A Garota Da Capa Vermelha - Continuação.
39 JANTAR DE NOIVADO – O INESPERADO - Capítulo 38
Notas iniciais
Comentando até DOMINGO, na SEGUNDA tem Spoiler, E NA QUINTA -FEIRA TEM CAPÍTULO NOVO.
NÃO POSSO MAIS COLOCAR NOTAS NOS CAPÍTULOS ENTÃO, LEIAM AQUI POR FAVOR!!!
Olá Pessoas Lindas!!!
COMO É BOM PODER AGRADECER!!!
Ao Meu Deus Lindo e Fiel que tem me agraciado com leitores incríveis!!!
O SEMANA ABENÇOADA COM UM FERIADO PERFEITO!!!
Agradeço aos meus leitores, fiéis e meus escudeiros de sempre por seu carinho e seus Reviews!
AGRADEÇO AOS LEITORES SUMIDINHOS QUE APARECERAM QUE SENTI FALTA VIU DEPRA...
SENTI SAUDADES E É BOM VÊ-LA NOS REVIEWS DE NOVO!!!!
CONTINUAREI Postando esta semana o Capítulo 38, na quinta!!!
VOCÊS MEU LEITORES FIÉIS, TÊM ME DADO MUITAS ALEGRIAS!!!!
DEUS ABENÇOE O CARINHO DE VOCÊS!!!
SEGUE O LINK DO MEU BLOG:
http://dicasdamarth.blogspot.com.br/
AGRADEÇO A TODOS ESTA SEMANA LEITORES ATIVOS, E ATÉ FANTASMINHAS!!!!
INDICO ALGUMAS FICS:
Apenas uma Noite
http://fanfiction.com.br/historia/322586/Apenas_Uma_Noite
Historia de Nos dois
http://fanfiction.com.br/historia/319703/Historias_de_Nos_Dois
O Jardim das Cerejeiras:
http://fanfiction.com.br/historia/331501/O_Jardim_Das_Cerejeiras
O Triunfo da Esperança - Minha FANFIC totalmente Petniss do Universo Jogos Vorazes
http://fanfiction.com.br/historia/333216/O_Triunfo_Da_Esperanca_-_Por_Peeta_Mellark
Apareçam por lá!
NESTE CAPÍTULO:
OLHA, SINCERAMENTE, NÃO SEI O QUE DIZER, ESTE CAPÍTULO TERÁ DE TUDO, UMA COISA DIGO, OU VOCÊS O AMARÃO E VÃO ME AMAR MAIS AINDA, OU VOCÊS O ODIARÃO E VÃO QUERER BRIGAR COMIGO!!!
PORÉM, EU ESPERO MESMO QUE GOSTEM, DE AGORA PAR FRENTE AS EMOÇÕES SERÃO MUITAS.
QUERO AVISÁ-LOS QUE PODE SER QUE PASSE ATÉ 5 CAPÍTULO DO PREVISTO PARA O FINAL, AINDA NÃO SEI. PODE SER QUE AO INVÉS DE ACABAR NO 55 ACABE NO 60 OU PRÓXIMO DELE!!!
AGUARDO OS COMENTÁRIOS DE VOCÊS ANSIOSA!!!
GENTE ESTAMOS NA RETA FINAL DA FIC!!!
PESSOAS LINDAS BREVE UMA SURPRESA PARA VOCÊS - UMA SHORT FIC HENLERIE -
UMA COMÉDIA ROMÂNTICA SÚPER DIVERTIDA
O QUE ACHAM?
A Partir de Agora, Comentando até DOMINGO, na SEGUNDA tem Spoiler, E NA QUINTA -FEIRA TEM CAPÍTULO NOVO, ISTO MESMO, ADIANTAREI EM UM DIA A POSTAGEM A COMEÇAR POR AMANHÃ!!!
MAIS UMA VEZ, CONHEÇAM MEU BLOG.
http://dicasdamarth.blogspot.com.br/
Sem mais demoras, vamos ao Capítulo 38!!!
Nos vemos nas notas finais!!!
Mil beijos, MBGE!!!
POV HENRY
- Hum... Vai me fazer prisioneiro Sta. Valerie? – Ela sorri amplamente, mas fica corada. Porém, avança com um olhar faceiro em minha direção...
***
- Eu só vim saciar a falta que estou sentindo de estar muito próxima a você, estou muito carente de você hoje, já disse Henry. – Ela diz de maneira sedutora, já fazendo meu coração disparar e cada centímetro de minha pele reagir.
Ela aproxima-se e cola seu corpo ao meu, fazendo-me gemer com o contato tão gostoso. Tomo sua cintura com fúria e seus lábios com fome. E ela ofega no mesmo instante que me puxa contra seu corpo, com uma mão em minha nuca e a outra em minha cintura, que começa a percorrer minhas costas com nenhuma delicadeza.
Quando o beijo começa a ficar intenso, ela se afasta dizendo...
- E o nada de beijos intensos e demorados...
Não a deixo terminar. Não. Naquele momento eu precisava e sentia que ela precisava também. Agora eu dizia em seus lábios...
- Eu sei linda, e é sério aquilo... Mas, por favor... Agora não amor, eu preciso beijá-la... Correspondendo a maneira que eu estou necessitado... E eu sei que você também quer o mesmo...
Digo sem deixar seus lábios. E ela, já se encontra agora muito entregue a mim, pois o sinto em cada gesto seu e carícia sua. Então, ela diz algo que confirma o que já sei...
- Tudo bem amor, eu estou aqui... Pra e por você lindo!... Amo você demais Henry!
E bem naquele momento toda a necessidade que estou dela, explode em meu corpo e eu abraço-a com mais fúria ainda, fazendo-a gemer em meus braços, e ela corresponde intensificando suas carícias em mim, no meu corpo, e o beijo em meus lábios.
Quando o ar nos falta, desço os lábios beijando seu pescoço até seu ombro, e mordo ali, e beijo novamente fazendo-a estremecer. Então, ela faz algo que me surpreende, enfia as mãos por dentro de meu blazer, e começa acariciar minhas costas, e mesmo por sobre a camisa, sinto que suas mãos agora estão quentes, e me queimam por onde tocam, e volto a beijá-la com paixão. Lentamente conduzo-a até a parede prensando-a ali. E ela geme e ofega em meus lábios pelo contato tão intenso. Assim, digo-lhe.
- Ah Valerie... Que delícia amor... Sinto falta, Valerie. Sinto tanta falta... Dos seus... Toques, minha amada.
Ela afasta seu rosto para olhar em meus olhos, que certamente já evidenciam toda carga do meu desejo, assim como os dela, já o revela para mim.
- Eu também lindo, demais. Mas, você...
Não a deixo terminar, pois sei o que irá perguntar. Então, antes disto, digo.
- Não! Eu não quero romper o compromisso amor, não é isto. Só estou dizendo o que sinto. É que realmente tem sido difícil Valerie só isto, mas, hoje parece que está muito pior, eu não sei. Acho que é por que, já estamos sofrendo os reflexos da viagem. Mas vai passar amor. — Digo-lhe com sinceridade. — Eu te amo Valerie, não se esqueça disto amor.
- Eu também lindo! Mas, vamos eles devem estar nos procurando. – Ela diz beijando agora meu pescoço.
- Sim, vamos. – eu digo-lhe e dou-lhe um selinho em seguida. – Mas, amor... Antes, quero que me responda algo. Assim que surgir uma oportunidade pretendo comunicar a Cedrico sobre a casa, eu posso?
- Claro Henry. Inclusive, como estamos em muitos e talvez falte oportunidade de fazermos isto, juntos, se precisar fazer sem mim, sinta-se a vontade amor.
- Bem, eu preferiria fazer com você, mas, veremos. Obrigado Valerie.
Beijo-a novamente. E então, ela afasta-se.
E assim, ela ajeita nossas roupas, sua maquiagem, e seguimos para a mesa de jantar no jardim, onde todos nos aguardam.
O jantar corre agradavelmente. A comida está deliciosa, os vinhos e champanhes nem se fala. Apesar de que não exagerei em nenhuma dose. As sobremesas estão perfeitas, minha avó e Suzette, ficam totalmente felizes quando são elogiadas por todos.
As conversas seguem agradavelmente, e todo e qualquer clima de tensão já se esvaiu. Eu e Valerie sentamos um ao lado do outro, assim como os outros casais de noivos. E deixamos as honras das cabeceiras para minha avó e sua mãe.
Percebo minha noiva muito feliz observando a todos conversando, brincando e se alegrando. E pergunto-lhe ao ouvido...
- O que foi princesa?
Ela sorri toca meu rosto e diz...
- Nunca pensei que eu seria tão feliz! Ainda não consigo acreditar, é surreal ainda para mim. Você foi um presente especial demais Henry. Olha tudo isto, olha o quanto você tem me dado amor.
Ela diz olhando as pessoas, e a alegria em que estão, e prossegue...
- Poder compartilhar tudo isto com todos é muito mais do que eu sonhei Henry. Obrigado meu Amor! Você é um Pacote de Felicidade completo Henry!
Solto os talheres, envolvo sua cintura trazendo-a próxima a mim, e beijo sua testa com suavidade e digo...
