A Força D'um Amor (+18)
23 Capitulo XXII A preocupação
– Posso? – Quesito a mulher do lado de fora. O Doutor sorri.
– Podes, é claro que podes.
A mulher deixa cair a toalha e entra para dentro do polivã, ambos beijam-se.
– E a Marlisa se entra aqui no quarto?
– Fechei a porta. – Diz ao beijar a orelha do marido.
– Não posso, desculpa!
– Como assim, não pode? Por um acaso não me traiu?
– Não.
– E?
– E tens que ir ao médico. — Declara Dr. João
– Por quê?
– Porque eu quero que vás, estou muito preocupado contigo. Até lá nada mais.
Dr. João sai do duche limpasse e veste o roupão, entra no quarto. Dr. Teresa estranha o marido e sai do duche atrás dele faz-lhe um ultimato.
– Eu sei que tem outra, escusa de dormir mais comigo.
Ele olha-a furioso e acaba de se vestir, abandona a mulher que se veste. Entra na sala.
– Mar! – Chama o pai – vamos almoçar!
Ela poisa o comando da Televisão na mesa entre os sofás da sala, levantasse e sentasse à mesa.
– A mamãe?
– Já vem, filha!
– Dr. João, posso servir o almoço? – Inquire Sulamita.
– Não! Su! Primeiro eu quero falar com a minha filha.
A empregada vai-se embora. Dr. Joao conversa com a rapariga que está à sua frente.
– Mar! Sabes eu hoje foi ao mar, e encontrei aquele teu – tosse – bom o teu…
– Oh paizinho que é isso agora?
– Encontrei o teu “amigo”, o Atenor – a expressão da cara de sua filha muda totalmente. Ele olha-a nos olhos – tu gostas dele?
– Papai! Não é gostar, gostar, sabe como é?
– Não! Quero apenas dizer-te, que és minha filha, Mar, é como tal és portuguesa, ok?
– E vamos para Portugal, quando?
– Não sei, talvez nunca, ou talvez um dia.
– Vê! Está a ver, ouviu o que disse, diz que temos família em Portugal mais, eu nem sequer os conheço. Vamos um dia, mais não diz quando.
– Eu queria que conhecesses Portugal, vais amar a terra. – Os olhos de João brilham no azul profundo. – Quero que conheças Lisboa, Sintra, Geres. E tudo a que tens direito.
A Dr.ª Teresa Cristina chega, finalmente, há sala.
– Olá meus amores! – Cumprimenta a Doutora sentando-se na sua habitual cadeira. – Ainda não comeram?
– Não mamãe! Estamos só a falar.
– Ah! E sobre o quê, pode-se saber?
– Sobre viagens.
– Minha senhora posso servir o almoço – Inquire a Sulamita.
– Pode, pode.
– Su! Senta-se connosco. – Convida João.
Após o almoço os três saiem de casa. Ele leva o carro, vagueiam pelas ruas de S. Paulo, entram numa scutt que os leva a Santos, do lado esquerdo está o Colombo de S. Paulo, ele sai da estrada, para entrar noutra que o conduz ao mercado. E acelera aproxima-se do mercado, vê-se a bola gigante cinzenta no topo do edifício ele dirige-se para o estacionamento coberto, e estaciona num lugar que havia livre perto do elevador, os três saiem do Mercedes cento e cinquenta cinzento metalizado. Dirigem-se para o elevador, a senhora segue em à frente do marido, com a filha em frente. Esperam pelo elevador que logo vem. Entram naquele espaço, o Dr. clica num quadro que continha vários botões, o elevador começa a subir. Saiem no piso zero. E dirigem-se para as lojas. A Dr. Teresa Cristina estava cada vez mais pálida via umas botas, Marlisa via um vestido branco. Dr.ª Teresa está cada vez mais estranha, tem agora sono sente as pernas fracas até que desmaia.
Dr. João fica muito preocupado, enquanto Marlisa corre até ao café mais próximo para ir buscar um copo de água com açúcar, volta ao local onde a Dr. Teresa se encontra desmaiada, uma multidão de curiosos de volta da mulher, esta estava sentada numa cadeira no interior da loja, Marlisa chega a correr.
– Com licença, com licença. – Marlisa chega ao pé da mãe. – Mamãe! Aqui está papa, – anuncia dando a garrafa de água a João. – Cheguem-se gente, que ela precisa de respirar.
Dr. João dá água há mulher ainda inconsciente, esta não acorda. Sem saber o que fazer Dr. João telefona para o cento e doze:
– Bombeiros Voluntários de São Paulo, bom dia!
– Bom dia preciso de uma ambulância para o Shopping de São Paulo, a minha mulher desmaiou. – Pede o Dr. João. – E não há forma de acordar! — Acrescenta
– Desmaiou? E estão sozinhos? Em que sitio estão?
