A Garota Da Capa Vermelha - Continuação.
34 O PASSEIO A GREWNVILLE – O LAGO - Capítulo 33
Notas iniciais
Nossa este Capítulo eu só tenho A AGRADECER!!!
Ao Meu Deus Lindo e Fiel que tem me agraciado com leitores incríveis!!!
Fui abençoada esta semana Também!!!
Agradeço aos meus leitores, fiéis e meus escudeiros de sempre por seu carinho e seus Reviews!
MUITO FELIZ COM O CARINHO e os Reviews de vocês!!!
AGRADEÇO AOS LEITORES SUMIDINHOS QUE APARECERAM QUE SENTI FALTA
SENTI SAUDADES E É BOM VÊ-LOS NOS REVIEWS DE NOVO!!!!
AGRADEÇO PELA LINDA RECOMENDAÇÃO DA LINDA:
Isabela Rocha de Sousa.
DEUS A ABENÇOE SEMPRE!!!
CONTINUAREI Postando esta semana o Capítulo 33 com um dia de antecedência, na quinta!!!
É minha forma de expressar minha Gratidão a vocês!!!!
APESAR DE TER POUCOS LEITORES FIÉIS ELES TEM ME DADO MUITAS ALEGRIAS!!!!
DEUS ABENÇOE O CARINHO DE VOCÊS!!!
SEGUE O LINK DO MEU BLOG:
http://dicasdamarth.blogspot.com.br/
AGRADEÇO A TODOS ESTA SEMANA LEITORES ATIVOS, E ATÉ FANTASMINHAS!!!!
Indico algumas FICS:
Apenas uma Noite
http://fanfiction.com.br/historia/322586/Apenas_Uma_Noite
Historia de Nos dois
http://fanfiction.com.br/historia/319703/Historias_de_Nos_Dois
O Jardim das Cerejeiras:
http://fanfiction.com.br/historia/331501/O_Jardim_Das_Cerejeiras
Os Golpistas
http://fanfiction.com.br/historia/337306/Os_Golpistas
O Triunfo da Esperança - Minha FANFIC totalmente Petniss do Universo Jogos Vorazes
http://fanfiction.com.br/historia/333216/O_Triunfo_Da_Esperanca_-_Por_Peeta_Mellark
Apareçam por lá!
NESTE CAPÍTULO:
COMEÇA O TÃO ESPERADO PASSEIO A GREWNVILLE, AGUARDE MUITAS EMOÇÕES, PERSONAGENS NOVOS E QUERO SABER TUDO O QUE SENTIRAM O O QUE ACHARAM DE CADA UM!!!
GENTE ESTAMOS ENTRANDO NA RETA FINAL DA FIC!!!
Sem mais demoras, vamos ao Capítulo 33!!!
Nos vemos nas notas finais!!!
Mil beijos, MBGE!!!
POV HENRY
Não deixo de notar que ela também está com uma expressão perplexa. Acho que por me ver com esta roupa.
Ela fica totalmente ruborizada quando percebe a extensão do meu olhar para ela, que não deixa de percorrer cada parte de seu corpo. E percebo que ela faz o mesmo comigo.
Sinto todo meu corpo em alerta reagindo, e nesta hora respiro fundo para oxigenar meus pensamentos. Sinto que ela faz o mesmo e diz vindo em minha direção...
— Henry, amor como você está lindo! – Ela me diz colocando suavemente uma mão sobre a boca evidenciando sua surpresa. Eu me sinto totalmente quente com sua reação. Eu estou lindo, mas e ela? Ela está perfeita. Respiro novamente encontrando minha voz e digo...
— Eh, obrigado, amor, mas você já se olhou no espelho? Por que você está perfeita Valerie! — E ela me olha agora totalmente vermelha quase da cor de seu vestido, e ela está adorável assim. Aproximo-me e fecho o espaço entre nós, e a tomo pela cintura, trazendo-a a mim. Os lábios dela estão totalmente provocantes naquele tom clarinho, mas, que realçam sua pele. É como se estivessem clamando por mim. – Amor, eu tenho a impressão que este batom não irá durar muito. – digo provocando-a, e ela dá um sorrisinho malicioso para mim...
— Não tem problemas, estou levando-o na bolsa, pode tirá-lo amor. – Ela me diz ainda mais provocante. E não resistindo eu digo...
— Você não deveria ter pedido linda, pois você está deliciosamente tentadora.
Então tomo seus lábios em um beijo voraz, procurando imediatamente sua língua, que passa a explorar a minha com vontade e satisfação.
Nem sei explicar tudo que estou sentindo neste momento. É um misto gigantesco de emoções e sensações. Alegria, por vê-la; Desejo, por tê-la; Orgulho, por saber que ela é minha; e Satisfação por saber que ela me ama. Estas são algumas das emoções que me envolvem neste momento. Já as sensações são mais fáceis de identificar, coração acelerado, não sem antes perder duas batidas pelo choque inicial provocado pela visão dela linda desta maneira; Mãos trêmulas e suadas, pela ânsia de toca-la; Já os olhos dilatados, que tenho certeza que estão e calor no meu baixo ventre, por puro desejo; Peito aquecido, em satisfação por tê-la e ser amado por ela; e Rosto queimando, devido ao constrangimento por seu olhar de amor e desejo.
Algo dentro de mim, diz que ela está sendo acometida de todas estas sensações também. E como se estivesse lendo meus pensamentos como sempre acontece, evidenciando mais uma vez nossa ampla conexão, se afasta suavemente e me diz...
— Amor como você consegue ficar ainda mais lindo? Henry, isto não é justo amor. — Então ela se aproxima ainda mais de meu corpo e aproximando os lábios de meu ouvido, diz... — Você conseguiu ficar mais tentador do que já é meu príncipe, é maldade isto amor, é um ataque direto ao meu autocontrole Henry. — E foi deliciosa a risada que ela deu próximo ao meu ouvido, fazendo arrepiar cada pelo do meu corpo. — Amo você Sr. Lazar.
— Hum... Minha princesa. É bom saber que eu sou provocativo para você. Mas, você precisa saber que você também está estonteante de tão, bela e desejável, realmente um perigo para meu autocontrole e a minha capacidade de raciocínio amor. E que linda você fica de vermelho Valerie. Será que você acredita, se eu te disser que, eu vim pensando em comprarmos algo vermelho para você? Eu estava desejoso para vê-la nesta cor. Amor, eu devo dizer que, eu realmente estou desconfiado de que você lê meus pensamentos. — E sorrimos os dois juntos. — Amei ver você de vermelho Sta. Valerie. Você realmente ficou adorável assim, combinou ainda mais com os momentos que você fica corada como está agora. — E ela conseguiu ficar ainda mais vermelha. O que me fez acariciar suas bochechas.
Não resistindo mais, tomei seus lábios convidativos e provocantes nos meus novamente. Instintivamente, corri minha língua por toda a sua extensão. Eles estavam macios, quentes e cremosos devido ao batom. Aquilo foi o suficiente para fazer com que meu desejo de prolongar e aprofundar o beijo aumentasse, não sem antes morder seu lábio inferior, arrancando dela um baixo gemido. O que me fez gemer também, por que no mesmo momento sua mão que estava nos meus cabelos próximo à nuca, deu um leve puxão nos fios, ao mesmo tempo em que, me puxava mais junto a seu corpo. Quando minha língua pediu passagem, ela prontamente me recebeu, já trazendo a sua de encontro a minha para saudá-la com suas carícias abrasadoras.
Em algum lugar de minha mente, sua área racional me enviou um sinal de alerta, de perigo, e automaticamente três palavras apareceram no letreiro: Esperar, Esposa e Casamento. Então, reuni todas as minhas forças para dizer...
– Amor, vamos? A viagem será longa. — Ainda de posse de seus lábios. E ela, com certeza movida pela responsabilidade com o nosso compromisso, se afastou. Ainda que, totalmente alterada pelo desejo que visivelmente já ardia nela, principalmente em seus olhos.
Isto me fez ficar muito mais alerta quanto ao fato do tempo que passaremos juntos e sozinhos no dia de hoje. Realmente preciso concentrar meus esforços em nos manter ocupados constantemente.
— Desculpe lindo, realmente foi demais pra mim. – Ela me disse com sinceridade.
— Não se desculpe amor, eu também provoquei você princesa. Isto só serve para nos mostrar que hoje teremos de ficar muito mais atentos, tudo bem?
— Claro, estava pensando nisto agora Henry. E mais, devo dizer que eu amei as cartas, mas, a carta de ontem, Henry eu nunca chorei tanto amor! Que linda e perfeita, eu amei cada palavra, de verdade meu príncipe! Obrigado mesmo, por dizê-las a mim. Eu amo muito você Henry! A cada dia torno-me mais apaixonada por você Sr. Lazar!
Fiquei maravilhado com suas sinceras palavras, e entes de falar qualquer coisa, eu tomei sua boca na minha com intensidade, evidenciando pelo menos um pouco, tudo o que estava na carta para ela. Meus lábios roçavam e exploravam os seus com uma fome incrível. E todo o amor que eu transmitia a ela através daquele beijo, ela o refletia de volta para mim, correspondendo-o, com voracidade. E tudo isto era refletido em seus gestos, carícias e gemidos. Ao nos afastarmos, estávamos ofegantes. Porém, ainda assim, eu disse...