- Não poderia ser diferente amor, você merece o melhor, por me fazer tão feliz! Obrigado a você minha vida, te amo muito!
Beijo sua testa novamente e voltamos a comer.
Noto tio Heitor e tia Clara sempre nos observando admirados. E sinto meu rosto quente com aquilo. Valerie também nota e olha corada para mim.
Trocamos olhares e carícias nas mãos um do outro o tempo todo, a necessidade que temos hoje de estarmos em contato constante é absurda.
De repente, sou surpreendido por uma deliciosa mão, em minha coxa deslizando-se por toda a sua extensão enquanto aperta minha carne com as pontas dos dedos. Congelo no lugar, com minhas mãos e talheres no ar. Sinto que meus olhos estão arregalados, e minha face queimar. Imediatamente viro-me para Valerie e discretamente desço uma de minhas mãos, para segurar a dela. Ela olha com a cara mais sapeca para mim, dando um sorrisinho de canto discreto, enquanto vou ao seu ouvido e digo-lhe...
- Amor, não faz isto, neste momento. Por favor, não tem pimenta aqui agora para me salvar, o que vou fazer? – Digo em desespero para ela, aproveitando e mordendo provocativamente sua orelha, deixando-a arrepiada, sinto sua pele que encosta-se a mim, muito quente e ao olhá-la, sou agraciado por ver suas bochechas vermelhas.
No entanto, nós dois quase enfartamos quando Áraon, que esta voltando do chalé por algum motivo, passa por nós, abaixa-se como se fosse conversar aleatoriamente conosco, e diz muito próximo onde somente nós dois podemos ouvir...
- Hum... Pimenta né seu Henry? A mão de Valerie ganhou outro nome agora! Coitada da mãe sentindo culpa até agora! Vocês dois hein! Agora sei... – E fica morrendo de rir discretamente.
Valerie arregala os olhos para mim, e fica roxa! Eu, nem preciso dizer que não sei onde enfiar minha cara... Seus olhos brilham e percebo que é por acúmulo de lágrimas, e ela esconde rapidamente seu rosto em meu peito. E em segundos sinto minha camisa molhada, e pelo que sei, ela está morrendo de vergonha. E furioso agora, digo a Araon...
- Araon você é muito indiscreto sabia?
Ele me olha assustado pelo meu tom.
- O que foi? Ela está chorando Henry? Ai meu Deus me desculpa! Eu esqueço que ela ainda não está acostumada comigo. Alivia para mim grandão... Você já está acostumado, sabe que eu sou assim, não faço por mal. — Ele diz agora para Valerie. — É brincadeira “branquinha”...
- O QUÊ? – Digo consternado, e fuzilo agora Araon com os olhos, pela intimidade!
- Nossa... Henry, pelo amor de Deus! Não tenho culpa também, de justamente eu ter pegado vocês no flagra, posso fazer o que? Este sou eu. Valerie me perdoe. Eu sou assim mesmo, eu não faço por mal, Henry sabe. – Ele diz agora desesperado para ela. Que continua quietinha e de rosto escondido. — E desculpe pelo “branquinha”, grandão!
Respiro fundo, me acalmando, pois, sei que Araon está certo, ele é assim mesmo e sempre tivemos liberdade, porém quero limites com Valerie.
- Tudo bem Araon. COMIGO, tudo bem, eu não ligo, mas é a segunda vez com Valerie e já deu para notar que ela não está acostumada. Comigo é uma coisa, com ela é outra, pega leve entendeu?
- Claro, desculpa mais uma vez. Mas, não fala para o pai hein Henry, pois, ele me mata! Ele já tinha me avisado, para evitar brincar assim com Valerie.
- Tudo bem, e vê se ouve o tio da próxima vez.
Neste momento, Valerie funga e olha para Araon, de nariz vermelho, e vejo que ele se arrepende ao vê-la assim, e diz...
- Desculpa Valerie, vou pegar mais leve com você.
- Tudo bem, me desculpa você também!
Araon sorri e diz...
- Te desculpar de quê? Diverti-me tanto com a cena! – Valerie arregala os olhos de novo e Araon congela. E eu o olho uma fera... – Ah quer saber, estou indo nesta, antes que eu faça outra besteira. – E sai rapidamente, e muito constrangido...
Olho para Valerie, e ela agora tem um leve sorriso no rosto, e fico confuso...
- O que foi?
Ela respira e diz...
- Ele não tem culpa, dá para ver que ele não consegue se conter. É mais forte que ele... Ele realmente não faz por mal. – E agora ela olha para mim sem gracinha e diz... – Desculpa Henry, não farei... – Não a deixo terminar, dou-lhe um beijo nos lábios e digo...
- Por quê? Eu não pedi para que deixasse de fazer amor. Só claro, eu peço que seja mais cautelosa. Apesar de tudo, e do constrangimento, eu amo este jeito seu Valerie. E no mais, Araon bem que podia ter visto, e não falado nada!
- Tudo bem. – Ela diz. E olho-a com carinho e digo.
- Não quero que mude, por favor, acontece amor, fazer o que? Precisamos só ter mais cuidado. Mas, confesso que ainda prefiro que seja com Araon. Apesar deste jeito dele, ele é tranquilo.
- Eu sei, eu gosto muito dele! – Ela diz.
- Que bom, então esquece isto tudo bem?
Ela acena que sim com a cabeça. E trocamos nossos pratos por outros, pois, nossa comida a esta altura está gelada.
Graças a Deus, ninguém percebe o que ocorreu, pois, a mesa é enorme e cada um está envolvido em sua própria bolha de felicidade! De longe Araon nos lança olhares arrependidos, porém, logo Valerie lhe dá seu melhor sorriso espontâneo, o tranquilizando. E por fim, tudo fica bem.
Assim que terminamos e as mulheres recolhem as mesas, concluem-se como as mulheres, as mães. Pois, as filhas são deixadas livres para conversarem. E nós homens, permanecemos à mesa conversando mais a vontade. Eu, Marvel e Cedrico, aguardamos nossas noivas, porém, ainda não retornaram da casa.
Então, neste momento, apresento com mais calma os homens entre si. Tio Heitor, senta-se próximo aos pais de Pudence e Cedico, conversando alegremente com eles. E eu fico conversando com Cedrico e Marverik, enquanto Araon, Érion, e Marvel conversam do outro lado, sinto que este distanciamento, é devido a Araon ter receio de Érion ainda ter uma recaída, e procurar um embate com Cedrico, que por sua vez, conversa tranquilamente comigo e Marverik.
De repente, Araon olha com malícia para mim, e em seguida, pergunta a todos...
- Gente, eu tenho uma ideia, como estamos em muitos. E precisamos nos conhecer. Que tal Jogarmos o “Jogo da Verdade”.
Eu congelo no lugar, e fico apreensivo.
Prontamente eu digo...
- Bem eu estou fora, não aprovo muito este jogo, pois geralmente ele é cheio de perguntas constrangedoras. – Tenho firmeza ao falar.
- Ah Henry, por favor, não é “irmãozão”! Estamos entre amigos. – Araon disse. E como me mantive irredutível, prosseguiu... – Só espero que Valerie não te acompanhe.
E temendo que ele apronte mais alguma coisa que constranja Valerie digo-lhe...
- Araon, Araon... – Digo e olho para ele com um enorme alerta no olhar.
- Calma grandão, não me esqueci pode deixar... – E ele olha preocupadíssimo para ver se tio Heitor percebeu algo. Pois, desde Grewnville, onde ele ergueu Valerie no colo, em que ela não se a gradou nem eu, o tio colocou Araon na linha, mas, acontece que ele é ele, só ouve quando não tem jeito!
E bem neste momento, Valerie chega entre nós, e responde desconfortável, pois ela havia ouvido a conversa claramente.
- Bem, se Henry não quer. Certamente, ele tem seus motivos, e se eu brincar e me tirarem e eu tiver que falar coisas a respeito dele, que ele considera constrangedora, eu ficarei desesperada... — Então, simplesmente Valerie diz concluindo... — Obrigado pelo convite de verdade, mas, eu prefiro não participar.
Todos resmungam um pouco pela minha recusa e de Valerie. Porém, acabam entendendo.
No entanto, neste instante, tio Heitor, troca um olhar significativo comigo. E sei que ele tem algo importante a me dizer. Bem neste instante Valerie me dá um selinho e diz que tem algo a fazer e daqui a pouco retorna.
E ao que parece, o “Jogo da Verdade” é esquecido. Fico aliviado, posso até bem prever os tipos de perguntas que cairia para mim. Constrangedoras e que certamente envolvem minha intimidade com Valerie, e eu odeio isto!
- Bem, já que não teremos “Jogo da Verdade”, podemos ter ao menos um bom bate papo. – Araon diz bastante animado.
- E aí como está o coração dos apaixonados nesta noite? – Este é Érion que pergunta, mas, percebo que sem malícia, ainda mais que ele de certa forma pergunta se direcionando a Marvel. Que diz prontamente.
- Eu não poderia estar mais feliz. Pois, estou realizando um desejo de longas datas de espera. Ao lado de pessoas que amo e considero demais... Para mim está tudo sendo extraordinário. – Marvel diz com muita sinceridade. – Só realmente gostaria de poder me casar mais rápido. E fico imensamente feliz por que Henry vai experimentar isto em poucos dias. Parabéns, amigão!
