Notas iniciais
Olá! Mais um capítulo. O último suspiro antes do mergulho. Anunciando que estamos na metade da FIC. Ainda tem muita coisa para acontecer. Agradeço imensamente às minhas amadas amigas que estão comentando. A fidelidade de vocês e generosidade me cativam, me incentivam e tudo isso não tem preço. Boa leitura!

Poucos foram descansar, pois a sombra negra do mal espreitava pelos cantos, com seus espíritos de assombro e terror, enquanto o desconhecido dominava os pensamentos dos homens, tomando dimensões assustadoras.

A noite passou lenta e aterradora e os dois apaixonados sentiam na alma o mal cercando com suas garras. Por conta de uma teimosia descabida ficou cada um em sua tenda solitário, esperando o outro se render.

O dia chegou e trouxe a constatação de que Legolas e Kyara partiriam para a guerra e enfrentariam seus destinos sem se despedirem.

Kyara entrou na tenda de Aragorn e encontrou Legolas, acompanhado de Gimli, Glorfindel e os filhos de Elrond. Ela trazia o Olho de Teferi e sua espada.

— Quero que leve Tellas com você. Ela foi forjada no fogo mágico de Tiria e sua magia fere o bruxo. Se você se confrontar com ele, ela lhe será útil.

Legolas olhou a espada com o canto dos olhos e deu-lhe às costas sem nem se dar ao trabalho de responder.

— Estou pedindo a você que a leve. Posso usar qualquer outra espada.

— Você deixou claro que o que eu pedisse seria capaz de me atender... E virou-se para encará-la... – Então, prove que falara a verdade e fique com a espada. Ela foi forjada especialmente para você. Qualquer outra poderá ser pesada demais ao longo da batalha.

Sem discutir ela estendeu a mão com a pedra presa a uma corrente para Legolas, que a pegou e a pendurou no pescoço.

— Muito cuidado. Não sabemos que armadilhas aquele demônio terá espalhado pelas cavernas. Lembre-se que a magia dele vem das trevas e nem tudo pode ser o que parece. Desconfie de qualquer coisa que não fizer sentido para você... Alertou Kyara.

— Hannon le¹!

Kyara sempre admirou a postura altiva de Legolas, mas aquele elfo a sua frente com o olhar frio e indiferente quase não se parecia com o seu marido, seu amor.

— Agora preciso ir... Ele parou na entrada da tenda e se virou... – Tenham cuidado. Que os Valar os protejam.

E saiu sem dizer mais nada. Ele foi capaz de pegar a pedra da mão dela sem sequer tocar a pele. Ela estava desolada e levou a mão ao peito, inconscientemente. Seu coração começou a bater acelerado, aumentando sua preocupação.

Algo terrível estava para acontecer.

Kyara olhou nos olhos de cada um na tenda, que a observavam como se esperassem por uma atitude dela e se deixou abater pelo desespero, fazendo-a correr para fora. Já na porta da tenda Aragorn a segurou pelo pulso.

— O que pretende fazer?

— Aragorn, deixe-me. Eu preciso detê-lo.

Ela fazia um grande esforço para se controlar, mas não conseguiu impedir que as lágrimas viessem aos olhos.

— Sinto que algo terrível irá acontecer se ele for para aquelas cavernas sozinho. Eu...

Ela avistou Legolas montado em Arod já no meio do acampamento e não resistiu.

— Legolas! Legolas!

Gritou por ele chamando não só sua atenção, mas a de todos que estavam por perto. Ele parou o cavalo e olhou para trás. Ela desvencilhou-se das mãos de Aragorn e deu alguns passos a frente, vacilando diante da vontade de correr até Legolas e ficaram parados, esperando pelo outro. Ele, então, desmontou e soltou as rédeas do cavalo. Com esse gesto ela correu até ele, atirando-se em seus braços.

Os dois ficaram abraçados sem dizer nada, apenas sentindo seus corpos apertados pelo abraço.

Os soldados em volta pararam tudo o que estavam fazendo para observar a cena. Imrahil estava um pouco mais adiante com Éomer ao seu lado, que, vendo a despedida deles, abaixou a cabeça e se retirou.