— Obrigado por cada palavra linda, e a propósito, eu amei tudo o que me disse através das suas cartas, e realmente eu dormi muito bem. E de uma maneira que não dormia há muito tempo! Tudo obra sua amor. Por isto não me canso de dizer, amo-a enlouquecidamente a cada dia mais Valerie!
Ela me beijou suavemente, acho que para não nos provocar mais...
— Obrigado Henry, escrevi com o meu coração, ele ditou cada palavra para mim. – Sorri para ela, que me retribuiu lindamente. — Amor, você já tomou café?
— Já sim, Valerie. Estou pronto para irmos.
— E os sonhos você trouxe?
— Claro, estão aqui. – Os pego e dou a ela dentro de um envelope.
— Então vamos. Venha, vamos nos despedir da mamãe. E enquanto você fala com ela, eu os guardo pode ser?
— Sim.
Ela entrou e eu a segui com meus braços ainda envolvidos em sua cintura, pois, eu não estava preparado para soltá-la. Suzette, estava lendo um livro no sofá. Ao erguer os olhos, eles faiscaram enquanto alternavam entre eu e Valerie.
— Meu Deus, como vocês estão lindos. — Senti meu rosto queimar, e Valerie ficou muito vermelha. — Henry, por favor, cuide da minha menina. Tenho a impressão que hoje, ela chamará mais atenção que o normal. — Valerie ficou roxa, de tão vermelha e disse alarmada...
— Mãe... Não fala assim! – Valerie diz e sai em direção ao seu quarto para guardar os sonhos e as cartas que eu trouxe. Não demora muito e ela volta. E eu vou logo dizendo...
— Não amor, sua mãe esta certa. Você já é belíssima, mas hoje você esta fora do normal. Qualquer mortal que se preza, terá dificuldades de evitar olhar você. Mesmo quando se der conta destas evidências do seu comprometimento em seus dedos. — Eu disse tomando sua mão e evidenciando o anel de noivado e a aliança.
— Tudo bem Henry, eu entendo, mas olha só para você. Tenho para mim que hoje eu vou ter que ficar o dia todo agarrada à sua cintura, deixando bem claro que você tem dona amor.
E não teve jeito, eu e Suzette começamos a rir.
— Bom, não posso discordar dela Henry, mas algo me diz que você sabe cuidar muito bem do que é seu não é minha filha? – Suzette diz olhando para Valerie no final.
Valerie agora, esta séria olhando para mim.
— E sei mesmo. Mas isto não quer dizer, que não me incomode. Você é lindo, mas, é meu Sr. Lazar. E lembre-se, isto foi uma escolha, e consciente. Portanto comporte-se.
Nossa. Ela realmente havia ficado irritada com aquilo, e eu precisava consertar as coisas urgentemente para que nada a deixasse desconfortável.
— Amor, fique tranquila. Pois, eu posso ser olhado por quem quer que seja, mas, eu só tenho olhos para você Valerie. Você é minha escolha e acabou de dizer isto.
Algo em meu interior me dizia que esta reação dela tem raízes mais profundas que estas provocações. Desde que eu a contei sobre meus outros relacionamentos passados, ela havia demonstrado ciúme. Creio que realmente terei de conversar com ela. E pelo olhar que ela me lançou eu sabia que sim, havia mais. Eu preciso conversar com ela urgentemente para destruir os focos de sua insegurança Pois, por mais que isto seja confortável para mim, saber que ela teme me perder. É péssimo saber que isto a fere e a preocupa.
Ela agora me olhava com uma leve expressão de tristeza, que eu percebia que ela tentava disfarçar. Então, eu sabia que era hora de nos apressarmos para sair, pois realmente precisava ficar sozinho com ela para nos entendermos. Ela suspirou, mas permaneceu calada, uma indicação de perigo para mim.
— Realmente precisamos ir. – Eu disse apressando-nos. — Suzette fica tranquila, ficaremos bem. Mais tarde estaremos de volta. Obrigado por seu apoio para o dia de hoje, em relação aos preparos para o jantar. Fique com Deus e se cuida.
— Vocês também meu filho, se cuidem e Deus acompanhe a viagem de vocês. – Suzette diz apreensiva.
— Obrigado mãe se cuida mesmo, fique com Deus, e eu amo você. – Valerie diz e beija o rosto da mãe.
— Também amo vocês. – Suzette diz referindo-se a nós.
Pelo olhar que eu vi Suzette trocar com Valerie, sabia que ela também, havia percebido algo.
Saímos, e fomos em direção ao cavalo. E após preparar sua bolsa no local apropriado de forma que não nos incomodasse, virei-me para ela. Mas, antes observei que Suzette já havia entrado no chalé, nos dando privacidade. Tomei-a em meus, braços e disse-lhe...
— Amor, me perdoe pelo que eu fiz, por provocar você... E quero que saiba que, eu percebi que a sua reação tem uma motivação maior do que o que acabou de acontecer. E eu quero te ouvir, saber o que te incomoda minha princesa. E a propósito, Eu Amo Você Valerie, sempre a amei e sempre vou amar só a você, acredite nisto!
Enquanto eu dizia estas palavras, vi que seus olhos encheram-se de lágrimas, e ela escondeu seu rosto em meu peito.
— Amor, não fica assim. Detesto vê-la chorar e sofrer. Fala para mim o que eu posso ter feito para deixa-la assim Valerie?
Puxei seu rosto para mim. Sequei suas lágrimas com meus lábios. Ela respirou fundo.
— Desculpa amor, nem eu mesmo consigo me entender. Eu realmente estou com ciúme, Henry. E eu sei que você me ama. Mas é que...
Tomei seu queixo com minha mão enquanto acariciava seu rosto com o polegar. Para incentivá-la...
— Amor eu estou aqui, compartilha os seus medos para mim, eu creio que posso te ajudar, e se não puder, com certeza, poderei apoiá-la. O que já é uma grande diferença. E Valerie, não precisa ter ciúme, seja por qual for o motivo, eu amo só a você, só desejo a você. Agora mesmo estou aqui me controlando para não fazer nada que me faça quebrar o nosso compromisso, pois você está completamente tentadora para mim neste momento, e eu vou precisar muito de você hoje, pois não sei se terei forças, sozinho. Preciso de você linda, muito.
Ela respirou fundo, tocou meu rosto e disse...
— Amor, desde que você me falou sobre seus outros envolvimentos eu estou assim, me incomoda saber que existe a possibilidade de eu me esbarrar com algum dos seus casos Henry. Perdoa-me, pois, eu sei que eu não tenho este direito, de te questionar ou te pressionar por isto, mas o que eu posso fazer? Isto me incomoda muito. Na verdade, o meu medo é de você se dar conta de que eu não sou tão interessante assim, mesmo por que você já me conhece, você mesmo disse que elas eram moças liberais e experientes. Faça uma ideia do que elas não faziam com você Henry!
Neste momento eu pude sentir sua real angustia, mas como ela pode pensar isto? Ninguém nunca me satisfez como ela. E eu escrevi isto para ela na carta de ontem à noite. Mas, também sou solidário ao que está sentindo, pois eu mesmo sofri até poucos dias atrás em relação a isto por causa de Peter. Querendo ou não, nossa mente trabalha com comparação.
— Me responda uma coisa Valerie. – Ela me olha. – Você leu mesmo a carta?
— Sim amor, li, e acredito. Mas é que eu estou muito insegura Henry, demais... – E ela chora mais uma vez.
— Amor, eu entendo você. Mais até do que você imagina, porque até poucos dias eu temia o mesmo em relação a Peter. Todavia, eu quero que se lembre do que eu escrevi na carta ontem. Valerie aquilo é a verdade plena do meu coração. Mulher nenhuma me alcançou como você, desculpa dizer isto, mas acho que mais uma vez preciso me expor pra você entender algo fundamental. Não foram poucas as vezes que eu desejava você, ali comigo. Era você que eu queria ali junto ao meu corpo amor, sempre você. E no mais, quanto às coisas que elas fizeram ou deixaram de fazer, não há nada que não possamos resolver. Eu posso pedir a você que faça, e se for algo que você não esteja acostumada eu posso ensiná-la. E se por um acaso for algo que você não queira, jamais irei obrigá-la ou olhar-lhe com outros olhos por isto amor. Eu amo a você, eu desejo a você, e pelo que você é Valerie. Então, preocupe-se em ser você mesma, pois você é exatamente tudo o que eu quero e preciso para minha vida. E linda pensa bem, pra mim neste aspecto, é muito mais difícil, pois, você em relação a Peter foi algo diferente, você o amava. Tudo o que fizeram ou deixaram de fazer foi pautado em amor. É muito mais profundo. E eu tenho procurado lidar com isto da melhor forma. Por que você tem me ajudado, lembra-se de o quanto conversávamos sobre isto? E você me dizia que seria diferente. E foi princesa, foi único, foi lindo, foi especial, inesquecível e me deixa a cada minuto louco por mais, eu quero muito você amor, mas quero muito mais fazê-la minha Esposa. É com você que quero construir uma vida. Só com você Valerie. Então se concentre nisto. No entanto, nunca esconda o que sente de mim. Se você ficou desconfortável por isto, deveria ter me contado.