– Não temos a minha filha. Estamos na sapataria adidas.
–Não se preocupe, nós vamos já a caminho.
– Muito obrigado.
O bombeiro insere os dados na Internet, do outro lado do quartel alguém recebe as indicações e corre até à sala de convívio.
– Atenção! Vamos sair, vamos para o Shopping de São Paulo na avenida de Portugal.
Dois bombeiros levantam-se e correm até a uma zona onde existe três varões e três buracos no chão, os dois bombeiros agarram no varão e deixam-se escorregar batem com as botas no cimento e correm para a ambulância que arranca do quartel a toda a velocidade, o imenso transito de São Paulo atrapalha um pouco, entram, subindo na avenida Paulista, que tem inúmeras lojas, jardins, Bancos, Restaurantes, e salas de Teatro e Cinema acelerando o som ensurdecedor do tinoni e uma luz azul que girava em torno da lâmpada avisava a urgência os carros desviam-se e deixam a ambulância entrar na rua Augusta, a mais movimentada de São Paulo. Descem a Rua e entram para um parque em frente ao Shopping de São Paulo estacionam num lugar reservado a situações de emergência retiram a maca e a mala dos primeiros socorros, entram na porta oeste ao pé do fontanário uma rocha elevada e a água a cair por ela abaixo, os dois bombeiros passam esse fontanário a correr, segue-se a esplanada do Mac Donalds, o Bataclã e a loja de sapatos de Desporto Addidas. Passam por entre curiosos, e encontram a linda Teresa Cristina desmaiada no chão. Dr. João está impaciente.
– Há quanto tempo que ela tá assim? — O bombeiro ergue os olhos para João – comeu?
– Há vinte minutos. – Pausa leva a mão à cara – sim comeu. – Responde por fim.
– É ela tá fraca.
– André! – Chama o motorista – Vamos leva-la. Ela não parece acordar tão cedo.
– É melhor, Quim!
– Me ajude! Vá, eu pego nos ombros e você nos pés. – Diz ao se posicionar correctamente. João trinca a unha, com o outro braço por cima dos ombros de Marlisa.
Os bombeiros metem a maca dentro da ambulância:
– Vocês vêem atrás.
Dr. João sai fora do shopping, e abre o carro senta-se ao volante com a filha a seu lado mete a primeira e arranca para o hospital distrital de São Paulo.
*
Já é perto das duas horas, quando a Sónia sai para o teatro, acompanhada por Pipa enquanto Lisa está cada vez mais pálida perdeu as poucas forças que lhe restavam, já não comia, estava muito enjoada de tudo, apenas tinha um nó nas tripas, agora lembrava-se de Pedro, do que tinha feito. Não! Não podia ser, ela não estava grávida mas o seu estado não era dos melhores. Sónia entra no quarto de Lisa, esta está quente suava, e cada vez mais pálida, a mãe passa-lhe a mão na testa.
– Ai filhota! Estás a arder em febre. – Declara Sónia extremamente preocupada.
Lisa não tem a habitual reacção, revira os olhos para a mãe. Pipa estava de braços cruzados, aos pés da cama de Lisa olhava-a.
– Deixem-me dormir.– Suplica Lisa enferma.
– Nós éramos para ir ao teatro, mas neste caso… – Diz a mãe.
– E porquê não vão? – Indaga Lisa – vão sim senhora, mãe! Eu proíbo-te de ficares aqui comigo. – Depois olhando para Pipa – Pipa eu nunca mais te falo se não levares esta chata contigo.
– Mas, mas… – Pipa é interrompida por Lisa.
– Isto é só mais uma gripe estúpida, não vão ficar aqui a olhar para mim. – Lisa tenta convencer – Vá a senhora tem uma peça para estrear, é de cartaz, não pode atrasar-se por nada. – Fala agora para Sónia. – Vá vão lá!
Sónia olha para Pipa está indecisa entre ir ao teatro e ficar com Lisa. Por fim, Sónia toma uma decisão:
– Pronto, eu sei que tu me vais detestar o resto da vida, Lisa! – Começa por dizer – Mas não me sinto bem ir, para o teatro e deixar-te aqui ainda para mais nesse estado. Pipa, eu tenho que ir ao teatro assinar o contrato mas tu podes cá ficar, ficas, por favor?
– Mãe! – Lisa tosse – eu já sou grandinha para ficar sozinha.
– Claro é claro que sim, Sónia!
– Óptimo logo que possa voltarei. – A seguir fala com a sua filha – Lisa, Lisa! És bem grandinha para ficares sozinha, desde que não estejas doente. Assim sendo tu vais ficar com a Pipa, e ponto final. – Levantasse e dá um beijo na testa à filha.
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