A Gangue do Palhaço

2 Capítulo 1: O Circo Chegou


Notas iniciais
Antes de tudo, gostaria de dedicar essa história a uma grande amiga, cujo o nome me emprestou para essa protagonista. A Amanda está passando por um momento bem difícil, mas quero que ela saiba que estamos todos torcida pela sua recuperação. Uma ótima leitura!

A Gangue do Palhaço

"O Circo Chegou"

Parte um de três

O gordo gato preto está distraído na calçada, olhando o movimento de uma sacola plástica voando baixo, roçando no mato rasteiro que brota de uma rachadura, quando uma pedra o atinge nas costas. Com o susto, ele solta um rosnado e corre, assustado e machucado, enquanto Amanda ri.

— Você não vale nada mesmo! — diz Lucas, rindo também. — O pobre do gato não fez nada!

Ela joga algumas pedras, na esperança de assustar mais ainda o pobre felino, enquanto seu rosto estampa um sorriso.

— Além de ser um gato, ele é preto! — responde ela. — O que mais poderia ter feito?

Lucas assente, pegando uma pedra e arremessando no gato. Ele não queria, mas acabou acertando forte a cabeça dele, que cai sentado e tonto. Ele começa a andar em direção ao gato, mas Amanda o impede, falando:

— Vamos aproveitar que ele está tonto e jogar água nele!

Ele a encara, assustado.

— É muita maldade, Amanda — murmura ele. — Melhor irmos para casa, antes que alguém note.

Ela, com certa relutância, assente e o segue pelas ruas cinzas de Belas Cachoeiras. Essa é uma cidade do interior, com pouquíssimos habitantes e que tem esse nome devido a presença de vários riachos e cachoeiras em sua região norte, que atrai alguns raros turistas.

Eles seguem para a casa de Amanda, uma vez que seu pai está no trabalho. Sua mãe havia morrido no dia em que ela nasceu, desde então ela foi criada com o rígido Leandro.

A casa em si é bastante organizada, e ela tem a obrigação de mantê-la limpa, pois seu pai não admite desorganização. Ela está cansada de tudo isso e sonha com o dia em que se mudará para alguma cidade grande, como o Rio ou São Paulo, pois seus sonhos de ser atriz teriam mais chances de se realizar.

Eles entram na casa e seguem para a sala de estar, onde sentam no sofá e ela liga a televisão, procurando algum programa descente.

Amanda possui 16 anos, seus cabelos são lisos e tingidos de um tom claro. Ela se considera muito bonita, assim como Lucas. Ele possui 17 anos, cabelos loiros cacheados, no estilo anjo, e está atrasado na escola, estudando o segundo ano na turma dela.

— Então... — murmura ele, em um tom despreocupado. — Que horas o seu pai chega?

— Acho que daqui à duas horas... — diz ela, conferindo no relógio. — Sim, duas horas. Por quê?

Ele escorrega a mão para a coxa dela, que se encontra nua devido ao short curto.

— Podemos aproveitar o tempo...

— Lucas... — diz ela, respirando fundo. — Eu já disse que não podemos!

— Por favor! Eu prometo que...

Ele é interrompido pelo pai de Amanda, que abre a porta e entra na sala, assumindo uma cara feia quando os nota. Ele é um homem intimidador, possui uma estatura alta e é bem gordo, com cabelos brancos bem aparados e grandes olhos pretos.

— Podem se explicar? — rosna ele.

Amanda ergue as sobrancelhas, assumindo uma postura descontraída.

— Não há nada para explicar — afirma ela, erguendo a mão com o controle da televisão. — Eu faço a mesma pergunta para o senhor, não deveria estar trabalhando?

Uma veia surge em sua testa, ele fica vermelho como um pimentão.

— Escuta aqui, sua fedelha...

— Quer escolher o programa que vamos assistir agora? Ou teremos que desligar a televisão porque você não aprova? — interrompe ela, com raiva.