— Obrigado Henry, fico muito feliz por tudo que você me falou. E quero que você saiba, que comigo foi o mesmo, foi muito, mas muito especial amor. Você é único. Amo você, cada parte de você. E desejo demais você também meu lindo! Porém, o meu único medo é realmente não satisfazer plenamente você. Lembra-se de quando eu falei que percebi que você não é inexperiente? Eu sempre notei que você não é Henry. E o fato de terem sido muitas, e diferentes experiências, me deixa angustiada, aumenta minha insegurança. Desculpa-me amor. Mas realmente é isto, eu tenho medo de não estar a sua altura.
— Minha amada, então você precisa saber que você está para além dela, e muito além. Eu amo cada parte de você, e estou ansioso pelo nosso casamento, pois depois dele poderei ter acesso e desfrutar delas para sempre, assim como estarei disponível para você sempre. E já que você falou sobre isto, Valerie, pode haver coisas que você goste também, que eu não saiba ou não esteja acostumado com elas. Assim, precisamos conversar sempre para que tudo caminhe da melhor forma possível. Lembra-se do que você mesmo nos disse? Que nós temos algo forte a nosso favor, o diálogo. É só conversarmos e pronto, fica tudo resolvido.
Ela respirou bem fundo, e em seguida procurou meus lábios, deu-me um beijo cálido e se afastou.
— Obrigado Henry, por ter paciência comigo e me compreender. – Percebi que ela estava se esforçando para se acalmar.
— Fica tranquila amor, um dos motivos pelos quais estarei sempre ao seu lado agora, é confortar, consolar e proteger você. E eu realmente adoro fazer isto por você Valerie. – Noto-a um pouco mais calma agora...
— Obrigado mesmo Henry! Quero que saiba, que não precisa se preocupar com isto, estou plenamente satisfeita com tudo em você meu noivo, lindo e perfeito. – Então ela aproxima-se do meu ouvido beijando e mordiscando minha orelha, e diz com seu hálito quente fazendo-me arrepiar... — Amo você meu noivo delicioso, e amei fazer amor com você, não faz ideia do quanto! Mas, vamos. – Ela disse toda a frase provocativamente pra me mostrar o quanto era verdadeira. Porém, ao final ela usou toda a casualidade que pode, para nos colocar em movimento, antes que as coisas se tornassem intensas demais.
Então consegui compreender o quanto ela estava sendo verdadeira, ela me amava, me queria muito e estava insegura no momento.
Senti-me muito aliviado por termos conseguido conversar e esclarecer o que a estava incomodando. Sempre tenho achado importante, a forma como temos construído nosso relacionamento. Muito diálogo, não deixando nenhuma ranhura para ser corrigida depois. Confiança e sinceridade. E tudo isto consequentemente só tem ampliado a nossa cumplicidade.
Era visível o quanto ela estava com a expressão mais leve, muito embora ainda houvesse preocupação em seu olhar. O que deixa meu coração muito desconfortável, principalmente por saber que ela esta assim por mim causa, e por minhas ações. Minhas ações passadas. Embora ela diga que sente que não tem direito sobre isto, eu ainda assim, consigo ser solidário ao que ela está sentindo, pois eu mesmo o senti muitas vezes.
Toquei seu rosto e selei seus lábios mais uma vez com um beijo leve. Ainda que, a minha vontade, fosse beijá-la, com todo o amor e ardor do desejo por ela, que grita em mim. No entanto, mantive isto contido para mim, pois não poderia brincar com nosso controle.
É realmente irônico saber que, justamente agora onde o que mais poderia demostrar a ela o quanto eu a desejo e que todos os outros envolvimentos anteriores, não eram capazes de sequer chegar perto ao que sinto quando estou com ela. E que ninguém é capaz de me satisfazer e completar como ela. Exatamente neste momento, isto é algo que eu não posso fazer, devido ao nosso “compromisso até o casamento”. Mas como é tentador, querer unir o útil ao agradável. Ou seja, se eu fizer amor com ela agora, posso demostrar toda a intensidade do que sinto e o quanto só ela pode me dar toda a completude que alcanço quando estamos juntos, e ao mesmo tempo aplaco o desejo, a ânsia insuportável que tenho por ela e que grita dentro de mim e em toda extensão do meu corpo neste exato momento.
É tentador demais, e também, frágil demais. Tenho plena convicção que o contato físico e íntimo com alguém, nos deixa marcas, e surte um efeito muito poderoso. Principalmente em um casal como eu e Valerie, onde os dois se amam e muito. Porém, há coisas fundamentais também, que precisamos construir e aprofundar. Assim, este contato íntimo entra como uma consequência e um complemento de todos os laços e relações construídos antes.
Ela mesma me disse isto, que de certa forma estava feliz pela nossa escolha de esperar, pois precisamos muito do tempo que dispomos até o casamento para nos conhecermos, namorarmos, conversarmos, ao passo que, se não estivéssemos firmes neste propósito, provavelmente passaríamos muito mais tempo dedicando-nos a nossa vida íntima. O que é tão comum a um casal novo como nós, no auge da juventude, movidos por um grande amor, mas também incendiados por uma avassaladora paixão.
Isto é bom? Claro que é. É saudável? Claro que é. É Prazeroso? Sim e muito. Porém, não é o que mais precisamos neste exato momento, tudo conosco foi rápido demais, estamos nos conhecendo, testando um ao outro, aprendendo a estender os limites ou até mesmo estreitar estes limites um com o outro. E isto se faz basicamente, mais pelo diálogo e pela convivência. E nisto tenho que admitir orgulhosamente, que somos bons, só precisamos nos aprimorar ainda mais.
Assim, deixaremos para desfrutar deste tão valioso complemento depois. E o melhor, com liberdade. Pois estaremos amparados por um laço fortíssimo que é o casamento. E para o nosso falta tão pouco.
Olhei-a com profundidade e respondi...
— Vamos amor. — Ela estende os braços para mim para que eu possa auxiliá-la. Tomo-a em meus braços auxiliando-a subir no cavalo, e partimos rumo ao nosso destino: Grewnville.
Sinto-a ainda desconfortável e percebo que cabe a mim, reparar isto, trazendo a tona, as ações que despertem novamente sua segurança. Já que de certa forma, atitudes minhas a abalaram.
— Amo você princesa! E a amo muito. E para mim, este dia será maravilhoso, estive ansioso para que ele chegasse só por saber que eu poderia desfrutar de sua companhia sem restrições de tempo e horário.
Ela estava sentada a minha frente nesta primeira jornada da viagem. E seu braço, estava envolvido em minha cintura, creio que para não cair. Mas, assim que pronunciei estas palavras, ela envolveu-me agora com os dois braços e apertou-me com desespero em seu corpo, aquecendo-me inteiramente, e automaticamente meu coração disparou. Então, ela afunda o rosto em meu peito, como ela ama fazer, e inala profundamente o meu cheiro, e em seguida começa a beijar-me suavemente naquela região. Deixando-me em alerta com aquilo. Então, ela ergue a cabeça para olhar em meus olhos. E eu retribuo com a mesma intensidade.
— Também, amo muito você, amor, me desculpe por estar sendo tão insegura. Mas vai passar, é só que estou apreensiva é isto, acho que é normal.
— Entendo princesa, mas o que especificamente esta te deixando apreensiva? Diga-me, talvez eu possa te ajudar Valerie.
— Basicamente o medo de encontrar alguma “delas” por lá, em Grewnville, só isto. Já que de certa forma, você me disse que não foi o mais comum acontecer, mas ainda assim, aconteceu.
— Bom, eu não posso te garantir que não, mas que a probabilidade é muito pequena é. E lá, só há uma possibilidade. — Percebi que isto a surpreendeu. — Sim minha amada, eu sempre fui muito cauteloso. Mas não quer dizer que eu não tenha cometido erros. — Percebi curiosidade em seu olhar.
A probabilidade era realmente pequena. E se chamava Ananda. Uma moça de Grewnville, mas que há muito tempo residia no Grande Reino, mas que sempre esta a passeio em sua cidade, para ver seus pais.
Porém, eu a conheci no Grande Reino, na verdade só soube que ela era de Grewnville depois. O que me fez arrepender-me ainda mais, do envolvimento com ela. Não por que ela fosse uma má pessoa, muito pelo contrário, ela é uma ótima pessoa, muito agradável. Mas, Grewnville é uma vila pequena, embora muito maior do que Daggorhorn.
Então, o assunto correu. Alguns amigos meus de Grewnville souberam e também a conhecem. E claro, este fato tornou a coisa mais atrativa aos comentários. E foi um erro meu. Eu nunca tive o hábito de beber. Ficar bêbado então, só três vezes em minha vida. Uma Daggorhorn, quando houve a festa pela morte do suposto lobo da caverna do Monte Grimor, onde tinha acabado de perder meu pai. E vi Peter dançando provocativamente com Rose para provocar Valerie. Outra, também pela morte no meu pai só que em uma festa no Grande Reino. E a última, pelo rompimento do noivado com Valerie.
