego um pouco de chá.

– Valerie, acorde amor, você está bem?

– Hum...

Ela geme, mas parece ficar semiconsciente.

– Princesa, você dormiu ou desmaiou?

– Henry minha cabeça amor, dói tanto... – Ela diz com uma voz fininha que é quase um fio.

– Tome um pouquinho de chá venha, depois prometo que irá dormir.

Levanto sua cabeça com meu braço, e de gole em gole ela bebe tudo e diz...

– Que gostoso Sr. Lasar, você já pode se casar. — Ela diz com a voz fraquinha lutando para fazer graça com as coisas. Mas, notoriamente aquilo requer toda força que ela consegue reunir.

Então digo.

– Não se esforce princesa. Vou cuidar de você.

Ela da um sorrisinho pequeno e diz, só então percebendo...

– Henry uma lareira, que linda! Obrigado amor, ficou perfeita, parabéns, amei a surpresa. E quero que se deite aqui comigo, quero ficar abraçadinha a você lindo.

Faço o que ela me pediu.

Passo um bom tempo com ela assim quietinha nos meus braços de olhos fechados, respiração pesada acho que por causa da dor, mas, com um tempo, sua respiração vai suavizando. Creio eu que, é por causa do chá, que tomou, então, a dor deve ter cedido ao menos um pouco.

Há um momento, em que ela abre os olhos e percebe que está de pijama, e quentinha. Então, diz:

– Amor eu não me lembro de como sai do banheiro e como me troquei...

Ela vai ficando vermelha no final...

– Eu tirei você. Você estava desacordada quando cheguei lá, te chamei várias vezes. Como não respondeu entrei, e vi você quase caindo, só que graças a Deus, você tombou para o lado da parede que te segurou. Daí eu te sequei, te troquei e te vesti amor.

Eu ia falando e ela arregalando os olhos cada vez mais e ficando muito, mas muito vermelha e sem graça. Então, resolvi reconforta-la.

– Fica tranquila minha amada, eu não fiz nada, foi o mais rápido que eu pude. Eu não podia te deixar molhada, me perdoe.

Embora muito constrangida, ela cala meus lábios com seus com seus dedos e diz:

– Eu sei amor, só estou com vergonha. Não se preocupe, eu confio em você Henry. E muito. Amo demais você Sr. Lazar. Sei que sabe cuidar de mim como ninguém, e quer saber? Breve terei só você para fazer isto amor. Obrigado. Mas, Henry, creio que, eu desmaiei de novo então, pois eu não me lembro de nada.

Aquilo me deixou ansioso e preocupado.

– Valerie, segunda feira nós vamos a Grewnville novamente. Eu vou levá-la ao médico. É claro que não são bons como os do Grande Reino, mas ainda sim, levá-la-ei. E amanhã já falo com Made para ela marcar outro, para assim que chegar a Livergoorn.

– Henry, eu não gosto de médicos. – ela diz apreensiva.

– Sinto muito, mas, você irá. Você não está bem, e isto não é normal. E mais, você e eu precisamos mesmos nos cuidar antes do casamento, então está na hora. Ver o que você irá utilizar para não engravidar por enquanto amor. Tem tudo isto. E quanto ao médico no grande Reino, pedirei a Made que marque para que ele te atenda em casa, assim, você evita sair sem necessidade devido à segurança. Pois, querendo ou não você estará na terra de Mildrad, todo cuidado é pouco.

Ela me olha pensativa e diz...

– Henry, você me disse que iria repensar a questão do método para evitarmos a gravidez, era sério? Ou falou aquilo só devido ao momento? – Vi que ela ficou vermelha. – E outra coisa, atendimentos em casa faz as consultas mais caras, lindo.

– Bem, eu realmente quero contato pleno com você amor, mas, confesso que adorei o que fez naquele dia, me surpreendeu e foi muito excitante, você é carinhosa e habilidosa demais Valerie. – Ela fica ainda mais corada. – E quanto à consulta ficar mais cara, eu já sei disto, mas, qual o problema?

– Também quero contato pleno amor, já disse. E quanto à consulta... Bem, às vezes fico preocupada, pois desde que estamos juntos você tem gastado, e muito, comigo amor. É a reforma do chalé, compra do terreno, construir uma casa para minha mãe, Guerreiros do Reino, e agora, médicos, despesas e mais despesas lindo.

Não a deixo terminar...

– Valerie eu não acredito que estou ouvindo isto. Você, com seu senso de administração, sabe, melhor do que ninguém, que de todas as coisas que você citou, quase tudo são investimentos, bastante lucrativos que me darão retorno muito rápido. Amor uma casa como a que farei vale é muito, assim que alugá-la receberei o retorno muito rapidamente. Então, relaxa princesa, deixa que com isto eu me preocupe. E amor, é sério, ainda me entristece você questionar que eu gaste com você. Valerie é a maior alegria da minha vida, poder fazer por você, e dar a você coisas as quais foi privada. E terei muito mais prazer, por poder fazer por nossos filhos. Pensa bem, dar a eles oportunidades de usufruir o que você nunca teve? Amo poder fazer isto, e sou imensamente grato a Deus, por “eu poder” dar o melhor a minha família. É um privilégio maravilhoso Valerie. Mas, toda vez você quase me faz acreditar que estou errado!

Ela me olha pensativa.

– Desculpe Henry. Sei que ama fazer isto, é uma característica sua. Perdoa-me. Preciso e vou aprender a lidar com isto. Só te peço paciência, tenho tentado.

– Tudo bem, eu posso ter paciência com você sempre princesa.

Nesta hora, estendo o braço até a mesinha e ligo o som.

http://www.vagalume.com.br/novela-lacos-de-familia/alan-jackson-ill-try-traducao.html#ixzz2SqmdCCsg

(Maravilhosa – Vale a pena ouvir)

– Sabe amor, preciso perguntar algo a você. É uma coisa que ainda não sei. –Digo-a com carinho.

– Pode perguntar o que quiser Henry, responderei com prazer.

– Obrigado. Bem, gostaria de saber onde você deseja passar nossa lua de mel? Na verdade, tenho pensado sobre isto, mas, quero que você opine, pois, eu conheço muitos lugares, porém, você não. O que você acha? Onde você tem desejo de ir e de conhecer?

– Bem não sei. Nunca fui além de Grewnville Henry, então, o que escolher para mim está bom. Mas, confesso que sempre me interessei por conhecer o Reino, sou encantada por castelos queria muito poder vê-los algum dia.

– Sério? Você gosta?

– Sim. Muito, acho um tipo de arquitetura linda, aliás, lindíssima. – Ela diz realmente encantada!

– Bem. Quer que seja no Reino então? – Eu a pergunto.

– Hum... Teria como isto?

– Claro, é só você querer.

– Então, eu quero amor, seria mais um sonho se tornando realidade ao seu lado.

– Se prepare então, pois será assim. Pois adoro realizar seus sonhos.

E neste momento, tomo seus lábios de forma suave, enquanto ela cola-se mais ao meu corpo, envolvendo-se mais a mim. Sem que ela saiba, prepararei mais do que ela espera. Existe uma luxuosa hospedagem no Reino, que foi construída restaurando as ruínas de um belo e imponente Castelo, então, as suítes e tudo o mais, são uma réplica perfeita de um palácio real. Reservarei uma, bem especial para nós, de preferência numa torre alta com varandas, para termos acesso a uma linda vista! Creio que ela irá amar. Bem neste momento, ela me arranca de meus devaneios dizendo.

– Amo tanto você Henry, e amo estar assim com você amor, me sinto tão segura, tão completa. Seus braços, é o melhor lugar para se estar, no mundo, para mim.

Neste momento lembro-me do que tia Clara disse, que talvez Valerie sentisse isto...

– Obrigado amor, e devo dizer, que amo ter você em meus braços.

Ela sorri e me olha com mais profundidade e então diz...

– Henry, eu quero muito te perguntar uma coisa.

– Pergunte amor, o que quiser. – Digo a ela com a curiosidade já presente em mim.