Ele não aguenta e acaba partindo para cima da filha, segurando-lhe a face com uma das mãos e levantando a outra, de modo agressivo.

— Nunca mais ouse me chamar de "você", está me escutando? — pergunta ele, quando ela não responde, ele aperta mais sua face e rosna: Está me escutando?!

Lucas, que até aquela hora estava em choque, se levanta e murmura:

— Não estávamos fazendo nada demais, o senhor...

— O que você ainda está fazendo na minha casa?! — berra ele, interrompendo a voz baixa do menino.

Sem ter opção, ele sai da casa e se afasta o máximo que pode, indo para na praça que estavam antes. Ele morre de medo do pai de Amanda, e não pôde enfrenta-lo, pois, na sua opinião, ele tem certa razão em tentar proteger a filha.

Enquanto pensa em como vai encará-la de novo, um cara passa e lhe entrega um panfleto, no qual diz que o Magnífico Circo dos Horrores estará na cidade esta noite, em uma apresentação inédita.

— Até que não seria má ideia... — pensa ele, animado.

***

Do outro lado da cidade, em um camarim desgastado, Sônia encara seu reflexo no espelho manchado. "Oh meu Deus, será que ele... Não, por favor!", pensava ela.

Havia feito algo imprudente... E certamente seria punida.

Na noite anterior, ela conversara com ele, certa de que possuía algum crédito pelos longos anos de trabalho... Estava enganada. Ela lhe pedira férias, pois estava cansada e não conseguia pensar em nada que não fosse esse trabalho doentio... Mas acabou perdendo qualquer consideração e gerando sérias suspeitas. Há muito tempo que ela apenas cumpre a sua função, sem pensar muito no que está fazendo.

Tecnicamente, segundo James, ela não é culpada por nada, apenas dá a sua "humilde contribuição". Há muito que quer acabar essa parceria doentia, pegar o seu parceiro, de picadeiro e de vida, Cláudio, e fugir para bem longe. Mas isso é impossível. James possui muitos contatos e logo a acharia e faria qualquer coisa inimaginável para pessoas normais, sua especialidade. Como ela gostaria de voltar no tempo e nunca ter aceitado aquela proposta insana…

Era uma época particularmente difícil. Após serem injustamente expulsos do Circo “Espetáculos”, devido à uma discussão com o dono, Sônia e Cláudio não tinham para onde ir. Eles estavam passando as noites em um motel, no centro, mas o dinheiro estava acabando e eles não conseguiam ser empregados. O sonho de ser artista de circo havia ido buraco abaixo, já haviam perdido qualquer esperança de viver fazendo shows. Haviam tentado a sorte em praças e centros comerciais, mas sempre eram expulsos pelos guardas, que os chamavam de desocupados.

Certo dia o dinheiro acabou, e eles se viram morando na rua. Um casal, sem qualquer esperança de viver, jogado na rua com suas tralhas coloridas. Toda uma vida de trabalho jogada fora. Eles estavam decididos a passar pros delitos, roubar, matar até, se fosse necessário. Mas iam sair dali. Por ironia do destino, foi naquele mesmo dia que cruzaram com um certo visionário europeu, que lhes jurou rios de dinheiro e a realização de seus sonhos. Tudo o que deveriam fazer era integrar a trupe de artistas no seu circo... De horrores.

Os pensamentos de Sônia são interrompidos pela porta que se abre, sem qualquer aviso. Ela dá um pulo em sua cadeira, e é surpreendida por James, que, vestido impecavelmente, a encara.

— Você parece assustada — afirma ele, sorrindo. — Aprontando?

As mãos de Sônia tremem, ela as esconde nas dobras do seu robe.

— Claro que não, James — diz ela, tentando parecer indiferente. Como podia temer tanto alguém?

Ele se aproxima, está segurando uma caixa do tamanho de um controle remoto. Ela olha para a caixa, com certa curiosidade.

