A Garota Da Capa Vermelha - Continuação.
20 SONHO OU REALIDADE? - Capítulo 20
Notas iniciais
POV VALERIE — CONTINUAÇÃO
Abro os olhos e o vejo. Ele está sorrindo para mim, mas o seu rosto está banhado em lágrimas. Passo instintivamente as mãos no meu rosto, e o meu também está. Seco suas lágrimas com beijos suaves como fiz agora a pouco. E ele simplesmente fecha os olhos absorvendo a sensação.
Então me sento no sofá. E percebo ainda aturdida que, não... Eu não estou no sofá, estou na cama, no quarto de Henry... E me sento de frente para ele, e ao olhá-lo de novo sou preenchida pela compreensão de tudo o que aconteceu. Eu adormeci no sofá. Porém, Henry chegou, noto que ele já tomou banho...
Assim, concluo que ele me trouxe para o quarto, para o seu quarto, para sua cama, e eu tive um sonho, um sonho estranho, mas, não é um sonho ruim, é bom, muito bom...
Um sonho que me faz enxergar o que sempre esteve ali. Eu precisei que Peter viesse em sonho para me mostrar que... EU AMO HENRY. Meu Deus é isto... Isto explica tudo, eu já o amava, mas a presença de Peter ofuscava isto...
E claro, a presença de Peter, jamais permitiria que este amor florecesse, ganhasse intensidade, mas agora...
Eu não podia mais ignorar este sentimento, que de certa maneira, sempre esteve ali, quietinho, guardado, esperando uma oportunidade para se revelar. Mas, com Peter aqui, isto jamais seria possível...
Henry já havia deixado marcas em mim, eu já havia compreendido isto muito claramente, porém, a aproximação de agora, só intensificou isto.... Agora todo o meu ser irradiou-se desta compreensão. Foi isto que Peter quis dizer: só dependia de mim, de eu querer ver, enxergar. E eu só conseguiria se Peter se fosse...
Então, eu olhei para ele ali, sentado, esperando pacientemente, algo tão típico dele, paciência, calma, cautela, perseverança...
Como no sonho, Henry sempre esteve ali, caminhando em minha direção, mesmo com a presença de Peter, o máximo que ele fez foi hesitar, mas, logo ele se recuperou, prosseguiu, e agora ele estava ali. Para mim, comigo, e uma compreensão muito maior me acertou diante desta constatação...
Agora eu também estou aqui, caminhando em sua direção e eu não posso parar ou retroceder, eu não conseguiria. Eu sempre estarei aqui por ele. E era tempo de ele saber disto. Foi isto que Peter veio me dizer, foi isto que o sonho me mostrou. Eu pertenço ao Henry agora, e é para sempre...
— Olá. – Eu disse. – Desculpe por ter cochilado, acho que o vinho e champanhe me relaxaram... E... Obrigado por ter me trazido para cá. – Ele me sondava... O que ele viu? O que ele ouviu daquele sonho?
— Não precisa se desculpar, eu é que peço desculpa por ter te acordado. Mas é que...
— Ei.... Eu queria estar acordada quando você chegasse... – Eu quis falar aquilo com a intensão dele não pensar que eu estava fugindo dele para não terminar de falar o que eu comecei, e isto não era verdade. Ainda mais com o sonho. Agora que eu queria mesmo que ele soubesse. — Eu queria muito ver você antes de dormir.
— É mesmo? Eu estou aqui. E antes que eu me esqueça... Sobre o desenho, eu vou tentar termina-lo amanhã, depois te mostro. – Assenti com a cabeça. Então, eu fechei o espaço entre nós e toquei o seu rosto ainda úmido de lágrimas.
— O que houve? — Ele pareceu hesitar. Então, ele falou.
— Quando eu cheguei, você estava dormindo no sofá, um pouco inquieta. Você estava sorrindo e com os braços estendidos como se quisesse alcançar algo, e você parecia estar muito agoniada por que não alcançava o que queria. Então, nesta hora, eu te trouxe para cá delicadamente, temendo te acordar. Achei que estivesse vivenciando um pesadelo, mas você sorria às vezes... – Eu o interrompi...
— Não era um pesadelo, era um sonho, no início muito estranho, mas, depois, se tornou um sonho bom. Eu já te falei que os meus sonhos são muito reais.
— É... Hoje realmente eu percebi. – Ele disse com um meio sorriso. – Então, quando eu estava meio sem entender o que estava acontecendo, você disse o nome de Peter. – Ele disse aquilo com uma ponta de tristeza. – Mas logo em seguida disse o meu nome, e continuou estendendo os braços...
— Então... Você viu... E ouviu tudo?
— Acho que sim... – Ele disse pensativo, sua voz me mostrou que ele estava curioso, mas, não queria me pressionar, ele queria que eu falasse espontaneamente.
Então, eu perguntei.
— Você quer saber como foi o sonho? – Ele me olhou profundamente, e eu sabia que queria, mas ele estava com medo. E eu sei o por que.... Foi por que eu disse que era um sonho bom e envolvia Peter, tenho certeza que é isto.
Meu Deus, ele estava entendendo errado, como ele tinha receio ainda em relação ao Peter, mesmo ele não estando mais aqui. E ao pensar nisto, percebi que isto tem que acabar. Na verdade, eu preciso acabar, com as suas dúvidas e inseguranças.
— Você quer falar a respeito? E você acha bom que eu saiba Valerie? — Suas perguntas confirmam o que acabei de pensar, ele estava mesmo entendendo errado. Entretanto, eu me lembro. Mas, e o final onde eu disse que o amo? Será que vai ser tão, difícil provar isto para ele?
E bastou eu pensar, que eu descubro a resposta, sim vai ser muito difícil, por causa das feridas em sua alma, ele ainda estava em processo de cura, assim como eu. Mas, as coisas para ele ainda eram muito piores...
