A Gangue do Palhaço
4 Capítulo 3: Malevolência
Notas iniciais
A Gangue do Palhaço
"Malevolência"
Parte três de três
O copo descartável está completamente rasgado.
Lucas o segura na mão, como se segurasse o cadáver de uma lagarta. Não conseguira dormir na noite anterior, está exausto e preocupado. Ela não acabara do jeito que ele esperava.
Quando cochila, após longos minutos, um homem o acorda e o leva para dentro de um escritório. Lá ele encontra o imponente Juarez, delegado da cidade que é temido por ser altamente severo e grosseiro. O homem o segue com os olhos até ele se sentar.
— Senhor Lucas Rodrigues?
Lucas assente, nervoso.
— O senhor foi a última pessoa a ver a jovem, deixa eu ver... Amanda. Certo?
Quando ele está prestes a responder, o escrivão, até então em silêncio, começa a digitar em seu teclado. Isso o distrai, o que leva o delegado a repetir a pergunta.
— O senhor foi a última pessoa a ver a jovem Amanda?
— Eu... Eu.. — gagueja Lucas.
— Rapaz — interrompe o delegado, impaciente. — Eu não tenho o dia inteiro. Quanto mais demorarmos aqui, mais difícil será a busca.
— Me... Me desculpe. — responde ele. — Eu estou muito nervoso.
O delegado assente.
— Percebe-se. Agora conte-nos como foi a noite de ontem.
— Bom... Eu e ela combinamos de ir ao circo. Ela saiu de casa escondido, pois havia brigado com o pai mais cedo. — conta ele. — Ela chegou quando a apresentação já estava para começar. Nós entramos e, perto do final, ela disse que precisava ir ao banheiro. Foi a última vez que a vi.
O escrivão massacra o teclado.
— Você disse que ela havia brigado com o pai nesse mesmo dia. Como foi?
Suas mãos, úmidas de suor, tremem.
— A gente tava na casa dela... A gente esperava que ele chegasse mais tarde...
O delegado levantou uma sobrancelha.
— Vocês por acaso... — diz ele.
Lucas se apressa.
— Não, não! Não fizemos... Nada demais. Nós só assistimos televisão. Ele chegou, não gostou, e bateu nela. Logo depois me expulsou.
— Bateu nela? Como?
— Ele deu um tapa na cara dela.
O delegado anota algo em uma folha.
— Eu sei que você está cansado, então eu quero que você vá para casa e descanse. Se precisarmos de algo te comunicaremos.
Lucas assente e se levanta. Após sair do cômodo, ele vai direto para o bebedouro. Ele enche um novo copo descartável com água gelada e espera os tremores nas mãos passarem. Dois policiais chegam ao bebedouro, enquanto conversam.
— Você ficou sabendo? Estão desconfiando de um sequestro grupal — diz um deles.
O outro franze a testa.
— Grupal?
— Sim! Parece que essa garota não foi a única que sumiu do mapa, algumas pessoas vieram relatar o sumiço dos parentes. Até agora foram 10 pessoas.
O policial arregala os olhos.
— Tudo isso?
— Sim — responde o outro. — Os boatos são de que alguém se aproveitou da movimentação que o circo provocou e resolveu sequestrar algumas pessoas.
— Estranho...
Lucas deixa o copo cair aos seus pés.
***
O telefone toca, mas não há ninguém para atender.
"Toda uma vida voltada para ela, toda uma vida de esforço e sacrifício, tudo por nada", pensava ele. "Tudo para um dia ela decidir que era pouco".
A sala está destruída. Cacos de vidro, provenientes do que era a mesinha de centro, estão pelo chão. A televisão está quebrada, uma garrafa de cerveja foi arremessada na tela. Os sofás estão revirados. Os DVDs estão espalhados no chão.
"Tudo tão difícil. Eu me esforcei pra dar o que eu nunca tive, e foi assim que ela me agradeceu". Os ecos dos pensamentos de um homem morto. "Tudo que eu queria era proteger ela! A única coisa que eu queria era reconhecimento".