— Eu não o enganei. Acredite, por favor, eu não o enganei... Se tivesse me pedido para ficar em Gondor eu teria ficado. Se me pedir agora para voltar eu abandono tudo e voltarei. O que não posso mais suportar é sua mágoa.

— Eu é que lhe peço perdão. Fui um estúpido dizendo todas aquelas coisas horríveis. Dando-lhe às costas agora a pouco como se você não fosse importante para mim... Admito que meu desespero me fez perder o controle... Ele suspirou... – Não imagina o medo que sinto deixando-a aqui e se pudesse eu mesmo a levaria de volta amarrada se preciso.

— Então eu volto com você... Vamos embora daqui agora, enquanto há tempo. Eu aceito qualquer coisa desde que não nos separemos... Kyara olhava para ele com pavor nos olhos.

— Diz isso temendo por mim, mas nós dois sabemos que não podemos... Aragorn estava certo, sua segurança está em ficar e lutar. Não tema por mim, Meleth-nin². Vou recuperar aquela pedra a todo custo, pelo nosso amor... Ele lhe beijou a testa... — Se não fosse minha estupidez poderia ter ficado essa noite com você, mas acabei aturando os roncos de Gimli.

— Diz que nosso destino será ficarmos juntos. Diga-me novamente que vai voltar, por favor! Preciso ouvir isso. Preciso acreditar que não o perderei.

Ela olhou para ele com o rosto banhado em lágrimas. Ele acariciou seus cabelos e secou seu rosto, com um sorriso pálido.

— Eu vou trazer aquela pedra para você e ficaremos livres para sermos felizes. Vou levá-la para conhecer Valfenda e Lothlórien. Quero que conheça Ithílien também. Tenho certeza de que não terá visitado lugares mais bonitos. E no caminho para meu reino vamos acampar novamente na caverna que nos conhecemos. Nunca me abandonou a sua imagem nua se banhando naquelas águas escuras.

Ela sorriu... – Amim mella lle, herves-nin!³

— Meleth-nin!... Fique atenta e não abaixe a guarda em nenhum momento. Por favor! Não se arrisque demais, Kyara. Resista o quanto puder. Evite o confronto com esse bruxo. Se me der uma chance eu cumprirei minha missão e, juntos o derrotaremos.

— Eu ficarei bem, acredite. Vou fazer como me pede não se preocupe. Concentre-se na sua missão... Estarei esperando por você.

Beijaram-se com sofreguidão, sentindo o peso da angústia em seus corações e Legolas partiu na velocidade de um relâmpago. Não poderia perder nem um minuto a mais. Kyara ficou de pé imóvel vendo-o desaparecer no horizonte. De repente sentiu a presença de alguém ao seu lado e a voz de Aragorn chegou aos seus ouvidos.

— O que a perturba, Kyara?

Aragorn perguntou, calmamente. A angústia dela o preocupava. Sua respiração estava instável e Aragorn apertou o ombro dela de leve.

— O que está acontecendo com você, minha amiga? Ele sabe se cuidar muito bem e não vai enfrentar seu destino de mãos vazias.

Kyara deixou escapar um suspiro profundo antes de responder num sussurro que ele quase não conseguiu escutar.

— Meu coração está sendo arrancado do peito. Temo pelo que está por vir... Ela se virou e o encarou deixando as lágrimas correm mais uma vez... – Eu temo por ele, Aragorn... Sinto como se uma névoa invisível estivesse obscurecendo os meus pensamentos, enquanto um arrepio percorre minha espinha. Como se o inimigo estivesse prestes a atacar, mas você não sabe onde ele está apenas sente sua presença. Consegue entender isso?

— Sei como se sente, mas não se desespere, porque tenho certeza de que sairemos vitoriosos e Legolas sabe o que faz. É um guerreiro muito experiente. Um dos melhores que já conheci.