Justamente nesta última vez, eu me envolvi com Ananda, motivado pela insistência dela e dos meus amigos, que sabia o quanto eu estava sofrendo por Valerie. Foi uma tentativa deles de me incentivar a tentar amortecer um pouco a dor e a mágoa. E no fundo, creio que somente aconteceu por eu estar altamente embriagado, pois creio que eu não faria isto sóbrio e em sã consciência. E foi o motivo maior, pelo qual após a morte do meu pai, eu decidir não me envolver mais com ninguém que não fosse Valerie, principalmente envolvimento íntimo, decidi esperar por ela, e até o casamento.
No entanto, o marcou extremamente esta imprudência minha, foi que a dor pela perda de Valerie e a ânsia por ela era tanta, que durante todo o ato, e disto eu me lembro bem, nenhum outro nome a não ser o dela, escapou dos meus lábios. Meu corpo estava ali com Ananda, mas meu coração e minha alma estavam em Valerie. Portanto o rosto que eu via era o seu, tamanho o estado da minha embriaguez, e o nome que ocupava meu coração e os meus lábios era o dela.
Ananda no momento foi muito discreta e tranquila. No entanto, como todos nós, inclusive ela, estávamos alterados e no mesmo estado alcoólico, alguns comentários aconteceram. E o ocorrido veio a ser conhecido por alguns amigos do meu ciclo em Grewnville.
Assim, esta é a única possibilidade de Valerie ter acesso a algo. Mas, eu confesso que seria bastante constrangedor para mim, pois eu mesmo não tenho muita coragem de abrir isto para ela, eu nunca me envergonhei tanto de algo que fiz. Pois, eu sempre tive a consciência do que estava por trás do que aconteceu.
Tive a oportunidade de rever e de conversar com Ananda depois, ela me pediu desculpas, e eu a ela obviamente. E não tocamos mais no assunto. A cabeça de Ananda é realmente típica de alguém do Grande Reino, muito liberal e este fato passou numa boa. Porém, ela fez questão de dizer para mim, algo que me marcou. E que, naquele dia me fez tomar uma decisão: Ela disse que realmente gostaria muito de conhecer a dona daquele nome, pois deveria ser uma pessoa verdadeiramente incrível para estar tão impregnada em minha alma. E surpreendentemente, Ananda me disse à parte que mudou minha vida, e minha forma de agir diante de tudo que vinha passando:
" — Quem sou eu para dar conselhos... Mas quer saber Henry? Não desista, lute, você a ama demais, deve haver algum propósito nisto. Mesmo por que, ninguém irá consegui ocupar sua alma como ela, e seria injusto você submeter qualquer uma que seja, a ter somente a sua sombra, pois aquele que estava ali comigo, não era você. O verdadeiro Henry, só despertará com Valerie, pertence a ela."
E foi o conselho mais sábio que eu recebi em toda minha vida, e veio dos lábios mais improváveis de se ouvir. E aquilo verdadeiramente, me fortaleceu no propósito de lutar e esperar por Valerie.
Em todo este contexto, dá para ver que não há nada que Valerie tenha a temer quanto à Ananda, e nenhuma outra na verdade. No entanto, é uma situação difícil e constrangedora demais para se acessar. Pelo menos para mim. Pois, me remete a coisas que estão por trás do que aconteceu. Confidências que guardo somente pra mim, em meu interior, segredos meus, fraquezas minhas. Mas, como sempre ela é minha prioridade. Se em algum momento, realmente for necessário, claro que irei falar. Porém, seria grato se não fosse, pois é algo pelo qual eu me envergonho e muito, e no fundo sofro pelo medo dela conhecer minhas reais fraquezas, que se escondem por trás desta atitude impensada.
Então, para que ela não ficasse tão perdida e apreensiva, resolvi falar-lhe algumas coisas que seriam verdade, mas sem me expor tanto.
— Valerie, a pessoa que me envolvi que é de Grewnville, na verdade, eu não sabia que era de lá. E isto foi em uma festa no Grande Reino. E quero que, me desculpe pelo que vou dizer, eu estava bêbado, e muito. — Meu rosto pegou fogo de vergonha, mas pelo menos o mínimo eu podia falar. — E foi quando nós... Rompemos o noivado eu bebi demais, eu sei que não justifica, mas eu agi num impulso e desespero...
Surpreendentemente, ela calou meus lábios com um beijo realmente maravilhoso, me deixando confuso. E ao separar-nos falou...
— Amor, não precisa... Não quero que se exponha! Eu já entendi, e percebo o quanto isto te envergonha e te trás constrangimento. Eu não tenho este direito. Eu entendo Henry. Amo você meu príncipe. Seu passado é seu passado.
Não sei como dimensionar o quanto aquilo me alegrou. Eu a beijei mais uma vez e apertei meu braço que estava em torno de sua cintura, trazendo-a ainda para mais perto...
— Você realmente é um presente que Deus deu pra mim, minha princesa, minha noiva linda... — E agora realmente relaxados, conseguimos sorrir os dois juntos. — Hum, amor você não imagina como é bom voltar a ver seu sorriso.
— Assim também, como você é um presente para mim Henry. Já te falei que amo o seu sorriso! – E simplesmente ele aparece involuntariamente em minha face. E ela diz – Com você ao meu lado, eu sempre tenho motivos para sorrir.
— Assim, como eu. – Respondo-lhe com intensidade.
Continuamos conversando sorrindo, trocando carícias e beijos, até que em um momento, eu a pergunto.
— Amor como você está? Pode não parecer, mas já tem uma hora que estamos cavalgando, se já estiver cansada ou desconfortável, pode dizer que paramos um pouco.
— Nossa... Já tem isto tudo? Se não for nos atrasar tanto, eu gostaria sim. Mas Henry, se já temos uma hora de cavalgada, com mais uma meia hora estaremos em Grewnville, estou certa? E também estamos a uns dez minutos do lago... Amor será que não poderíamos descansar por lá? Não precisa ser muito, mas é que lá é tão lindo, e faz anos que não venho aqui. E na verdade, eu só vim uma vez, assim como só fui a Grewnville uma vez com o papai. Faz anos isto...
Era impressionante o quanto ela havia ficado elétrica com a ideia do lago. E simples assim, eu não conseguiria negar isto a ela. Mesmo por que, só nos afastaríamos da estrada por dez minutos.
— Vamos sim amor, só vamos nos afastar da estrada por dez minutos. Então, recuperaremos fácil depois.
E assim o fizemos.
Ao chegarmos ao lago, ficamos encantados. Apesar de não ter tanto tempo assim, que eu não vinha aqui. Todas as vezes que eu pude vir foi ótimo.
Havia muita grama, uma pequena clareira com um jardim ornamentado pela própria natureza, e muitas árvores também. Na verdade ele era todo circulado por um pequeno bosque, e a água do lago era cristalina. Imediatamente eu desci e desci Valerie do cavalo. Ela estava com os olhos brilhando e a boca aberta, visivelmente encantada e admirando tudo.
Porém, assim que seus pés tocaram o chão, e nos vimos um de frente para o outro, e eu já iria começar esticar meu corpo para espantar o incômodo de tanto tempo na mesma posição. Antes de qualquer coisa, ela se aproximou de mim, envolvendo minha cintura com seus braços, e suas mãos já traçavam o caminho das minhas costas em direção a minha nuca. Prontamente eu respondi, envolvendo-a com os meus braços colando ainda mais seu corpo ao meu, enquanto meus lábios desciam em direção aos seus sem desviarmos os olhos um do outro.
E a sensação de sua boca na minha era maravilhosa. Seus lábios estavam tão quentes, macios e tão convidativos, que não demorou muito para que o beijo se aprofundasse. Uma parcela da minha mente gritava um sinal de alerta para mim, mas a outra me fazia concentrar em o quanto aquilo era bom. Gemi quando ela puxou meu cabelo para que eu pudesse olhá-la. Mas, antes de fazê-lo, mordi levemente seu lábio inferior, fazendo-a estremecer em meus braços, e senti-a ficar bamba e seu corpo pesar.
Instantaneamente, passei um dos meus braços por trás de seus joelhos, e o outro amparei suas costas, erguendo-a em meu colo, mas sem quebrar o beijo que já havia começado novamente. Ao contrário, eu agora explorava ainda mais ousado sua boca.
É extraordinária a intensidade com que eu a desejo, cada parte do meu corpo neste momento já clama por ela. O calor já me percorre por inteiro. Guio-me lentamente até uma árvore, onde próximo a ela, a grama é mais alta. Embora, rapidamente eu tenha separado nossos lábios, evito quebrar ao máximo o contato com seus olhos. Que por sua vez, já evidenciam todo seu amor por mim e também, o quanto me deseja naquele momento. Tenho certeza que refletindo exatamente os meus olhos.
Lentamente, sento-me com ela em meu colo. E assim que o faço, é o suficiente para colarmos nossos lábios novamente. E apesar de todo seu desejo já impresso nas evidências do seu corpo, o beijo é suave, sem pressa, lento e profundo. Era como se ela estivesse expressando toda a extensão do seu amor e da sua necessidade por mim ali. No entanto, a sensação daquilo em mim, foi diferente, senti um misto de alegria, mas, de tristeza também. Alegria por que é bom demais reconhecer mais uma vez seu amor, mas tristeza, pois sabia que sua insegurança estava se refletindo ali.