– Bem, alguma coisa me diz, que toda sua reação hoje, amor, é justamente por que retém demais suas emoções, você é contido demais Henry. E eu confesso que isto me preocupou. Por que se realmente for assim, eu tenho para mim, deste ser o motivo de você gostar tanto de fazer parte da Guarda amor. Querendo ou não, você a usa como uma forma de colocar pra fora tudo isto, em missão ou em combate. Eu estou certa?

A cada dia fico mais impressionado com o quanto Valerie vê através de mim. Ela consegue decifrar todos os meus enigmas de uma forma incrível. Chega a ter horas que me assusta.

– Amor você está inteiramente certa. Este é um dos maiores motivos pelo qual eu resisto em deixá-la sim. É a única forma que eu tenho de canalizar toda a agressividade que eu tenho contida Valerie. Mas, realmente depois que você conversou comigo tenho ponderado muito. De verdade.

– Acredito em você Henry. E agora esta é uma preocupação minha também. Precisamos ver o que podemos fazer a respeito lindo. Não quero que você se prejudique amor. E mais, algo me diz que isto está muito ligado a sua intensidade amor. Você é intenso por natureza, mas, devido ao receio de partes desconhecidas de você aflorarem. Então, você reprime sua intensidade. Necessitamos ver uma forma de trabalhar isto Henry. Porque também não é justo nem muito menos saudável você viver se reprimindo, uma hora isto vem à tona de alguma forma. E já pensou se for sempre como hoje?

O que ela me fala faz todo sentido. E começo a me perguntar como eu faria isto?

– Entendo amor, só me pergunto como posso fazer isto? – Digo sinceramente a ela.

Valerie me olha pensativa.

– Tenho umas sugestões, mas, precisaremos conversar muito a respeito. Pois, não sei como você irá encarar o que quero propor.

– Por quê? É algo ruim?

– Não! Ruim, não. Digamos que algo inusitado, diferente. – Ela disse um tanto receosa e percebi que, o receio era de me falar.

Aquilo me deixou mais curioso ainda.

– Amor, eu estou curioso, quero saber.

Ela ainda me observa e então diz...

– Lembra que eu disse uma vez que fico imaginando toda sua intensidade, canalizada... Para nossos momentos íntimos? Lembra-se disto?

Ela ficou vermelha ao perguntar, e para mim também foi constrangedor.

– Claro que lembro, mas o que quer dizer?

– Hum... Literalmente isto, você deixar aflorar isto para mim, nestes momentos... Lembra que eu disse que quero cada parte de você? Quero esta também! Este Henry descontrolado, poderoso, mortífero, só que isto sendo utilizado de outra forma de outra maneira...

Como? O que ela está me pedindo? Que eu perca o controle com ela? Ela perdeu o juízo, ou eu não entendi bem?

– Como assim Valerie? Eu creio que eu não entendi. – Pergunto apavorado.

Ela me olha pensativa, e claramente cautelosa, mas, então diz...

– Quero que canalize toda esta fúria contida, quando estiver fazendo amor comigo Henry. Amo a forma que você é carinhoso, demais. Creio que sempre eu vou preferir este seu lado, carinhoso e “Controlado”, pois, amo mesmo ele. De verdade, mas, sinceramente fiquei curiosa, em descobrir como seria este outro Henry, descontrolado, furioso, predador. Eu confesso a você, me excita amor e muito, me deixou curiosa.

Aquilo me pegou de guarda baixa, eu não sabia o que dizer, a única coisa que eu sabia é que, meu instinto de proteção, não me permitiria jamais fazer isto, pois, eu poderia machuca-la. Pois, tudo em mim se intensifica demais quando eu fico assim, e eu não tenho o controle da situação. Então, eu posso obviamente nem perceber o que estou fazendo na hora, e só me dar conta depois. E isto me despedaçaria.

– Valerie eu não posso fazer isto amor. Eu machucaria você, e jamais me perdoaria depois... Não consigo ter controle, em uma situação desta, amor.

– Henry, mas é exatamente isto que eu quero nestes momentos específicos: você descontrolado. Não quero sempre, é obvio, pois amo muito mais o Henry controlado e romântico. Porém, este outro Henry, chamou-me a atenção. Eu o quero também.

Eu realmente estava apavorado com o que ela estava me propondo, Deus meu, eu não acredito. E assim ela prossegue...

– E outra coisa... Quem disse? Quem te disse que você me machucaria? Eu, sinceramente, não acredito nisto. Você jamais faria isto. Muito pelo contrário, você comigo, mesmo descontrolado, saberá o que fazer. Pois, você sempre sabe. Eu tenho certeza.

– Não amor. Eu não vou fazer isto Valerie... Não posso. Amor olha o meu tamanho! Como você me conteria se caso algo desse errado? Deus me livra, pensar... Valerie, nem Araon e Érion juntos, não me contiveram...

– Henry, eu sei. Mas, acontece que, você estava tendo um ataque de fúria canalizado para o ódio, e para a raiva, é diferente. Você estava diante de alguém que você já ansiava matar. Comigo é e será diferente. Tenho certeza, pois você me ama, e a única possibilidade de você querer me matar, seria de prazer e amor. – Ela disse esta parte tão convicta embora vermelha demais, que fiquei perplexo. — E no mais, eu posso te convencer, mas aí sim, seria arriscado, pois eu teria de provocar você, e você cederia a impulsos. Ao passo que, se fizer por iniciativa sua, querendo ou não, será mais consciente.- Ela diz esta parte com sua carinha sapeca que amo, e só neste momento vejo o quanto Valerie pode se perigosa quando quer algo de mim... Ela sabe ir direto, nos meus pontos vulneráveis... — Pense ao menos a respeito amor. Não descarte a hipótese ainda, por favor.

– Não! Nunca faça isto, Valerie! Provocar impulsividade em mim para uma situação desta, amor... Por favor!

Eu estava apavorado com cada palavra que ela disse, mas, preciso admitir que, o pedido dela mexeu mesmo comigo, e com meus alicerces. Pois, o desejo daquilo gritou em mim. Porém, o medo e receio de machucá-la é muito grande e fala muito mais alto no momento. E ela sabia que aquilo havia mexido mesmo comigo, eu via isto em seu olhar...

– Não precisa me responder agora lindo, eu só quero que pense a respeito. Afinal, só faremos amor depois que casarmos mesmo... E mais Henry. Eu não me considero fisicamente tão frágil assim. Eu tenho herança de lobo lembra? Sempre fiz coisas que outras garotas não faziam, sempre tive mais resistência amor. E mais, eu quero mesmo experimentar este seu outro lado Henry. Você me prometeu que me daria todas as suas partes, e que se entregaria por inteiro para mim, tanto quanto eu tenho me entregado inteira e completamente a você.

Pronto, e aquilo não sairia mais da minha cabeça, pois mexeu comigo de verdade! E uma batalha interna, passou a me consumir, pois, minha mente gritava para mim, que aquilo era uma loucura. Mas, meu corpo, desejava aquilo, e mesmo contra a vontade, levava a minha mente a fantasiar possibilidades, me deixando em total desespero. Eu teria de ser muito forte para não ceder, principalmente, se realmente Valerie estivesse disposta a me provocar.

– Sei que a proposta mexeu com você, lindo, e este foi meu objetivo. Quero mesmo que pense a respeito, e se prepare para tal. Para o momento certo. Quero demais fazer isto por você. Aliás, por nós. Eu percebo Henry, que, muitas das coisas, em você, só eu tenho acesso. Porém existem coisas, que nem a mim, você permite acessá-las, e eu quero fazer isto. Eu posso fazer, e quero muito ajudá-lo.

Respirei fundo, exausto com tudo isto, e já prevendo a energia que este assunto irá consumir de mim, de agora para frente, até ele ser resolvido.

Porém, eu precisava admitir algo, ela realmente me conhece e acessa meu interior de uma forma inexplicável!

– Valerie, como você ainda me surpreende amor. Como você me conhece, me acessa de uma maneira tão plena, isto tem horas que me assusta demais. Amo tanto você. Mas tanto!

– Você também, é muito conectado a mim Henry. E eu sou apaixonada demais por você, lindo, e consigo ficar ainda mais, a cada dia. Sabe amor, fico às vezes nos imaginando daqui a alguns anos, uns dezoito a vinte anos. Como seremos um com o outro? Já teremos nossos filhos grandes. Será que seremos como tio Heitor e tia Clara? Eles são obviamente muito apaixonados, isto é inegável.