Aquilo me faz verdadeira mente dar um sorriso...
- Nossa, nem me diga! Eu estou extasiado, maravilhado, e muito agradecido mesmo a Deus por este privilégio. Nem sei o que dizer, e sinceramente obrigado Marvel. Pra mim, é a realização de uma necessidade. Anos e mais anos sem ter, a mínima perspectiva de possibilidade disto. E agora, de repente, quase casado, nossa... É uma dádiva de valor imensurável, de verdade!
Agora, Cedrico começa a falar.
- Bem, eu estou no auge da minha felicidade, pois, apesar das surpresas e de até alguns inconvenientes, pela minha situação ser um pouco diferente. Eu estou muito feliz, vou me casar com a pessoa que amei por toda minha vida, sei que ela me ama, e mais, vou ser pai, um sonho muito particularmente meu. Sempre desejei isto, e apesar de que, mesmo sabendo, que este início não vai ser fácil, ainda assim, quer saber? Eu não mudaria nada, aliás, só mudaria uma coisa, casaria mais rápido se eu pudesse também, mas, ainda que não viesse o bebê isto não seria possível, pois minha casa não estará pronta tão cedo, eu já me casaria sem ela pronta...
Neste exato momento, sinto que chegou a hora de contar a Cedrico sobre a Casa. Gostaria que Valerie estivesse aqui, mas, nenhuma das mulheres está aqui então...
- Bem... Cedrico, eu tenho algo a dizer, que em parte, aliviará suas preocupações.
Ele me olha atento e percebo que nesta hora, todos os olhares estão em mim. O que me deixa muito desconfortável, pois detesto ser o centro das atenções.
- Eu e Valerie, como todos vocês sabem, a princípio moraremos aqui no Chalé, porém estarei reformando-o. E para a surpresa dela, será durante a viagem a casa de vocês Marvel. Ela nem sonha, pois, pensa que o farei quando retornar, e quero que continue pensando assim. Porém, eu irei construir uma casa para nós no Vilarejo, pois, com o tempo pretendo levar Valerie para lá. Mas, ela ficará vazia por uns tempos, assim, eu e ela decidimos ceder a casa para você e Prudence até a de vocês ficarem pronta. O que você acha?
Cedrico e todos ficam abismados com o que digo, e vejo olhar de puro orgulho em tio Heitor e encantamento com o que acabei de dizer. E também percebo gratidão no olhar dos pais de Prudence e Cedrico. Muito emocionado Cedrico diz.
- Henry, nem sei o que dizer, pois obrigado é muito pouco e muito clichê. Porém, eu devo dizer eu não posso aceitar e tenho certeza que Prudence não aceitaria, é a casa nova de vocês, de jeito algum eu faria isto...
Eu o interrompo...
- Cedrico, nós confiamos em vocês. O fazemos de coração.
- Eu sei... — Ele responde. – Porém, eu não posso aceitar.
Bem neste momento algo me ocorre.
- Aguardem aqui, então, que já volto.
Saio rapidamente e vou até onde está Valerie e a chamo até onde está Suzette. Então, discretamente digo a elas sobre a recusa de Cedrico a casa por achar que é demais. Então, proponho o seguinte, eu construo logo e reformo as casas de Suzette e cedo a eles a reformada, e repasso o aluguel a ela, e assim que a nossa ficar pronta e eu alugá-la, do montante que eu tirar dela, reponho o que paguei a Suzette rapidamente e guardo resto que sobrar do aluguel. Elas duas concordam prontamente. Porém, vovó chega e da uma ideia que agrada a todos. Diz, que para eu não ter que mudar os planos demais, Suzette ficará com ela no casarão, até que as casas novas delas fiquem prontas, assim posso fazer logo a minha e de Valerie para que o retorno financeiro não demore a vir. Pois será realmente um período de gastos intensos. E todos nós, ficamos satisfeitos com o rearranjo. Ao sair, Valerie me pede para comunicar a Cedrico a cerca dos móveis. E retorno a conversa com os rapazes.
- Bem, resolvi a situação Cedrico, e entendo sua colocação de não querer a casa nova, porém cederei a de Suzette já reformada, a vocês até a de vocês ficar pronta. E vale lembrar que Valerie quer passar todos os móveis do chalé a você e Prudence se quiserem, é claro.
Cedrico fica emocionado demais com o gesto, e antes de qualquer resposta, ele vem puxa-me do banco e me abraça com sinceridade, também me deixando emocionado, e a todos ao redor.
- Obrigado Henry, e vou querer sim os móveis, será um gasto a menos e tenho certeza que Prudence ficará radiante.
Todos agora estamos mais alegres, a boa notícia contagiou a todos.
Em um determinado momento, Araon diz a Marvel.
- Eu estou refletindo aqui desde que você chegou, pois, eu conheço você de algum lugar Marvel. – Araon diz pensativo.
- Eu sou de Daggorhorn, e atualmente resido, já há alguns anos em Livergoorn. Porém, frequento muito o Reino, ou até mesmo fico solto pelo Grande Reino, devido ao meu trabalho. – Marvel explica a ele.
- Hum, já sei! Eu vi você em um baile do Reino na Comemoração da Colheita do ano passado. Araon diz. – E você estava com uma belíssima mulher, que a meu ver, não era sua noiva.
Bem neste momento, algumas mulheres chegaram inclusive Roxane, que pergunta curiosa.
- Quem era esta mulher, Marvel?
Araon fica desconfortável, e Marvel somente ri e olha para Roxane com tranquilidade. Bem neste instante Made chega com Valerie que vem se sentar ao meu lado. Percebo que Marvel faz sinal a Made para ela se aproximar. O que ela o faz.
- Por um acaso a belíssima mulher é esta? – Marvel pergunta a Araon.
Made fica sem entender, mas, ainda assim, quando vê o olhar “embasbacado” de Araon fica vermelha. E Valerie que observa tudo atentamente, sorri maliciosamente para mim. Ó céus, minha noiva é terrível!
- Claro que é! No entanto, devo lhe dizer que, aqui ela ainda está mais bela. – Made fica muito vermelha, diante do comentário de Araon. E mais uma vez Valerie me olha maliciosamente e sorri.
E a conversa prossegue, e Valerie observa tudo, e a esta altura, até Cedrico e Marverik prestam atenção. Érion tem seu olhar sobre o irmão e dá um sorrisinho malicioso para mim, tipo como “Hum... Foi fisgado.” Eu retribuo com cumplicidade. Minha noiva, como é terrível, a esta altura, não perde mais nada, nenhum flash. Seus olhos e ouvidos atentos a um bom romance, sondam tudo, porém com discrição peculiar a ela, na verdade, só eu que a conheço demais, sei o que está se passando na sua mente naquela hora.
- Bem, devo dizer que, ela é sempre bela Araon. Quero que conheça minha irmã Madelaine, e para seu governo, o xodó da minha vida e de Marverik. – Marvel diz a Araon.
Os olhos de Araon estão vidrados em Made, que por sua vez, está bastante sem graça, mas, seu olhar para Araon, demostra que ela também está se agradando de sua forma de olhá-la.
- O grande Reino é sempre privilegiado com belas mulheres. E as que são das Vilas que são tão belas, acabam indo para lá. – Araon diz se referindo ao fato de que Made, foi de Daggorhorn para lá. E Made fica mais vermelha.
Porém, bem neste momento a conversa cresce.
- É eu concordo, pois pelo que vejo, realmente há preciosidades nas vilas, vocês mesmo trouxeram uma hoje. – Diz Marverik, e creio que se referindo a Sophie, e nesta hora Valerie já está elétrica e olhando para mim...
E quem responde desta vez, é o tio Heitor que ao que parece está ligado na conversa, mesmo distante dela, e em outro núcleo.
- Há mesmo, eu e Henry que o diga não é meu filho? – O tio diz, me chamando para a conversa, deixando Valerie agora, vermelha e tensa. O que me faz sorrir e acariciar suas mãos sobre a mesa.
- Claro tio, eu sou suspeito em dizer alguma coisa, digamos que a minha é belíssima. – Respondo, deixando Valerie ainda mais vermelha que seu vestido. E então, o tio prossegue.
- E uma correção Marverik. Nós trouxemos de Grewnville duas preciosidades, e devo dizer que as duas me pertencem. Porém uma não negocio, e mato quem se quer, ousar chegar perto. – Tio Heitor disse referindo-se a tia Clara, sua paixão eterna. — E a outra, você terá de ser bem convincente. – Agora ele refere-se à Sophie. O tio é rápido no gatilho, pois, deixa Marverik vermelho, e faz-nos todos rir neste momento...
Porém, Marvel como um excelente irmão que é diz...
- Desculpe a intromissão Sr. Heitor, mas, sua preciosidade estaria em excelentes mãos, tenho muitas fiéis testemunhas aqui para confirmar. – Marverik dá um olhar agradecido a Marvel, e nesta hora sou eu que interfiro...
- É verdade tio, posso endossar isto sem medo. É uma família maravilhosa...
Sou interrompido por Marvel.
- Éh... Obrigado Henry, infelizmente só temos uma exceção. – Marvel diz triste se referindo a Mildrad.
