A Força D'um Amor (+18)

25 Capítulo XXIV – Um sonho ou um pesadelo que atormenta


Liam Vilaça licenciou-se em Direito no ano dois mil e nove, é o melhor advogado que a Universidade da Califórnia alguma vez teve, após dois anos da sua licenciatura Vilaça especializou-se em Direito da Família, não satisfeito continuou a estudar para juiz. Actualmente, tinha em mãos o divórcio de John. Levantasse do sofá branco da sua sala e caminha até a metade de um muro que dividia a cozinha da sala entra dentro da divisão em seguida dirige-se á máquina do café. No quarto, a cama ainda estava desarrumada uma mulher de cabelos de oiro levantasse trajava uma camisola de alças branca e umas cuecas claras como leite.
– Liam! – Chama estranhando o facto de acordar sozinha.

Mia caminha pisa o chão da Time Square de olhos postos no chão aquele seria o ultimo dia em New York a cidade que tanto amava, na próxima terça feira era a apresentação do Prestigie International School, por um lado estava cheia de saudades de Portugal da azafama das lojas de casa, do Lino, do pai e de Pedro. Este não lhe tinha ligado todos os dias como lhe prometera estava extremamente preocupada com ele. Mas seria possível, ele esquecer-se de Mia? Nunca ele fizera lhe teria feito tal coisa. Tinha sempre tempo e disposição para a aturar. Entra num edifício alto, um arranha-céus. Pisa o chão brilhante encerado do Big Aple, o restaurante mais caro de New York, onde as estrelas de Hollywood vão comer, às vezes.

*



A Lua sobe no horizonte, ao fundo de uma avenida cheia de palmeiras está um grande largo com um passeio onde está um quiosque construído a cimento, com quatro janelas a toda a volta e um telhado coberto com telha lusa que o seguimento das quatro paredes por cima das janelas o segredavam com duas cancelas pintadas aos riscos a vermelha e a branco alternadamente. Do lado de dentro do recinto está um parque com árvores e bancos de jardim com estradas no meio para que os carros possam passar. Junto a uma grande casa de pedra estão ambulâncias paradas. Os bombeiros levam os pacientes para o hospital. Os guichés estão cheios de filas de espera os internamentos são uma constante. Chegam mais ambulâncias ao IPO, os bombeiros dirigem-se aos guichés passando à frente das enormes filas que estavam à espera.

Um quarto todo ele pintado a branco com uma luz no teto. Com um biombo a meio que estava corrido. Uma cama preta coberta com um lençol uma mulher deitada sobre a cama era – lhe retirado uma amostra de sangue para analise, na sala de espera do hospital distrital de São Paulo estavam duas pessoas uma mais velha, e outra mais nova. Eram pai e filha, que esperavam noticias mas estas tardavam em aparecer. Estavam muito nervosos, do quarto sai uma pessoa de bata branca.
A jovem levantasse do banco no qual permanecia sentada e vai ter com a pessoa.
– Diga-me por favor, o que é que se passa com a minha mãe? Já tem algumas novidades? – Pergunta Marlisa extremamente preocupada com sua mãe.
– Sim, tenho! Mas quero falar com o Dr. João, em primeiro lugar.
– E porquê, doutor o que a minha mulher tem?
– É grave? – Pergunta Marlisa.
– Venham ao meu gabinete, – aconselha o médico – lá falamos mais à vontade. – Completa.