— Sim eu quero, eu preciso falar com você a respeito Henry, e sim acho que você merece e precisa saber.
Chego mais próximo de Henry, pego suas mãos com uma das minhas, e com a outra, começo a acariciar o seu rosto. E ele sorri. E eu retribuo o seu sorriso.
— Foi assim que eu adormeci, lembrando e pensando em seu sorriso. E o quanto eu gosto de vê-lo. — Ele aumenta mais ainda e também toca o meu rosto com uma das suas mãos.
Então, eu começo a contar o Sonho para ele.
— O sonho começa com eu vendo você, e como sempre você estava tão.... Lindo. Você estava se aproximando de mim e meu coração estava acelerado por isto. E... Meu corpo estava enrijecido pela expectativa de seus toques, de seu abraço. Mas, ao mesmo tempo em você estava tão perto, você também estava longe. Quanto mais você se aproximava, parecia que mais longe eu estava. Eu não entendo a princípio o que está acontecendo Henry, e começo a sentir uma angústia muito profunda. E é nesta hora que começo a estender meus braços para te alcançar e não consigo, mas você ainda continua caminhando rapidamente em minha direção, mas, parece que o espaço entre nós não diminui.
De repente, alguém se aproxima, e olho pra ver quem é, e vejo que é o Peter, e eu fico ainda mais confusa. E começo a me perguntar: Como Peter está ali, no sonho? Então, ele também se aproxima, mas a proximidade de Peter naquele momento, faz você hesitar em continuar vindo em meu encontro. Mas, você hesita apenas por pouco tempo, depois você continua a avançar. E Peter me alcança, mas aí olho para ele, olho para você...
Neste momento, Peter sorri pra mim, e me diz:
— Vem, eu te mostro como chegar até ele. Venha confie em mim, só resta isto. Só depende de você. Sempre só dependeu de você, e o motivo de você não entender era eu, minha presença. Mas eu vou te ajudar, vem.
Então Peter segura minha mão e me conduz de encontro a você, mas eu fico tão confusa, pensando em Peter e em você. E Peter consegue ver a batalha que estou enfrentando internamente e diz.
— Vamos, prossiga, é só não parar, é só não recuar, breve você irá entender.
E eu aceno com a cabeça afirmativamente para ele. E ele ainda diz:
— Continue olhando para ele continue indo, não pare, e quando chegar, Valerie, faça o que pedir seu coração, deixe vir à tona o que está guardado aí dentro.
Esta então é a última vez que o vejo, é a última vez que eu o ouço:
— Era pra ser assim desde sempre. Vá! – Peter diz.
E ele se vai de uma maneira que, parece ser pra sempre... Mas, o mais impressionante... É que, eu não sinto dor, não choro e não sofro. Há uma sensação de conclusão de um ciclo, e de paz. Mas, então eu volto a olhar para você Henry, e vê-lo agora mais perto, e à medida que eu não paro, você se torna mais perto, muito mais próximo. E isto faz com que eu queira alcançá-lo ainda mais rápido, então eu começo a aumentar os passos e você parece ser tomado da mesma urgência e faz o mesmo. E agora não estamos mais andando, estamos correndo um em direção ao outro.
Meu coração está disparado no sonho, não por cansaço, ou pelo esforço. Mas por que agora todo meu corpo está reagindo, já prevendo que breve muito em breve eu estarei em seus braços, nossos lábios se unirão em um só, e nosso corpo também.
Então quando isto acontece, nós dois ficamos em êxtase de alegria. Meu coração fica transbordante e acelerado, posso sentir que o seu também. E a única coisa que eu consigo ver, é quando você me beija, e você o faz com amor, e eu o retribuo, nos envolvemos em um caloroso abraço. Então, você para de me beijar e olha nos meus olhos, como se lendo minha alma, e eu faço o mesmo. Então, você me diz:
— Eu te amo Valerie.
E eu só consigo pronunciar aquilo que está emergindo do meu coração de uma forma tão poderosa, que me faz sorrir e chorar ao mesmo tempo no sonho.
— Amo você Henry!
Então você também começa assim como eu, derramar lágrimas em meio ao sorriso, e eu não entendo por que elas molham tanto o meu rosto no sonho, são tão quentes, elas se misturam com as minhas, e eu sinto seu gosto. Então...
Eu abro os olhos e te vejo, aqui, olhando para mim, chorando, assim como eu. – Ele ouve cada palavra atentamente, ele está ao que parece, acho eu, tentando absorver tudo o que acabei de dizer.
— Henry? – Eu o chamo, e o seu olhar se fixa em mim com um brilho singular. – Você ouviu e entendeu tudo?
— Sim, eu ouvi... eu ouvi mas..., entender... Não sei, é muita coisa...
— Realmente é, mas, eu entendi e posso te explicar, você quer? – Ele parece ponderar por um tempo... Então, responde.
— Sim eu... quero...
— Bom, eu entendi que tanto Peter quanto o sonho vieram para me fazer compreender. E claro, enxergar o que estava na minha frente o tempo todo e eu não conseguia ver.
Ele continua prestando atenção, mas percebo que sua ficha não caiu, como eu imaginei antes, não será fácil convencê-lo.
— Bom Henry, o sonho e o Peter só abriram os meus olhos para o que sempre esteve dentro de mim, e eu não conseguia ver. Eu precisei que Peter viesse em sonho, para me mostrar que... porém, a própria presença de Peter ofuscava tudo isto antes, por isto foi necessário ele ir para não voltar... Só que, agora todo o meu ser preencheu-se desta compreensão. Foi isto que Peter quis dizer, quando falou que só dependia de mim, de eu querer ver, enxergar. E eu só conseguiria se Peter se fosse...
Tomo fôlego e prossigo, porque ele ainda continua estático e sem reação.