No primeiro andar, pés balançam ao vento. No arco da porta, jaz o corpo do pai de Amanda, após seu suicídio.
***
A luz tornou-se um luxo.
Em meio à escuridão, Amanda e Sônia costumam conversar em voz baixa. Quando não estão tentando bolar um plano para fugir daquele lugar de uma vez por todas, estão compartilhando suas histórias de vida. Sônia contou toda sua história, regada de tragédias, não muito diferente da de Amanda, que pela primeira vez na vida havia contado seus dramas para alguém.
Pela primeira vez havia contado o que o pai lhe fizera durante anos, nas sorrateiras visitas ao seu quarto, sempre de noite. Talvez seja esse o motivo de temer tanto o homem da van, porque ele lembrava o pai.
Sônia estava lutando contra os seus fantasmas. Após a vergonhosa apresentação no picadeiro, ela havia sido trancada e forçada a ver a morte do próprio marido, sendo torturado lentamente por aquele que fora seu amigo por anos.
Já faz duas semanas desde a chegada de Amanda e quase nada mudou, apenas o descaso com as duas que aumentou. Após sua tentativa de fuga independente, ela havia desistido de tentar escapar dali.
Na primeira noite, o estuprador foi fazer uma visita a ela. Amanda não teve forças para se proteger e Sônia ficou o tempo todo de costas, tapando os ouvidos. Quando ele acabou, ela se virou.
— Você devia ter...
— Vergonha? — perguntou ele. — Não, não tenho. Assim como você não tinha, não é, Sônia?
Ele saiu rindo.
No dia seguinte levaram uma quantidade mínima de comida e água para elas. Sem avisar Sônia, ela havia decidido que ia tentar fugir naquela noite, se o estuprador a visitasse novamente. E ele o fez.
Amanda tentou parecer indefesa, assim como no dia anterior. Sua companheira estranhou, mas não se manifestou. Apenas se virou e tapou os ouvidos. Quando ele acabou, ela fingiu estar dormindo. Ele sorriu e se preparou para vestir as calças, quando percebeu que sua arma não estava presa ao cinto.
Ao olhar para Amanda novamente, ele viu a arma apontada em sua direção.
— Você é realmente muito burro — afirmou ela. — Sônia! Sônia!
Ela se virou e ficou chocada com a cena.
— Você ficou maluca?!
Amanda sorriu.
— Nós podemos ir embora agora! Graças a esse idiota! — murmura ela.
Sônia ficou furiosa.
— Você tem merda na cabeça?! Como a gente vai passar pelos homens lá fora?!
O estuprador riu.
— Então é isso que vocês ficam fazendo o dia todo? — murmura ele. — Armando planos de fuga infalíveis? Vocês são mais ridículas do que eu pensava.
A arma começou a tremer na mão de Amanda. Ela não havia pensado nisso.
— Eu... Eu.. — gagueja ela.
Ele soltou uma gargalhada.
— Deixa de ser idiota! Me dá logo essa arma que eu finjo que nada disso aconteceu.
Sônia confirmou com a cabeça, tentando induzir ela a entregar a arma.
— Se nós vamos morrer nesse lugar... — murmurou Amanda, com lágrimas nos olhos. — Você também vai.
Ela apertou o gatilho e acertou um tiro na cabeça dele.
Os outros chegaram ao quarto em questão de segundos. Amanda já havia colocado a arma no chão e estava chorando contra a parede. Eles levaram o corpo.
Sônia ficou em silêncio por dois dias inteiros. O tratamento das duas ficou, surpreendentemente, pior. A antiga quantidade de comida pode ser considerada um banquete na atual situação.
— Afinal, o que eles estão esperando? — pergunta Amanda.
— Este não é o único lugar onde essas coisas acontecem. James é dono de vários deles, é o principal traficante nesse mercado. Ele tem muito trabalho.
— Mas... Como isso acontece? Para onde nos mandam?
Sônia suspira.
