A Força D'um Amor (+18)
35 Capítulo XXXIV - Uma Visita inesperada
Notas iniciais
Atenor está a jogar voley na praia. Quando se lembra que falta alguém, e essa pessoa é-lhe fundamental, pára de jogar:
– Ei! Pode pelo menos fingir que joga… – Ralha Alexandre.
– Desculpe, hoje não ‘tou com cabeça para mais. – Justifica-se Atenor.
– Bem, estou a ver que a namorada não o deixa.
– Ela não é minha namorada. – Brada o rapaz irritado com aquela conversa.
– Por que não quer… — Comenta Rafael.
Atenor sai de ao pé deles e caminha com a camisola às costas pela areia. Senta-se sozinho, longe dos amigos, quando pega no telemóvel e marca uma sequência de nove números, esperando por alguém que atenda.
Teresa Cristina estava muito assustada, só queria agora a companhia de Marlisa. Por momentos, as dúvidas que pairavam na sua cabeça, foram esquecidas por completo. O telemóvel de Marlisa toca no quarto, ela caminha até lá.
– ‘Tou
– Olá Mar, posso passar aí, hoje?
– Oi Atenor! Não sei não, ‘tou a chegar do hospital com a minha mãe.
– Está tudo bem? – Inquire o rapaz extremamente preocupado.
– Não, mais vai.
– Pronto, até mais. Te adoro!
– Eu também.
*
Sérgio na biblioteca liga a Tomás. Este está a jogar xadrez só para passar o tempo. Tinha saudades do Pedro, cada vez mais lhe custava estar tão afastado dele, embora estivesse perto, mas sentia agora um aperto no coração, quase que um nó na garganta, por não poder ter percebido nada há mais tempo, por ter deixado escapar o amigo durante estes anos todos. De repente, um som de um aparelho rasga o silêncio da casa.
Tomás salta, pega no telemóvel e encosta-o ao ouvido.
– ‘Tou! – Atende na esperança que seja Pedro.
– Tomás, boa tarde, foi muito rápido a atender…
– Ah, tio, estava aqui mesmo o telemóvel, mas diga, tio.
– Ah ok! – Confirma Sérgio. – Sabe, preciso de falar consigo. – Informa-o.
– A sério? – Inquire Tomás muito entusiasmado.
– Sim, a sério. O médico já examinou Pedro. Preciso que venha aqui, imediatamente.
– E como está ele?
– Temos que falar, vens já?
– Sim, tio… até mais.
– Olha, espera, faz os possíveis para que não sejas visto.
– Ok. Até já, tio.
Tomás desliga o telefone.
Sérgio ponderava no escritório duas hipóteses; em contar tudo a Tomás, ou não lhe dizer nada.
O jovem sobe as escadas de casa, a correr, para o quarto, veste um polóver e, em seguida torna a descer as escadas. Já perto da porta de saída, Olga resolve intervir:
– Hey! Onde é que pensa que vai?
– Vou, vou, vou dar uma volta.
– Uma volta? – Olga começa a estranhar – só uma volta?
– Sim, mãe… só uma volta.
Gostinho desce pelas escadas.
– Olga!
– Sim meu amor…
–--
Tomás sai porta para fora e caminha apressadamente pelo bairro. Atravessa-o, passa em frente à casa de uma miúda e, seguidamente, de um jardim. Cruza a Rua dos Amores, subindo-a até à casa do portão de madeira envernizada. Abre em seguida o trinco e entra. A porta principal continua fechada. Ele segue o caminho encostado à casa até à porta da cozinha, essa estará sempre aberta. Tomás roda a maçaneta da porta e entra pela divisão, que está deserta atravessa-a e saindo para a sala. Sérgio trabalhava no escritório quando Tomás entra.
– Tio, o que quer? – Pergunta Tomás.
– Tomás, queres-me matar do coração. Que susto! – Tomás sorri.
– Senta-te. – Aponta-lhe uma cadeia disponível.
– O que me tem para dizer? – Indaga Tomás com curiosidade.
Sérgio continua a ler um relatório do partido não dando grande atenção a Tomás.
– Siim!?
*
Em Beverly Hills, John Scott está sentado há mesa da sua luxuosa sala quando, de repente, um Ding Dong estridente se ouve por toda a casa. Ele levanta-se, puxa o cinto do robe, pega numa arma, puxa a culatra e vai à porta.
– Who are you?– questiona Scott
“ quem és?”
– I'm Vilaca, John! Open the door, please!
“Eu Sou o Vilaça, John! Abra a porta, por favor!”
John esconde a arma que levava consigo. -
Ok! Come in, Doctor – ordena John após reconhecer a voz de Vilaça.
“ok! Entre Doutor”
–John, How are you, my Friend? – Vilaça abraça-o.
“ John, como tens passado, meu amigo?” Vilaça abraça-o.
– Fine thank you! – diz com algum entusiasmo — And you? – quer saber.
“ Bem obrigado! – diz com algum entusiasmo – e tu? – Quer saber.”
–I’m here because of your divorce – Informa-o Vilaça -and I confess that I am also very worried about you – declara com alguma tristeza – because you don’t go out anymore nor you take care of yourself – aclara ao constatar que John ainda estava em roupão – Is this all because of Sonia?
“ Bem o que me traz por cá é o teu divórcio, e confesso que também estou muito preocupado contigo, pois já quase não sais nem te arrumas. Isso é tudo por causa da Sónia?”
A verdade é que a rotina de John nas últimas semanas tem sido terrível, uma vez que Scott sofrera o seu maior desgosto ao de fazer mal a Sónia. Ele amava-a e agora não se conhecia.
Scott regressa à sala, senta-se no sofá, que fora a sua cama nos últimos dias e arruma o lençol:
–Sit down, please! – indica um lugar vazio – sorry for the mess...
“Senta-te, por favor! – indica um lugar vazio – Não repares na desarrumação…”
– What is wrong with you? – Pergunta Vilaça – no wait first you let Sonia in Portugal with your daughter, and then you transform into this… John react. The world is waiting you but not forever. – Tais palavras já começavam a irritar John quando, de repente…
“O que se passa contigo? Não espera, primeiro deixas a Sónia em Portugal com uma filha tua, e depois transforma-te nisto assim... John reage. O Mundo espera-te, mas não para sempre.”
– What do you bring?
“O que trazes?”
– Oh yeah, these papers for you to sign – Declara Vilaça entregando um envelope a John. — You have three weeks. Read them and, if necessary any changes, contact me. Ah, after signing, you have to give me these paper so I can deliver them in the Registration
“Ah pois, estes papéis para assinarem -Declara Vilaça entregando um envelope a John — Tens um prazo de três semanas, lê os e, se for preciso alterações, já sabes, contacta. Ah, após a assinatura, tens que mos dar para eu entregar no Registo”
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