Ela não merecia aquilo, não mesmo. Então resolvi fazer algo para tentar acabar com aquela agonia do seu coração, mas primeiro iria conversar com ela. Pois, entendi que, se o que ela precisava para aplacar isto, fosse me pertencer mais uma vez, que assim fosse. E eu lidaria comigo depois, mas eu não permitiria que ela sofresse mais.
Afastei-me lentamente dela tocando seu rosto. E dando mais um selinho em seus lábios e disse...
— Amor, sua insegurança é palpável para mim. E isto está me consumindo. O que eu posso fazer para acabar com isso? Peça qualquer coisa que eu te dou Valerie. Qualquer coisa mesmo, sem nenhuma restrição.
Vi que seus olhos se ascenderam. E assim, percebi que ela entendeu minha oferta. Mas se manteve quieta. Sem reação. Então, olhando profundamente em seus olhos fui aproximando-me novamente de seus lábios, já sentindo meu coração e o dela responderem freneticamente pela expectativa.
Quando nossos lábios se tocaram o beijo era muito distinto, pois, não tinha urgência. Porém, tinha um chamado, um chamado que nos fazia querer mais um do outro. Só que, não era um chamado que envolvia só os nossos corpos, mas, era da nossa alma, do nosso coração. Como eu a amo! O que eu sinto por Valerie, em muito ainda me assunta. É poderoso demais.
Lentamente desço meus lábios beijando seu pescoço, indo em direção ao seu ombro, mordendo e beijando com delicadeza a região e sentindo todos os seus pelos se eriçarem, e subo os lábios em direção ao seu ouvido e sussurro...
— Quero você Valerie. Eu quero muito você amor.
Todo seu corpo estremece e lentamente ela vem se aproximando para que nossos rostos se encontrem. E surpreso, vejo seus olhos fechados.
Fico em dúvidas se ela esta absorvendo a sensação do que eu disse ou se está escondendo seu olhar de mim. E este gesto trás incomodo ao meu coração.
De repente, sinto sua respiração aprofundar-se como se ela estivesse se esforçando para buscar uma maior quantidade de ar. Então, ela abre os olhos já fitando os meus. Os seus tem um brilho intenso, e ela parece sondar toda minha alma naquele olhar...
— Eu também quero você amor... Como eu nunca quis ninguém. À verdade é esta, nunca eu desejei tanto alguém como eu desejo você... Mas... Eu também quero demais honrar você e o compromisso que eu fiz com você Henry. Pois eu sei, e compreendo o que você está fazendo. Eu sei que você está sim, sedento de desejo por mim. Exatamente como eu estou por você, agora. No entanto, sei também, que você é centrado o suficiente para suportar. Mas, está cedendo por mim, por que quer me mostrar, o quanto me deseja me dando evidências disto, para acabar com minha insegurança. Para depois lidar sozinho com a frustração de ter cedido para me poupar. Porém, você precisa saber que, eu não quero mais isto. Tudo o que eu quero neste mundo é você! Mas, eu quero você feliz, sem restrições, sem pressa, sem medo, sem regras. E eu sei Henry, que você só poderá me dar isto de forma plena após nosso casamento. Então, eu quero sim, receber tudo isto de você. Eu quero que você me ensine ser exatamente a Valerie que você quer, eu quero pertencer a você de todas as formas que você desejar, satisfazendo cada necessidade do seu corpo e da sua alma amor, em entrega total e absoluta. Mas, sem restrição, e sei que isto somente será possível, depois que nos casarmos. Então, sinto muito dizer que, você terá de me esperar. Será que isto é possível?
Não conseguia encontrar minha voz em lugar algum. A única coisa que eu conseguia sentir neste instante eram minhas lágrimas. Eu é que pergunto, é possível amar um anjo? Sim, por que é isto que ela é: “Meu anjo particular, do meu Paraíso particular”. Que veio para mudar totalmente minha vida.
Beijei-a novamente transmitindo a imensidão do meu amor por ela, naquele beijo. Ao afastar-me, olhei em seus olhos e disse...
— Minha amada! Tudo é possível por você Valerie. Como estou feliz por ter ouvido isto. Realmente eu quero mesmo você, mas eu quero muito mais, esperar para ter você como minha Esposa. Só que eu necessito e eu quero muito que você ACREDITE que nada e nem ninguém, já ocupou ou vai ocupar meu coração. Ou irá dominar as sensações e desejo do meu corpo, da maneira que você faz. Eu pertenço a você Valerie há muito tempo, e NADA pode mudar isto.
E ela começa a tocar meu rosto percorrendo cada parte, com seus delicados dedos. As faces, as pálpebras, a testa, nariz, queixo e lábios. E ao chegar aos lábios, eu tomo sua mão, e começo a beijá-la com carinho, cada dedo, sua palma, o dorso e vou subindo meus beijos por seu braço, sentindo a textura da sua pele tão branca, sentindo seu cheiro. Faço o percurso até seu ombro, e como eu amo esta parte de seu corpo, claro que amo tudo nela. Porém, sinto-me extasiado quando beijo e mordo exatamente como estou fazendo agora, esta região, que a sinto estremecer e arrepiar-se diante do meu gesto.
A verdade é que eu amo sentir, olhar e observar todas as sensações e reações que provoco nela. É encantador, saber que eu, o meu corpo, o meu toque, o meu cheiro, as minhas carícias é que são capazes de provocar todas as reações que ela tem quando está comigo. Realmente fico fascinado com sua entrega a mim.
O que sinto nestas horas, é um misto de completude, alegria, êxtase e poder. Sim poder. Sinto-me o homem mais poderoso que possa existir, por proporcionar satisfação, alegria, e prazer a esta linda mulher que é a minha noiva.
— Amo fazer isto amor. – Digo ainda beijando seu ombro, mas agora, deslizando em direção ao seu pescoço. – Amo sentir as reações que provoco em você. – Sussurro para ela em seu pescoço, e sinto-a sorrir, e em seguida gemer pela leve mordida que deposito ali.
— Também amo sentir o que você me proporciona Henry. É algo inexplicável...
— Então não explique amor, só sinta... – Sinto-a sorrir novamente.
— Hum... É o que estou fazendo... E amando. Porém... Se eu permitir que você continue, meu lindo, não vou mais querer parar... Então, você já viu não é mesmo? – Ela me diz agora, tocando meu peito com suas duas mãos, e fazendo uma leve pressão, me empurrando em direção à grama, levando todo meu corpo a responder com a expectativa. Mas, sutilmente ela desce do meu colo, da forma mais graciosa que só ela sabe fazer sem me contrariar, com certeza em total alerta ao “perigo”. E senta-se ao meu lado, mas debruça-se sobre mim, para beijar meus lábios. Logo após, me dá um olhar cheio de amor e admiração que aquece meu peito imediatamente, e diz...
— Acho que neste momento, sou eu que dou as rédeas aqui mocinho, pois vejo que você está bem fora do seu normal. Assim, creio que hoje, eu vou ter que aprender a usar o “Meu modo Controlado”. Por que o “Seu”, resolveu dar defeito justo hoje, não é Henry?
E nós dois começamos a rir, não sem antes eu sentir meu rosto inteiro em chamas, o que leva a ela dizer...
— Amor?
— Hum... — Eu respondo.
— Eu já te falei não é, o quanto eu acho lindo isto em você? Aliás, deixa-me corrigir, acho tudo lindo em você, mas você já sabe disto...
— Hum... É mesmo, será que sei? Porém, mesmo que eu saiba, gosto de ouvir você falar minha noiva maravilhosa... E fala logo amor, estou curioso... – Digo olhando em seus olhos e ela me encara com expressão de divertimento.
— Você ficar vermelhinho, coradinho. É tão lindo Henry... – E claro, que agora meu rosto está em chamas... – Olha que lindo! Eu já disse amor. Você fica lindo e sexy, um homem deste tamanho, delicioso, decidido, habilidoso, Meu Homem Lindo! Coradinho e com vergonha, é fofo amor! Amo, amo... Demais. Você é uma gracinha com esta carinha de vergonha e timidez, Sr. Lazar.
Ela dizia isto beijando cada parte do meu rosto, me fazendo sorrir e ficar ainda com mais timidez.
— Hum... Você vai tirar o dia para implicar comigo futura Sra. Lazar? –Pude senti-la sorrir satisfeita... – Você ama quando te chamo assim não é?
— Claro amor, ouvir, torna tudo mais real, e daqui a pouco tempo será só... – Eu mesmo terminei...
— Sra. Lazar. Minha Sra. Lazar. Vou gostar muito disto, minha princesa. Mas agora vamos, pois se não, não conseguiremos chegar cedo.
Eu disse já me levantando e levantando-a junto comigo. Batemos nossas roupas e ela foi em direção à bolsa, pegando suas coisas, passou a retocar a maquiagem levemente, e ficou olhando-se em seu pequeno espelho. E eu fiquei observando-a.