– Hum... – Eu digo, agora me sentando, encostando as costas para apoiar-me no sofá, trazendo-a para ficar entre minhas pernas, e recostada em meu peito. – Acho que não seremos como eles Valerie. – Ela me olha curiosa e tristinha por sobre o ombro, e rapidamente completo o que quero dizer. – Tenho convicção que seremos uma versão ainda mais aprimorada deles. Muito mais apaixonados. E creio também, que nossos momentos íntimos serão ainda muito melhores, do que foram. Teremos experiência, e longos anos de aprimoramento das mais variadas maneiras e formas de usufruir de prazer ao amarmos um ao outro. Pelo menos no que digo respeito a mim, eu sei que a amarei e desejarei cada vez mais. Pois, eu sou insaciável no meu desejo por você amor. – Ela cora profundamente quando digo isto, em seu ouvido, e estremece.

– Eu também lindo, comigo não será diferente. Pois, hoje mesmo, neste momento, neste exato minuto, meu desejo e amor por você já excedem e muito ao meu tamanho. Amo demais e quero demais você Henry Lazar. — Ela diz isto, esforçando-se para olhar dentro de meus olhos, mesmo de costas para mim, e eu auxilio, indo em direção a eles. — E amor, eu realmente estou encantada com tudo o que preparou para o jantar, ficou tudo perfeito. Mas este momento nosso agora ficou muito lindo e especial.

– Hum... Que bom que gostou princesa, eu havia preparado mais coisas, mas como você está doentinha, fica para próxima...

Ela não me deixou terminar...

– Não lindo, eu quero tudo! Vai até me ajudar a sarar amor, por favor.

Ela diz aquilo fazendo manha para mim...

Sorri com a súplica dela, e então, mostro-lhe a cesta de frutas, visto que pela posição em que nos encontrávamos ela ainda não tinha visto. Então, vou em direção aos espetos com meshmallows. Então digo:

– Descobri que você ama isto Valerie!

Ela olha para os espetinhos, maravilhada. E diz.

– Amor eu amo mesmo e eu quero, eu quero meshmallow! – Ela diz fazendo festa e então protesta em seguida. – Ai, ai. Desculpa lindo, se eu não puder vibrar muito, dói ainda, mas, eu estou muito feliz. Amo você Henry.

– Também a amo princesa, demais. – Digo e aproximo-me, da lareira, levando-a junto, para iniciar o processo de assar os espetinhos de meshmallows.

Passamos mais uma boa parte da madrugada assim conversando comendo, brincando um com o outro. E há um momento que começo a sentir seu corpo pesar e sinto que o sono a está vencendo.

Quando vou coloca-la no travesseiro para dormir, ela olha para mim, e com seu restinho de força diz,

– Vem deitar comigo lindo. Quero dormir nos seus braços amor, ainda não estou totalmente curada de minha carência de você. Quero você aqui pertinho de mim Henry, por favor.

Ouvir aquilo me trouxe alegria, mas, ao mesmo tempo tristeza. Sabia que ela ainda não estava bem, por mais que se esforçasse. E que o motivo daquilo era o choque emocional que havia levado.

Realmente eu precisava leva-la ao médico na segunda.

Então, deito-me a seu lado, e ela deita sua cabeça em meu braço, enquanto envolve-se em mim completamente, e diz com seu finzinho de forças antes de apagar de vez...

– Senti tanta falta de dormir assim com você Henry, meu corpo já está acostumado amor.

– Também princesa! Você não faz ideia do quanto!

Beijo seus lábios e por fim, ela adormece em meus braços, e totalmente envolvida em mim. As pernas entrelaçadas nas minhas, abraçada com um braço em minha cintura, e com a outra mão em meu coração, como de costume. E eu com a mão livre, acaricio seu rosto e cabelos.

Bem neste momento começo a lembrar-me do sonho que tive com minha mãe. E de tudo que ela me disse. E as palavras finais que me dilaceraram:

“- Será feito Henry!”

***

“- Filho, não sei se volto, sinceramente, mas quero que saiba que amo você e tenho orgulho de você, e quero que ACREDITE EM VOCÊ E VALERIE JUNTOS PARA SEMPRE!”

A pergunta é: o que vai acontecer?

Eu não sei a resposta, só sei que está conectado com Valerie. E isto me trás muita angústia, demais.

Faço planos com o Domingo, pois teremos a reunião, vamos conhecer os terrenos, enfim, terei um tempo com Valerie.

Penso que na segunda Cedrico precisará ir cedo para a ferraria, para cuidar de tudo enquanto levo Valerie ao médico. E preciso mesmo conversar com Made para marcar médico para ela no Grande Reino.

***


Sinto calor por toda parte do meu corpo e lentamente abro os olhos. E tenho a melhor visão do mundo. A mulher que amo em meus braços. Dormindo tranquilamente, quentinha e segura.


Rapidamente percebo que preciso logo me levantar, mas, confesso que não tenho vontade. Pois, é bom demais estar com ela assim, totalmente envolvida em mim. E vê-la dormir então, nem se fala.

Porém, com carinho, vou-me afastando até conseguir coloca-la nos travesseiros. Beijo seu rosto e sua cabeça. Assim, confiro sua pulsação e temperatura, e tudo demonstra normalidade.

Então, levanto-me e rapidamente tomo banho, e faço minha higiene matinal, e saio do quarto organizando tudo, deixando ordem por onde passo.

Vou até o jardim, cuido da área externa, molho as flores.

Então, retorno a cozinha e preparo café da manhã.

Com tudo pronto sento-me ao banco no jardim, para pegar algum sol. E depois de algum tempo vejo uma carruagem se aproximar, e reconheço que é dos Lancelot’s.

Assim que param em frente ao chalé, vou ao encontro. E vejo tio Heitor guiando, ao lado de tia Clara.

– Oi tio bom dia!

– Bom dia filho e desculpe, sua tia esteve preocupada com Valerie a noite toda, e me pediu para trazê-la somente para termos notícias, nem vamos entrar, estamos aproveitando o passeio matinal.

Bem neste momento a tia olha para o tio, e o tio auxilia-a a descer.

– Oi Henry desculpe, mas, é que estou preocupada. Cadê Valerie?

– Pois é, então, tia. Passei boa parte da madrugada, preocupado com ela e cuidando da mesma. E amanhã cedo estarei indo com ela a Grewnville ao médico, ela teve dores de cabeça intensas, e desmaiou de novo tia. Estou muito preocupado. Ela só não deu febre ainda, mas, sua pulsação enfraqueceu muito ontem. Embora os médicos em Grewnville, não resolverem em muita coisa, irei leva-la por precaução. E assim que for a Vila, pedirei a Made para marcar algum no Grande Reino, para quando ela estiver lá.

O tio e a tia me olhavam muito mais preocupados agora. Então o tio disse.

– Henry, vamos para Grewnville hoje? Assim que terminarmos tudo aqui. Eu tenho um amigo médico. O Dartanhã Clarinha. – Ele diz esta parte se dirigindo à tia e depois se volta para mim novamente. — Ele é do Reino e está aqui, e graças aos Céus por esta providência! E eu tenho certeza, que ele atenderia uma solicitação minha, e o mais importante, é que ele é especialista na área de cabeça e questões emocionais, estudou fora. É excelente, e por ser a maior referência em sua área, somente ele atende aos chamados da Guarda.

– Nossa que bom! Muito obrigado tio! Vou sim, assim que ela acordar, nós iremos resolver tudo e mais tarde desceremos a Grewnville. E quanto a ele atende-la hoje ainda, será excelente! E pode solicitar atendimento em casa que eu arco com todas as despesas, não quero deslocá-la. Visto que ela já terá de viajar até lá.

– Que despesas Henry?

– As despesas de atendimento com Valerie tio. — Ele me olha sombriamente e olha em seguida para a tia e diz.

– O que faço com ele Clarinha? — Ele pergunta para tia e eu não entendo...