— Então quando eu acordo, exatamente como no sonho, aqui estava você comigo. Como no sonho, você sempre está aqui por mim, caminhando em minha direção, mesmo com a presença de Peter, o máximo que você fez foi hesitar, mas logo que você se recuperou você prosseguiu e não desistiu de mim, e agora você continua aqui. Para mim, comigo Henry... E foi neste momento, que uma compreensão muito maior me atingiu. Agora eu também estou aqui... E é por você... E como no sonho, eu continuo indo em sua direção e eu não posso parar ou retroceder, eu não conseguiria. Não mais... A partir de agora, eu sempre estarei aqui por você... foi isto que Peter veio me dizer, foi isto que o sonho me mostrou. Eu pertenço a você agora, Henry. De verdade, e será para sempre...
Respirei novamente com profundidade, pois, a esta hora cada emoção contida, emerge furiosamente dentro de mim, enquanto pronuncio cada palavra, me evidenciando ainda mais, o quanto elas são reais e verdadeiras.... Então, eu prossigo...
— E foi exatamente isto que eu queria falar para você àquela hora no sofá, e o sonho só veio confirmar e me fazer enxergar mais claramente ainda: — Que eu quero ser sua, para sempre Henry. O Sonho me fez ver que:
— EU AMO VOCÊ HENRY LAZAR. – Fiz questão de enfatizar o você. – Eu não sei te explicar como, mas eu tenho certeza, agora eu vejo com clareza... foi por isto que eu me senti consolada de uma forma estranha e diferente por você naquele dia no rio, com a partida da Lucy e do seu pai, também foi por isto que eu não podia te deixar naquele dia em que você foi flechado, e foi por isto que pedi pra ter cuidado quando você se comprometeu em guardar a vila, e ao ver você partir ali, eu senti uma fissura se abrir em meu coração, só que eu não compreendia... Mas, agora eu sei que, eu só poderia ver isto, se Peter... Deixasse de existir. Ele percebeu isto muito antes que eu pudesse...
Mesmo agora, eu tendo dito com detalhes, pude ver que ele estava em choque. Parecia que o seu íntimo estava em uma batalha sangrenta. Onde de um lado, estava aquilo que ele sempre quis saber e ouvir, que eu o amava, e do outro, o medo, o terror de acreditar naquilo, e não ser verdade, e depois ter de lidar com a frustração e a dor.
Exatamente como nos sonhos que ele tem e se vê consumando o seu desejo por mim, e depois acorda e percebe que não é real.
Esta perspectiva me doeu até as entranhas do meu ser, e, eu não me contive, eu comecei a chorar, enquanto sacudia os seus ombros e depois segurava o seu rosto com as minhas mãos e dizia repetidamente:
— Eu amo você Henry, acredite em mim, por favor... Não é um sonho em que você acordará frustrado, não é uma brincadeira, é verdade, é real. Eu quero ser sua, somente sua, e quero para sempre.
Os seus olhos se encheram novamente de lágrimas e agora elas estavam transbordando. Entretanto, ele continuava mudo e estático. E eu sei por que, ele estava preso em seu mundo de medos e dores... Então, me ocorreu uma ideia...
Só uma coisa poderia tirá-lo daquele estado, e eu iria fazer, eu não sabia o resultado daquilo, poderia ser drástico demais... Mas, eu não tinha alternativa, ele estava preso em um terrível mundo de dores, e eu precisava resgatá-lo, trazê-lo de volta a mim.
Então, eu terminei de fechar o espaço entre nós, ainda segurando o seu rosto com uma das mãos, e levando a outra até os seus cabelos, aproximei os meus lábios dos seus...
Eu podia sentir o seu hálito doce e delicioso em meu rosto, enquanto o meu coração martelava violentamente em meu peito, e quando faltavam milímetros eu sussurrei olhando firmemente em seus olhos:
— Eu amo você Henry Lazar e eu quero ser sua. Na verdade, eu já sou sua, para sempre...
Então, nossos lábios se tocaram. No início ele ainda estava inerte. Eu sentia claramente, que a sua mente já estava trabalhando, lutando para compreender, tudo que estava acontecendo...
E, agora eu já podia sentir o seu coração frenético, com mais algum estímulo, logo, todo o seu corpo responderia...
Contudo, o seu corpo estava ainda desconectado devido ao choque, eu pedi passagem com a minha língua em sua boca, e ali, naquela hora, parece que eu senti o click em seu cérebro.
Seu corpo estremeceu, quando com uma mão eu puxei suavemente os seus cabelos trazendo-o mais ainda a mim, e com a outra arranhava levemente sua nuca.
Então, eu afastei os meus lábios para encará-lo, e sondei os seus olhos e suas pupilas já estavam levemente dilatadas.
Continuei com as mãos em seus cabelos, acariciando puxado e desci meus lábios até seu pescoço fazendo um rastro de beijos e subi até sua orelha, encostando os meus lábios nela. Mordisquei e sussurrei em seguida:
— Eu te amo Henry, você é meu, amor, e eu sou sua, somente sua Valerie, e eu quero pertencer a você de todas as maneiras possíveis e inimagináveis, para sempre.
***
Nada havia me preparado para o que aconteceria naquele momento...
Ele me tomou em seus braços tão poderosamente, enquanto os seus lábios voltaram aos meus, ferozes, sua língua estava ávida, sedenta por contato.
Suas mãos tomaram minha cintura, e nem sei como aconteceu... Só sei que, ele nos ergueu da cama me colocando no chão, em pé de frente para ele, mas sem quebrar o contato, muito pelo contrário seus braços me envolviam em um aperto de aço. Uma de suas mãos apertava minha cintura contra a sua, e a outra já estava em meus cabelos, apertando meus lábios contra os seus.
Ondas e mais ondas de calor, me inundavam enquanto eu sentia a urgência do seu aperto em mim.
