A Forest in your Ocean

6 Uma terrível coincidência e O encontro 24h Parte II


Dallas

Olhei espantada para Brandon, pelos barulhos horrorosos e por ele ter falado palavrão. Ele apenas me arrastou a margem e ficamos na beira da água abaixados, eu sem entender nada e ele em estado de alerta.

–O que está acontecendo?

–Ataques, eles vêm acontecendo recentemente.

– Estamos correndo perigo aqui?

–Muito.

– Não podemos ficar no sereno e na água, vamos ficar doentes.

– O que você sugere?

–Subir nessa árvore- Apontei para a macieira alta que estava na margem do rio.- E tirar essas roupas. Não tem ninguém vindo.

–Tá.

Ele saiu primeiro da água, mandou eu ficar abaixada. Ele tirou sua blusa e a jogou em um tronco da árvore. Tirou os sapatos e as meias e por último, tirou a calça.

–Por favor, finja que isso não aconteceu.- Ele disse envergonhado.

–Tudo bem.

–Vem, vai rápido, pode estar vindo alguém.

Sai muito envergonhada da água, gente, eu podia levar um tiro e estava com medo do Brandon ver meu corpo. Virei de costas e pedi para ele abrir o zíper do vestido, ele deslizou facilmente pelo meu corpo, eu estava descalça.

–Por favor, não olhe pro meu corpo.

Ele pegou na minha cintura e me ajudou subir em um galho minúsculo, porém, o único que aguentaria nós dois. Me entregou as roupas e as estendi nos galhos acima, onde não conseguiriam ver. Ele deu um impulso rápido e subiu.

–Brandon, não tem como ficarmos aqui.

–Desculpa, vamos ter que ficar assim, colados, até nossas roupas secarem, a não ser que você queira morrer.

Respirei fundo e me encostei mais no tronco da árvore ( como se fosse possível).

–Desculpa.- Ele disse baixinho.

–A culpa não é sua.

Brandon.

Em outras circunstâncias, estando do jeito que eu estava encostado na Dallas, com apenas nossas roupas íntimas nos separando, meu Deus, eu não sei o que faria. Ela estava tão cansada que estava quase dormindo, já estávamos ali a muito tempo. Encostei uma mão nas roupas acima de mim, os barulhos já estavam cessando, quase ninguém ia para aquela do castelo. Como já estavam quase secas, chamei Dallas.

–Dallas, acho melhor tentarmos voltarmos para o castelo e procurarmos um abrigo, veste o seu vestido, vem, vou te descer.

–Tá.

Eu desci primeiro, ela me jogou as roupas e depois eu lhe segurei pela cintura quando ela desceu. Ficamos nos encarando por alguns segundos.

–Brandon, temos que ir.

–É...É...Vamos.

Eu fui até a margem do rio, peguei o barco, lhe desvirei enquanto Dallas se vestia, ela colocou minha blusa por cima do vestido, então vesti apenas a calça e deixei meus sapatos pra trás, nunca mais os recuperaria. Subimos no barco, Dallas deitou no chão e eu fui remando bem devagar prestando atenção em qualquer barulhinho que ouvisse. Dallas estava deitada no chão do barco, quase dormindo.

–Brandon...-Ela disse tão baixo que se eu não estivesse atento não teria ouvido.

–Oi.

–Obrigada.

–Por que?

–Foi o melhor encontro da minha vida, só por favor, nunca mais tente me beijar enquanto rema.

– Pode deixar.

Depois de uns 40 minutos, chegamos na margem de onde tínhamos saído, que era a mais perto do castelo, dali, já conseguia se ouvir barulhos de tiros e confusão.

–Para irmos para algum esconderijo, temos que entrar no castelo, que é impossível, nossa melhor opção é o estábulo.

–O que tá esperando pra ir pra lá?

Fomos nos espreitando pelas árvores, sempre olhando para os lados, um dando cobertura ao outro, quando avistei a entrada do estábulo quase gemi de prazer. Abri a porta devagar e entramos.

–Vem, vai pro segundo andar, lá só tem remédio dos cavalos e tal.

Ela subiu a escada de madeira improvisada.

– Tem algum pano?- Ela perguntou.

–Vou pegar, não tem muito conforto, vamos deitar no feno, quer dizer, você, eu vou ficar de vigia.

–Tudo bem.

Dallas

Ele estava tão assustado, apesar de todas as tentativas de ser um príncipe perfeito, ele estava morrendo de medo.

Ele me deu um cobertor de trapos de tecidos quentes e eu deitei no monte de feno, estava com tanto sono que dormiria até em uma pedra.

Acordei com Brandon me chamando, já havia amanhecido a algum tempo, estávamos todos sujos, de feno, de lama, bem diferente do começo da noite, quando eu estava me sentindo uma princesa.

–Quer se limpar antes de voltar para o castelo?

– É melhor.

–Vamos então.

Descemos as escadas de madeira caindo aos pedaços e fomos em direção ao lago, dessa vez não fiquei ruborizada quando ele abriu o zíper do meu vestido.

Entrei no meu lago, desfiz minha trança que já tinha ido pro caralho e molhei meu cabelos na água fresca, Brandon entrou logo depois.

– Se eu tivesse que tomar uma decisão hoje...- Ele começou.- Você sabe que você ganharia, né?

–Brandon, você só me conhece, você vai ter muitos encontros, mais trinta e quatro garotas para conhecer, você só conheceu uma.

–Eu sei, mas você é especial, você é divertida e mesmo tendo passado por um ataque ontem, você disse que foi o melhor encontro da sua vida.

– E foi, foi o primeiro, vou lembrar disso pra sempre.

–Que bom.

Ele foi se aproximando de mim como se fosse me beijar e de repente... Me afogou.

–Seu ridículo!- Disse entre risadas.

Ele puxou minha cintura e colou nossos corpos, passei meus braços envolta de seu pescoço, ele apenas selou nossos lábios e me soltou.

–Vamos? -perguntei.

Ele fez que sim com a cabeça.

Coloquei minha roupa e ele a dele, tentei inutilmente desembaraçar meu cabelo com os dedos, chegamos na entrada no castelo, a rainha Coraline andava de um lado para o outro.

–BRANDON! DALLAS!Oh meu Deus, estávamos preocupados e vocês... — Ela analisou nossas roupas.- Estão molhados?

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.