A Forest in your Ocean
2 A Carta
Dallas
O coração da minha mãe já estava quase saindo da boca, estávamos todos sentados no sofá da sala vendo o único canal que não era pago, o canal "oficial" do reino, eles anunciariam as selecionadas naquela noite, as últimas duas semana haviam passado voando, minha mãe ficava toda hora falando que eu daria uma linda princesa, que eu não poderia esquecer a família, como a última escolhida, a Louisa, que hoje era casada com o príncipe Kylle, todos falavam mal dela, mas ela me parecia boa pessoa.
Na televisão apareceu o já nosso costumeiro apresentador, Matt Jhonson, minha mãe tinha um precipício por ele.
–Boa noite Inglaterra, é com muita emoção essa noite que vou anunciar as candidatas a princesa do nosso príncipe, Brandon- A câmera focou nele por segundos e seu costumeiro sorriso estava ali, mesmo assim, ele me parecia muito atraente.- Bom, está preparado alteza?
– Bom, conhecer sua futura esposa é como conhecer seus sogros, nunca é uma missão fácil.- Ele disse e Matt riu.- Mas, vamos lá, estou ansioso.
–Tudo bem príncipe, bom vamos começar, da casta 1, Alasca Travel...- Ele continuou falando e não consegui prestar muita atenção, pois já estava certa de que não apareceria.- E por fim, da casta 5, Dallas Lloydelin.
Meu coração quase pulou da boca, minha mãe deu um gritinho eu fórico, meu pai sorriu e minha mãe pulava pela casa como uma perereca.
–Oh meu Deus Dallas, você passou, eu nem acredito! Minha irmã vai ser a princesa, oh meu Deus!
–Parabéns Dallas- Meu pai disse me abraçando.
–Obrigada pai.
–Minha filha vai ser a princesa, eu nem consigo acreditar nisso!
–Mãe, eu só fui selecionada, tem mais trinta e quatro meninas competindo comigo.
–Mas nenhuma se parece com você.
–Não mamãe, na verdade, a primeira menina que apareceu, uma tal de Alasca se parece muito com a Dallas, só que os olhos dela são de um verde bem intenso, fora a isso, ela são idênticas.- Disse Sarah.
–Bobagem sua Sarah.- Disse meu pai
– Tudo bem, eu provar pra vocês.
...
Alasca
–Tudo bem, eu sou o único vagabundo que não pode se casar com o príncipe!-Não pude conter uma risada.
–Tudo bem Derick, a mamãe supera isso, né mãe?
–Oh meus filhos, eu tenho tanto orgulho de vocês. Filha, seja forte, você vai conseguir a coroa, a qualquer custo.
–Ei, Cecília, menos por favor, filha, seja você mesma, se der certo deu, se não der, muitos pretendentes estão esperando você aqui fora.
–É, mas temos que lembrar que a Alasca já conhece o príncipe Brandon, isso é uma vantagem.- Disse Derick
–Meras palavras não são conhecer, não quero vantagem acima de ninguém.
–Está certa filha.- Disse meu pai.- Vocês viram a última menina?
–Sim, porque?- Perguntou Derick.
–Ela não parece a Alasca?
– Claro que não pai.
–Parece sim.- Ele afirmou.
–Você está ficando velho, isso sim.- Disse minha mãe.
No dia seguinte acordei com a campainha tocando, todos ainda estavam dormindo, ficamos até tarde comemorando. Abri a porta, um senhor engravatado, com o brasão da Inglaterra no peito estava na porta.
–Senhorita Alasca?
–Sim, sou eu.
–Prazer, me chamo Ian Jacobini, tenho duas notícias pra você, um contrato que seus pais precisam assinar em relação a seleção e eu tenho cabeleireiro, maquiador e estilista aqui e você tem duas horas pra se arrumar.
–Como assim? Me arrumar? Eu só vou embora daqui a a uma semana!
–Mudanças no protocolo, pra segurança das selecionadas, todas irão para o castelo hoje.
Minha mãe desceu as escadas.
–Bom dia, posso lhe ajudar?- Ela perguntou se juntando a nós.
–Sim senhora Travel, eu vim trazer o contrato da Seleção e buscar a sua filha, estamos tendo alguns problemas e por isso todas as selecionadas irão para o castelo hoje.
–Tudo bem, vem filha, vou lhe ajudar a se arrumar.
–Mas mãe...
–Alasca, vai se arrumar.
Eu subi para o meu quarto junto com duas mulheres e um homem.
Uma das mulheres se apresentou com Diana, a outra como Lara e o homem se chamava Enri.
–Bom, nós temos que lhe deixar simplesmente divina!- Disse Lara dando uns últimos reparos no meu cabelo, pedi para que não cortasse, então ela apenas fez uma massagem nele e aparou as pontas.- Você está linda Alasca, bom, agora é com a Diana. Enquanto eu isso, eu fazer sua unha, qual cor você quer?