Enfim, os nossos lábios se separam em busca de ar, e ele desceu os seus em direção ao meu pescoço beijando, mordiscando e eu estremeci completamente e eletricidade pura correu em minhas veias, quando ele mordeu o meu pescoço, e mordiscou o lóbulo da minha orelha, enquanto sussurrava:
— Eu amo você Valerie, e eu.... Quero você!
Foi o suficiente... tudo dentro de mim, transformou-se em um furacão.
Eu puxei os seus cabelos para que ele me olhasse.
Os seus olhos demonstravam toda a extensão do seu desejo, mas exalava também puro amor, paixão e adoração por mim, e tenho certeza que os meus estavam iguais, E eu disse enquanto o olhava:
— Eu também te amo Henry, e também te quero muito. Por favor, me faça sua! – Eu implorei.
Vi que ele ainda estava hesitante, eu sabia que precisava ir com calma, então, ocorreu-me de dizer:
— Não quero forçar nada, já disse, eu quero apenas quando estivermos prontos, mas pelo menos tente, deixe eu te ajudar a tentar, eu quero muito você Henry, e sei que você me quer também...
Ele voltou a me beijar, só que agora delicadamente. Eu podia sentir que ele estava considerando, sendo cauteloso, então, eu usei a minha arma recém-descoberta: o meu toque.
Afastei-o a alguns centímetros, e o olhei, desci uma de minhas mãos de seus cabelos até seu peito com cuidado, começando com toques macios, suaves, por cima da camisa preta, meu Deus ele era tão lindo, tão fabuloso...
Eu podia sentir o seu corpo agora com as minhas mãos desejosas. Ele estava tão quente...
Então, eu fiz uma pequena pressão para afastá-lo um pouco mais, para poder além de tocar o seu peito, explorar o seu abdômen, percorrendo cada pedacinho com minhas duas mãos agora.
Eu voltei a beijá-lo, mas, agora com paixão, e ele correspondeu apertando a minha cintura e intensificando o beijo.
Desci uma de minhas mãos hesitantemente, temendo ainda a sua reação, eu parei na barra de sua camisa, eu não queria retirá-la não ainda, mas as minhas mãos estavam desejosas demais por sua pele e só de pensar que estavam a poucos centímetros de alcançá-la, elas começaram a formigar.
Foi quando eu alcancei a barra, e deslizei cuidadosamente primeiro uma mão ali para dentro, logo em seguida a outra. Então, como se tivessem vida própria, elas começaram a trabalhar percorrendo cada centímetro do seu abdômen, e também de sua barriga, e aos poucos, eu pude sentir que sua camisa ia subindo junto.
A esta altura, ele já exprimia gemidos em meus lábios, e em resposta as suas reações eu também gemia e sussurrava o seu nome. De repente, eu resolvi arranhar o seu peito, e ele estremeceu jogando a cabeça para trás, gemendo alto e me apertando contra ele.
Aproveitei o meu surto de coragem e comecei a erguer a sua camisa, temendo que a qualquer momento ele me parasse, mas, para minha surpresa, ele não o fez. Muito pelo contrário, ele ajudou-me a retirá-la. E com puro desejo. Ele agora me olhava, como que esperando para ver a minha reação.
Mas, a única coisa que eu senti quando eu deixei os seus olhos e desci o meu olhar para aquela visão maravilhosa do seu corpo seminu, foi brasas vivas dentro de mim, me senti irradiada por calor e eletricidade pura, e não me contendo mais, comecei a novamente, percorrer minhas mãos ali e ao mesmo tempo, deixar rastros de beijos molhados, enquanto Henry gemia em meus cabelos...
Eu fui percorrendo com beijos o caminho até o seu pescoço depois passei por seu queixo, para em seguida, chegar em seus lábios onde rapidamente ele começa a devorar os meus, com paixão e fervor, me deixando ainda mais quente.
Mas, senti-me completamente entregue quando do nada ele desce as mãos aos meus quadris e o choca contra o seu.
Eu sinto-me em chamas quando sinto sua excitação, e ele parece perceber, e faz de novo, como se revelando a sua urgência para mim.
Então, eu faço o que me vem à cabeça, eu me lanço em seu colo envolvendo minhas pernas em seus quadris, beijando-o ainda com mais fúria.
Percebo que ele agora me encosta contra a parede delicadamente e me imprensa contra ela, como se quisesse nos fundir em um só corpo, e habilmente começa, ora acariciar, ora apertar as minhas coxas sobre a calça do pijama, e vai subindo as mãos em direção as minhas nádegas, e ao alcança-las, ele as aperta sensualmente puxando-me ainda mais contra ele.
Ele separa os seus lábios dos meus em busca do meu pescoço, e ele começa a percorrê-lo intercalando ora beijos, ora mordidas, e aquilo estava me enlouquecendo. Até quando eu aguentaria que ele prolongasse aquilo? Sim, ele estava prolongando cada sensação.
Henry não tinha pressa, ele era habilidoso demais, e sua maior arma era a sua calma, a sua paciência. Ele ao mesmo tempo, me enlouquecia, e me deixava ainda mais desejosa e sedenta por ele. Ele me fazia experimentar uma sensação, prolongando-a e me mostrando que possuía mais, muito mais ainda, para me dar.
Era uma tortura viciante. E isto por que estávamos ainda nas preliminares, imagina quando estivéssemos entregues totalmente um ao outro? Só de pensar eu ficava ainda muito mais quente.
Foi quando aconteceu algo, que eu não percebi. Ele desliza uma de suas mãos que apertava minhas nádegas, subindo-a pela lateral do meu corpo, levando-a ao meu rosto e afasta o seu, para me olhar, e sussurra:
— Eu te amo. – Eu prontamente respondo...
— Eu também Henry... – e acrescento. – Eu te quero, te quero demais. — Ele me olha e sorri...
— Eu já sou seu Valerie, para sempre...
Então ele começa lentamente, descer sua mão do meu rosto ainda me olhando, e desabotoa hesitante o primeiro botão da blusa do meu pijama. – E eu o encorajo...