— Os órgãos são retirados no cativeiro mesmo, o que é uma vantagem para ele. Ele contrata médicos da África, Estados Unidos, ou até universitários, e eles realizam os "cortes" — explica ela. — Daqui, os órgãos são mandados para a Europa, onde as transações são realizadas. A família do James sempre trabalhou com isso, eles possuem uma fortuna.
— Mas... Ele lucra tanto assim?
— Se ele lucra? — Sônia ri. — Uma vez ele me disse que consegue quase 1 milhão de reais com uma única pessoa. Fígado, rim, pulmão, coração, córneas... Nada é desperdiçado.
— Nossa... Eu não sabia que essas coisas valiam tanto.
— Nas mãos erradas...
"Isso não pode acontecer comigo", pensa ela.
— E sobre... E a nossa fuga?
— Eu não sei se ainda é possível... Não depois da sua proeza — responde Sônia, irritada.
Amanda se encolhe.
— Poxa... Você nunca vai me desculpar? Eu pensei que ia dar certo!
— Mas não deu! E ainda piorou nossa situação! Se você... — Ela é interrompida pelo barulho no lado de fora.
A porta se abre e começam a entrar pessoas maltrapilhas. O quarto fica cheio de gente, e logo James aparece na porta.
— Espero que gostem das acomodações — diz ele, cobrindo o nariz com a mão.
Sônia, exprimida com Amanda ao lado da porta, levanta os olhos para ele.
— O que significa isso? — pergunta ela.
Ele sorri.
— Eu trouxe novos amiguinhos para vocês brincarem.
Ela cospe no sapato dele. Ele lança um chute, mas ela desvia, e ele acaba acertando a boca de Amanda, que é pega de surpresa. Ele solta uma gargalhada e fecha a porta.
— Me desculpe! — murmura Sônia, enquanto Amanda cospe sangue no chão.
Ela resmunga alguma coisa, enquanto começa a chorar.
***
Após algumas horas, Amanda adormece no colo de Sônia.
O lugar está mais fedorento do que nunca. Os novos prisioneiros estão entorpecidos, jogados pelo lugar, em meio à própria urina, sangue e fezes. Se já não bastasse o cheiro, o calor piora a situação.
Há uma movimentação no lado de fora, pessoas conversando. É quase impossível escutar, devido aos gemidos no quarto. Sônia acorda Amanda e elas tentam escutar.
— 100 mil euros... Acho que é o suficiente para o tempo em que eu irei permanecer aqui — diz a voz familiar.
— É a voz do James! — sussurra Amanda.
— Shiu! — responde Sônia.
Elas continuam escutando.
— Você tem tanto dinheiro assim, jogado por aí? — pergunta uma outra voz, desconhecida. — Com o que você trabalha, afinal de contas?
Elas escutam eles se aproximando e seus músculos se enrijecem.
— É melhor se preparar... — diz James.
A porta se abre e a luz predomina o lugar. Do outro lado da porta, um homem olha boquiaberto para o cômodo. Ele encara Amanda, cujo os olhos estão doendo por causa da luz. Ao se virar, ele se surpreende com James lhe apontando uma arma.
Quando ele finalmente processa tudo o que viu, é atingido por um tiro na cabeça e tomba para trás. Após o disparo, um tiroteio começa perto dali. Sônia aproveita o susto de James e levanta-se, em um salto, jogando-se contra ele.
Amanda, entorpecida pela adrenalina, demora alguns segundos para perceber o que está acontecendo à sua volta. Ela se levanta e sai do quarto, pegando a arma que James deixara cair. Ele está jogado no chão, com Sônia em cima dele, tentando imobilizá-lo. Ela aponta a arma para ele.
Quando Sônia vê que ela pegou a arma, sai de cima dele e passa para o lado de Amanda. Os tiros continuam, e ouvem-se gritos no lado de fora. Ele está no chão, com a mesma expressão de sempre, nada de medo.
— O que vocês vão fazer, afinal? — pergunta ele.
Amanda entrega a arma para a amiga, sabe que ela vai fazer o que é certo. Ele acompanha a arma com o olhar, sem demonstrar nenhum sentimento.
