A Force Called Love
6 Largo da Borges
Notas iniciais
TÔ DE FERIADO BA DUM TSSSS
Pois é. Legal né?
Bom, vou postar bastante (acho) nesse feriadão.
Mesmo que eu tenha dois trabalhos grandes pra fazer.
Um pouco maior hehe
Tô enrolando pra juntar o Nate com a Jess, né?
Mas assim fica mais emocionante.
Bom, aproveitem.
Acordei e virei na cama para pegar o celular na mesinha. Pleno sábado e eu acordando NOVE DA MANHÃ? Só podia ser macumba. Ergui a cabeça, desnorteada de sono e ouvi um barulho. Um lindo barulho que eu amo chamado “solo de guitarra”. Eu realmente amo, mas não nove da manhã de sábado quando eu podia estar dormindo tranquilamente. Joguei o cabelo pro lado pra ficar pelo menos decente e levantei da cama. Com quatro camadas de cobertores eu aguentava ficar só de shortinho e regata, mas agora, sem nada, eu estava CONGELANDO. Vesti um conjunto largão de moletom (calça e blusa) e fui até a janela como um zumbi.
- Que caralhada é essa, Nathaniel? – Digo, quando abro a janela e dou de cara com a imagem de um garoto sem camisa tocando uma guitarra a mil e ainda no amplificador.
- Bom dia para você também, Jess. – Revirei os olhos.
- Bom? Bom uma ova, tem um filho da mãe tocando guitarra e me acordando.
- Talvez esse filho da mãe esteja treinando para algo importante.
- Tipo?
- O aniversário de uma amiga. – Mexi no cabelo.
- Que amiga nossa tá fazendo aniversário?
- A Caroline. – Bah, facadas doem, sabia? Trinquei o maxilar e ergui uma sobrancelha.
- A Caroline é sua amiga desde quando?
- Desde sempre. – Bufei. – Tá com ciúmes, Jessica?
- Eu? Ciúme? DE VOCÊ? Tá se achando a última bolacha do pacote mesmo hein? – Ele riu. – NÃO, otário, não tô com ciúme, só estou impressionada com sua capacidade de me fazer te odiar mais a cada dia que passa! – Fechei a janela e a cortina com tudo e praticamente rosnei. Sim, eu rosno. Rawr. Suspirei e parei na frente do espelho só pra deixar meu cabelo minimamente apresentável para me dirigir até a cozinha.
- Bom dia família. – Digo, sentando à mesa. – Ou parte da família. – Os únicos na mesa eram Nick, Laura e Alice, na cadeirinha. – Cadê a mãe e o pai? – Pergunto, pegando o pão e fazendo um sanduíche com peito de frango fatiado.
- Foram pra POA. Pelo visto, deu treta em uns negócios na planta de um prédio comercial e eles tiveram que ir resolver.
- Hm, bacana. – Coloco uma xícara revigorante de café. Agora sim meu dia vai melhorar. – Passa o leite, Lala?
- Aqui. – Coloco na xícara, ponho açucar e bebo. Pronto, com um gole, meu dia melhorou 30% já.
- E aí, acordou bem hoje? – Pergunta Nick.
- Teria acordado se o pau no cu do Nathaniel não estivesse tocando “Smoke On The Water” no amplificador.
- Bah, que coisa... triste.
- Aham. – Alice bateu na mesa com o copo.
- Quer mais café, amor? – Pergunta Lala.
- Ela tava bebendo café? – Pergunto.
- Sim.
- Ela é das minhas. – Digo, rindo. Termino o café e vou pôr comida pra Luna, minha cadela. Ela é uma akita, uma raça grande, então fica no quintal. Fui lá e o Nate, como sempre, resolveu surgir.
- E aí, dorminhoca?
- Sai, estrupício. – Digo, afagando a cabeça da Luna.
- Delicadinha.
- Sou mesmo. – Ele estava mexendo com Zeus, o golden retrevier deles. Ele era grandão, parecia um urso, bem lindo.
- O Zeus quer namorar a Luna, sabia?
- Esse cachorro não merece um dono como você. – Digo, indo pra dentro de casa.
- Como eu? Lindo?
- Não, insuportável mesmo. – Fecho a porta e reviro os olhos. – Exibido. – Murmuro. Nick está lavando a louça e Laura brincando com Alice. Subo correndo e me enfio embaixo dos lençóis novamente. Estava bem frio. Me encolho quando ouço o barulho de mensagem no celular.
[OOI JESS]
Avril.
[Hey Avril]
[Pode sair hoje?]
[Meus pais tão em POA :x]
[Beleza. Te encontro no Largo?]
[Claro]
[Te esperando]
[Tô indo]
Me levanto da cama e corro de meia pro andar debaixo.
- Nick lindão, gatão que eu tanto amo, pode fazer um favor pra mim? – Ele me olhou desconfiado.
- Hm... posso.
- Me leva no Largo?
- Jessica...
- Por favor?
- Jess, eu...
- Por favor com bala de goma? – Fiz uma carinha que julguei ser a mais fofa do meu arsenal. Ele sorriu e beijou minha bochecha, mordendo a mesma no instante seguinte.