— Vamos Henry, tire, eu quero que você retire.
Sinto o seu corpo estremecer e os pelos de sua nuca se eriçar, então, delicadamente ele desabotoa o segundo, prolongando a minha tortura com aquela expectativa, logo após o terceiro.
Logo após ele desce a mão até a barra para retirá-la e lentamente vai retirando-a...
A cada centímetro que ele percorre a lateral do meu corpo, ele deixa um rastro de calor. Então, quando ele termina de retirá-la, ele percorre seus lábios por meu pescoço, descendo por meu colo. Ele contorna o bojo do sutiã, deixando beijos mais molhados ali, e sinto minha intimidade nesta hora ficar úmida e quente e sua ereção apertar-me.
Então, eu não sinto mais a parede em minhas costas, abro os olhos e vejo-o conduzindo-nos em direção a cama, e, estrategicamente, ele nos posiciona ao centro, então, ele vai me descendo lentamente enquanto me beija apaixonadamente...
Quando eu já me encontro deitada sobre os lençóis, lentamente ele nos conduz arrastando-nos para cima até a altura dos travesseiros.
Sinto quando de repente, ele desce as mãos pelas laterais dos meus quadris, levando com seus dedos, a minha calça.
Ao retirá-la, vejo-o lançando-a em um canto qualquer do quarto. E ele me olha de cima a baixo em adoração. E seus olhos, mostram amor, e desejo. Então, ele sussurra olhando nos meus olhos:
— Ah Valerie, você é tão linda... — E eu me sinto quente com aquele seu olhar.
Então, ele desce lentamente e volta a me beijar, enquanto sobe suas mãos pelas minhas coxas entrelaçando minhas pernas, em seus quadris. E quando ele pressiona sua intimidade contra a minha eu estremeço de excitação, ele sorri em meus lábios, e sinto-o fazer de novo, eu não aguentando digo em seus lábios.
— Ah Henry, eu não estou aguentando mais, eu quero você, e eu o puxo para me olhar, quero você dentro de mim.
Ele sorri e diz:
— Eu sei, logo, logo estarei... Aqui. — Ele desce sutilmente sua mão e toca delicadamente minha intimidade, me fazendo arquear e gemer de prazer. E ele provocantemente me diz:
— Calma Valerie, temos a noite toda, meu amor.... Temos a vida toda...
E eu gemo de frustração, e ele sorri pelo nariz, e então, volta a me beijar furiosamente.
De repente invertemos as posições sem interromper os beijos, e eu posiciono-me com uma perna de cada lado de seus quadris, e imediatamente, ele envolve-me com suas mãos acariciando minhas costas enquanto desce seus lábios para meu pescoço o mordendo e beijando, desce mais um pouco em direção ao meu colo e eu gemo em seu ouvido...
Ele para no vale entre meus seios, e fica ali enquanto suas habilidosas mãos desabotoam meu sutiã pela frente e retirando-o, jogando não sei onde, e libertando os meus seios em seu rosto. Ele continua a beijar o vale entre meus seios e respirar profundamente sentindo o perfume de minha pele, enquanto minha intimidade, fica ainda mais úmida pela expectativa.
Uma de suas mãos, toca delicadamente um dos meus seios, enquanto a sua boca alcança o mamilo do outro, e eu solto um gemido alto quando ele beija meu mamilo com seus lábios suavemente, e suga-o depois, primeiro, com delicadeza e aumentando a intensidade em seguida. Ele puxa o outro delicadamente com seus dedos.
Meus Deus o que é isto? E... que sensação maravilhosa.
Os toques de Henry, são diferentes, ele parece ter a sensibilidade exata para cada gesto, tudo na medida certa.
Aquilo é um combustível para mim, e eu me sinto em chamas, e enquanto ele segue com esta deliciosa tortura, ele usa a mão livre para apertar a minha coxa, e puxá-la descendo meus quadris contra o seu, e eu quase explodo quando ele fricciona a sua intimidade extremamente excitada e aprisionada pelo jeans, com a minha, coberta apenas pela minha fina calcinha.
E eu sussurro em seu ouvido.
— Henry. – E ele geme em meus seios.
— Hum...
Então, eu arqueio um pouquinho o meu corpo sem quebrar o seu contato com os meus seios, desafivelo seu cinto, e em seguida, desabotoo sua calça, descendo em seguida seu zíper.
Enquanto faço isto, ele sobe seus lábios de meus seios em direção ao meu pescoço até chegar aos meus lábios. E eu solto um gemido de frustração e ele diz em meus lábios:
— Calma, Valerie, temos tempo... Aproveite as sensações, meu amor... Eu sou todo seu, e estou aqui para satisfazer você. Ele diz estas palavras carregadas de desejo...
Então, de repente ocorre-me que neste jogo de amor e sedução dois podem jogar, e eu lentamente, afasto meus lábios dos seus, e começo a descê-lo ora mordendo ora beijando ou sugando com os lábios o seu pescoço, seu peito, demorando-me um pouco mais naquela região extensa e linda.
Henry, corresponde as minhas expectativas gemendo alto e afundando a cabeça no travesseiro, enquanto nítidos espasmos de prazer percorrem seu corpo, e eu me delicio com aquilo, me sinto poderosa.
Então, eu desço os meus lábios ainda mais, até o seu ventre, e ele se contorce de prazer e excitação. Vou beijando, ou mordendo, ou sugando e agora começo a passar a pontinha da língua, entorno de seu umbigo e sinto que ele vai à loucura gemendo alto e dizendo o meu nome e acariciando meus cabelos.
Aquilo é uma dica de que eu posso avançar e é o que faço, rapidamente deslizo seu jeans por suas coxas e suas pernas, ele rapidamente me ajuda a arrancá-lo, jogando-o ao lado da cama.