Eu estava maravilhado, por saber que este ser tão incrivelmente belo, a minha frente, é meu. Ela só pertence a mim. E ao terminar, e guardar tudo, percebendo que eu a observa, pergunta...
— Gosta do que vê Sr. Lazar?
— Você não sabe o quanto! Porém, tenho a impressão que pelo menos o batom não vai durar muito. Poderia ter poupado o trabalho amor. – Ela sorri lindamente...
— E perder o melhor? A sua carinha de desejo e desespero por tirá-lo? De jeito nenhum amor, passo mil vezes se for preciso... – Agora somos os dois sorrindo, enquanto me aproximo para abraça-la e realmente beijar seus lábios.
— Você realmente sabe me enlouquecer se quiser não é amor? E fica achando graça ainda. Depois quer que eu consiga manter o “Modo Controlado” o tempo todo. Valerie você é um perigo! Todo cuidado com você é pouco amor.
E ela sorri mais ainda, dando-me um selinho e me puxando em direção à margem do lago. Chegando lá, eu abraço-lhe pelas costas, envolvendo sua cintura.
— Henry?
— Hum... Amor. – Digo enquanto corro a pontinha do nariz em seu pescoço sentindo seu cheiro doce e gostoso.
— Você me trás aqui de novo depois que nós nos casarmos? Aqui é tão lindo e tão romântico amor.
— Claro, Valerie. Levo-te onde você quiser.
— Obrigado, mas por enquanto aqui está bom. Aliás, muito bom pro que eu quero...
Confesso que fiquei curioso.
— Amor, eu fiquei curioso... – Sinto-a sorrir.
— Claro que ficou não é amor? – E ela se vira de frente para mim, abraçando-me novamente. – Você disse que me queria, me pediu para fazer amor aqui Henry e pelas circunstâncias de hoje eu tive de negar... Mas, eu tenho que admitir que, eu quero fazer amor com você aqui, e muito. Este lugar é perfeito. Então, assim que, nós nos casarmos quem sabe? Se você me trouxer...
Minha vontade? Nem preciso mencionar que era de jogar tudo para o alto e atender ao seu pedido agora mesmo. Mas, contive-me a simplesmente beijá-la e dizer...
— Com este propósito então, eu trago-lhe quantas vezes você quiser amor. – Só que neste momento a senti desconfortável e congelar em meu abraço. – O que foi Valerie?
— Bom, acho que a partir de agora, não será uma boa ideia Henry, esquece.
— Por quê? – Não entendi sua mudança brusca de humor.
— É óbvio não é amor? A partir de segunda feira, nós teremos sombras onde estivermos. Os guardas responsáveis por nossa segurança. – Ela tinha razão, de certa forma aquilo é um incômodo.
— Eu sei amor, do desconforto que esta situação trás. No entanto, nós precisamos entender que se trata de algo necessário. E quanto a sua dúvida, podemos seguir nossas vidas, de forma normal amor. Em uma situação assim, eu nunca permitiria que eles ficassem próximos a nós. Valerie, eu sinceramente não gostaria que ficasse apreensiva com isto. Afetará um pouco a nossa liberdade? Sim. Mas, o que está e estará nos afetando, não é o fato de termos seguranças, e sim o fato de não podermos ultrapassar os limites desta segurança, o nosso real desconforto amor, é Mildrad.
Foi só pronunciar este nome, que eu senti seu corpo estremecer em meus braços. Isto me deixou ainda muito mais consciente de minha responsabilidade de não permitir que Mildrad se aproxime dela. Então eu disse a ela:
— Amor, fica tranquila, eu farei tudo o que estiver ao meu alcance e além dele, para ele não tocar você.
Ela agora me olha com o olhar suplicante, e me diz seriamente:
— Este é o problema Henry. Você ainda não entendeu. O que está em jogo para mim, não é só eu e minha proteção amor. Mas, você também Henry. Mildrad pode não me tocar. Porém, se ele chegar até você, ele já terá me destruído Henry. Eu não posso viver mais sem você amor. E falar nisto me leva a lembrar de algo que já quero conversar com você faz algum tempo, e creio que hoje é o momento.
— Pode falar princesa. Eu estou ouvindo você...
— Henry, você já se atentou que o período de Lua Cheia, irá ocorrer justamente na época em que eu estiver viajando? Eu estou aflita e preocupada com isto. Eu sei que no momento não há lobo aqui. Mas nada impede de ter ou de aparecer qualquer outra coisa que represente risco. O meu pai mesmo estava com propósito de se aventurar em outros lugares. Agora, eu te pergunto: você já parou para se perguntar o quanto isto me afeta? O fato de você ficar exposto me gera angústia Henry...
Não permiti que ela concluísse, pois precisava que ela compreendesse que eu percebia isto.
— Eu sei Valerie, eu vou me cuidar. Inclusive, um destes guardas que contratei, ficará comigo nas rondas. Mas você precisa compreender que é isto que eu faço amor, e eu gosto de fazê-lo.
Senti que ela estava tensa, e levemente irritada, como se quisesse falar algo que eu não gostaria de ouvir... Ela respirou fundo e disse com calma mas firme...
— Eu sei muito bem disto Henry, e você o faz com seu melhor desempenho. Pois faz parte de você, o faz com o coração. É o seu instinto de proteção e cuidado em ação. E eu admito você é muito bom nisto. Mas, isto também é um problema, pois, te torna vulnerável. E isto sim me preocupa. E é aqui que eu entro com um argumento que realmente quero que reconsidere... Mesmo por que amor, eu preciso lembrar a você que a partir de agora, estamos selando um compromisso de que seremos um só. Então, tudo o que fizermos a partir de agora, faremos juntos, inclusive tomar decisões. A partir de agora, são nossos sonhos, nossos projetos de vida amor, seremos nós a partir de agora, eu e você juntos, lembra? Um exemplo, eu odeio a ideia de ser seguida por seguranças, mas por você, para te dar paz, eu aceitei Henry. E também por que não te quero vulnerável tentando me proteger. E aqui está o ponto, você é capaz? Sim, muito. Pode dar conta? Claro. No entanto, eu te pergunto: como eu me sinto? Como eu me sentiria, por exemplo, se eu estivesse grávida, e próxima a ter um bebê tendo meu esposo, se arriscando na floresta? Como você pensa que seria este momento para mim? – Eu olhava mudo e perplexo para ela. — Você me entende agora? Eu não estou te exigindo que você deixe algo que goste. Mas que você se prepare para momentos que você não possa mais exercer, pois você não será mais solteiro por muito tempo amor, onde você pode agir e pensar por si mesmo. E como casado você poderá ter outras prioridades. A não ser que você não veja estas coisas como prioridade. Aí vou ser obrigada a te entender e aceitar, mas não ficarei feliz com isto, e preciso que você saiba.
Eu simplesmente estou sem palavras. Como posso ter sido tão negligente a estas coisas? Mas é claro que ela tem toda razão, e agora que ela me coloca desta forma, eu a entendo. Só que até então, realmente eu não conseguia enxergar desta maneira. Senti meu rosto queimar, pela vergonha que ardia em mim.
Precisei respirar fundo para falar...
— Amor, ME PERDOA. No momento a coisa mais plausível que posso dizer, é que estou muito envergonhado... Agora é que realmente estou compreendendo você. Na realidade, eu não tinha considerado desta maneira, de como você se sente, vivendo tudo isto, como sendo parte de mim. E a minha vergonha é por ser algo tão óbvio e eu não ter percebido antes.
— Não Henry, eu discordo. É óbvio para mim, por que sou eu que estou vendo e sentindo desta maneira. E você não é obrigado a saber o que está dentro de mim. Mas por outro lado, eu sou obrigada a compartilhar com você o que estou eu sinto, pois temos um acordo de não termos segredos entre nós.
De todas as formas possíveis, eu estou me sentindo estúpido e tolo. Como eu posso ter ignorado a capacidade de Valerie de ver e sentir, observar e administrar, e pensar em longo prazo? Posso ver claramente em suas reações que não é só um medo descabido, ela realmente teme que meu envolvimento na guarda possa afetar não só a nossa vida agora. Mas, o nosso futuro juntos. Devido às responsabilidades que terei. Eu verdadeiramente preciso repensar isto.
— Pensa bem Henry, eu sinceramente não gostaria que meus filhos experimentassem o que nós passamos: nós ficamos sem nossos pais muito cedo amor. Não quero meus filhos sem pai Henry. Eu sei o quanto é doloroso e você também. E também, não quero ficar sem você amor. – Ela disse isto com lágrimas nos olhos. O que fez com que eu me sentisse péssimo.
— Minha linda, agora eu entendo você. E prometo que irei sim repensar com carinho isto. E conforme for eu vou me reprogramar quanto ao que tiver de ser feito. E me perdoe, por eu não ter considerado isto antes.
Ela busca uma grande lufada de ar e diz mais aliviada...
— Obrigado Henry, isto realmente me deixa mais tranquilizada... Amo você meu noivo lindo, demais viu? E me perdoa pela minha insistência.
— Amor, eu não tenho o que te perdoar. Eu é que te peço perdão, por eu não ter conseguido perceber algumas coisas antes. Ainda bem que você foi sincera e me disse o que sente. E isto é muito importante. Eu prometo a você que vou considerar. – Mas, amor... Importa-se de irmos enquanto conversamos?