E pelo olhar de todos percebo que houve entendimento em consenso. Só que Valerie fica tensa com o comentário. O que me faz abraçá-la.
- É, mas, parece que o restante da família é formidável mesmo. – Araon diz com claras segundas intenções e Made parece amar aquilo.
E ao que parece, não sou só eu que observo isto, pois bem neste momento Valerie diz em meu ouvido...
- Made gostou dele amor, olha a expressão do rosto e o olhar dela.
Porém, para provoca-la e para conhecer um pouco mais minha noiva, pergunto também em seu ouvido...
- Por que você acha isto amor?
- Existem dois olhares difíceis de não se reconhecer em alguém, por suas intensidades. O olhar de Conquista e de Desejo. Olhe pros dois, Henry. Vai dizer que você não vê e não sente? Eu posso quase que sentir de forma palpável a corrente elétrica que se formou entre os dois. Amor observa...
O comentário dela me deixou de boca aberta, primeiro, por que, agora olhando discretamente, e mais atento aos detalhes, vejo que é verdade, e segundo, pela sua tão aguçada percepção. Então pergunto.
- Amor, como você faz isto? Como consegue? Ter esta visão toda? – Eu pergunto curioso.
— É fácil Henry, conheço os sentimentos que eles estão experimentando: desejo, e expectativa, eu os sinto o tempo todo lindo.
Aquilo me aquece por dentro sobremaneira, então, digo.
- É mesmo? O tempo todo? – Digo provocando-lhe enquanto beijo e mordo com delicadeza seu ombro, fazendo-a gemer baixinho e involuntariamente para mim, para ficar roxa de vergonha depois olhando de um lado para outro, com receio de alguém ter percebido, porém, o único que nota é Cedrico, mas, até seu olhar é discreto. E ela responde...
- Claro amor o tempo todo, e como não? Olha só o que você faz comigo... – E ela mostra sua pele toda arrepiada, o que faz meu interior se revirar de desejo. — A única diferença é que, pelo que eu percebo, é que no caso deles se as coisas derem certo, e tenho certeza que dará. E caso elas se intensifiquem, eles não se reprimirão amor.
O comentário de Valerie me deixa muito desconfortável, e também curioso.
- Como assim? O que você quer dizer? – Eu pergunto.
- Lindo não é óbvio? Made hoje, tem uma cabeça de uma moça do Grande Reino, ela é muito liberal, e pelo que percebo Araon não tem nada haver com você, principalmente em relação à se conter, ou se reprimir.
É incrível como Valerie percebe as coisas, pois no exato momento em que ela diz isto, ouvimos agora Made dizer.
- Vamos dar uma volta Araon?
Que prontamente responde...
- Claro, estou ouvindo o som tocando vamos fazer melhor. Vamos dançar Made? – Araon, como um bom sagaz que é, usa de outra estratégia.
- Claro. – E Made morde a isca perfeitamente.
Eles saem e deixam Marvel com Roxane e Érion conversando sorridentes.
E bem neste momento, Valerie olha para mim sorrindo. E eu ainda a olho incrédulo com sua previsão perfeita dos fatos. E digo.
- Amor, você está perdida... – Ela olha meio confusa para mim. E eu prossigo...
- Você comprou briga com o Céu... – Ela arregala os olhos ainda sem entender... — Tomou o lugar do “Cupido”, ele deve estar uma fera com você...
E não aguentando, envolvo sua cintura e começo a rir muito, e sou acompanhado por ela.
Neste instante alguém vem e dá um beijo estalado na bochecha de Valerie, assustando a nós dois.
- Calma, irmãozão, sou só eu. – Sophie diz. Ela chega acompanhada de Rose e Prudence que vai logo em direção ao Cedrico, que lhe abre um sorriso bobo e apaixonado. E bem neste pensamento, eu me assusto comigo, pois, nunca fui perceptivo demais com estas coisas, acho que a convivência com Valerie está me contagiando, Argh... Balanço a cabeça involuntariamente, fazendo Valerie olhar-me interrogativamente, mas transmito a ela um olhar tranquilizando-a e ela entende.
E neste momento, minha noiva entra em ação.
- Lindo? – Ela diz em meu ouvido. – Vamos nos juntar aos rapazes?
Olho para ela com olhos semicerrados, entendendo o que ela quer fazer. E ela diz.
- O que Henry? Bem, deixa para lá. – Ela diz para mim, e vira-se para os que restaram a mesa e estão espalhados. — Gente, por favor, vamos nos unir mais? A mesa é enorme... – Ela diz, reportando-se a todos os presentes. E todos nós, nos aproximamos.
Então Valerie prossegue com sua fala para dar fim ao seu plano mirabolante*...
- Bem para aqueles que ainda não se conhecem, esta é Sophie. Ela é uma Lancelot, filha de tio Heitor e tia Clara e irmã de Araon e Érion. – Bem neste momento Érion sorri para mim, pois entende o que Valerie está fazendo, atacando de “Cupido”. O que me deixa encabulado. — Esta é Rose, uma grande amiga aqui de Daggorhorn, e estes são Marerik e Marvel, noivo de Rox. Este é Érion, e Araon está lá dentro dançando com Made. E os demais você já conhecem.
Prudence ao perceber o que Valerie está fazendo entra também em ação. Cedrico agora me olha também encabulado. Meu Deus estas mulheres hoje, estão um perigo... E elas quando se unem com um propósito, nossa...
- Sophie, sente-se aqui para que eu possa conhecê-la mais.
E propositadamente Prudece aponta o local ao lado de Marverik, que olha agradecido para ela e para Valerie.
Sophie prontamente o faz. E muito contente por sinal. O que faz minha noiva olhar sorrindo triunfante para mim. Que a olho realmente rendido e admirado.
Tenho que admitir, ela é boa com estas coisas. Só espero que ela não queira me transformar em “cupido” também. Isto, nem em pensamento!
Rose agora se aproxima de Érion, mas, ao que se parece sem segundas intenções. Mais, por companhia mesmo, pois graças a minha digníssima noiva, a noite apenas começava e os casais já estavam formados.
Foi só eu pensar isto e Valerie diz em meu ouvido...
- Viu Henry? Nem precisei fazer tanta coisa. E olha agora como todos, estão felizes, eu adoro isto príncipe. O amor é lindo! Deixa tudo cheio de vida, colorido!
Olho admirado para esta criatura adorável que é minha noiva que amo tanto. E mais uma vez, totalmente entregue e rendido a ela digo-lhe.
- Tenho que concordar com você princesa, você mesmo deixou minha vida totalmente colorida! – Digo provocando-a e ela sorri. — Amor, você está com frio? Você está tão geladinha. – Digo já retirando o blazer de meu terno para vesti-la.
- Não Henry. Não faz isto amor, você esta com o corpo quente lindo, e aqui tem sereno, você vai ficar resfriado.
- Valerie eu estou acostumado, esqueceu-se das rondas? Eu fico no meio da floresta amor, ao relento. — Eu digo a ela constatando uma verdade.
- Ficava. Não é príncipe? Agora você fica aqui no chalé comigo. E se, precisar sair, sai. E mais, o casaco é muito grande em mim amor. Faz assim então, só me cobre com ele, pois, assim também te cubro pelo menos um pouco.
- Está bem. – Eu digo concordando.
Bem neste momento, ela se posiciona no banco de uma forma que fica de costas para mim encostada em meu peito e pernas esticadas, já que estou sentado de lado no banco. Então, envolvo sua cintura com os dois braços e beijo o topo de sua cabeça.
Neste instante algo me ocorre, pois me lembro de que ela está me devendo algo... Como estamos cobertos pelo blazer, resolvo provoca-la, dando o “troco” da mesa do almoço de hoje. Porém, ao lembrar-me do episódio com Araon, certifico-me de que ninguém venha a perceber. Começo acariciando sensualmente sua barriga por debaixo do blazer, com minhas mãos. E aos poucos vou subindo, sinto-a ficar tensa. Subo mais um pouco até quase tocar a base de seus seios, e a esta altura seu coração está frenético e leves tremores já envolvem seu corpo, o que me deixa em alerta também. De repente, ela vira o rosto para trás na tentativa de me olhar, e eu aproximo o meu para que ela possa me ver. Seus olhos estão escuros evidenciando desejo, e sua face roxa de tão vermelha. Assim, aproximo meus lábios de seu ouvido, só que mordendo sua orelha antes, fazendo-a estremecer e olhar apavorada de um lado para o outro, preocupada se alguém percebeu...
Aquilo me leva a sorrir baixinho em seu ouvido, e dizer...
- Relaxa princesa, eu estou de olho amor, jamais iria nos expor novamente... E fique tranquila, pois, não vou ultrapassar os meus limites, linda. Não é por que eu não queira. Mas, por que respeito você amor, e muito. – Ela visivelmente relaxa, porém, continuo fazendo o mesmo processo, e quando estou muito próximo à base de seus seios, paro de novo. – Ouço um suspiro leve dela que me mostra o quanto aquilo está enlouquecendo-a. Beijo seu pescoço e em seguida vou até seu ouvido. – Quer que eu pare? — Ela sorri e me diz num sussurro.
- Querer, eu não quero... Mas, eu preciso. Pois, não estou aguentando amor.