–Verde, por favor.- Verde era minha cor favorita, amava o contrate que um belo parque fazia nas cidades grandes.
–Alasca, como você quer sua maquiagem?- Perguntou Diana.
–Algo simples, porém bonito.
–Tudo bem.
Depois de terminar a maquiagem e a unha, fui para o meu closet, Enri estava lá cheio de malas e mais malas de roupas.
–Querida, essa roupa é só pra ir até o castelo, você vai trocar de roupa lá.
–Tudo bem.- Ele me entregou um vestido rosa bebê, tomara que caia e pouco rodado.
Depois de vesti-lo me olhei no espelho,estava lindo, pegou o salto branco que ele me dera e os calcei. Já estava acostumada com saltos bem altos, por isso não foi problema nenhum aquele salto. Por fim, e ele predeu um broche com meu nome no vestido e saíram do quarto.
Em pouco tempo, eu arrumei minhas coisas, coloquei uns três livros para ler durante minha estadia no castelo, um porta retrato com uma foto da minha família, até mesmo com Louisa nele e meu diário. Desci as escadas com uma bolsa pequena na mão, resolvi levar algumas roupas confortáveis também, pois duvidava muito que aqueles vestidos bufantes que usavam no castelo fosse confortável.
Ian estava me esperando junto com minha mãe, meu pai e meu irmão, que acordaram logo assim que subi.
–Vou sentir saudades filha, me escreva.- Disse meu pai.
–Pode deixar papai, vou escrever pra vocês sempre que puder.
–Filha, seja você mesma lá dentro, não deixe o jogo lhe subir a cabeça.- Disse minha mãe.
–Tudo bem mãe.
–Vou sentir sua falta aqui nanica.- Disse Erick me abraçando.- Me escreva também.
Dallas
Era cedo quando bateram na porta da minha casa, eu estava com um moletom surrado, cabelo presso em um coque frouxo e chinelos. Abri a porta e me dei com uma senhora bem arrumada, com um terninho e no peito um broche com a bandeira da Inglaterra.
–Bom dia, senhorita Dallas, eu sou Gabrielle e vim lhe buscar para o castelo.
–Como assim?
–Bom, para seguranças das selecionadas, você tem duas horas para se arrumar.
– Tudo bem, posso apenas chamar meus pais?- A mulher fez que sim com a cabeça.- Entre.
Ela entrou com três mulheres que me apresentou como a minha equipe de preparação durante a seleção. Meus pais entraram na sala logo depois e ficaram assinando os papéis enquanto eu me arrumava em meu quarto.
–Como você quer seu cabelo?- Perguntou uma das mulheres, Crissy.
–Solto.
–Seu cabelo é muito bonito, adoro ruivas.
–Também gosto da cor do meu cabelo.
Logo depois de escovar meu cabelo, Crissy me deixou com Roberta, a minha maquiadora e foi pintar minhas unhas.
– Como quer sua maquiagem?
–Algo leve, em tons de bege.
–Tudo bem.- Ela me maquiou, depois me olhei no espelho que havia no meu armário, eu estava linda.
–Bom, agora é comigo, bom, eu separei um vestido lindo pra você, tenho certeza que vai ficar perfeito.- Disse Bela, enquanto caçava um vestido dentro de sua mala enorme. Ela finalmente encontrou e meu trouxe um vestido de um azul bem claro.- Experimente.
Fui saindo do quarto para me trocar no banheiro.
–Não precisa sair, se troca aqui mesmo, somos todas meninas e vamos ficar com você muito tempo.
Olhei pra ela e sorri, depois de colocar o vestido que era apertado na parte de cima, com alças finas e rodado em baixo, ele ia até o meio das minhas coxas e era cheio de borboletas brancas na barra.
–Gostou?- Perguntou Bela?
–É perfeito.
–Você deu muita sorte, a princesa Louisa ficou conosco quando foi selecionada, nós damos sorte.
–Que bom.
Ela colocou um broche com meu nome no meu peito.
–Pronto, vamos te dar um tempo pra levar algumas coisas, não precisa levar roupas, todas as roupas vão ser cedidas pelo castelo.
–Tudo bem.
Peguei uma mala pequena que tinha embaixo da minha cama e coloquei algumas fotos da minha família dentro, coloquei alguns moletons dentro também, duvidava que aquelas camisolas de seda fossem quentinhas e por fim coloquei meu livro preferido, Alice no país das Maravilhas.
Fui para a sala.
–Você está linda minha filha.
–Obrigada mãe.
– Vamos sentir saudades.- Meu pai disse me abraçando.-Escrevo sempre que puder.
–Tudo bem, mas não esqueça, tudo bem?
– Disse minha mãe fazendo carinho no meu rosto.
–Prometo, mãe, avise pra Sarah que lhe mandei um beijo e diga que escreverei pra ela também.
–Tudo bem.
Gabrielle pegou minha mala e colocou dentro do carro, eu morava em Londres, ou seja, nada de aviões, graças a Deus.
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