— Eu sei. Já lutamos juntos e não tenho dúvidas disso... Ela abaixou a cabeça... – Tenho que confessar uma coisa a você. Falei a verdade quando disse que teria ficado em Gondor se Legolas me pedisse e estava disposta a atendê-lo, porque achei que se ele ficasse preocupado comigo acabaria morto. Agora mesmo, eu abandonaria tudo se ele viesse comigo.

Kyara suspirou novamente para tomar fôlego e secar as lágrimas.

— Todo o meu plano foi baseado no meu desespero de tirá-lo do campo de batalha. Se o bruxo o visse lutando com os outros soldados, ele o esmagaria. Por isso pensei que Legolas seria a melhor opção para procurar a pedra. Precisava atrair a atenção do bruxo e deixar Legolas oculto de qualquer jeito. Eu tinha que proteger o meu amor a todo custo. Gorlock não pode nem sonhar que Legolas está vivo.

— Não precisa me dizer isso. Na ocasião em que você nos mostrou aquelas imagens e o bruxo apareceu perguntando se havia sofrido com a morte de Legolas percebi que a ligação entre vocês dois era muito mais profunda. Depois minhas desconfianças somente se confirmaram quando sugeriu que Legolas fosse procurar a pedra. A primeira coisa que pensei foi que você queria escondê-lo do bruxo.

Kyara o olhou, espantada... – Você está sempre me surpreendendo.

— Eu tento me igualar a você, mas é difícil... Seu plano de ação foi bem pensado, mas extremamente arriscado já que pretende confrontar o bruxo sozinha. Está claro que sua pretensão não passa de um artifício para proteger Legolas e lhe dar passagem mais segura. O problema é que ele está desesperado demais com medo de perdê-la para aceitar isso. Eu não tiro a razão dele... Se me permite uma opinião, concordo com Legolas quando ele disse que você deveria ter deixado claro suas intenções. Entre dois amores não pode haver segredos ou enganos, pequenas mentiras. Isso somente faz com que a confiança acabe. Mas não foi justo ouvir logo da pessoa que mais se ama todas aquelas coisas. Nada daquilo é verdade e ele a magoou muito. Não foi?

— Foi... Se ele tivesse me batido não teria doido tanto. Agora isso não importa. Reconheço meu erro e sei que ele falou desesperado com a situação que eu criei e acabou dizendo coisas sem pensar.

— De fato, ele se desesperou e se culpou depois por tudo o que disse, porque ele mesmo não acredita em nada daquilo... A questão é que a palavra dita, mesmo sem intenção, tem uma força muito grande. De pouco em pouco ela fica maior que seu sentimento. E se a palavra fere, a mágoa acaba crescendo junto até não sobrar mais nada, além de ressentimentos... Dialogo, respeito e confiança são coisas fundamentais em um relacionamento, principalmente quando se trata do relacionamento de dois amores.

Houve um momento de silêncio... – Aragorn! Será que realmente foi a melhor opção ele partir para aquelas cavernas sozinho?

— Você fez o certo. Se ele fosse para a batalha conosco seria destruído... Vou revelar uma coisa a você. Espero que não se zangue comigo. Somente permiti que viesse conosco, porque acredito que estará mais protegida aqui. Além do mais, unindo forças, poderemos derrotar nosso inimigo. Se você ficasse em Gondor e essa batalha tornar-se perdida para nós, o demônio iria atrás de você e teria que enfrentá-lo sozinha. Seria um risco muito maior.

— Quer dizer, então, que em outras circunstâncias vossa majestade teria me trancado a ferro? Por que no grito não me deteriam.

Aragorn deu uma sonora gargalhada... – Você é a pessoa mais impossível que já conheci. Tenho muita pena do meu amigo, que ainda vai esmurrar muita mesa nessa vida.

— Ah, não exagere.

Aragorn gargalhava ainda mais com a cara aborrecida da Kyara, que, de alguma forma, se sentiu confortada com a conversa que tiveram. Aragorn tinha a capacidade de acalmar o seu coração nas horas mais angustiantes. Ela estendeu a mão e cobriu a mão dele com a sua.

— Hannon le, muindor-nin.

— Eana gwiil nanefach, muinthel-nin... E a beijou na testa.