— Vocês sabem que não há nenhuma chance de fugir, não sabem? — murmura ele. — Se eu fosse vocês, entraria nesse quarto e rezaria pela minha misericórdia.
— Pela sua misericórdia?! — grita Amanda. — Você não vê o quanto é ridículo?!
James ri.
— Você é mais idiota do que aparenta, sabia? — murmura ele, enquanto passa a encarar Sônia, que lhe aponta a arma. — E você?
Ela está com uma postura rígida, encarando ele.
— O que tem eu?
— Você sabe que não tem sentido continuar com isso. Você sabe que não vai sair daqui. Você sabe que não vai sobreviver no final.
As mãos dela começam a tremer.
— Oh, Sônia... — sussurra ele, os tiros pararam. — I trusted you...
Uma lágrima escorre pelo rosto dela.
— Eu nunca vou te perdoar. Eu vou te matar.
James lhe lança um sorriso.
— Você não vai fazer isso. Você é fraca. Você é burra. Você não tem chance no mundo lá fora. Você me enoja.
— Eu posso ser tudo isso — responde ela, sorrindo. — Mas sou eu quem vai acabar com essa palhaçada. Quando eu sair daqui, a polícia vai destruir o seu negócio. E você... Eu não vou mais perder tempo com você.
Ela dispara, ele se levanta e a bala atinge o seu braço.
Assim que ela mira para o segundo tiro, Amanda grita e mãos a puxam para trás.
***
Ao abrir os olhos, a claridade machuca os olhos de Amanda.
Ela está tonta, a cabeça girando e doendo. Está muito frio e um fino lençol a cobre seu corpo. Está em um leito hospitalar. "Como eu vim parar aqui?", se pergunta.
Ao lado da cama, há um botão ligado a um fio. Ela o aperta.
Após alguns instantes, duas enfermeiras chegam ao quarto. Elas sorriem para ela e lhe perguntam se consegue falar. Quando ela tenta, a dor em sua cabeça fica insuportável, e logo ela está dormindo, graças aos sedativos.
***
Quando acorda novamente, a dor na cabeça ainda está presente. Ela range os dentes e promete para si mesma que é capaz de resistir. Ela aperta o botão e, dessa vez, é um homem que aparece. Ele está vestido com um terno e possui os cabelos penteados.
— Olá — diz o estranho, sentando na poltrona ao lado da cama. — Você não precisa falar nada. Apenas acene a cabeça, ok?
Ela assente.
— Você quer saber o que aconteceu? — pergunta ele, e continua após ela assentir. — Você foi sequestrada por uma máfia que traficava órgãos para todo o mundo. Eles seguiam de cidade em cidade, sob o disfarce de um circo, e pegando suas vítimas. Elas eram trancadas e mantidas assim até a chegada dos médicos, contratados para retirarem os órgãos.
Uma lágrima rola pelo rosto de Amanda.
— O tráfico era comandado por James Stewart, membro de uma família tradicional de Londres, que está sendo investigada. Há três dias, ocorreu tiroteio no morro do alemão, entre os traficantes de órgãos e os mafiosos locais. A polícia foi alertada, mas quando entrou em ação já estava tudo acabado.
Muitas coisas passam pela cabeça dela.
— Amanda... — murmura ele. — Os que não foram baleados, fugiram. Quando a polícia invadiu o galpão usado pelos traficantes, apenas duas pessoas estavam lá, pelo menos com vida.
Amanda se esforça, conseguindo suspirar sua pergunta:
— Que... Quem?
Ele encara o chão.
— Você... E o próprio James.
"Meu Deus", pensa ela. Ela começa a se mexer, mas ele segura sua mão.
— Amanda... Você consegue se lembrar de algo? Vocês estavam trancados no escritório dele. Lá dentro havia uma mulher e três homens mortos, e, atrás de uma porta, várias pessoas dopadas. Os peritos disseram que ele, provavelmente, matou os quatro.
As lembranças voltam em raios doloridos, que queimam em sua cabeça.
— Quando entramos, ele estava sentado atrás da mesa, onde você estava deitada. Você estava acordada, mas delirando de dor...