— Claro que não me importo, eu iria sugerir isto.
Enquanto nos dirigíamos ao cavalo, ela me abraçava com foça pela cintura e eu apertava seu ombro junto a mim.
Não demorou muito para chegarmos a Grewnville. Percebi Valerie maravilhada com tudo que via. E claro, não deixei de perceber o quanto os homens a olhavam, e também, ficavam intimidados com minha presença logo depois.
Eram uma mistura de sensações interessante, estas que eu estava experimentado. Orgulho, Receio, e Ciúme, pelos olhos cobiçosos sobre minha noiva, que pelo visto estava totalmente alheia a isto, pois ela estava encantada olhando, as casas, os comércios. E vi seus olhos brilharem quando ela avistou algumas crianças brincando com tanta liberdade em um determinado lugar. Tenho certeza que a reação foi por ver a liberdade que o povo daqui tem de estar nas ruas, desfrutar a vila, já que isto em Daggorhorn é tão difícil acontecer. Devido ao medo de se expor que o povo tem que é motivado pelos traumas de anos de perseguição pelo lobo.
— É incrível não é amor? Esta liberdade... – Eu pergunto-lhe.
— Henry é demais... Tenho pena do nosso povo sabia? Muita. Mas fico muito feliz com uma coisa amor...
— Hum... Diga.
— Nossos filhos terão esta liberdade, pois nós na verdade sabemos o que está por trás de toda a história, portanto sabemos que não temos ameaça, pelo menos em nosso meio mais.
Ela tinha razão, até nisto fomos abençoados.
— Nós, fomos abençoados, linda. E isto é maravilhoso.
— Estava pensando exatamente isto. Mas por outro lado, não poderia ser diferente. Deus recompensaria um filho tão bom quanto você Henry. Ainda mais tão empenhado, como você foi e tem sido neste período. Se colocando em risco o tempo todo por seu povo amor. Sua recompensa. – Achei lindas as suas palavras, mas ela deixou de acrescentar algo. Que eu completei...
— Nossa recompensa amor. É nossa... Pois, você também perdeu muito e se sacrificou, quis até se entregar ao lobo pelo povo Valerie. Amo você futura Sra. Lazar.
— Também amo você Henry, muito.
Descemos, e levei meu cavalo para o local de costume. E saímos em busca de realizarmos nossa extensa lista de tarefas.
Primeiro olhamos os tecidos. Por sinal, fiquei impressionado com a capacidade de escolha de Valerie, ela sabe mesclar bom gosto, com estampa e cores, com qualidade e preço. Mesmo eu fazendo menção de que, ela não se importasse com isto, era impressionante vê-la em ação. Pois, não era só medo de gastar demais, abusando de minha liberdade quanto a isto. Era realmente a sua fantástica habilidade para os negócios em ação.
Eu a olhava admirado, e a auxiliava onde eu percebia que ela estava insegura quanto ao que achava. Era outro ponto que não deixei de notar, em tudo, ela fazia questão de buscar em mim o que me agradava, o que eu achava, e se eu tinha sugestão melhor. Em tudo ela fazia questão de me mostrar que era importante para ela não só eu opinar, mas também ser parte ativa nas escolhas.
As expressões, “juntos”, e “nosso”, já fazem parte dela em relação a nós. E isto é sem esforço, acontece naturalmente, ela realmente me vê como uma extensão dela mesma, do seu próprio corpo e sua própria alma, é tanto que cuida das minhas necessidades, das minhas emoções, e sentimentos.
Procurei estar presente integralmente em todos os momentos e em todas as suas escolhas. Porém, sempre procurando demonstrar que confiava em sua capacidade de escolha, para não deixa-la insegura. Pois, eu quero que haja sim, companheirismo e cumplicidade em tudo, mas não a quero com uma dependência não saudável de mim. Amo a segurança dela, isto dá a ela, ainda mais vida.
Ela amou escolher as cercas vivas, as flores, a grama... E na verdade ela até ajudou a projetar um pouco do jardim, já que eu trouxe os desenhos para facilitar. Ela conseguiu com desenvoltura passar tudo o que desejava de maneira clara e precisa. E mais uma vez conseguiu unir o útil, ao belo, com qualidade e preço. Eu não podia acreditar no que eu via, eu tinha comigo um pequeno gênio, é isto que a minha linda é, uma pessoa de uma inteligência incrível. E fica tão ofuscada ali na vila...
Imagino Valerie morando no Grande Reino, quantas oportunidades... Quem sabe um dia? Seguimos todo o restante dos nossos compromissos. Consigo leva-la a uma loja de móveis que gosto muito, e lá ela verdadeiramente me surpreende com seu gosto impecável, mas também com sua capacidade de aliar beleza a praticidade e custo. E com agilidade, pois, ela é objetiva, não enrola, sabe o que quer. Fico impressionado como em um dia, na verdade uma metade de uma manhã, eu aprendi tantas coisas que sequer sonhava sobre esta linda pessoa que amo tanto.
Passamos para comprar o restante das coisas para o jantar. E as deixo separadas para pegar quando formos embora. Partimos em direção a carruagem. Como ela entende pouco, quase não se manifesta só quando eu a solicito, o que eu faço sempre querendo envolve-la em tudo, como ela faz comigo. Percebo que ela presta atenção em tudo com detalhes, e sou capaz de jurar que em uma próxima compra de um artigo como este, ela já é capaz de operar sozinha.
Então, seguimos para a estação, para vivenciarmos talvez, o momento mais difícil do dia de hoje, marcar suas passagens.
Escolhemos o próximo domingo, pois assim teremos o sábado para desfrutarmos da presença um do outro. Confesso que meu coração dói tanto quando tomo os bilhetes e os coloco em suas mãos. Sinto uma pontada e uma angústia tão grande em meu peito. Uma sensação estranha, mas me mantenho firme para que ela não perceba além do necessário. Ela também está triste, mas procura manter-se inteira com certeza por mim.
— Amor, por mais difícil que seja, será bom. Uma experiência para nós dois, para reconhecermos ainda mais o quanto somos necessários um ao outro. E também para nos ajudar a vencer a “espera”. Pensa nos lados positivos, linda. E olha só, a bem pouco tempo atrás você estava indo com propósitos bem diferentes, o de superar uma dor. Agora você está indo com outros objetivos, inclusive de se preparar para o seu casamento princesa.
— Eu sei amor, e sou grata a Deus por isto, por todas estas maravilhosas mudanças. Mas preciso dizer, que eu estou aflita e meu coração não está verdadeiramente em paz. Mas tenho você comigo e sei que posso superar isto. — Beijei-a.
Neste momento, o rapaz que nos atendeu com a carruagem chega para nos encontrar conforme combinamos na estação. Ele diz que está com a carruagem já montada e com nosso cavalo já guiando-a. Eu acerto tudo e combino de busca-la no fim da tarde. Com tudo pronto, eu e Valerie agora partimos para as compras de roupas. E fomos tão eficientes em nossas tarefas, que as realizamos em tempo record.
Seguimos em direção a uma loja de uns conhecidos meus. Meus pais sempre compraram lá, o atendimento é perfeito e a discrição também.
Eu e Valerie conversamos o tempo todo, mas muito me incomoda o quanto ela é olhada e admirada e até cumprimentada. Meu coração falta pouco explodir de raiva com os homens sem noção que fazem mesuras e alguns até tem coragem de sorrir. Ela por outro lado, mantém a gentileza, como a dama que ela é, mas com toda cautela para não me provocar. Noto-a preocupada com isto o tempo todo. Então resolvo tranquiliza-la. Paro um pouco e ela me acompanha, já que caminha segurando minha mão. Aproximo-me de seu ouvido e digo.
— Relaxa amor, sei que não tem culpa de ser tão linda e desejável. E sei que você é minha, de bom grado, eles é que não tem noção.
Quando volto olhá-la ela está tão vermelha que não resisto e dou um beijo em cada uma de suas bochechas que também estão quentes, e finalizo com seus lábios.
— Amo você lindo. Mas eu também noto os olhares em você, mas percebo o mesmo que você, que as “sem noção” não têm culpa, de o meu noivo ser tão lindo e delicioso.
E sorrimos os dois dos nossos comentários. Bem no momento em que, percebo que estamos a uma calçada da loja que procuro. E começo a dizer a Valerie.
— Amor, vamos a um local que gosto muito. Meus pais sempre gostaram das roupas de lá e do atendimento e discrição, eu os conheço a longos anos. Mas se você não aprovar, quero saber certo? – Ela assente que sim com a cabeça. – E amor, assim que sairmos daqui, iremos almoçar e quero leva-la para conhecer uma família de amigos de anos. São minhas maiores referências em Grewnville. — Ela me interrompe.
— Sua avó me contou sobre eles amor, os Lancelot’s, ela me disse que eles também perderam sua mãe, ainda pequenos, mas que seu pai se casou com uma adorável senhora que os criou como filhos. E eles sempre foram muito amigos de sua família, e que apoiaram muito você e a seu pai com suas perdas. Eu sei até os nomes. O Senhor Heitor e a Dona Clara, que são o casal. Tem a Sophie, o Araon e o Érion, que são os filhos. A Sophie é a caçula e o Araon é o mais velho e tem sua idade. E Sophie tem a minha.