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As tropas se preparavam para a guerra, esperando pelo momento que daria início à marcha para o confronto com seus inimigos. Kyara não deixou de pensar em Legolas um instante sequer e passou a noite acordada, sob um céu negro, sem estrelas.

Vendo-a sentada debaixo de uma árvore sozinha, Glorfindel foi lhe fazer companhia.

— Sozinha aqui, princesa. Não deveria estar dormindo?

— Não perde o costume de me chamar de princesa... Disse ela sorrindo.

— Você não é filha de rei? Então... Vejo que está aflita. Ficará tudo bem. Legolas é muito capaz... Suas habilidades são incomparáveis, mais ainda sua coragem. Não haverá nada naquelas cavernas que não poderá enfrentar. E, como você mesma disse, ele é o mais motivado nessa missão.

— É com isso que conto. Embora ele esteja armado apenas com o arco, as flechas e suas adagas.

— O pai de Legolas é um dos melhores guerreiros élficos com a espada Sindar. A habilidade que Legolas tem com as adagas longas vem do aprendizado com Thranduil. Uma herança passada de pai para filho. Ele, de alguma forma, adaptou os movimentos da espada para as adagas... Glorfindel sorriu... – Muito engenhoso! Ele, também, é o melhor arqueiro de todos os reinos élficos. Então deixe de se preocupar.

— Você me diz todas essas coisas para me acalmar?

— Digo todas essas coisas porque são verdadeiras e achei que precisava saber. Não sou muito bom em ficar adulando ninguém, ainda mais uma guerreira chorona.

— Eu? Uma guerreira chorona? Você verá quem vai chorar na hora da batalha.

— É o que espero.

Mantiveram-se em silêncio por um instante, mas Kyara voltou seu olhar para ele. Glorfindel, que mantinha os olhos fechados recostado nas pedras enfrente a árvore, sentiu o peso desta observação silenciosa e se inquietou.

— Fale logo o que se passa na sua cabeça.

— Posso lhe fazer uma perguntar pessoal?

— Pergunta pessoal?... Glorfindel abriu os olhos direcionando seu olhar para ela... – O que quer saber de mim?

— Por que nunca se casou?... Sei que sua história de vida é muito sofrida e já presenciou acontecimentos bárbaros. Quando perguntei se algum daqueles senhores havia se deparado com o inferno a primeira pessoa que me veio à cabeça foi você.

— Eles ficaram preocupados depois das suas últimas palavras. Não sei se foi mais assustador o que disse ou como disse.

— O objetivo foi exatamente esse. Eles precisam estar preparados. O bruxo trará o inferno para nos enfrentar... Sei que já viveu isso com a queda da sua cidade e lutou bravamente ao ponto de sacrificar a sua vida pelos seus. Tempos difíceis assim endurecem o coração de um homem, mas, em toda a sua existência nunca ninguém conquistou seu coração?

Glorfindel calou-se olhando para ela e se recostou nas pedras novamente. Ficou contemplando o vazio e Kyara aguardou que se pronunciasse. Quando pensou que ele não falaria e já começava a se arrepender por ter perguntado, ele se manifestou.

— Nasci nas terras imortais e vivi muitos anos de paz e encantamento com meu povo, mas fomos impregnados pelo veneno da maldade e esse dominou nossos corações. Ainda era jovem quando saímos de lá para o exílio. Foi a pior decisão que poderíamos ter tomado, mas há coisas maiores que a nossa vontade e o que está escrito não pode ser mudado. Muitos anos se passaram e vivemos toda nossa existência guerreando contra o mal pelo puro sentimento de sobrevivência. Tornei-me um grande guerreiro, porque as circunstâncias me exigiram isso e aprendi, desde cedo, a proteger meu povo, mas nunca fazer parte dele. Não poderia, porque o mal estava sempre à espreita... Somente pude experimentar o gosto de fazer parte de uma família novamente quando conheci Elrond. Ele e seus filhos me adotaram e eu me sinto abençoado por isso. Treinei e tornei-me tutor dos seus filhos e tenho por esses meninos um amor de pai.