– Ele ainda aprende amor, calma! — A tia diz ternamente ao tio, e me olha sorrindo em seguida, e eu não consigo entender.

– Grandão, não haverá despesas, se eu estou providenciando o recurso, eu o providencio completamente, relaxa meu filho. Neste ponto você é sistemático igual sua mãe Laura era.

– Mas, tio eu não posso aceitar, estas despesas são muito altas... -
E ele não me deixa terminar.

– Henry, e daí? Eu faço qualquer coisa por meus filhos. E veja se você se conforma com isto grandão, já passou da hora. E mais, desceremos juntos hoje então, ao final do dia, mas devo dizer que, vocês só retornarão amanhã, fico preocupado de virem, somente os dois, à noite. Ainda mais com aquele traste solto por aí.

Só de o tio falar meu sangue ferve.

– Tudo bem tio, obrigado! — Digo sincero a ele.

– Henry seria possível vê-la? Fique tranquilo, eu não irei acorda-la. — A tia me pediu.

Fiquei tenso, pois, eles a veriam deitada na sala. Bem, enfim, teria de esperar para ver.

O tio dá um olhar descontente para ela, creio que receoso com minha privacidade. Mas, então, digo...

– Claro, tia. Venha! – Agora digo ao tio Heitor. — Tudo bem tio.

Subimos as escadas e entramos no chalé. Então me viro para eles e digo...

Como havia preparado uma surpresa para ela, ficamos na sala até mais tarde, e por fim eu fiquei com receio de retorná-la ao quarto. E ela passar mal e eu não ver. Ainda mais depois que ela desmaiou novamente após o banho. Então, eu preparei tudo e dormimos aqui na sala de frente para a lareira.

– Lareira? – Tio Heitor perguntou surpreso. – Não vi nenhuma ontem.

– Sim tio, esta era parte da surpresa, eu fiz uma pequena lareira portátil. E a instalei na sala ontem após o jantar enquanto Valerie não acordava.

– Que lindo Henry! — A tia me disse me deixando sem graça. – Desculpa meu filho, mas é que é tão difícil ver estas coisas hoje em dia. Eu graças à Deus, tive o privilégio de ter o seu tio, e cá para nós Henry se vocês fossem pai e filho de sangue não pareceriam tanto. – A tia disse aquilo sorrindo, e o tio ficou orgulhoso com o comentário, que refletia uma grande verdade, até meu pai costumava dizer estas coisas que minha forma de agir, principalmente com responsabilidades e negócios lembra e muito tio Heitor. — Mas, está cada vez mais difícil. E Valerie deu muita sorte, pois também irá se casar com uma belíssima e raríssima exceção. Bem, se bem que você também deu muita sorte meu filho, pois ela é adorável.

A tia me disse com bastante carinho e sinceridade. Era notório o quanto ela gostou mesmo de Valerie.

– Verdade tia. Tenho realmente muito orgulho da minha futura esposa.

– Mas, Henry, eu estou preocupada você disse que ela desmaiou novamente. E ela demorou a acordar? – A tia pergunta muito aflita.

– Sim tia. Realmente estou preocupado. Mas, entrem. Podem ir vê-la.

Eles entraram e ficaram observando Valerie dormir e enquanto olhavam, fui até ela, olhei sua pulsação e temperatura, e ao que parecia, tudo estava normal.

Assim que terminei, saímos do chalé e nos sentamos à mesa que ficou após o jantar. Então começamos a conversar.

– Que bom que irá reformar tudo aqui mesmo Henry, o local é lindo, mas, a casa precisa mesmo de um a excelente reforma. E ficará muito boa depois.

– Nossa ficará lindíssima, totalmente diferente! – Eu disse orgulhoso.

– Henry, Vamos adiantar ao máximo esta reforma, eu não estou em paz com esta ida de Valerie a Livergoorn. Quero te ajudar filho, para você busca-la logo!

– Obrigado tio, nem me diga! Eu já estou angustiado agora que está chegando, por isto, resolvi passar este fim de semana todo junto a ela, e passaremos a semana e o sábado assim. Bem próximos também. Para aguentarmos suportar a saudade, a espera e claro, estou muito apreensivo.

– Você irá sentir tanta falta, você verá. Eu só passei por isto uma vez e te digo que nunca mais eu me permiti passar de novo. Dormir sem a Clara do meu lado é terrível, são muitos anos de hábito. Não gosto nem de pensar, sem contar os outros inconvenientes... Se bem que no caso de vocês isto ainda não é um agravante...

– Heitor! – A tia disse muito constrangida.

E bem neste momento, eu fiquei sem graça, pois entendi do que ele estava falando... Então, envergonhado ao extremo eu disse...

– Tio você falou com a tia? – Eu disse consternado com aquilo.

Ele ficou sem reação, e a tia não sabia onde colocava a cara. Por fim ele respirou fundo e disse.

– Me desculpe meu filho, mas é que eu fiquei tão surpreso que quando eu e Clara estávamos conversando sobre você ficar para cuidar de Valerie, o assunto acabou saindo e eu costumo não ter segredos com sua tia. Acho que neste ponto você também vai entender, pois sei que você não o tem com Valerie.

Aquilo me deixou tão sem jeito, mas, tenho para mim que a tia ficou pior do que eu. Pois, ela não conseguia me olhar. Por fim para que o clima não se estendesse mais, a tia falou.

– Nos desculpe meu filho, de verdade. Porém devo dizer, que você não deve envergonhar-se disto. É claro que concordo que assuntos de nossa vida privada são nossos e ninguém deve meter-se, mas o gesto de vocês realmente é encantador. Gostaríamos muito que os Araon, Érion e Sophie seguissem este caminho. Mas...

– Ai nem me diga Clara! – Desta vez o tio foi quem falou. – Nem sei se tenho o direito de pedir a Deus um como você para Sophie Henry, visto que eu tenho um pelo menos, que sei, com certeza, que não é e nunca será assim. Espero mesmo que Marvel pegue no pé dele quanto a Made. É meu filho, eu sei. Mas, eu sei que Araon não é fácil no quesito mulheres.

E o tio estava certo, O que Érion tinha de cauteloso, de paciente, Araon tem de afoito, e realmente aquilo que Valerie disse sobre Made ser mais liberal, somente vai acelerar mais as coisas.

– Porém, devo dizer que pela primeira vez, alguém realmente causou uma bela impressão nele. Ele realmente está deslumbrado com Made. Espero que desta vez se acerte. – O tio disse esperançoso.

– Também tenho esta impressão Heitor, e percebo também, que Made gostou mesmo dele. – A tia disse pensativa e ponderando.

Bem, pelo que Valerie me disse e o que eu mesmo vi com meus olhos, ela havia gostado mesmo, porém, eu não direi nada a respeito. Pois, sem que eu me envolva na vida íntima alheia, as pessoas adoram fazê-lo com a minha. Imagina, se eu der corda... Fico bem quieto em meu canto. E bem neste momento o tio diz.

– Clara, não adianta enrolar para esperar Valerie acordar, pelo visto ela está mesmo cansada e vai acordar bem mais tarde, precisamos ir, acho que já fomos inconvenientes demais, para quem nem iria entrar...

– O tio riu e eu o acompanhei discretamente, pois eu mesmo já havia percebido a estratégia da tia, ela estava mesmo preocupada, então, para tranquiliza-la eu disse.

– Tia Clara, fique tranquila eu vou mesmo cuidar dela com o meu melhor eu prometo, e mais tarde você a verá, e vamos mesmo a Grewnville hoje ainda! – Eu disse o final me reportando ao tio. – Também estou preocupado demais.

Eles assentiram com a cabeça e se foram. Então, volto para o chalé.

Assim que entrei na sala, fiquei surpreso com algo.

Valerie estava encolhida, sem se cobrir e pude nitidamente ouvir um soluço... Ela estava chorando. Aquilo foi o suficiente para me deixar em total alerta e correr em direção a ela. Tomei-a em meu colo imediatamente, assustando-a um pouco, e sentei-me com ela ao sofá.

– O que foi amor? Por que está chorando? Há quanto tempo acordou? E por que não me chamou?

Ela continuou chorando e tinha a mão na têmpora, como se estivesse pressionando para segurar uma dor. Entendi na hora, a dor não havia passado. O desespero agora me corroía.