— Eu só passei para te lembrar de uma coisa... — Ele coloca a caixa no colo dela, e segura seu rosto, de modo que ela é obrigada a encará-lo. — Nós estamos juntos nessa. Você sabe disso, não sabe?

Ela balança a cabeça, apressadamente.

— Ótimo. — responde ele, logo em seguida encostando os lábios nos dela. — Um pequeno presente, para garantir que você nunca se esqueça.

Ele sai e a deixa paralisada. Ela sabia muito bem o que aquilo tudo significava. Ela não é uma amiga, uma sócia, ou uma companheira. Ela é apenas uma peça, que não tem vontades e só deve obedecê-lo. O beijo provara isso.

E o conteúdo da caixa também. Foi o que ela constatou, quando abriu a pequena caixa e achou um dedo anelar ensanguentado, com uma aliança que era idêntica à sua.

***

Amanda está em seu quarto, chorando na cama.

Não consegue acreditar que seu pai fizera todo aquele drama, logo na frente do Lucas. A surra não fora nada, já estava acostumada, mas a vergonha... Não ia passar por tão cedo. Ela sempre tentava soar determinada na frente dele, como se nada no mundo pudesse detê-la, era uma forma de impressioná-lo.

Seu celular toca brevemente. Ela o pega e vê que tem uma nova mensagem, já imagina de quem é. "Pelo amor de Deus, que ele não fale nada do que aconteceu hoje", pensa, enquanto destrava o aparelho. Já cometera o erro de deixá-lo sem senha, e seu pai, é claro, pegou-o escondido e leu suas conversas, o que lhe rendeu uma grande surra pelo seu "palavreado de merda", como ele diz.

Era de Lucas, e perguntava se ela gostaria de fazer um passeio brega e incrível. Ela ri e lhe responde, dizendo que adoraria.

Algum tempo depois, ela já está vestida e pronta para sair. Ela olha no relógio e constata que ainda são oito horas da noite. "Droga! Será que ele ainda está acordado?!". Ela sai do quarto e desce as escadas, lentamente, sem fazer barulho. E lá está ele, roncando na poltrona de couro gasta, com umas 5 garrafas de cerveja aos pés.

Ela se aproxima, evitando até respirar, e lhe tira a carteira do bolso. Esse é um dos lados bons do vício de seu pai: furtá-lo é uma tarefa facílima. Ela tira 20 reais e se prepara para devolver a carteira, quando seu celular toca. "Merda!", pensa ela, quando joga a carteira no colo dele e se apressa em desligar o telefone.

— A... — suspira ele, enquanto se mexe. — Amanda?

Ela permanece imóvel, torcendo para que ele não abra os olhos. Após alguns instantes, percebe que ele já voltou a dormir. "Graças a deus", ele lhe daria uma baita surra se descobrisse que iria sair escondida. Ou talvez, como estava bêbado, ele faria aquilo de novo... Ela tentara apagar aquelas malditas noites da memória, mas de vez em quando elas voltavam, como fantasmas, prontos para assombrá-la.

Ela fica encarando ele por alguns momentos. Sua vontade é colocar veneno nas bebidas, sumir no mundo e nunca mais voltar... Mas não tem coragem o suficiente pra tais feitos. Seu plano é se formar, com boas notas, e conseguir uma boa faculdade, na cidade grande. Nunca mais pisaria nessa cidade imunda.

Ela segue para a porta, sem saber que nunca mais verá seu pai.

***

Lucas espera em frente ao circo. Suas mãos estão suadas, devido ao nervosismo. Ele realmente gosta da Amanda, eles compartilham o mesmo sonho: desaparecer daquela cidade. Eles irão juntos para a faculdade e deixarão esse lugar para trás. Será preciso muita força de vontade e sacrifício, mas ele está disposto a tudo.