- Tudo bem amor, eu só quis te dar o meu “troco”, pelo episódio da mesa de almoço na casa de tio Heitor hoje. Eu disse que eu pegaria mais leve do que você. – Ela ouve e sorri. Então diz.
- Amo você Henry. – Meu coração dispara.
- Eu também amo você Valerie... – Beijo novamente o topo de sua cabeça. — Princesa, eu tive uma ideia, vamos dançar também? Assim nos aquecemos um pouco, e não corremos “perigo”.
- Claro, vamos.
Levanto-me e digo aos outros.
- Eu e Valerie resolvemos que vamos dançar quem se habilita?
Creio que minha empolgação envolveu a todos, pois sem exceção acompanharam-me e a Valerie para a sala, que já estava preparada para dançarmos. Alguns móveis foram afastados. Tiro o casaco de seu ombro e coloco sobre o sofá.
Logo após chegarmos, Araon deu uma piscada para mim, e pela maneira que ele e Made estavam envolvidos um no outro, estava evidente que já eram um casal. Bem que Valerie disse, eles foram rápidos. Ela pareceu acompanhar meu raciocínio e olhou sorrindo para mim. Como se quisesse dizer, “eu te disse”.
Envolvi minha noiva com um braço em sua cintura, e a outra mão livre, tomei sua outra mão.
A música que tocava era mais agitada e girávamos nos braços um do outro. Valerie estava leve divertida, linda!
(COLOQUE PARA TOCAR)
Como era gostoso vê-la assim, relaxada, feliz.
Ela girava, dançava, sorria... Seu corpo ganhava cada vez mais vida a cada movimento, e o meu também. Principalmente, a cada vez que o nosso se chocava ou simplesmente se tocava. E as sensações eram boas demais. E eu apreciava cada contato com suas magníficas curvas. E ela parecia apreciar muito isto.
Realmente Valerie me mudou. Antes, fazer estas coisas era tarefa comum mecânica para mim, as coisas não tinham muito sentido, mas, agora, tudo tem sentido.
Estar com ela, tê-la comigo, faz toda a diferença a minha vida. Nem consigo imaginar viver, prosseguir sem ela. Eu a amo demais, ela é meu tudo. E ao que parece, eu o sou para ela também, e sentir isto, é maravilhoso.
A sensação de completude, agora tão familiar a mim, depois que estou com ela, me preenche. Em toda a dança, não desgrudamos os olhos um do outro, em cada passo, em cada gesto, em cada toque dos nossos corpos, tudo mostra o quanto somos um, tudo nela responde a mim, e tudo em mim responde a ela, como a um chamado urgente, preciso e inegavelmente necessário de nossa alma.
A música muda.
(Ouçam — Linda)
E automaticamente, nosso corpo acompanha a mudança do ritmo... A sintonia que temos em cada coisa que desempenhamos juntos é incrível, só evidenciam ainda mais para mim, o quanto ela é realmente minha, e eu sou dela.
Agora mesmo, quando ao girá-la, e ela se afasta de mim, e em seguida volta unindo-se novamente ao meu corpo, o vazio que fica no momento em que ela se afasta, é totalmente preenchido, e numa magnitude incrível quando ela retorna.
Percebo que, agora que já estamos totalmente entregues e conectados a música e a dança, a liberdade de nossos corpos de responder aos movimentos e desafios um do outro, é bem maior. É claro que temos a exata ciência de que não estamos somente nós aqui, mas, na verdade, mesmo estando rodeados de pessoas e olhares, estamos desfrutando de nossa bolha particular de felicidade.
Eu posso dizer que estou no meu “Paraíso Particular” que amo tanto. E posso sentir por suas ações, reações e seus gestos, que Valerie experimenta a mesma sensação. E como esta sensação e certeza, são deliciosas!
Nossa troca de olhares evidencia o quanto estamos sincronizados em tudo, na cumplicidade dos sorrisos, dos gestos, das provocações... Sim provocações, pois fazemos isto o tempo todo. Agora por exemplo, ao tocar sua cintura para conduzi-la na dança, exerço toda sensualidade que posso na pegada, no olhar que lanço a ela, na forma de tocar nossos corpos. E ela responde com toda graça e poder de sedução que tem sobre mim, quando envolve minha nuca com a mão e fecha os dedos em meus cabelos puxando meu corpo mais para si, no momento de um passo mais ousado estimulado pela música. Ou quando aproxima sua cabeça de meu pescoço e planta um beijo e mordida leve ali, ou até mesmo quando cola seu quadril no meu, ou até mesmo sua coxa na minha. Ou mesmo quando nossos rostos estão próximos demais, e ela roça seus lábios nos meus de uma forma irreverente. Aquilo é bom demais. A cada movimento, parece que estamos cada vez mais em sintonia.
Enquanto dançamos, envolvidos um no outro, minha mente viaja para um tempo em que eu não podia contar com isto que tenho hoje, esta mulher tão maravilhosa para mim. Onde em uma determinada noite após ter um sonho íntimo com ela, e perder completamente o sono, fui, em plena madrugada, sentar-me ao jardim de minha casa:
Ali, comecei a pensar nas coisas que eu vivi e passei com a perda de minha mãe. Nesta época ainda não tinha perdido meu pai.
E depois de um longo tempo sozinho, sentado ali no jardim, na grama e em meio às flores, senti quando meu pai se aproximou e sentou-se ao meu lado.
Senti que ele me olhava, porém continuei de cabeça baixa. Como sempre naquela época eu guardava, e retinha tudo o que sentia para mim. Porém, mesmo assim, meu pai percebia. Ou talvez sentia mesmo, pois também vivia seu dilema de um amor impossível.
Foi quando de repente senti sua mão em meu ombro, e ele dizer:
- Filho, olha para mim.
E com muito custo, eu consegui erguer a cabeça e olhar nos olhos daquele homem que eu amava tanto, mas não me permitia sentir-me amado por ele. Devido a todas as barreiras que eu construí para mim, a fim de não me entregar a sentimentos mais.
Para minha surpresa, eu vi tanto amor e solidariedade ali. Que me surpreendeu.
E ele com os olhos cheios de lágrimas. Disse-me...
- Pode parecer que não, mas eu entendo. Eu sei como dói. E sei o que você está sentindo meu filho. Porém, uma coisa eu posso dizer Henry. Milagres acontecem. É claro que não é para todos, nem todos experimentam este privilégio. Mas, pessoas especiais, experimentam. E você é assim meu filho. Eu tenho certeza. Você é diferente. Algo muito bom e inusitado te espera lá na frente, eu tenho convicção. Assim, como o tinha a sua mãe. E ela teria orgulho demais de você, se ainda estivesse conosco Henry. Tenho certeza.
Aquilo de certa maneira me surpreendeu e muito. E pela primeira vez em longos anos, pois, isto aconteceu um mês antes dele partir. Eu permiti-me ser abraçado e me sentir amado por meu pai. E hoje, sabendo um pouco de seu passado e o que ele experimentou sendo privado de seu amor por Suzette, eu sei o quanto aquelas palavras eram verdadeiras. Elas somente foram tão potentes, por que falavam de uma realidade e uma dor que ele mesmo conhecia pessoalmente e experimentava.
Como vejo com clareza hoje o quanto eu perdi por medo de perder as pessoas que amo. Fui me privando delas, e a elas de mim, com o estúpido medo de tê-las, usufruir-me delas e seu amor, e depois ter que lidar com a ausência, a saudade e tristeza de não tê-las se elas se fossem. Como se isto pudesse diminuir alguma coisa do sofrimento de se perder alguém que amamos. Sofreremos da mesma maneira.
Porém, quando estamos afastados como eu estive por longos anos, o sofrimento é maior. Hoje eu vejo com clareza. Mas, é tão difícil ceder, mudar isto. É minha resposta automática, construída por longos anos. Como desconstruir? Como mudar? Realmente eu queria saber.
E neste momento algo muito forte e poderoso bem dentro de mim, algo que brota e cresce das entranhas do meu ser, me faz ver o óbvio e inevitável. É Valerie que vai me ensinar. É algo que está ligado a ela, ao destino dela ao meu lado.
Agora eu entendo e somente agora eu vejo. Ela realmente veio com um propósito para mim. E por isto eu a amo tanto.
Ela foi e tem sido a única capaz de me curar, de arrancar de mim, coisas que já estavam tão enraizadas. E o que é mais interessante, não é sem dores, as dores vinham. Mexer nas minhas feridas doía e dói, mas, é como se ela mesmo se oferecesse como o bálsamo, o remédio que eu preciso tanto, para passar pelo processo de cicatrização.
E agora mais que sempre, eu sei. Não posso viver sem ela. Ela é o meu alicerce. O alicerce deste novo Henry que ela mesma tem me ensinado a construir dia a dia. Com determinação, amor, e carinho.
E como não amá-la? Impossível. Eu a amo a cada dia e cada vez mais. É muito mais forte que eu, é poderoso demais.
Quando percebo tudo o que pensei nestes rápidos minutos de reflexão enquanto dançamos, observo que seus olhos me olham com uma intensidade tão grande, que na verdade, entendo que espelham os meus que enquanto refletia, estavam perdidos na imensidão verde de suas íris.