– Amor é a dor não é? Ela não parou. – Eu não estava perguntando. E ela simplesmente fez uma negativa com a cabeça e eu disse.

– Vamos a Grewnville no fim do dia, tio Heitor tem um médico amigo dele do Grande Reino que é referência nesta área e está aqui, ele irá conseguir que ele te veja hoje ainda. Porém. Já devo adiantar que dormiremos por lá. Tudo bem?

Ela fez que sim suavemente com a cabeça.

– Valerie, eu sei que está com dor amor. Porém, você precisa se alimentar para se fortalecer. Venha comigo, eu já preparei o café, inclusive fiz outra remessa de seu chá para dor. Nós vamos comer agora.

Levei-a no colo até a mesa e sentei-a bem próximo a mim, porém ela mantinha a cabeça recostada e meu ombro e lágrimas corriam constantemente de seu rosto. Aquilo estava me consumindo, eu não sabia o que fazer, e tudo o que eu queria era poder tomar aquela dor para mim, e poupá-la do sofrimento.

Pouco a pouco eu mesmo a alimentei com biscoitos e um xícara do chá e em seguida um copo de leite. Ela estava tão quietinha.

Assim que terminou ela disse.

– Henry eu quero um banho amor, para ver se relaxo um pouco. Mas, estou com receio de desmaiar novamente.

– Eu te dou amor, e prometo que desta vez, não saio de perto, só fique um pouquinho no sofá, pois irei organizar tudo aqui e preparar meu quarto para nos deitarmos mais um pouco depois tudo bem?

– Claro amor. Perdoe-me por colocar você nestas situações difíceis e constrangedoras lindo, se quiser pode buscar minha mãe.

Pensei sobre aquilo, não seria uma má ideia, porém, eu teria de deixa-la só ou leva-la e no momento nenhuma das duas opções seria interessante. Porém o disse a ela para que decidisse. Pego-a no colo novamente, e deito-a no sofá.

– Amor, não que eu me incomode de cuidar de você, jamais! Eu o faço com prazer. Porém realmente a situação em si é um pouco incômoda não só para mim eu acho, mas, quer saber estou pensando, só temos três opções ou eu te levo para busca-la o que te levará a deslocar-se com dor, ou deixo você e vou o que não gostaria de fazer, pois, não acho interessante neste momento ficar só. Ou eu mesmo o faço administrando da melhor forma que eu conseguir. Então o que você prefere? Prefiro que você decida.

Fico aguardando sua resposta.

– Quer saber, por mais difícil e constrangedor que seja ainda prefiro que você o faça. Na verdade amor, eu realmente não quero visitas agora e tenho certeza que se você for buscar a mamãe, outros virão e eu preciso de repouso lindo, não estou para conversas no momento.

Aquilo me deixa bastante alarmado, pois Valerie nunca é de rejeitar visitas ou companhia.

– Tudo bem princesa. Porém, quero que esteja ciente de que seu comportamento de querer se isolar está me assustando. Você não é assim.

Ela me olha pensativa. E faz sinal para que eu me sente próximo a ela, então, sento-me no sofá e coloco-a em meu colo, envolvendo-a em meus braços.

– Lindo não fique preocupado, eu realmente não estou bem, mas, eu irei melhorar com certeza. Sabe, estive pensando, no fundo eu acho que é o acúmulo das coisas e perdas que venho enfrentando, primeiro a Lucie, depois a vovó, o papai, o Peter, agora esta questão com Mildrad. Creio que estou por um fio amor, é isto. Muita coisa. E teve também, a questão do dia de ontem, em Grewnville, ter sido muito intenso, com muitas emoções. Mas, não te quero preocupado Henry. Você tem cuidado muito bem de mim meu amor. Não sei o que seria de minha vida se não fosse por você. Se eu não tivesse você Henry eu não suportaria prosseguir. E disto, eu tenho certeza. Você trouxe um novo sentido para minha vida, e tornou possível recomeçar e seguir em frente. Foi você meu príncipe que me deu de volta as coisas que jamais imaginava alcançar novamente, o convívio com meus amigos, a própria relação com minha mãe, e mais: o amor. Você me conquistou amor, fez-me reconhecer que eu já sentia algo por você, ajudou-me a expandir isto, e fez-me ver que eu poderia ser feliz novamente. É graças a você Henry, somente a você, que eu consegui chegar aqui, Deus me deu você como um lindo presente após tudo que vivi para poder passar e enfrentar tudo que estou vivendo agora. Então, a única pessoa que nestes momentos não abro mão de ter aqui comigo é você, você é o meu maior remédio. Amo você Henry, muito. E tê-lo aqui comigo, já é tudo que preciso. Por isto, quero que você mesmo cuide de mim lindo! Sei que é capacitado para isto, você já tem feito isto muito bem meu amor!

Minhas lágrimas corriam soltas, primeiro por ouvir aquelas palavras de amor dela para mim, e depois por mais uma vez poder ver o quanto ela sofreu e tem sofrido.

Tomo-a em um abraço apertado. E Beijo com delicadeza seus lábios. E digo-lhe...

– Amo demais você princesa e meu coração está dolorido de te ver assim. Mas, quero que saiba que farei o que for preciso para que melhore amor. Graças a Deus, eu tenho recursos para isto e tenho amigos queridos para me apoiar. Então, tudo que eu puder fazer por você amor, eu farei. Amo você demais Valerie!

Neste momento, ela me olha, acariciando meu rosto, tentando fazer uma carinha maliciosa e diz...

– Tenho uma sugestão... Acho que isto me faria melhorar um pouco. – Ela disse aquilo muito manhosa.

Mesmo, com dor ela faz uma carinha sapeca, então, eu a pergunto curioso...

– E qual é? Minha amada!

– Tome banho comigo! – Aquilo me alarmou... Aliás, me alarmou é pouco, eu entrei literalmente em desespero!

Ela certamente percebeu minha batalha interior expressa nas evidências de minha face, pois, ela arregalou os olhos para mim. E eu disse com a voz em um oitavo a mais, levado pelo nervosismo, proposto pela situação...

– Como? O que? Meu Deus Valerie! Como você pode me pedir isto? Amor, tenho toda a certeza que esta não é uma boa ideia, não resistiria a este ponto me perdoe. – Digo um tanto apavorado... E assim que termino mesmo com as caretas que evidenciam claramente sua dor, ela começa a sorrir muito... Então, ela diz...

– Henry eu estou brincando amor! – Ela continua rindo, mesmo protestando com as dores a cada risada... Você acha mesmo que eu te pediria isto seriamente? Amor, eu também não sou de ferro sabia? Mas, devo dizer que a carinha você fez príncipe, foi impagável, e mesmo morrendo de dor, fez-me rir um pouco amor. Então, valeu a pena!

Ela realmente estava se divertindo com aquilo. E eu não fiquei aborrecido, pois embora eu estivesse constrangido, eu fiquei feliz, pois, mesmo em meio à dor, seu semblante suavizou. E claro, que eu fiquei mais que aliviado, por aquilo não ser sério.

– Só você mesmo Henry, para acreditar que eu teria forças o suficiente, de te ver nu, ou até, seminu em minha frente e não partir para cima de você. Isto seria impossível, mesmo doente... Você é deliciosamente tentador demais, mesmo vestido Sr. Lazar, imagina despido? Socorro, nem de brincadeira! Eu não faria isto meu príncipe, se não, não há compromisso que resista.

E ela verdadeiramente sorriu. Fazendo-me rir junto, porém com o rosto queimando. Porém, ela protestou em seguida, pois sua dor parecia não dar trégua.

– É, mas eu tive que fazer! E consegui, não me pergunte como, mas, eu consegui. Mas, creio que foi por que você estava tão debilitada que eu não podia deixar de cuidar de você, a preocupação com seu bem estar falou mais alto princesa!

Eu disse isto para ela, na verdade bastante orgulhoso por ter conseguido passar por aquela “prova”, de ter Valerie nua em minhas mãos, porém, sem permitir que o desejo falasse alto, simplesmente por que o estado dela exigia que eu agisse exatamente daquela maneira naquele momento.