O lugar está cheio. A cidade oferece tão pouco lazer para os moradores, principalmente os mais jovens, que eles devoram qualquer tipo de entretenimento que aparece. Ele está distraído, brincando com sua pipoca, quando Amanda chega e lhe dá um susto. A pipoca caí no chão.

— Onde estão os seus reflexos, Homem-Aranha? — diz ela, entre risadas.

Ele tenta fazer uma cara irritada, mas começa a rir.

— Muito engraçado, mas vamos perder o espetáculo! Por onde você andou?

— Eu tive que sair escondido, desculpe-me se não sou tão boa fugitiva — brinca ela, enquanto o arrasta para o carrinho de pipoca.

Nas sombras da grande tenda, dois homens conversam furtivamente. São funcionários do circo, e já estão um tanto bêbados.

— Pobres coitados — afirma o mais velho, enquanto urina na parede da tenda.

O mais novo, nos seus 21 anos, observa Amanda e Lucas, que se dirigem para dentro do circo.

— Você tem pena deles? — pergunta, enquanto tira um cigarro do bolso.

— Não é por que eu trabalho pro Diabo que eu sou tão insensível como ele.

O outro solta uma risada baixa. Estende o cigarro aceso ao mais velho, que dá uma tragada.

— É a vida... — diz ele, enquanto solta um anel de fumaça.

***

Sônia está encolhida, junto à parede do seu camarim.

O conhaque que tomara lhe dera forças para se vestir e fazer uma maquiagem básica. Não fosse por ele, ainda estaria na cadeira, olhando para o dedo ensanguentado do marido em seu colo.

"Como ele foi capaz?", pergunta para si mesma. Tantos anos... E nada significavam.

A porta se abre e ela levanta o olhar, furiosa, jurando que iria encontrar os olhos frios de James. Mas não era ele. Era o acrobata reserva do circo, Sebastião, que substituía seu marido quando o mesmo estava doente ou indisposto.

Ela não consegue segurar o choro e começa a soluçar violentamente. Ele se aproxima, e coloca a mão em seu ombro, afagando-o.

— Ele... — soluça ela, tentando conseguir forças. — Ele está muito mal?

Sebastião assente.

— Sônia... Vocês devem tomar mais cuidado com... — É interrompido pela ação seguinte dela.

Ela se levanta, em meio aos gritos, pega a cadeira e a joga em direção ao espelho. É segurada por ele, que a levanta em um abraço forte.

— Ele não podia! — grita ela.

Sebastião tapa sua boca com a mão e fala em seu ouvido.

— E você acha que deixá-lo com mais raiva ainda vai resolver tudo? — rosna ele. — Se recomponha, mulher.

Ele a solta e ela fica parada, em pé.

— Você deve manter a calma.

Ela vira para ele e lhe lança um sorriso cínico.

— Por quê?

— Porque, se ele arranca dedos dos seus "sócios" mais antigos por pura precaução, o que ele faria se você lhe desse motivos reais? — pergunta ele, e depois acrescenta: Você vai se dar mal.

Ela caminha para o canto do camarim, onde está a garrafa quase vazia de conhaque. Ela a pega, e toma todo o seu conteúdo em um gole.

— Eu já me dei mal, caro Sebastião. — murmura ela. — Muito mal.

***

As cortinas se abrem, o show começa.

O circo, lotado, saúda o palhaço que faz a abertura do espetáculo. Em meio à multidão, Amanda e Lucas gargalham do palhaço.

— Cara, esse mano é muito zoado! — diz ele, enquanto pega um pouco da pipoca dela.

— O que leva uma pessoa a fazer isso? — pergunta ela, rindo.

— Loucura — responde ele.

O tempo passa e as atrações vão ficando cada vez mais interessantes. Após uma hora de espetáculo, o palhaço anuncia que o show dos acrobatas vai começar. De dentro das cortinas, surge um homem e uma mulher trajados com macacões vermelhos. Eles começam devagar, mas logo partem para uma dança estranha, cheia de piruetas e cambalhotas.