Agora ele só veste sua boxer branca assim como eu apenas a minha calcinha, também branca, e solto um sorriso com aquele pensamento de que até aqui nós combinamos. Mas de repente, me dou conta do que quero fazer...
Volto a beijar seu ventre e passar novamente a pontinha da língua em torno do seu umbigo, e como da primeira vez Henry se contorce... E agora ainda mais, com a expectativa, e sinto um calor percorrer minha intimidade, quando sinto sua excitação tocar meus seios que estão próximos, meu íntimo se contorce.
Então me lembro do que desejo fazer... Enquanto minha mão acaricia sua linda e muito bem esculpida coxa, olho Henry por completo demorando em cada parte.
E sinto-me hipnotizada por seu membro que ainda está coberto pela boxer, mas por estar tão excitado, dá sinais de sua forma e tamanho, e a simples antecipação em pensamento, do que ele irá me proporcionar daqui a alguns minutos é capaz de me enlouquecer e me deixar ofegante.
Então, eu percebo que o Henry me observa e sinto o meu rosto ficar em chamas, e quando o olho ele está da mesma maneira, eu volto a beijar os seus lábios, agora descendo minha mão por seu abdômen barriga até chagar a sua boxer.
Porém, neste momento, em um movimento hábil que não quebra em nada nosso contato, Henry inverte nossas posições. O que facilita minha ação.
Percorro minhas mãos pela extremidade do elástico de sua boxer, e quando minhas mãos se encontram na parte da frente, deslizo-a por cima da boxer pelo seu membro. Henry, neste momento explode de excitação gritando:
— Valerie... nossa... que gostoso, amor. – E eu digo:
— É? Você gosta, Henry? – Pressiono-o mais uma vez. Provocando-o.
— Ah... Valerie... gosto... demais... Isto é... tão... bom. Faça de novo, por favor. – Ele diz com voz entrecortada.
— Sim. Eu faço. – E eu faço de novo, aumentando levemente o aperto e o movimento com precisão e ele grita e estremece, completamente. O que me deixa mais ousada.
Então, o pergunto:
— Será que não é melhor... Assim Henry? — E deslizo delicadamente a minha mão para dentro de sua boxer. E minha mão, que já está ávida e desejosa por seu membro, por tocá-lo, encontra-o e eu suspiro de satisfação quanto o toco, pois é grande, volumoso, macio e quente.
Envolvo-o com minha mão, de modo que ele a enche completamente. E aquilo faz minha intimidade entrar em combustão. E com a libido nas alturas eu pressiono o membro de Henry, ao mesmo tempo em que o movimento.
Ele, ao que parece, tomado pela urgência de satisfazer seu desejo, também o choca contra minha mão dando, gemidos altos de prazer. E eu continuo naquilo enquanto nos beijamos intensamente, até que em um momento sinto sua mão restringir a minha que o provoca. Enquanto sussurra em meu ouvido:
— Agora é a minha vez de recompensá-la Valerie.
E eu grito de prazer quanto o sinto voltar a beijar e mordiscar um dos meus mamilos, e tocar com os dedos, levemente o outro, enquanto sua outra mão desce lentamente minha calcinha prolongando minha expectativa. Ele a retira e joga longe.
Henry continua com aqueles movimentos nos meus seios que por si só já me enlouquece, ele começa a acariciar minha barriga, desce por minha coxa, e eu estremeço quando ele percorre o caminho entre minhas coxas subindo bem devagar, e para bem próximo a minha virilha. Aquilo quase me mata...
E eu não sei qual é pior, a sensação ou a expectativa, ou a sensação prolongada...
Eu solto um grito bem alto quando Henry começa a provocar minha intimidade. Enquanto seu polegar massageia delicadamente meu ponto externo de prazer, ele desliza lentamente um dedo para dentro de mim, e eu arqueio com a sensação e grito o seu nome.
Cada vez que ele me vê reagindo daquela forma, ele também geme, é como se o meu prazer alimentasse o seu, e ele diz:
— Ah Valerie, você está tão pronta para mim. – E eu respondo:
— Sim eu estou Henry. Eu quero você, não estou aguentando – choramingo.
— Só mais um pouco, você não vai se arrepender amor...
E grito novamente quando ele acrescenta mais dois dedos dentro e começa a movimentá-los em vai e vem enquanto seu polegar intensifica as carícias em meu ponto externo de prazer. Ele continua nisto me dando cada vez mais, enquanto grito e gemo. Eu estremeço quando ele morde meu mamilo delicadamente.
E ele fica um tempo ali naquela doce tortura, e quando vê que estou chegando perto, ele para completamente, e espera eu me acalmar e começa de novo.
Até que, vários espasmos começam a percorrer o meu corpo, evidenciando-me que eu estou chegando ao clímax, e calor irradia por toda parte, quando Henry, sobe com os lábios dos meus seios, passa para o colo e pescoço queixo e lábios, e volta a me beijar furiosamente enquanto eu digo em seus lábios:
— Henry eu...
— Eu sei... Este é o meu objetivo amor... Satisfazer você...
Ele diz, e intensifica as carícias e eu explodo em sensações chegando ao clímax. E eu agarro-me em seu corpo. Henry deixa meus lábios para me observar, e eu vejo tanto amor em seus olhos, e também vejo que seu desejo está triplicado, então digo ainda ofegante:
— Agora é minha vez de recompensá-lo meu lindo... — E ele sorri exultante para mim e sussurra:
— Estou ansioso por isto amor...
Aquelas pequenas palavras são capazes de me deixar quente e úmida novamente. E neste momento, percebo que as carícias de suas potentes mãos agora são capazes de deixar rastros de brasas vivas onde passam. Pois, agora, minha pele está totalmente sensível e exposta devido ao prazer e satisfação anterior.
Começo a beijar os seus lábios com vontade novamente, minha nossa... Minha fome por ele, não ficou saciada pela satisfação de antes, ao contrário, ela está muito maior.
