A Fúria da Fênix
1 Prólogo
Notas iniciais
Heey amores!
Tenho que lhes avisar que este é um projeto que estou trabalhando com bastante cuidado e espero que vocês gostem do que eu escrevo... Por favor tenham paciência com a minha pessoa.Hoje teremos um capítulo simples, mas espero que esteja do agrado de vocês.

Silêncio. Fumaça. Palavras confusas eram invocadas, talvez fosse latim ou até mesmo grego.
– Maledictus vir, qui per sanguinem audet proditorem amare.
Hostis et contra naturam sanguinis.
De caritate agitur, maledictus in aeternum* – a moça tinha os olhos vermelho carmesim.
– Dê-me uma razão – a garota morena pediu desesperadamente.
– Você é um monstro maninha – a moça cuspiu as palavras com rancor.
A garota morena estava amarrada á uma enorme pedra, usava um vestido vermelho longo e se contorcia enquanto de seu corpo saiam fumaças negras, de seus olhos saíam luzes que manchavam o céu de vermelho.
Ventava forte, a chuva começou a açoitar o grupo.
– Maya – o rapaz gritou.
– Não adianta clamar, meu rapaz – a mulher virou-se para ele – Ela está em transe e depois que voltar á si não se lembrará de você, nem da sua morte – anunciou.
– Você está matando sua própria filha – acusou.
– Samuel – a garota gritou desesperada.
A irmã de Maya levantou um punhal dourado e fincou no livro em que evocava a maldição. Um grito dolorido quase estourando os tímpanos ecoou pelo ar, taças de cristal se quebraram nas casas dos aldeões e o chão se abriu aos pés da mãe de Maya, a mulher afundou nas profundezas da escuridão.
As costas de Maya colidiram novamente com a pedra e ela virou a cabeça com dificuldade.
– Eu amo você – sussurrou e seus olhos se fecharam lentamente.
– Não – Ayra, a irmã de Maya gritou – Era para você morrer – olhou para o rapaz.
A chuva cessou, o vento parou e Ayra caiu sobre seus joelhos com as mãos levadas a cabeça. Ela matara sua própria irmã, sua irmã caçula.
Antes de vermelho Ayra só tinha os cabelos, agora ela tinha em suas mãos o vermelho carmesim do sangue de seu sangue.
Um raio cortou o céu.
A bela morena que jazia em cima da pedra abriu seus olhos de repente, o verde musgo brilhante de seu olhar havia sumido dando lugar á um vermelho que emanava sangue.
Maya flutuou pelo ar, seus fios rebeldes e cacheados de um tom chocolate espalhavam-se no ar, seus pés não tocavam o chão, mas seus olhos se fixaram em Ayra.
A jovem bruxa ergueu sua irmã com apenas um gesto e da mesma maneira começou a sufoca-la.
– Maya perdoe-me – implorou.
E essas foram as suas últimas palavras, o corpo de Ayra bateu contra o chão inerte, gelado, sem vida.
Maya ergueu o corpo de Samuel que a encarou assustado, o castanho dos olhos dele transformou imediatamente em amarelo no momento em que seu olhar se encontrou com o dela.
Ela fechou os punhos e com a força da mente começou a sufocar o rapaz a sua frente, ele mal acreditava naquilo.
– Maya eu amo você – os olhos dele ardiam.
– Eu não sou Maya – a voz rouca soou prepotente e cruel – Eu a Fênix – gritou.
E em um piscar de olhos o corpo de Samuel colidiu com força total contra chão, seus olhos estavam parados e sem vida, mas uma lágrima teimosa escorreu pelo canto de seu olho.
A pena escreveu sozinha as seguintes palavras no pergaminho
Smaragdus fiet oculis spectare ad mel perierunt.
Ecce furor phoenix, semper tenuit. **
Mas lembre-se que toda história tem vários lados e apenas uma verdade.
↜ Traduções↝
* Amaldiçoado será todo aquele que ousar se apaixonar pelo sangue traidor.
O sangue é inimigo e a natureza é contrária.
Seja esse amor amaldiçoado por toda a eternidade
** Assim se fará a toda aquela que perder seu olhar esmeralda naquele olhar mel.
A fúria da fênix sempre prevalece.
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