— Ei, repara na mulher! — diz Lucas.

Amanda passa a prestar atenção em seus movimentos, um tanto desleixados. Se prestar bastante atenção, percebe-se que ela está atrasada, talvez cansada.

— Alguém tinha que dar café para ela, antes de começar — murmura ela, arrancando um riso dele. — Ei, eu vou dar um pulo no banheiro.

— Tudo bem.

Ela se equilibra na arquibancada, tentando não pisar nos pés das outras pessoas. Ela não sabe aonde fica o banheiro, e então se encaminha para a vendedora do carrinho de pipoca, no lado de fora da tenda.

— Oi, você pode me informar aonde fica o banheiro? — pergunta para ela.

A mulher a encara com um olhar assustado.

— Você não pode aguentar só mais um pouco? Só falta a performance das aberrações — responde ela.

— Eu realmente preciso ir — murmura Amanda.

A mulher ergue a mão e aponta para um banheiro químico, ao lado da tenda.

— Obrigada.

Amanda anda em direção ao banheiro, e se sente aliviada ao perceber que ele está limpo. Após fazer suas necessidades e checar o celular, uma batida na porta a pega de surpresa.

— Já estou saindo!

Ela abre a porta, mas não há ninguém lá. "Estranho". Ela olha atrás do banheiro, também não há ninguém. "Muito estranho", pensa ela, enquanto vira. Mas agora há alguém na sua frente. Um homem.

— O que você está fazendo, docinho? — pergunta ele, lançando seu hálito de álcool contra o rosto dela.

"Calma!", pensa ela.

— Eu... Estou voltando para o circo — responde ela.

Quando ela tenta se esquivar dele, ele agarra seu braço.

— Não... Não está.

E então lhe dá um soco que tira a sua consciência.

***

Escuro. Está escuro.

Ela pode sentir o ar frio que sai da janela aberta. Está balançando... Está em algum veículo. Ela pode escutar o choro de alguém, as respirações pesadas. Está deitada sobre um colchão duro, com a cabeça apoiada na parede de metal. Ela tenta abrir os olhos de uma vez, mas a dor no lado esquerdo de seu rosto a impede.

Devagar, ela os abre, primeiro o direito, depois o esquerdo. Está realmente escuro, mas um lampião mantém uma baixa luminosidade no local. Ela está em uma espécie de contêiner, como a traseira de um caminhão. Há pessoas à sua volta. A maioria é composta por crianças, que dormem profundamente. À sua frente está Lara, uma colega de classe. O choro é dela.

Lara a encara , com um olhar assustado, em meio às lágrimas. "O que eu estou fazendo aqui?", pensa Amanda, sem forças para perguntar em voz alta. Um movimento chama a sua atenção para a extremidade do cômodo.

Uma pessoa, lhe parecia um homem, estava debruçado sobre um menino, fazendo alguma coisa em sua perna. Ao passar por um quebra-molas, tudo balança e o homem solta um grunhido. Ele repete o procedimento em toda a fila de pessoas no lado oposto de Amanda. Ao chegar em Lara, essa solta uma espécie de rosnado, enquanto treme. Ele lhe dá um tapa na cara, que a faz ficar quieta.

Ele passa para o outro lado e logo chega em Amanda. Ele lhe segura o calcanhar e passa algo pela panturrilha dela, como se desenhasse. Logo após o primeiro toque, a dor chega. Ela tenta tirar a perna dos braços dele, mas ele é muito forte.

Logo ele termina e segue para o canto do lugar. Amanda reúne todas as suas forças para olhar sua panturrilha.

Lá ela encontra o número 13, talhado em sua carne sangrenta.

Notas finais
E aí, gostaram? Como eu já disse, comentários são muito bem-vindos, é importantíssimo para mim saber se vocês estão curtindo. O próximo capítulo está programado para terça-feira de manhã, fiquem atentos! #PrayForAmanda