Enquanto beijo-o, minhas mãos passeiam por seu peito. Desço então os lábios, e começo a espalhar milhares de beijos molhados, novamente em cada pedacinho, em cada reentrância do seu abdômen, enquanto Henry geme em meu pescoço, e força, seu membro ainda guardado pela boxer em minha intimidade agora exposta, e eu grito alto e meu desejo consegue ficar ainda maior.
Eu empurro levemente o seu peito, enquanto invertemos as posições novamente, e eu continuo descendo meus lábios deixando mais rastros de beijos em sua pele, e quando chego a seu umbigo, enquanto passo de novo a pontinha da língua lentamente, minha mão continua a descer suavemente, até encontrar seu membro.
Sinto Henry estremecer novamente, quando eu o alcanço, e volto a manuseá-lo sobre a boxer. Naquele instante, ele segura meu rosto entre as mãos para olhá-lo enquanto o toco daquela forma tão íntima, e por mais que eu evite, não consigo deixar de corar com o seu olhar.
Ainda olhando para ele, eu desço lentamente sua boxer, e consigo verificar em seus olhos toda a sua expectativa. Sou tomada por um desejo enorme de olhar seu membro, mas eu coro até o último fio de cabelo, pois, ele ainda me olha, me observando, assim também como eu o observo.
Mas, então, eu me lembro de que não ha mais motivos para pudor, não a esta altura, pois, eu já pertenço ao Henry... E lentamente desço os meus olhos, pelo seu corpo, ficando arrepiada pela visão daquele lindo homem, antes tão contido..., mas, aqui, vivendo tudo isto comigo, ainda tão cuidadoso e cauteloso.
Fico encantada e extremamente molhada quando finalmente o vejo livre... Seu membro está ereto, aguardando, ansiando por mim.
Volto a olhar para Henry, não me importando mais com o rubor, em minha face, e vejo-o totalmente ruborizado também.
Ele toca minha bochecha acariciando-a, enquanto eu volto a subir beijos por toda a extensão de seu peito, pescoço queixo, até encontrar seus lábios. E quando o encontro é o exato momento em que me posiciono direito com minhas pernas ao lado de seus quadris, sem descer o meu ainda, e desço agora minha mão para tocar seu membro agora livre.
Henry geme e arqueia buscando mais quando eu aperto e massageio com precisão.
Nosso beijo e nossas carícias vão tornando-se mais urgentes, ele desce seus lábios ao meu pescoço e morde próximo ao lóbulo de minha orelha, onde é extremamente mais sensível, e eu grito, e ao mesmo tempo, precisamente aperto seu membro, e ele grita meu nome e vacila em seu equilíbrio, e posso sentir que ele está próximo.
Aquilo me faz sentir poderosa novamente. E sussurro enquanto mordo provocantemente sua orelha:
— Acho que está na hora meu amor, eu quero você agora, dentro de mim, e sei que você também me quer e não está aguentando mais.
Com um sorrisinho malicioso, eu o provoco:
— Ou você quer esperar mais? Posso prolongar isto mais um pouco... — E dou mais um leve aperto em seu membro. E ele deixa escapar um potente:
— Não Valerie... Eu quero, agora! Não suporto mais... Quero estar dentro de você amor!
E tão rapidamente que não consigo precisar, ele está sobre mim, posicionando as suas pernas entre as minhas. Ele busca com uma das mãos sua calça ao chão e eu fico sem entender, ele pega sua carteira em seu bolso, e rapidamente pega um pacotinho dourado ali dentro e volta a jogar a calça ao chão.
Ele abre o pacotinho, e envolve seu membro rapidamente com o conteúdo, e me pego pensando rapidamente, que o Henry tem andado preparado.... Esperando que algo assim aconteça, ele parece perceber o que está em minha cabeça.
E olhando para mim agora descendo mais, o seu corpo de encontro ao meu diz:
— Tenho andado prevenido sim, porque, por mais que eu tentasse, eu sabia que corria o risco disto a qualquer momento...
Seu rosto parece ser tomado por misto de culpa e vergonha, então eu o tomo em minhas mãos, e digo:
— Não pense isto, por favor.... Eu quero, eu desejo ser sua, Henry, eu estou aqui por vontade própria, eu amo você!
E aquilo foi suficiente para espantar seus medos... Por que ele volta a me beijar furiosamente e suas mãos voltam a percorrer minha pele.
Ele desce seus beijos novamente e encontra o vale de meus seios, e volta a beijar toda a extensão de cada um de meus seios, enquanto gemo em seus ouvidos.
Eu acaricio e puxo seus cabelos com uma de minhas mãos e a outra arranho suas costas. Solto um grito e o arranho mais uma vez, e ele geme alto, quando ele suga vorazmente meu seio, enquanto desce seus quadris até nossas intimidades se tocarem. Em resposta ele volta a olhar para mim e diz:
— Eu te amo muito Valerie, jamais esqueça isto! — Enquanto foça levemente seu membro em minha entrada. Sou tomada de um sobressalto de prazer pela sensação dele agora investindo para dentro de mim. E quando abro os olhos...
***
Não acredito! Argh... Só consigo ver escuridão, que só não é total, pela iluminação do abajur, da mesinha. Dou um gemido e choro de frustração, e meu corpo está quente, e mesmo com o ventilador ligado, sinto um calor enorme, desesperador, e sei exatamente o por que...
Como se não bastasse meus sonhos de aviso, agora também estou tendo sonhos eróticos com o Henry. E naquela hora sou atingida pelo desespero de entender o que ele passava nas noites que ele os tem.
Me ocorre uma ideia. Vou tomar um banho, é claro... Mesmo por que, o meu pijama é puro suor.
Todavia, eu resolvo olhar para o lado, e só aí me dou conta que o Henry não está aqui. Mas, onde ele está?