Ela parece compreender com clareza meu sentimento de preocupação em exceder o limite do que é suportável para mim, pois, diz...

– E não precisa me dar banho meu amor. Não irei tentar ainda mais você. Vou procurar tomar eu mesmo. Só te peço para que fique por perto, para caso algo venha acontecer. Preciso de você perto para me dar auxílio está bem?

– Claro amor, mas, se realmente for preciso mesmo, eu quero te ajudar tudo bem?

– Sim e eu agradeço meu noivo tão lindo e precioso! Amo tanto você príncipe!

– Eu também Valerie, eu também...

– Estou indo amor... – Ela diz e beija com suavidade meus lábios.

– Tudo bem, enquanto você vai, eu termino de ajeitar tudo aqui.

Assim que a deixo em seu quarto, eu saio deixando um grande rastro de ordem no que havia faltado. Sabendo que hoje o dia seria corrido!


POV VALERIE



Nossa, que dia intenso foi o de ontem! Intenso e maravilhoso. Amei todos os momentos que vivi ao lado de Henry, cada um deles, fiquei impressionada com a forma que tudo transcorreu bem em Grewnville, que como meus medos e receios foram infundados. E com o quanto Henry me ama.


Gostei muito de ter conhecido os Lancelot’s, e ver o quanto eles amam Henry, e fiquei encantada com a forma que me acolheram. Adorei o passeio, nossas idas ao lago. Devo dizer que, aquele lugar me marcou profundamente, cada momento vivido ali foi especial. O do retorno para casa então... Ele decifrando a música para mim, aquilo foi intenso, perfeito e romântico demais. A onda e o fogo de desejo que se apoderou de nós. E depois, veio a melhor parte, descobrir que Henry está curado. Não dá para mensurar minha alegria.

Como foi maravilhoso aquilo. Aliás, tem sido maravilhoso ver este Henry intenso, sedutor, poderoso emergir de um Henry contido, controlado, cauteloso. Pois, a verdade é que ele nunca será somente um, ou só o outro, ele sempre será os dois, porém irá aprender a nos momentos oportunos deixar aflorar um dominando o outro, e assim por diante. E a única coisa que sei é que eu quero o os dois, e cada parte que o compõe, quero Henry inteiramente para mim.

Amo demais este homem, e o desejo demais também. Porém, eu confesso que tenho mesmo apreciado este compromisso, mesmo ele estando exigindo demais de nós para nos controlarmos.

Amei o jantar do noivado, as surpresas, as flores a música que ele cantou, as danças, aliás, amei dançar em seus braços.

Mas, evidentemente, me apavorei com o que aconteceu, a invasão daquela “criatura do mal” bem no meio do jantar.

Sinceramente eu nunca esperava! Porém, o que me deixou mais surpreendida não foi à maldade de Mildrad, e sim, a reação tão extrema de Henry. Admito que aquilo me assustou demais.

Vê-lo tão vulnerável ao ódio e a ira, assustou-me profundamente. Porém, nada poderia ter me assustado mais do que a possibilidade de perdê-lo. No momento em que Mildrad tentou desferir um golpe com o punhal, entrei em pânico. Deus me livra, de algo acontecer a Henry, isto é impensável para mim.

Presenciar tudo aquilo foi tão insuportável que minha mente apagou para não ter que lidar com os fatos. E desde que acordei agora sinto esta dor. Dor intensa de cabeça. E o que disse a ele agora a pouco é verdade, eu passei todos os momentos difíceis, de minhas perdas, obstinada em seguir em frente e superar. Que agora me pergunto, eu realmente superei ou somente passei por cima? Sinto que tudo e todo, o excesso de emoções intensas, mal resolvidas, dentro de mim, estão emergindo de vez agora. É como se minha mente e meu corpo, fossem me cobrar, toda sobrecarga que impus a eles.

Assim, entro para o banho, perdida nestes pensamentos. Porém, demoro-me muito mais do que o normal, pois, não consigo fazer movimentos bruscos, portanto, tudo que faço é mais lento e menos intenso. Ensaboo meu corpo, lavo os cabelos, e a sensação da água, correndo sobre mim é deliciosa. A cadeira ainda está aqui desde o último banho, o que me facilita o processo.

Me pego pensando em como será que Henry conseguiu cuidar de mim... Não demora muito e percebo a resposta, o amor nos leva a fazer coisas que imaginamos impossíveis. E de uma coisa sei e tenho agora uma certeza incontestável, Henry me ama! E me ama muito. E é bom demais voltar a ter esta certeza em mim.

Fico maravilhada ao me lembrar do episódio da trança. Henry a fazendo em mim, aquilo é tão surpreendente, e tão lindo. Adorei a reação dele quando o disse que quero chamar nossa filha de Laura como sua mãe, ele ficou maravilhado. Creio que ele nunca esperava.

A cada dia que passo ao seu lado, eu tenho verdadeiramente me surpreendido. Como as várias faces de Henry ainda me encantam. Esta nova descoberta então, um Henry totalmente o avesso daquele que sempre conheci, que é doce, carinhoso, cauteloso, contido, romântico, pacífico, porém, ainda assim intenso demais. Este novo Henry que vi emergir num momento de extrema pressão e crise, e que tem firmeza ao falar, é frio, impulsivo, poderoso, agressivo e mortífero. Mas a intensidade ainda está ali, estes dois lados tem em comum, sua intensidade. E é impressionante o quanto isto me atrai a ele.

Fico pensando na proposta que eu o fiz em relação a isto, e sua reação. Primeiramente como sempre, veio à tona nele o medo. Como o medo em relação à perda é presente na vida dele. E é tão triste observar isto. Porém, devo dizer que ele realmente ficou balançado por minha proposta.

Porém, não me iludo, sei que para conseguir o que eu propus a ele, que no caso, seria que ele deixe manifestar todo seu outro lado no momento em que estivermos fazendo amor, terei muito trabalho pela frente, para convencê-lo. Mas, fico mais aliviada por saber que pelo menos, a proposta mexeu com ele. Isto já é um ótimo sinal em meu favor. Sou tentada a pensar, e imaginar como seria tudo aquilo canalizado para os nossos momentos, a carga de intensidade será absurdamente maior do que já é.

É óbvio que eu amo muito, mais, muito mesmo, o Henry Doce e Romântico. Como eu mesma disse a ele. Mas, confesso que este seu outro lado, despertou-me curiosidade. E é evidente que desejo experimentá-lo. E sei que Henry também quer, porém, eu sei que tem receios.

Voltando agora a atenção para mim, realmente não estou me sentindo bem. E o que eu disse a Henry, é verdadeiro e real. Tenho sofrido muitos abalos nestes últimos dois anos. Muitas perdas assolaram minha vida, e como foi tudo subsequentemente, na realidade eu mal tive tempo, de me recuperar a cada uma. E agora entra esta questão de reviver estes traumas que tenho relacionado ao que passei com Mildrad.

Porém, algo tem me assustado. Pois, só agora tenho me dado conta de o quanto eu tenho estado diferente e alterada emocionalmente. E pelo que percebo, desde a morte de Peter e a chegada de Henry na minha vida.

Porém, na verdade, eu tenho atribuído isto, ao fato de estar apaixonada, e sei que obviamente isto em si nos deixa mais sensíveis e propensos a emoções mais intensas. Porém, só agora posso ver que eu mudei demais. Tenho chorado mais do que o normal, o medo está mais intensificado, a carência e a sensibilidade também, é lógico que tenho tudo isto, mas não na proporção e profundidade que tenho experimentado. Mas, na verdade eu tenho relacionado isto ao fato de estar com Henry, pois acompanhar toda a sua evolução neste processo da cura de suas emoções, me fazem experimentar com ele suas variações de sentimentos, e geralmente, vivenciando com ele, a intensidade de cada momento.

Preocupa-me, o fato de que Henry irá me levar ao médico hoje. E se ele disser que tenho algo? Como Henry vai ficar? E como eu vou ficar? Tenho receio de que eu descubra algo que faça-o desistir de mim, ou até mesmo, faça-o protelar o casamento. Porém, penso também que, se tenho algo, é melhor descobrir logo. Mas, na verdade é que no fundo estou com medo.