E tudo que sinto naquele momento é vontade de dizê-la algo. E é o que faço, puxo ainda mais seu corpo contra o meu e digo aprofundando ainda mais meu olhar.
- Amo demais você Valerie. Você é tudo o que faltava em minha vida amor. Não há a mínima chance de viver sem você. Eu preciso de você para manter-me vivo, inteiro, completo e feliz. Você realmente é meu tudo. Meu mundo só passou a girar corretamente e ter sentido com você, eu não posso e eu não quero, jamais perder você amor. Por que muito antes de eu conseguir, fazer você minha, te ensinar a me amar, ou fazê-la descobrir que me amava não sei. Eu já era seu, eu já te pertencia, e agora você sabe, verdadeiramente eu só pertenci e só pertenço a você. Eu amo você demais Valerie, demais. E não permitirei jamais que tirem você de mim amor. Nunca.
Ela me olha com lágrimas nos olhos e percebo que nosso ritmo agora já não acompanhava totalmente música, e embora tivéssemos ciência de o quanto estávamos rodeados de pessoas, aquele momento era só nosso. Somente nosso. Então, eu a tomei num beijo profundo, um beijo da alma, do coração, onde o corpo ali era só instrumento, pois o que estava latente não era carnal. Era a essência do nosso ser, se conectando de uma maneira tão profunda e tão intensa. Senti quando suas lágrimas correram, com a mão que eu tinha em seu rosto. Pude perceber, o quanto eram abundantes e mesmo ciente que poderíamos estar sendo observados permiti que as minha viessem também. E daí? Aquele era o nosso momento, o nosso dia, a nossa vitória. Aumentei involuntariamente o aperto na outra mão que estava em sua cintura, fazendo-a gemer baixinho em meus lábios. Eu tinha certeza que a música não permitia aos outros ouvirem nada. Mesmo porque, o que falávamos eram aos sussurros.
Mas, também, não me importava que os outros soubessem que eu realmente era capaz de sorrir, sofrer, chorar, qualquer coisa por esta mulher, pois realmente eu a amo.
Por fim, nos afastamos, e ela olha para mim. Seca minhas lágrimas com seus beijos suaves. E eu faço o mesmo com os meus lábios em seu rosto. Então ela diz, também acariciando meu rosto...
- Amo você Henry. Como jamais previ que pudesse ser possível. E você precisa saber que, eu também, jamais viveria sem você lindo, jamais. E que eu também pertenço a você amor. Somente a você. E estou em desespero profundo para te pertencer para sempre meu príncipe, meu amor, meu homem mais maravilhoso, bondoso, e delicioso!
E ela já diz o final sorrindo em meu ouvido.
E dou a ela um sorriso de júbilo e sou correspondido por outro dela.
E pouco a pouco voltamos a nos conectar com a música, abrindo um pouco o “zíper” da nossa redoma, de felicidade, já permitindo algum contato com o ambiente externo a ela.
Todos nós nos divertíamos muito. Dançando rindo, festejando, os casais que faltavam se formar, com o auxílio de Valerie agora estavam próximos. Até mesmo Rose e Érion, que evidentemente não tinham nada a sério, aproveitavam o momento.
Quando estávamos suados e exaustos, eu disse a Valerie...
- Vamos para o sofá? — Que a esta altura estava vazio.
No meio da euforia, ali estávamos eu e Valerie, sentados ao sofá, enquanto recuperávamos o fôlego. E ficamos contemplando a todos se divertirem, e muito satisfeitos, por nós mesmos estarmos felizes.
Então ela diz.
- Vamos dançar só mais um pouco lindo? Se não, corro o risco de o sono me alcançar.
- Sim, claro amor. E eu sinceramente não gostaria que você dormisse cedo Valerie. Tenho surpresas para você amor, para depois do jantar, quando estivermos a sós.
Ela olha para mim elétrica e muito mais encantada ainda.
- Nossa meu príncipe, eu já estou curiosa! – Ela diz muito feliz enquanto nos aproximamos daqueles que ainda dançam.
Até tio Heitor e Tia Clara dançam, e é incrível observá-los. Ver que após tantos anos juntos, filhos criados, ainda se amam tanto e conservam o romance. Eu e Valerie ficamos tão encantados que não percebemos que eles notam que os observamos. Eles não estão no meio da multidão dançante, e sim, estão mais retirados, próximo à porta que dá acesso ao jardim. O que os permite dançar com mais liberdade. Eles, nos chamam para próximo, e eu e Valerie vamos, ainda que muito constrangidos por termos sido pegos a observá-los.
Assim, que nos aproximamos, mesmo dançando o tio diz...
- Não se preocupem, pois, vocês serão como nós ou até mais do que nós, estas coisas se observa florescer desde o início. E olhem só para vocês...
E neste momento entendemos o que ele quer dizer... Eu e Valerie, fazíamos tudo com tanta conexão que era de se admirar, todos os nossos movimentos, ações e reações, tinham sincronia. Um move-se e o outro acompanha, igual a ímãs, parecia uma coreografia, e isto era normal, sem esforço.
- E Henry, eu preciso falar com você meu filho eu posso? – Tio Heitor me pergunta.
- Claro tio, agora mesmo se quiser. – Digo a ele e pergunto a Valerie. — Você se importa amor?
- Claro que não Henry, eu fico conversando com tia Clara um pouco. – Valerie me responde sincera.
- Tudo bem, vamos então para aquele cantinho ali. – Tio Heitor diz, deixando tia Clara enquanto eu deixo Valerie, e imediatamente as duas engrenam em uma conversa.
Afastamo-nos mais um pouco para o canto da sala, porém acho melhor leva-lo para o meu quarto e ele me segue.
- Acho que aqui teremos mais privacidade tio, este é o meu quarto que Valerie reservou para mim.
O tio me olha pensativo e então, diz.
- Meu filho, desculpe intrometer-me em sua vida. Mas, Henry, eu sinto-me na responsabilidade de te dar alguns conselhos filho. Depois que seu pai partiu realmente sinto-me na liberdade de cuidar de você e te auxiliar como for preciso como se fosse seu pai. Devo isto a Adrian, meu grande amigo. Então, o que quero primeiro é dizer que estou orgulhoso com seu gesto com Cedrico, apesar de que isto jamais ser uma surpresa para mim, pois você é uma mistura exata de Adrian e Laura, e os dois eram muito bons e se preocupavam muito com o bem estar dos que viviam ao seu redor. Então, certamente o filho não seria diferente. Tenho certeza que você daria muito orgulho a eles Henry.
Aquelas palavras sinceras do tio mechem comigo, e muito. E ele percebendo as lágrimas em meus olhos me abraça. E eu não hesito em momento algum.
- Obrigado tio. É tão bom saber disto e ouvir isto, sinto tanta falta deles para dizerem estas coisas para mim, pois eu nunca sei, se realmente estou fazendo a coisa certa, eu tento dar o meu melhor, mas...
Ele se afasta e segurando em meus ombros diz.
- Ei Grandão, você é um homem de caráter espetacular, responsável e motivo de orgulho para qualquer pai meu filho, até para um pai emprestado. Amo muito você Henry e sua tia também, e já amamos demais a Valerie. Pode até parecer exagero, pois, à conhecemos hoje, mas meu filho não há como não amar aquela criaturinha linda, mesmo por que ela fez e faz bem demais a você!
E nós dois rimos em meio às lágrimas. Diante da constatação verdadeira do tio. E ele prossegue...
- E é por isto que quero falar com você sobre coisas que eu percebi, e por ter experiência de vida quero alertar a você, como faria com Araon ou Érion. Eu não tenho dúvidas que Valerie faz e fará você muito feliz. Só o que ela já tem feito, o quanto ela tem mudado você, te trazendo de volta a vida, te feito mais alegre. E é só olhar para vocês juntos que é inegável o quanto se amam, e estão dispostos a renunciar um pelo outro Henry, ela então, nem se fala meu filho. Mas, me preocupa uma coisa. Cuidado para você não permitir que em prol dela sempre te agradar e fazer tudo por você, ela acabe deixado de ser ela mesma grandão. Nós homens infelizmente, temos este, digamos, defeito. É cômodo para nós quando a mulher se entrega desta maneira, fazendo tudo por nós até o ponto de deixar de ter seus próprios desejos e escolha. Porém, como tudo na vida, todo excesso tem seu preço, e às vezes ele é muito alto Henry. Responda-me uma coisa, o que mais te atrai nela, claro que, colocando os atributos óbvios de fora. – Ele disse este final rindo.
- Tio difícil esta resposta. Pois, eu amo tudo nela, exatamente tudo. – Digo a ele com muita sinceridade.
- Eu sei, mas, sempre há algo que nos chama mais atenção. Principalmente no início. Eu e sua tia, por exemplo, era a maneira com que ela fazia com que todo aquele caos de começar uma vida a dois com três filhos pequenos e desconhecidos para ela. Se tornar algo divertido, como um grande e, maravilhoso desafio diário. Pois, ela encarava tudo de uma forma positiva, ela não olhava para as crianças como um empecilho para estar comigo, e sim como uma forma de me alcançar cada vez mais. Ela enxergava-os como três pequenos assustados que perderam sua mãe de uma hora para outra e só tinham o seu pai e que a enxergavam como alguém, com a qual eles teriam que dividi-lo. E assim, ela os mostrou o contrário. Que ela era alguém a mais que eles teriam para cuidar deles e para ajuda-los a estar próximo a mim. Henry, eu já amava Clara, mas, aquilo me atraia cada vez mais a ela. É disto que estou falando. Algo que encanta. Que mexe conosco, com nossas certezas.