Percorro os olhos pelo quarto e vejo uma luz passar por debaixo da porta do seu banheiro, ouço o som do chuveiro, e, a compreensão me atinge rapidamente.
Ele também? Será que foi a bebida? Mesmo que nós tenhamos bebido tão pouco? Um pensamento malicioso começa a ganhar forma dentro de mim: Bem feito, para você ver como é bom, viver esta expectativa...
Eu entendo o Henry e os seus medos, mas nós somos adultos. Bom, eu não sei o que vamos fazer, mas de uma coisa, eu tenho certeza, eu não me responsabilizo mais, se eu o atacar, a qualquer dia, e ele precisa saber disto...
Desço da cama e vou em direção ao meu quarto, em busca de um banho para apagar a minha combustão também...
Eu sou rápida, porque, eu não quero pensar nos detalhes do sonho agora, se não eu vou ficar pior, deixo a água do chuveiro me relaxar até onde é possível, se é que é possível.
No entanto, quando saio, ao me enxugar e passar o creme e perfume percebo o quanto minha pele ainda está sensível.
Quando vou ao meu guarda-roupa em busca de um pijama, descubro que os meus dois estão sujos agora, então, vai ter de ser uma camisola mesmo.
Procuro uma mais confortável e também comportada, que lembra mais um vestido. Eu a visto com um robe por cima. Ajeito tudo ali, e vou em direção ao quarto do Henry, ao chegar, percebo que ele ainda não saiu do banho e que o chuveiro ainda está ligado.
Sou tomada por compaixão por ele, coitado, a situação para ele deve ser milhões de vezes pior. Baixar a excitação daquilo? Com todas aquelas sensações... Ui, argh...
Só de pensar em seu membro ereto em meu sonho fico arrepiada até no couro cabeludo, então percebo que é hora de me deitar, tiro o robe, e penduro-o no cabideiro e deslizo-me pelos lençóis até meu travesseiro.
Gostaria de estar dormindo quando o Henry saísse, estou com uma ligeira impressão que o clima será bastante desconfortável, pois, os dois terão a exata compreensão do que aconteceu com cada um. Mas, quem disse que eu consigo? Meu corpo, está cheio de adrenalina.
Então, me levanto de novo, vou até a cozinha e rápida e silenciosamente, preparo um chá calmante bem forte e docinho, e levo para o quarto juntamente com duas xícaras e deixo na mesinha até o Henry aparecer para tomarmos juntos.
Percebo que o som da água do chuveiro está diminuindo, e meu coração acelera estranhamente e meu rosto queima. Ai não, isto vai ser pior do que eu pensava...
Comecei a pensar em como começou aquele sonho, e ele parecia tão real... Eu me lembro de que eu acordei com ele chorando e eu contei para ele o outro sonho, em que eu tentava alcançá-lo. Lembro-me de sua reação, a relutância em acreditar no que eu dizia. Minha tentativa de fazê-lo acreditar que eu o amo pedindo que...
Então, a lembrança atinge-me em cheio, desde a minha última frase antes de ele reagir, com o seu “super autocontrole” que às vezes me irrita:
— Eu te amo Henry, você é meu, amor, e eu sou sua Valerie, e quero pertencer a você de todas as maneiras possíveis e inimagináveis, para sempre.
— Ah, Valerie você não sabe o quanto eu esperei e sonhei em ouvir isto. Eu amo você e a quero demais, mas... Por hoje... O máximo que posso fazer é dormir bem aqui ao seu lado. – Ele disse em um tom zombeteiro. E eu gemi frustrada e ele sorriu e me disse, muito carinhosamente:
— Eu te amo Valerie, e você é e sempre será o meu único amor, e eu também sou seu, e quero sim que você me pertença de todas as maneiras possíveis e inimagináveis, para sempre. MAS SÓ DEPOIS QUE SE TORNAR MINHA ESPOSA! Então seja boazinha e, por favor, não torture a nós dois ainda mais... E... e.... Eu não sei até onde posso suportar, e me controlar, então, por favor...
E, eu disse:
— Então não se controle eu posso te ajudar a perder o controle se quiser... — Digo-o maliciosamente... Não sabendo de onde havia vindo toda aquela coragem, mas, atribuí aos efeitos do vinho e do champanhe.
E ele responde enquanto nos deitava e nos cobria com um lençol:
— Eu sei que você pode, e é exatamente por isto que vamos dormir neste exato momento mocinha... E se for demais para você, posso dormir na sala ou leva-la para o seu quarto. — E eu olhei-o alarmada. E antes que eu contestasse ou perguntasse alguma coisa, ele me falou.
— Não minha querida, eu não quero ficar longe de você de jeito nenhum, mas, que alternativa eu tenho? Você é tão teimosa. E eu não sou de ferro Valerie, francamente... Eu não quero ter esta discursão de novo, da última vez foi horrível para nós dois, e nós concordamos que não queríamos mais passar por isto.
E eu me lembrei na hora, e entendi que eu não podia mais força-lo. Aquilo não tinha nada haver com ele não me querer ou não me desejar, tinha haver com seus temores e limites, e eu já sabia disto, Henry ainda estava se curando e eu não podia força-lo. Mas, honestamente, como ele aguenta?
E agora eu sei, ele não aguenta coitado...
Foi quando percebi que o chuveiro foi desligado, e ouço sons dele mexendo nas coisas do armário do seu banheiro.
Sou acometida de um terror. E se ele sair nu dali achando que eu estou dormindo? Ahhh... Francamente duvido muito, Henry não é do tipo que corre riscos ainda mais numa situação assim, fico tensa imediatamente quando vejo que ele está destrancando a porta. Estou sentada na cama encostada em sua cabeceira...
Sou tomada por uma imensa dúvida de para onde eu devo olhar enquanto ele sai do banheiro, e então resolvo olhar para porta do banheiro, no exato momento em que ele sai e eu congelo completamente com o que vejo...
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