Vem-me agora na cabeça, o que fiz com ele agora a pouco, e tenho vontade de rir com aquilo, ao me lembrar de sua reação. Como pode Henry crer que eu suportaria vê-lo despido em minha frente? Eu jamais suportaria, sem chance. Um homem lindo, com um corpo perfeito, e mais, que eu amo e desejo assustadoramente. Sinceramente não haveria dor no mundo, que me fizesse não partir para cima dele. Se vendo ele vestido, já corro este risco o tempo todo. Imagina só nú?

Depois de um logo tempo, termino meu banho, enxugo-me, tiro o excesso de água dos cabelos. Escovo os dentes, perfumo-me e me visto. E assim que termino e estou tentando tirar mais um pouco do excesso de água dos cabelos, porém, com movimentos leves, para não intensificar novamente a dor. Exatamente neste momento, Henry bate a porta...

– Valerie? Amor você está bem? Desculpe, mas, você está demorando e eu estou preocupado amor. – Henry me pergunta preocupado.

– Ei amor, estou sim. – Respondo e destranco rapidamente a porta. – Demorei, pois, estava o tempo todo evitando movimentos bruscos. Inclusive quero te pedir, seca meus cabelos pra mim amor? Estou com dificuldades.

– Claro Valerie, venha e sente-se aqui. – Ele disse apontando a cadeira de descanso do meu quarto. E eu prontamente obedeci.

Ele começa a secá-los com tanta delicadeza que chega a ser impressionante. Então, digo-lhe...

– Hum amor. Acho que posso me acostumar com isto. – Sinto-o sorrir e dizer...

– Sempre as ordens princesa, pois amo cuidar de você. – Ele diz obviamente muito satisfeito.

– Assim também, como eu amo ser cuidada por você amor. Você tem mãos maravilhosas, isto é tão bom... Me relaxa muito lindo, e acho que estou mesmo precisando. – Respiro fundo.

– Então, espere um pouco, por que vou caprichar mais. – E assim que ele tira todo o excesso de água, ele guarda a toalha e trás consigo um pente. E neste instante, toma-me nos braços e leva-me para o seu quarto.

No percurso, vou beijando e inalando seu peito, o fazendo suspirar com aquilo.

Chegando lá, ele coloca-me ao centro da cama e ajoelha-se na mesma, próximo a mim, de uma forma que fico de costas para ele. E agora, lentamente ele massageia meu couro cabeludo com seus dedos longos de uma forma bem suave a princípio, e depois vai intensificando. E aquilo é delicioso demais, e me relaxa ao extremo. Em todo processo solto gemidos involuntários de alívio. Pois, sinto a dor esvair-se aos poucos. Sinto vontade de dizer-lhe algo.

– Hum Sr. Lazar você sabe mesmo cuidar do que é seu! Isto é muito gostoso amor, até minha dor está aliviando.

Assim que eu digo isto, sinto-o sorri baixo, totalmente satisfeito, e pergunto-lhe...

– O que foi amor?

Ele sorri de novo e eu ergo a cabeça para olhá-lo por cima.

– É que eu amei o que você disse Valerie. – Ele me diz bem tímido...

– Hum, mas que parte? – Eu realmente não sabia.

– A que você disse que eu sei cuidar do que é “Meu”. – E ele evidencia com clareza o “Meu”.

– Hum... Sei. Você gostou de eu dizer que sou sua? É isto? – Pergunto-lhe curiosa.

Ele traz o seu rosto de encontro ao meu para olhar-me e diz...

– Sim, é isto. – Ele diz pensativo.

– Mas, Henry eu sou sua amor. Não há uma verdade mais irrefutável que esta, eu sou Sua Sr. Lazar, eu te pertenço, total e irreversivelmente.

Instantaneamente, ele para os movimentos em meu couro cabeludo, e rapidamente senta-se a minha frente. E toma meu rosto entre as mãos e diz...

– Fala de novo meu amor, por favor!

– Amor é claro que eu falo. – Eu agora me ajoelho na cama para ficar de sua altura e olhando em seus olhos e também tomando sua cabeça entre minhas mãos, digo-lhe...

– Eu sou Sua Henry. Sou totalmente e irrevogavelmente sua! Nunca duvide disto meu amor!

– Ah... Valerie! – Ele puxa o ar tão profundamente e diz... – Como é bom ouvir isto. – Aquilo me preocupa. Pois, fico pensando se ele ainda tem alguma dúvida disto. Então, pergunto-lhe...

– Você ainda tem dúvidas disto Henry? De o quanto eu pertenço a você amor?

Ele agora me olha assustado, para em seguida dizer...

– Não é isto Valerie... Nunca duvidei e não duvido de sua entrega, porém, desde que Mildrad esteve aqui, estou de certa forma mexido por dentro, transtornado. Ao ouvir aquelas palavras de Mildrad, dizendo que “você era dele” aquilo me deixou furioso, me cegou. Pois, veja bem, eu amo, desejo e espero por você, há muito tempo Valerie. Vi e suportei você amar Peter, e deseja-lo. Esperei, mesmo com todo o sofrimento. Daí num determinado momento. Ele se vai, nós nos aproximamos, cuidamos um do outro. E um dia, por um milagre, você descobre que me deseja. Depois, por outro milagre, você descobre que me ama. Então, a cada dia vejo você me amando mais ainda... Tem alguma ideia de o quanto isto é perfeito e parece ser surreal? – Afirmo-lhe com a cabeça para não interrompê-lo. – Pois, é. Então, chega àquele miserável, com o perdão da palavra, e grita pra mim que você é dele, amor aquilo simplesmente me enlouqueceu. – Vejo agora o quanto Henry esta abalado, ele solta meu rosto e passa as mãos no seu rosto e arrasta-as pelos seus cabelos, deixando-os revoltos. – Princesa aquilo foi demais, eu não posso, se quer pensar, em você pertencendo a outro homem que não seja eu amor, eu não suportaria. Dá-me desespero. Noss... já foi demais com Peter. Mas, foi diferente, e hoje eu compreendo.

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Vejo o quanto ele está ansioso por pensar naquelas coisas. Então, eu percebo que cabe a mim, mostrar a ele o quanto eu o pertenço.

– Henry, amor olha para mim! – E ele o faz. Seguro seu rosto mais uma vez e aproximo-me a centímetros dele. – Eu pertenço a você amor. Presta bastante atenção, EU SOU SUA e SOMENTE SUA! E o serei para sempre em breve...

Ele não me deixa terminar.

– Sim, mas, quero logo que se torne oficial amor, estou angustiado, quero que todos saibam, quero que fique registrado, que você é minha. Pra sempre minha!

– E breve isto acontecerá amor. Acalme-se, pois eu quero isto também, nunca quis tanto, pois, amo você demais Henry. E ser incontestavelmente sua é o que mais quero no mudo. Muito embora eu já me sinta assim mesmo sem documentos que oficialize amor.

Ele toma minha cabeça novamente com carinho entre as mãos, e dá vários selinhos em meus lábios... Para assim, dizer...

– Obrigado amor, como eu disse, é bom ouvir! E quero que sempre tenha a certeza que eu sempre fui e serei seu Valerie. Porém, eu tenho sim, necessidade de que seja oficial. E breve, muito em breve, o será.

Ainda via angustia nele, e algo passou pela minha cabeça.

– Amor você quer que eu lhe prove o quanto eu sou sua? Sinto que você está angustiado demais lindo, e isto me gera muita aflição.

Ele me olha curioso, creio eu que, não entendendo a pergunta. A verdade é que, eu faria neste exato momento, o que fosse preciso para que Henry soubesse que eu o pertenço. Qualquer coisa. Inclusive romper nosso compromisso, por mais paradoxo que isto parecesse. Porém, ele é minha prioridade.

– Como assim Valerie? Você tem me provado amor, é só que eu fiquei estremecido com o que aconteceu.

– Sim eu entendo. Porém, eu pergunto a você novamente, quer que eu mostre a você o quanto eu te pertenço?

Ele me olha agora de olhos arregalados, creio que compreendendo o que eu estava propondo...