— Mas não deseja conhecer o amor de uma mulher? Uma elfa? Saber que tem alguém lhe esperando... Chegar em casa e ser recebido por essa pessoa de braços abertos.

— Há alguns anos acompanhei Elrond em uma visita a Lothlórien, reino élfico da sua esposa, que hoje está desabitado. Lá conheci uma moça, tão bela como o entardecer em Valfenda e tão doce como o mel. Pensei que depois de já estar cansado dessa vida, havia encontrado alguém para amar... Lamentavelmente o coração da dama já tinha dono. Ainda assim, eu a cortejei e, de certa forma, nos relacionamos, mas sei que o amor não aconteceu. E nunca acontecerá... Ele sorriu e olhou para Kyara... – Se um dia os Valar se compadecerem da minha solidão e me agraciarem com o amor, temo não ser capaz de aproveitar essa dádiva. Há séculos vago só por esse mundo e nesse tempo a única coisa que conheci foi guerra e a morte. Meu coração recusa-se a ceder a qualquer sentimento mais permanente do que o desejo de proteger o meu povo e cuidar do que o horizonte me reserva esperando pelo pior... Ele a olhou com o canto dos olhos... – Sempre! Você, como bom soldado que é, sabe do que estou falando... Como poderia me render a uma coisa tão delicada como o amor?... A alma feminina é um mistério, um mundo a desbravar para mim e certamente seria derrotado. Não teria sensibilidade para isso. Admito minha covardia e minhas limitações... Ele riu mais uma vez... – Imagina! Como seria minha cara de apaixonado?

Sorrindo, Kyara respondeu... – Seria ainda mais bela. E você não tem que ser capacitado. Apenas deixe-se levar. Permita que seus sentimentos o conduzam... Cheguei aqui na Terra Média pensando como você. Havia passado minha vida fugindo desse sentimento, mas, no momento em que conheci Legolas, todos os meus esforços foram por terra. Não tive a menor chance... Ela sorriu... – O dia que você se deparar com a pessoa certa, também não resistirá e se tentar, sofrerá como nunca sofreu antes. Digo por experiência própria. E eu desejo que você encontre essa pessoa.

— Isso porque somos amigos?

— Exatamente! Porque sou sua amiga e quero a sua felicidade. Desejo que se veja perdido e desesperado de amor por uma eldar e que ela corresponda a esse sentimento. Cada vez que retornar das suas viagens contemplará a visão de uma linda mulher lhe sorrindo de braços abertos e o aconchego que ela lhe ofertar será o bálsamo para o cansaço do seu corpo e a solidão da sua alma. Tudo porque o amor torna as pessoas mais felizes.

— Devo ficar contente ou me desesperar com o seu desejo?... E os dois riram.

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O dia seguinte chegou com uma manhã que se assemelhava a um crepúsculo escuro e os corações dos homens estavam pesados. Kyara avistou Arod vagando pelo acampamento e o recolheu. Legolas agora estava em algum lugar das montanhas a procura da pedra.

Na tarde desse mesmo dia as tropas partiriam devendo chegar aos Campos de Lis ao amanhecer do outro dia.

Notas finais
Tradução do diálogo em élfico: 1 - Hannon le - Obrigado! 2 - Meleth-nin - Meu amor! 3 - Amim mella lle, herves-nin! - Eu te amo, meu marido! 4 - Hannon le, muindor-nin - Obrigada, meu irmão! 5 - Eana gwiil nanefach, muinthel-nin - Fique em paz, minha irmã! É isso aí, pessoal! Para quem torcia por uma reconciliação, eis que os dois se reconciliaram e tiveram a chance de se despedirem antes de batalha. Que bom que os dois reconheceram seus erros e pediram perdão. Isso é muito importante. Aragorn, como um rei sábio que é e um homem experimentado, deixou claro que os dois cometeram seus erros e o quanto é importante ficar atento nos cuidados que devemos ter com a nossa cara-metade. Fica então a lição, queridos. Esse capítulo é o último que antecede a batalha. Preparem seus corações! Falo com vocês nos comentários. Beijocas!