Fiquei perplexo com aquilo, ela sabia e não havia me contado e nem a vovó. Essas duas, eu já vi...
— Nossa meu amor... Estou vendo que aquela manhã com minha avó rendeu muita conversa hein... E nenhuma de vocês duas me contaram. – Ela me olhou sorrindo, mas com olhar tranquilo e disse simplesmente.
— Eu te falei que você terá de dividi-la comigo amor, eu a conquistei está bem? E mais, eu não compartilhei, pois não queria entrar em sua intimidade amor, você que tem que contar suas coisas. Fica tranquilo sua avó não me disse nada demais... Mas por que tem algo que eu preciso saber?
Pouca coisa, mas tinha...
— Bem... É que... – Minha hesitação deixou-a claramente tensa. — A Sophie tem tipo uma “paixonite” desde criança comigo, mas eu nunca tive nada com ela amor, eu a vejo como minha irmã. Mas ela é bem... Como posso dizer...
— Implicante?
— Como você sabe? – Bem na hora que eu lhe perguntei, a compreensão me atingiu e fiquei vermelho... – Minha avó.
— Sim príncipe. No entanto, sua avó não tinha me falado da paixonite de Sophie e nem você, Henry! Porém, me disse que era uma excelente pessoa, apenas muito implicante, e somente isto. – Ela ficou tensa.
— Amor, fica tranquila. Eu os vejo como meus irmãos, e ponto. – Ela suavizou um pouco, mas, senti que ela não ficou satisfeita com minha omissão. E então, caminhamos até a loja.
Entramos, e fomos muito bem acolhidos como é de costume.
— Bom dia Sr. Lazar. É bom ter sua presença novamente conosco. Em que nós temos a honra de servi-lo?
Olho para Valerie. E embora ela esteja visivelmente aborrecida, como é perceptível para mim, ela é muito gentil e não demonstra em nenhum momento à vendedora. Ela está sorrindo com cordialidade. Volto minha atenção a Beatriz, a vendedora, e a respondo.
— Obrigado Beatriz, esta é Valerie, minha Noiva. – E percebo que discretamente, todos os olhares param em nós. Surpresos e encantados ao mesmo tempo. Mas pelo nível de profissionalismo, tudo corre naturalmente. – E hoje, você irá atendê-la, em tudo o que ela lhe solicitar.
— Amor esta é Beatriz, ela tem o costume de me atender. Pode ver com ela o que você quer. – E da forma mais impressionante possível, Valerie assume agora a atitude que sempre toma diante de negócios com toda educação, polidez, classe e sabedoria pertinentes a ela. Mas antes ela me diz:
— Henry, gostaria de começar por você o que acha?
— Tudo bem para mim. – Ela assente com a cabeça e aperta minha mão, em indicativa de que eu devo acompanha-la junto a Beatriz que já se deslocava ao setor masculino da loja.
— Beatriz geralmente do que Henry gosta? – Achei interessante sua pergunta. E Beatriz começa a mostrar-lhe minhas preferências. Ela ouve tudo atentamente, então, vira-se para mim e diz...
— Amor, vamos mesmo manter o que combinamos ou você prefere manter como está? – Será que ela tem dúvidas de que eu realmente quero agradá-la ou... Não. Eu entendi agora. Ela quer conduzir as coisas de uma forma que não assuste Beatriz, pois as mudanças serão radicais em algumas coisas. Na realidade, ela quer mostrar que eu estou à vontade em fazer aquilo. Aperto sua mão, e com o olhar digo-lhe que entendi.
— Beatriz, eu quero mudar um pouco meus hábitos com roupas, por isto eu trouxe Valerie, siga todas as suas orientações, pois, eu confio no gosto dela e quero que ela me auxilie na mudança.
Muito gentilmente, Beatriz sorri e diz para nos deixar confortáveis.
— Que maravilha! Fico feliz em saber Sta. Valerie, que está tendo influência na mudança do figurino do Sr. Lazar. Pois, todos nós da loja inclusive o Sr. Gómez o dono, já fizemos todas as tentativas. É bom ressaltar que ele tem um excelente gosto, porém, só segue o tradicional. – Valerie dá um imenso sorriso, pois percebe que Beatriz entendeu o espírito da coisa.
— Eu disse que eles são bons. — Sussurrei para ela em seu ouvido. E ela sorri discretamente para mim.
— Exatamente isto, Beatriz queremos algo mais jovem, mas que mantenha a classe e o estilo do tradicional, por exemplo, como ele está hoje.
— Devo dizer, que este figurino, foi graças a uma grande insistência da Beatriz na compra passada, assim também como aquelas que você gosta amor. – Sorri, pois ela ficou adoravelmente vermelha. Fiquei feliz, pois, visivelmente Beatriz adorou Valerie, e a recíproca foi à mesma, Valerie gostou demais dela. Minha noiva tem o incrível poder de encantar as pessoas.
E passei um longo tempo provando e olhando. Ela escolheu várias coisas: camisas, calças, sapatos, cinto, e até botas. Pois, sabe que eu gosto. E ainda pijamas, pois disse para mim, que ter somente um lá no chalé acaba sendo inconveniente quando ela precisa lavá-lo, e confesso que amei os pijamas, pois são no estilo do que ela deu para mim, quando comecei a dormir lá...
O mais interessante, foi que ela não errou em nenhuma escolha, percebi que aquilo impressionou não só a mim, como a Beatriz e a todos que tiveram a oportunidade de conhecê-la na loja. E claro que fiquei ainda mais orgulhoso por constatar mais uma qualidade em minha joia de grande valor, a minha noiva.
Houve um momento em que a chamei no provador para que me ajudasse com algo. Claro que, como pretexto. Pois, ao entrar, tranquei-o e tomei-a em meus braços, beijando com paixão seus lábios, e levando-os ao seu ouvido disse:
— Amo você, linda, não fique aborrecida amor. Eu já disse eu só quero você. Perdoe-me não ter falado sobre Sophie antes, fiquei com receio de não entender. Não farei mais isto. – Ela respirou fundo e disse...
— Tudo bem, amor. Amo você também. Mas, me deixa ir. Pois, estou aqui há muito tempo já. – Ela sorriu constrangida... Mas antes de sair foi até minha orelha mordiscou e disse sedutora e provocantemente, enquanto passava as mãos em meu peito, e simultaneamente, tocava os botões da camisa que eu estava provando e corria as pontas dos dedos por dentro das aberturas entre os botões, sentindo delicadamente a pele de meu peito, claramente me provocando.
— E antes que eu esqueça, amei os botões... Vai me dar mais trabalho, mas... Vou enlouquecer você de expectativa Sr. Lazar.
Então ela se vira e sai rapidamente com um sorriso malicioso nos lábios. Deixando-me ali, alucinado de desejo, e claro que a cena que ela sugestionou não sai de minha cabeça. “Argh”. Por que ela fez isto? Ela me enlouquece de verdade.
Troco rapidamente minha roupa, mas minha mente está nela. Meu Deus! Como é difícil resistir a esta mulher. E ela também não facilita para mim. Não. Estou mentindo. Ela tem facilitado, ela só quis me dar o “troco” por eu ter escondido sobre Sophie, com certeza. Mas o que eu podia fazer? Se eu tivesse falado, ela com certeza não viria, e está tudo saindo tão bem. Mas sei que estou errado, não farei isto mais. E confesso que gostei do “troco”.
Saio do provador e ela me avista ao longe fazendo sinal com os olhos para que eu vá à sessão feminina onde ela me aguarda para suas escolhas pessoais. Agora seria minha vez de opinar, e confesso, estou adorando isto!
Não quer ver anúncios?
Com uma contribuição de R$29,90 você deixa de ver anúncios no +Fiction durante 1 ano, além de outros benefícios.
Seu apoio é fundamental. Torne-se um herói!No entanto, quando parece que está tudo bem, e o clima está totalmente normal novamente. Bem no meio do caminho, sou surpreendido por um par de braços femininos que me envolvem pelas costas, me fazendo congelar ao olhar nos olhos de Valerie, e ver sua expressão, ao observar a cena. E simultaneamente, ouço uma voz sorridente pertencente à dona dos braços que me envolviam gritando eufórica...
— Henry, seu lindo, você está aqui em Gewnville e não nos avisou! – Ela me abraça com mais força. E meu desespero por Valerie estar vendo aquilo, já não tem tamanho, pois agora seu semblante me revela exatamente o que ela está sentindo que, aliás, não é nada bom... E a dona da voz era ninguém mais ninguém menos que...
Notas finais
Aff... Henry trancou agora...
Emoções Para o próximo Capítulo!
E aí Pessoas o que Acharam???
Mereço Reviews e Recomendações???
Comentem e Recomendem. E se o fizerem até sexta no Capítulo 34!!!
MINHA OUTRA FIC: PEETINIS!!!
http://fanfiction.com.br/historia/333216/O_Triunfo_Da_Esperanca_-_Por_Peeta_Mellark
Fale com o autor