E neste momento, eu entendi o que ele quis dizer.
- Bem, no meu caso é a espontaneidade e a vitalidade dela! Pois, eu sempre fui contido e controlado demais, e quando Valerie chegou para minha vida, isto foi estraçalhado, e de certa forma eu amei toda esta mudança, eu sinto que foi exatamente isto tio, que me trouxe de volta a vida.
- Isto Henry, então, e você não acha que isto pode estar se perdendo um pouco? Por que hoje mesmo meu filho ficou tão claro para mim, que se dependesse só dela, ela brincaria no jogo com os rapazes, porém, não o fez por você. O que eu quero dizer, é que até que ponto isto é bom? Até que ponto isto trará benefícios? É só procurar dosar meu filho. Pois, isto com o tempo, pode deixa-la insegura, dependente de você de uma forma não saudável. E imagino que você não a queira assim.
- Realmente não, eu a amo, exatamente como ela é.
Ele sorri para mim agora, e também está emocionado, e sinto desejo dize-lo algo.
- Tio muito obrigado, e quero que saiba que também amo demais você, tia Clara, os rapazes e Sophie, vocês são realmente uma família para mim, eu realmente tenho o senhor como o meu pai, confio no senhor. E posso garantir que Valerie, também já sente o mesmo carinho por vocês.
- Eu sei filho, e fico muito feliz. Ah, Henry, antes que eu esqueça. Avise-me se Araon aprontar alguma com Valerie. Eu estou na cola dele, desde o que aconteceu lá em Grewnville, ele precisa saber com quem brinca, ter limites.
- Tudo bem. – Respondo e fico bem quieto, pois, percebo que o tio verdadeiramente mataria Araon se soubesse o que ele aprontou hoje, e também exporia eu e Valerie, então vejo que o melhor é permanecer calado.
Então o tio diz...
- Posso te fazer uma pergunta filho? É delicada, se não quiser responder vou entender.
Ainda que me deixasse um pouco desconfortável. Pois, eu já previa o que seria. Eu disse...
- Sim, claro tio.
- Você e Valerie... Hum... Têm uma vida íntima ativa?
Eu sabia! Mas, senti que com o tio eu podia e desejava me abrir.
- Na verdade... Não.
Ele me olhou bastante surpreso.
- Sério isto? Como você consegue?
Eu sorri.
- Bem, nós já nos envolvemos sim, duas vezes, num momento de desespero por causa de algo sobre Mildrad, nós dois estávamos muito abalados e carentes demais, e daí aconteceu. Porém, depois, fizemos um compromisso para esperarmos até o casamento. E com muito sacrifício, e exercitando limites diários, temos prosseguido.
O tio me olhava incrédulo, e maravilhado.
- Deus meu, eu quero um assim para Sophie! – O tio disse olhando para cima.
E nós dois rimos. E ele prosseguiu.
- É sério meu filho, é muito mais difícil depois. Nossa... Impossível ao meu ponto de vista. Henry você realmente me surpreendeu, como resistir aquilo? Valerie é linda, Henry demais.
- Ownt, nem me diga, e como sei disto! Na verdade, ela é perfeita para mim. Mas, teremos uma vida inteira, juntos tio. Tenho me focado nisto. Mas, eu confesso: NÃO É FÁCIL!
- É verdade! Concordo meu filho. Eu imagino, o quanto que não seja fácil. Fico aqui tentando imaginar a possibilidade de não tocar Clara depois... Nossa impossível. – E ele começa a rir, acho que tentando se ver na situação em que eu estou. – Ai filho me desculpa, mas é que eu estou admirado e obviamente, muito chocado. Como não estar? Sabe, eu até compreenderia mais fácil sem me espantar, se caso vocês nunca tivesse experimentado, aí sim. Que fosse talvez, pelo fato dela ser virgem... Pois, realmente isto pesa muito para uma decisão assim. Mas, ter cedido aos encantos, experimentar a maravilha de uma vida sexual ativa com quem você ama e renunciar a isto depois, verdadeiramente, você merece os parabéns e um prêmio por seu esforço.
E nós dois agora rimos, enfim, aliviando a tensão.
- Mas, Henry, perdoa o que vou perguntar. Como conseguir isto dormindo aqui ainda? Na mesma casa que ela? Sério, não consigo se quer imaginar isto para mim. Você é uma valiosíssima exceção. Meu Deus dá-me um assim para Sophie Senhor!
E não aguentamos e caímos em mais uma rodada de risos. Porém, se ele acha interessante, imaginando, que nós dormimos na mesma casa, mas, em quartos separados. Imagina, se ele soubesse que dormimos juntos, e que compartilhamos a mesma cama? E mais, agarrados um no outro? Até eu ainda me surpreendo com isto. Mas, isto ele não saberá. Como diria Valerie, “sem chance”.
- Como eu disse, tentando exercitar autocontrole diário, mas é muito difícil mesmo.
- Imagino... Mas, agora vamos, para não deixarmos as mulheres de nossas vidas preocupadas.
E assim encerramos a conversa e saímos do quarto.
Ao voltarmos percebemos que todos ainda estão bem animados com as danças e que a tia e Valerie, estão em uma conversa gostosa, porém, assim que eu e o tio chegamos, elas voltam sua atenção para nós. E muito felizes por sinal.
Tomo minha linda pela mão, e conduzo-a para mais uma dança e bem nesta hora a música muda, começando uma um pouco mais lenta e romântica, o que faz com que eu cole nossos corpos de uma maneira bem gostosa.
(Ouçam é Maravilhosa — A letra é perfeita e totalmente Henlerie)
O tio volta a dançar com a tia, próximo a porta que dá acesso ao jardim.
Tudo está perfeito, a noite está lindíssima. Cada casal agora está em sua própria bolha de felicidade.
Estávamos bem distraídos quando de repente, algo tira a todos do clima maravilhoso em que estávamos.
- NOSSA... REALMENTE SÓ FALTAVA MINHA PRESENÇA, PARA A FESTA FICAR COMPLETA! – Diz uma voz alta, carregada de sarcasmo. E em seguida, cai em uma gargalhada estrondosa.
Ao ouvir aquela voz, Valerie congela e estremece em meus braços, e olha incrédula e com olhar de desespero para mim, como se não quisesse acreditar no que tinha ouvido, e nós dois viramos nossos rostos ao mesmo tempo em direção àquela voz.
E o que acontece, é tudo muito rápido e instintivo. Valerie dá um pulo de susto e medo que num átimo ela vai parar atrás de mim, totalmente envolvida na minha cintura, pois eu a direciono para lá em uma postura protetora. E ela treme tanto, mas tanto... E instantaneamente, o ódio explode em mim, e começa a fluir por minha corrente sanguínea, me deixando totalmente tenso. Percebo cada músculo de meu corpo, principalmente de meus braços se retesarem, e os pelos em minha nuca se eriçar. Sinto-me exatamente como um predador voraz e mortífero naquele momento.
E noto um gosto amargo de sangue fluir em minha boca. Só assim, me dando conta de o quanto estou apertando meu maxilar, e no processo, acabei mordendo um pedaço interno de minha boca, mas o ódio é tanto, que a dor não é processada.
Tudo o que consigo enxergar em minha frente, é a oportunidade de matar aquela criatura medíocre.
Porém algo dentro de minha mente, em sua região racional, quer ganhar foco naquele momento: Isto é uma armadilha! Só pode, pois, todos sabem que um guerreiro da Guarda, não pode jamais atingir um Civil em quaisquer circunstâncias, a não ser a serviço e tem de estar devidamente regulamentado com as vestimentas de guerreiro. Um ato assim a fora de serviço e em meio a uma festa, poderia aniquilar meu Curriculum e reputação de guerreiro, fazendo-me perder definitivamente meu posto e ser humilhado e escorraçado pela corte, mesmo Mildrad sendo um criminoso. Então, nem eu nem Araon, muito menos Érion podemos fazer nada. E os dois que o podem Marvel e Marverik são irmãos dele, e tem o Cedrico, mas, sozinho eu não o deixaria intervir. Já tio Heitor, eu não o envolveria nisto mesmo.
Porém, eu tenho plena convicção, de que nada disto vai me conter, se ele se quer ousar dar um passo em direção a Valerie. Pois, eu a fiz uma promessa e estou determinado a cumprir. E tudo em mim neste momento deseja a morte daquele infeliz.
Meu estado de alerta e vigilância entra em escala máxima, e só então percebo que em todos os casais, os homens têm a mesma postura protetora que eu, cada um deles está à frente de suas mulheres e com expressão letal nos rostos. A única diferença, é que nenhuma delas tem tanto medo e pavor expresso em seus semblantes ou nas reações de seus corpos como minha Valerie. E só em pensar nisto, a descarga de adrenalina e o ódio, são triplicados em mim. Neste momento, todos o encaram com ódio mortal, claro que, nem tanto quanto o meu.