– Mas, e o compromisso amor? – Sim, ele realmente entendeu o que eu estava propondo.

– Henry eu sei, e quero cumpri-lo sim. Mas, nada amor, está acima de você para mim Henry, o compromisso é para nós e por nós. As coisas mudam e as circunstâncias mudam. Você está temeroso demais, e somente agora eu vejo o quanto aquilo mexeu com você.

Ele pondera minhas palavras, então, enquanto faz isto, vou-me achegando para junto dele. Como estou de joelhos e ele sentado, nós ficamos praticamente na mesma altura. E neste momento, envolvo seu pescoço com meus braços e com a proximidade, sinto seu coração alçar voo, assim também como o meu.

– Eu sou sua, meu amor, e se para você ter certeza disso, eu tiver de me entregar a você novamente, eu farei sem medo. Eu estou aqui, eu amo demais você e também te quero demais. Nada é mais forte e mais poderoso que isto, o amor que sinto por você Henry.

Seus olhos, já brilham intensamente pelas lágrimas. E neste momento ele toma minha cintura, e sinto o quanto está ponderando aquilo. Então, para encorajá-lo digo.

– Eu o quero amor! Eu não estou fazendo impensadamente. Se for disto que precisa, eu quero pertencer a você agora neste momento, eu já disse que, o meu coração o meu corpo e minha alma já são seus. Eu te amo verdadeiramente Henry.

Ele respira fundo e já com suas lágrimas transbordando me diz...

– Não Valerie. Eu sei, eu sei que você é minha. E eu tenho convicção, e não duvido de sua total entrega a mim. Portanto, eu vou esperar. Vou esperar para te fazer minha mulher novamente depois que se casar comigo amor, como sempre sonhei. Porém, quero que saiba que te agradeço demais por ser tão completamente minha, pois eu sei que você é! Assim como sou seu meu amor. – Ele respira fundo novamente, e diz... – E agora vamos amor. Pois, precisamos nos encontrar com os Cavaleiros e pelo visto não dará mais tempo de descansar. E no mais, se vamos esperar, é melhor não vacilar amor.

– Não tem problema Henry, à massagem me tranquilizou muito e a dor cedeu. Creio que eu estava precisando relaxar. Graças a Deus e suas deliciosas mãos, passou. E quanto ao esperar, é melhor mesmo irmos. — Percebi o quanto ele estava realmente melhor, pois ele sorriu.

Levantamos e ajeitamos tudo, aliás, a maior parte Henry tinha feito, não me permitindo esforçar-me. Assim, tomamos a carruagem e seguimos rumo ao vilarejo.

O percurso é muito gostoso, pois, eu e Henry conversamos e brincamos, é claro que tudo de forma leve, pois, eu ainda não estou totalmente bem.

Ao chegarmos ao casarão, todos já estão reunidos.

Sou abraçada por muitos braços aflitos e ansiosos, por saberem meu estado. Sinto a ausência de Prudence e pergunto o porquê e Cedrico diz que ela ficou repousando para não esforçar-se muito após ontem. Sinto que neste momento, Henry fica desconfortável, por ter sido um dos motivos do que aconteceu. Porém, eu o tranquilizo e logo, logo ele relaxa.

Em um dado momento, próximo ao horário da comitiva dos cavaleiros chegarem, Henry diz.

– Amor eu fiz todos os planos de nossas rotinas enquanto você tomava banho, quero que de uma olhada e acrescente se faltar algo. E mais, precisamos levar isto a sério.

– Tudo bem Henry.

Olho tudo e acrescento o que desejo e entrego-lhe tudo.

Às onze horas em ponto, ouvimos o barulho de uma grande carruagem atracar na frente do casarão. E mesmo reunidos na grande sala de jantar, foi possível ouvir nitidamente sua chegada. Henry afasta-se momentaneamente como um bom anfitrião que é, para receber nossos convidados, e eu o sigo, com sua mão entrelaçada na minha.

Ouvimos vários passos vindos em nossa direção. Henry fica a frente e posiciona-se bem ao meu lado, abraçando-me protetoramente. Neste momento o silêncio da sala é profundo, e as respirações de todos evidencia expectativa.

Um por um, eles vão entrando. E é assustador de se ver. Pois, o fato de estarem todos eles perfeitamente arregimentados com suas armaduras, malhas, espadas e elmos, torna o perigo muito mais real agora.

Assim, que entram, e conto quatro ao todo, mas, espera aí, Henry me disse que eram cinco. Um a um retiram seus elmos, como em uma perfeita coreografia. O último a retirar, que por sinal, é esguio, loiro, de olhos profundamente azuis e cabelos dourados, caídos aos ombros, se apresenta:

– Bom dia senhores e bom dia senhoras. Eu sou Camelot. – Ele diz e faz uma leve reverência a Henry a Araon e Érion, por, certamente serem cavaleiros da Guarda do Reino, atuantes nos vilarejos. E em seguida, Camelot volta seu olhar para mim, e por ver como me encontro, envolvida em meu noivo, creio que deduz que eu sou o motivo de tamanha empreitada. Porém, o que me incomoda, é o olhar estranho que lança para mim, evidenciando surpresa e incredulidade, mas, que logo é silenciado por uma máscara profissional de guerreiro, um rosto sem expressão e mortífero.

Ele continua as apresentações.

– Este é Lucius. – O guerreiro Lucius também tem cabelos aos ombros, porém castanhos escuros e olhos da mesma cor, e é o que possui a face mais jovem entre todos os outros. Ele também reverencia levemente a Henry e cumprimenta-me com um aceno de cabeça.

E Camelot prossegue.

– Este é Lucan. – O guerreiro Lucan, é alto e também possui cabeleira loura, porém curta, e olhos de um verde escuro, profundo. Ele também faz sua reverência e cumprimenta-me comedidamente.

E Camelot continua apresentando.

– Este é Avalon. – Avalon é um guerreiro ainda mais alto e musculoso que os demais, ele tem os cabelos bem curtos e escuros e olhos castanhos. E apesar de uma bela aparência, tem uma expressão ainda mais feroz do que a dos outros.

– Por último. – Camelot diz.

– Este é Aquiles, o nosso General. – E naquele momento, entra um guerreiro ainda totalmente arregimentado inclusive com seu elmo. E ao deparar-se de frente conosco, retira-o de sua cabeça, ajeitando com a mão livre os cachos negros, que descem soltos.

Contemplo que possui uma barba, e que aparenta ser o mais velho do grupo. Mas, ainda assim, é um belo homem. Porém, quando se aproxima de mim e de Henry e ergue sua cabeça para me cumprimentar e reverenciar meu noivo e os rapazes, meus olhos processam seu sério e melancólico semblante, realçados por aqueles olhos negros como a noite sem luar. Alguns segundos antes, dele congelar no exato instante que seus olhos encontram os meus...

Sinto um arrepio percorrer toda a minha coluna com aquele olhar, mas por que será?

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MÚSICA — TRADUÇÃO E PORTUGUÊS


EU VOU TENTAR



Aqui estamos nós, falando sobre o para sempre

Ambos sabemos muito bem que não é fácil em conjunto

Nós dois sentimos o amor, nós dois sentimos a dor

Vou escolher a luz do sol em vez da chuva


E eu vou tentar


Para amar só você

E eu vou tentar

O meu melhor para ser verdadeiro

Oh querida, eu vou tentar


Então eu não tenho medo, vale a pena uma chance para mim


Pegue minha mão, vamos enfrentar a eternidade

Bem, eu não posso te dizer que eu nunca vou mudar

Mas eu posso jurar que em todos os sentidos


E eu vou tentar


Para amar só você

E eu vou tentar

O meu melhor para ser verdadeiro

Oh querida, eu vou tentar


Eu não sou perfeito, apenas um outro homem


Mas eu lhe darei tudo o que sou.

Notas finais
Nossa... o que será que aconteceu com Aquiles que ele teve esta Reação ao ver Valerie? Alguém tem um palpite?

E aí Pessoas o que Acharam???

Mereço Reviews e Recomendações???

Comentem e Recomendem. E se o fizerem até QUINTA DA SEMANA QUE VEM, no Capítulo 41!!!

Mil Beijos!!!
MBGE