Respirar virou uma tarefa difícil para Amanda, que abre a boca e suga grandes golfadas de ar.
— A mesa estava ensanguentada, e o sangue vinha de você. Ele havia aberto e costurado sua barriga, enquanto você ainda estava acordada... Você sabe o que ele colocou em você?
Em meio aos soluços e lágrimas, ela balança a cabeça negativamente. O homem abre a maleta que trouxe consigo, pega uma folha de papel e a mostra. Nela está uma foto de um bilhete envolto em plástico, onde pode-se ler, em uma caligrafia sofisticada, a seguinte frase: "O mal sempre prevalece. As feridas saram, mas e a doença?".
A visão de Amanda fica turva, sua cabeça dói como nunca. As lágrimas banham seu rosto. "O que isso quer dizer?". Ela sente como se estivesse prestes a explodir. "O que aquele monstro quis dizer?!", grita para si mesma em sua cabeça, até que a dor fica insuportável.
Algo começa a escorrer de seu nariz, e, quando o homem toca, ela vê que é sangue. Seus olhos ardem e ela fecha-os na esperança de cessar a dor.
Que não passa até lhe ser dada uma dose de morfina.
***
"Grupo de criminosos roubava órgãos no Brasil para vender no exterior"
"[...] a trupe era comandada por James Stewart, neto dos patriarcas da família inglesa Stewart, Jason e Maggie, que estão sendo investigados por formação de quadrilha, cárcere, homicídio, tráfico de pessoas e órgãos, e vários outros crimes contra a humanidade [...]"
Trecho de uma matéria publicada em 17 de Janeiro.
"Polícia Federal solta uma nota sobre o caso dos 'Ladrões de órgãos'"
"[...] eles afirmam que a quadrilha agia de uma maneira surpreendentemente perfeccionista, sem deixar rastros, de modo que as investigações nunca chegavam perto. Os sobreviventes da última leva deles, segundo a polícia, apresentam desidratação e sérios traumas mentais [...]"
Trecho de uma matéria publicada em 18 de Janeiro.
"Jovem do interior que foi sequestrada pelos 'Ladrões de órgãos' piora"
"[...] pelo visto o drama de Amanda está longe de acabar. A jovem está de quarentena no principal hospital da cidade, e os médicos não sabem o que está causando sua piora. Segundo eles, ela apresenta uma febre contínua, conjuntivite e vômitos seguidos de sangramentos [...]"
Trecho de uma matéria publicada em 20 de Janeiro.
"Confirmado: Morte de jovem sequestrada é causada por um vírus raro"
"[...] os médicos estranham a infecção da jovem pelo vírus. Além do fato de ser raríssima a contaminação, nunca ocorreram casos fora do continente africano, onde foram registrados os únicos casos até hoje. 'Esse seria o caso 1512', diz o médico geral. 'Como não contávamos com tal doença, não demos muita importância ao isolamento da doente, o que pode significar a contaminação das pessoas que mantiveram contato com ela'. Amanda deixa para trás uma legião de amigos na escola e mais perguntas, uma vez que seu pai cometeu suicídio no início do mês [...]"
Trecho de uma matéria publicada em 22 de Janeiro.
"Morre na cadeia o homem acusado por tráfico de órgãos"
"[...] James Stewart foi mais uma vítima do vírus desconhecido. Segundo os médicos, a única chance dele de ter contraído o tal vírus é a de ter sido infectado pela jovem Amanda, uma das suas vítimas [...]"
Trecho de uma matéria publicada em 23 de Janeiro.
"É encontrado estoque de 'doenças' em cativeiro"
"[...] os criminosos mantinham um laboratório onde a perícia identificou pelo menos 60 doenças consideradas graves, sendo 20 delas causadas por vírus raros. A polícia afirma que tudo indica a prática de experiências em algumas pessoas, com o intuito de criar novas doenças.. A descoberta explica as várias mortes causadas por um misterioso vírus no mês passado, aqui no país [...]"
Trecho de uma matéria publicada em 2 de Fevereiro.
A GANGUE DO PALHAÇO
por CASMURRO
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