No entanto, quem faz o primeiro pronunciamento é Marvel.
- O que faz aqui Mildrad?
E ele dá mais uma risada sarcástica. Destilando puro veneno.
- Que pergunta meu irmão. Eu sou da família esqueceu? Eu sou seu irmão. Você querendo ou não, se orgulhando disto ou não. – Mildrad diz provocando a Marvel.
Vejo os punhos de Marvel fechar-se, pelo canto dos meus olhos em minha visão periférica, pois o meu foco verdadeiro é a criatura hedionda em minha frente.
Há um silêncio profundo na sala.
E os olhos de Mildrad agora correm a procura daquilo que ele realmente está em busca. E bem neste momento sinto todo meu corpo se preparar para o ataque, sinto perfeitamente cada tensionamento dos meus músculos se ampliarem, e a pressão em meus punhos também. Nem sei como é possível isto. Meu maxilar trava-se ainda mais, o foco de minha visão, começa a enxergar nuances avermelhadas.
Quando enfim ele percebe e se da conta de como Valerie está envolvida a mim, buscando refúgio e proteção. Seus olhos ganham outro brilho. O ódio, eu posso reconhecer, pois, também, é o sentimento que predomina em mim naquele momento. Vejo puro ódio em seu olhar, mas, também, vejo incredulidade. Até mesmo esta criatura medonha duvidava que eu conseguisse, e que eu consegui alcançar Valerie, e o seu coração.
Consigo reconhecer cada sentimento que o percorre, a frustração, a ira, o maquinar de sua mente, posso até sentir a adrenalina discorrer pelo seu sangue preparando-o para o confronto que logo, logo seria inevitável. E por fim, vejo o que o deixa com o olhar mais ensandecido ainda, o reconhecimento que Valerie é minha. De que agora ela me pertence, eu sou “seu dono”.
Ah! Mesmo com tudo que eu estou sentindo. A sensação de prazer por este reconhecimento dele, em mim, em meu íntimo, é doentia. A ponto de me fazer, sorrir involuntariamente, para ele, em escárnio e afronta. Fazendo seus olhos faiscarem de mais raiva.
Neste exato momento, eu recobro a racionalidade completa, e digo com toda a autoridade que reúno em meu interior, fazendo até mesmo Valerie estremecer atrás de mim. E todos me olharem diferentes. Pois, nenhum dos presentes jamais teve na verdade, a oportunidade de me ver em uma plena postura de combate, tirando Cedrico, mas, pelo que percebo, ele também nunca me presenciou tão mortífero, numa intensidade tão grande.
- SAIA DESTA CASA MILDRAD! Saia enquanto há tempo e eu o permito sair em paz.
Ele olha incrédulo para mim. Só agora tomando conhecimento de que realmente eu sabia o que estava fazendo, mas, ao invés de aquilo fazê-lo recuar, aquilo, foi combustível para sua cólera.
- Quem você pensa que é? Primeiro, por que esta casa não é sua. Para ir embora eu teria de ser convencido pela sua dona. Que NÃO é você. E segundo. Ao menos tente me tirar, ou tente o que quiser, mas, “EU A TEREI PARA MIM”, mais cedo ou mais tarde e nem você nem ninguém poderá me impedir.
A partir dali, a ira me cegou e tudo ocorreu muito rápido. Pois, a fala dele foi o suficiente para fazer Valerie entrar em pânico, eu creio que, rememorando juntamente com as palavras dele, a promessa que ele fez lá atrás que um dia terminaria o que começou. E só esta consciência foi o suficiente para ruir todo o meu autocontrole.
Enquanto Valerie caía em pânico, e era envolvida por Suzette e minha avó, eu parti para cima daquele miserável...
Não pensei na Guarda, no Reino ou na Punição que eu sofreria. Pois, todo o ódio que eu venho contendo em mim por ele, veio com força total!
Porém, antes que eu conseguisse alcança-lo com minhas mãos, Valerie grita, aflita e angustiada, atrás de mim e Made, desespera-se do outro lado, onde Prudence se encolhe escondendo o rosto. Simultaneamente, braços conseguem me cercar e cercar Mildrad. Quando já estamos a centímetros de distância. Porém, debato-me para que me soltem, pois, eu quero demais matá-lo. E tenho certeza que este desejo já se reflete em cada parte de mim.
No entanto, muito distante consigo agora ouvir...
- Henry recobre a postura pelo amor de Deus! Você irá mesmo matá-lo diante das mulheres? Diante de Valerie, sua noiva; de Made, irmã dele; e de Prudence que está grávida? Se você continuar não terá como parar grandão. Não haverá volta, então acorda! ACORDA HENRY! E a Guarda? Se fizer isto, amanhã mesmo você estará preso no Reino, e o casamento? – Era Araon com seu senso prático em ação. Minha respiração estava totalmente descontrolada. Meu coração, enlouquecido, de tanto trabalhar para conseguir bombear tanto oxigênio quanto minhas células tão alteradas, necessitavam naquele momento.
Imediatamente, comecei a respirar fundo e pesadamente buscando clarear minha mente. Porém, o ódio ainda estava ali. Claro, e sei que agora estaria enquanto eu não descarregasse toda minha fúria contida naquela criatura.
Porém, o que ninguém contava, eram os efeitos que explodiriam em mim. Após ouvir a nova provocação de Mildrad sobre mim.
- Ué... Parou? – E ri com deboche... — Que bom, cheguei a achar mesmo que você acreditava que teria como impedir-me de tomar posse do que é MEU, “ELA É MINHA”!
Nenhum braço no mundo seria capaz de me conter agora!
Quando todos se deram conta, eu já havia me desvencilhado de Araon, Érion e Cedrico, e arrancado à criatura das mãos de Marvel e Marverik e o segurava pelo pescoço contra a parede, na tentativa bem sucedida de enforca-lo, pois apesar de sua força, sua altura não o ajudava muito.
Os outros tinham razão para me chamarem de grandão, eu realmente sou grande e a força que está em mim neste momento é descomunal... Nenhum braço presente é capaz de me conter. E olha, que não são poucos...
Muito distante em minha mente, ouço os gritos, e os choros das mulheres presentes... Porém, também vejo Mildrad tentar pegar um punhal para desferir um golpe contra mim. Mas, a força e também a cólera que me preenche, é tanta, que num piscar de olhos eu já o tomei e sou tentado a desferir logo um golpe em seu coração. E já estou prestes a fazê-lo...
No entanto, algumas coisas acontecem naquele momento...
Ouço Valerie dar um último grito desesperado:
- NÃO! – E então, desabar juntamente com Made e Prudence ao chão, apagadas.
Depois, ouço o barulho de uma arma sendo engatilhada:
- “CLIC”... — Era o gatilho de um rifle sendo armado em nossa direção!
3ª MÚSICA – TRADUÇÃO – TOTALMENTE HENLERIE
Feels Like Home — Eu Me Sinto Em Casa
Alguma coisa nos seus olhos,faz com que eu queira me perder
Faz com que eu queira me perder em seus braços
Tem alguma coisa na sua voz
que faz meu coração disparar
Espero que este sentimento dure pelo resto da minha vida
***
Se você soubesse como minha vida tem sido solitária
E há quanto tempo estou tão sozinha
Se você soubesse o quanto eu queria que alguem viesse
e mudasse minha vida do jeito que você fez
***
E eu me sinto em casa,
eu me sinto em casa
Parece que eu voltei todo o caminho de onde eu vim
***
E eu me sinto em casa,
eu me sinto em casa
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Seu apoio é fundamental. Torne-se um herói!Parece que estou de volta para onde pertenço
***
Uma janela quebra, abaixo de uma rua longa, escura
e uma sirene toca na noite
Mas estou bem, porque tenho você aqui comigo
E quase posso ver que há uma luz em meio à escuridão
***
Bem, se você soubesse o quanto este momento significa para mim
E quanto tempo esperei pelo seu toque
E se você soubesse o como está me fazendo feliz
Nunca pensei que amaria alguem tanto assim
***
E eu me sinto em casa,
eu me sinto em casa
Parece que eu voltei todo o caminho de onde eu vim
***
E eu me sinto em casa,
eu me sinto em casa
Parece que estou de volta para onde pertenço
Parece que estou de volta para onde pertenço
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*Mirabolante – Palavra muito usada por uma amiga querida quis usá-la aqui para Homenageá-la viu Elisângela Pontes – Lisa Mellark, pois, na verdade ela inspirou-me para alguns detalhes deste capítulo!
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Notas finais
NOSSA QUE DESESPERO, E QUE TENSÃO!!!
Henry está Irreconhecível!!!
Alguém esperava por isto?
Ansiosa Por Comentários!
Comentando até DOMINGO, na SEGUNDA tem Spoiler, E NA QUINTA -FEIRA TEM CAPÍTULO NOVO!!!
E aí Pessoas o que Acharam???
Mereço Reviews e Recomendações???
Comentem e Recomendem. E se o fizerem até QUINTA no Capítulo 39!!!
MINHA OUTRA FIC: PEETINIS!!!
http://fanfiction.com.br/historia/333216/O_Triunfo_Da_Esperanca_-_Por_Peeta_Mellark
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