Dr. João olha para a filha, e seguem atrás do doutor, que os conduz por um corredor cheio de portas pintadas a cor-de-rosa, e fechadas entram num quarto com as paredes brancas decorado com uma secretária de tampo branco, com um computador em cima, existem três cadeias, uma encostada à parede e duas de costas para uma janela através da qual se via a luz brilhante. Num horizonte negro.
– Se sentem – ordena o médico.
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Sentaram-se os três.
– Ora o caso que eu tenho aqui é realmente muito preocupante.
– Doutor diga-me o que Teresa Cristina, a minha esposa, tem? – Questiona Dr. João. – E sem rodeios.
– Eu vou directo ao ponto, aconteça o que acontecer hoje em dia há uma cura pra tudo. – Olha para os dois muito sério – a sua mulher tem leucemia.
– O quê, doutor? – Interroga Dr. João confuso – então quer dizer que ela pode vir a morrer.
– Não vamos pensar nisso agora. – Tranquiliza-o o médico – a maioria dos casos de Leucemia não é grave, ela foi detectada ao início. – Marlisa ficou abalada com a notícia.
– E ela? Já sabe? — Interrompendo o médico.
– Sim. E está com muita coragem, para enfrentar o que aí vem. Ela não vai ficar aqui internada, mas aconselho que comece a fazer a quimioterapia daqui a duas semanas.
– O senhôr tem a certeza qui minha mãe se vai curar? – Inquire Marlisa.
Dr. João olha para a filha. O médico brinca com a caneta entre os dedos.
– Certeza, certeza não tenho, mais vamos tentár. Cêgundo a minha experiência nestes casos, posso dizer que a senhora Teresa vai sair dessa.
– E durante os tratamentos ela vai ficar internada? – Indaga Dr. João preocupado.
– Não. Vem cá fazer os tratamentos e depois vai pra casa. Amanha, ela tem uma consulta aqui comigo, esta bom assim. E se quiser, podem-na acompanhar.


*


A luz da lua entra no quarto do senhor padre Bernardo Vieira, e ilumina-lhe a cara. O padre está a dormir em cuecas, devido ao calor abafado que se fazia sentir aquela noite. Um sonho perturba-lhe o sono, o padre está num jardim de uma grande mansão, com os fundos com janelas cerradas a tábuas por fora um homem que prendia o seu escravo e o mal tratava. Um homem cruel, que era temido em toda a região. Padre Bernardo suava, queria ver a cara do homem e do escravo, mas devido a ser um sonho não conseguia ver ninguém. Ele acorda bruscamente, levantasse e caminha até à cozinha.
“Estranho o que quererá dizer o sonho.” Pensa para os seus botões. Levanta-se e vai à cozinha, pega num copo e colhe, água para ele sacia a sua sede, volta ao quarto e olha para fora da janela de pau que se mantinha aberta, a luz da lua comunicava-lhe com a alma e encantava-o, parecia que esta noite ela estava a velar por ele com o céu negro, só o botão branco lá em cima no meio daquelas nuvens negras que cobrem as estrelas.
Padre Bernardo regressa para a sua cama, a luz da Lua entra no seu quarto iluminando os tacos de madeira envernizada. Ilumina o corpo do padre. Que adormece, alheia-se da realidade e de tudo o que se distancia desta. O tic tac dos relógios seguem o seu curso normal, aproximando-se do amanhecer o senhor padre voltasse e cruza os braços sobre o peito.
Uma noite, um Reino distante havia uma ponte feita de pedra os campos orvalhados estavam dois vultos sobre a ponte que trajavam uma capa preta, o padre e um jovem que era magro, alto com cabelo negro, e olhos azuis, aparece do outro lado um outro homem que também trazia um rapaz.
Posicionam-se dando dez passos, o rapaz volta-se com uma arma empunhe e dispara atingindo o rapaz que cai:
“Carlos! Fala comigo” o rapaz estava estendido no chão, cada vez perdia mais sangue. Ele abraça-o. Uma mão agarra a sua. Ele abre os olhos e olha-o. Apenas exclama “Valentina!” E roda a cabeça para o outro lado, apertando a mão a seu pai, que de imediato fica gelada.
De repente o padre acorda aflito. E não sabe porquê mas sente que alguma coisa o entristecia. Não conhece Carlos, era bastante estranho sonhar que o seu filho era aquele, alguma coisa o integrava, quem seria Carlos? Não o conhecia e Valentina? Porquê estaria com uma arma, e porquê seria um duelo? E por que carga de agua ele estaria preocupado?