- Levo, coisa chata. – Sorri.
- Te amo, primo perfeito. – Subi e vesti uma blusa de lã com moletom do Nick por cima. Jeans e all-star vermelho, gorro preto, manta xadrez vermelha e preta, celular e dinheiro no bolso e vamos lá. Desci pra cozinha DE NOVO.
- Tô pronta.
- Esse moletom é meu.
- Eu sei, mas ficou bom em mim. – Ele me esmagou em um abraço apertado.
- Garota, você é impossível. – Fomos pro carro dele e passamos o trajeto todo ouvindo Guns. Estava começando “Don’t Cry” quando chegamos e ele me largou lá.
- Tchau, criaturinha. – Diz ele.
- Byes.
- Me liga pra eu te buscar?
- Ligo. – Beijo sua bochecha. – Até logo.
- Divirtam-se. – Entro no largo. Sabia que ela estaria no banco mais próximo da Lolly Balas. Se não estivesse, não seria minha melhor amiga.
- Oi, sua gorda. – Digo, chegando perto dela.
- Oi, Jess. – Ela usa um moletom dela com um mafagafo de óculos wayfarer super adorável, jeans, all-stars diferentes em cada pé, em um o branco e no outro o azul.
- Vamos fazer o quê?
- Hm... comer doce? – Eu ri.
- Pode ser. Mas quero ir ali na Sucellus também.
- É nois. Faz assim: vai indo, eu vou comprar uns doces pra gente e já vou.
- Combinado. – Me dirigi até a livraria no fundo do Largo. Sempre que eu entrava em uma livraria, era uma coisa tri doida, eu não queria sair sem levar todos os livros que gostei. Mas grana que é bom, nada né. Comecei a olhar as estantes e peguei três livros: “Confissão”, “Teorema Katherine” e “A Culpa é Das Estrelas”. Logo a Avril chegou com as balas, escolheu os livros dela, compramos e fomos sentar para comermos lendo. Comecei por “A Culpa é Das Estrelas” porque AMEI a capa e logo no primeiro capítulo me apaixonei. Estava meio fora de área quando a Avril começou a falar comigo.
- Jess?
- Hm?
- Cê tá a fim do Rafa, né? – Quase me engasguei com a cordinha doce que estava comendo.
- OI?
- É, vocês saíram ontem, não?
- Sim, mas a gente e uma galera junto, inclusive o Nathaniel. – Ela comeu mais bala de goma de ursinho.
- Tá, mas ele tá super a fim de ti. – Suspirei.
- Porra, tu e o Nicholas com essa bobagem de que o Rafa é a fim de mim! Cara, o guri é lindo, ok? Ele pode ter todas as gurias daquela escola, por que ele ia gostar de mim?
- Mas ele gosta! Você é cega mesmo, hein?
- A té que ele me diga isso, não vou ter certeza. Eu gosto de acreditar em coisas concretas, assim a gente se magoa menos. – Ela revirou os olhos.
- Só você mesmo, Jess. – Comemos as balas e ficamos rondando pelo Larog. Era um lugar bonito, legal para tirar fotos e ficar com os amigos. Sentamos nos bancos na frente de uma loja de roupas e ficamos conversando.
- Me diga algum motivo para o Rafael Deccopi gostar de mim.
- Você é diferente de todas as gurias que se jogam pra cima dele. E é a única que ele conhece quase desde sempre. Fora eu, você e a Caroline, ele já ficou com quase todas as meninas do ensino médio, e se bobear, algumas do fundamental também.
- Não duvido nada. – Murmurei. Rafa era “pegador”, digamos assim, desde a sétima série. Mas sempre fomos amigos, então nunca nem passou pela minha cabeça ficar com ele. Fora que eu me achava uma pré-adolescente ridícula, embora Avril dissesse que eu era linda na época. E foi nesse ano que o Jake entrou an minha vida. E mudou tudo.
- Pois então. Eu tenho certeza que ele gosta de você. Se não acredita, é pagar pra ver. – Assenti devagar com a cabeça e ouvi risos ao longe, mas não ergui a cabeça. Avril sim, e sorriu, meneando a cabeça. – Esse garoto é mesmo vidente. – Olhei pra entrada do Largo.
- Não creio. – Sim, o Rafa estava ali. Com uns skatistas da escola. Todos bem lindos, diga-se de passagem. Ele nos viu e jogou o skate no chão, pegando impulso e chegando na gente mais rápido.
- Gurias! Não sabia que viriam.
- Essa louca me tirou de casa. – Digo. Ele ri. Dá um beijo na bochecha da Avril e um na minha. Agora que eu estava com o fato de ele gostar de mim encucado na minha cabeça, não via aquilo mais só como um gesto de amizade, por isso corei na hora. Ele não percebeu, e sentou do meu lado enquanto os outros guris chegavam. Mickael Hernn, ou Mike, era um ruivo alto e forte, que me lembrava o Rony. E ele era potterhead, então nos dávamos muito bem. João Gabriel, JG, Era mais baixo e gordinho, só que tinha olhos de um azul invejável. Pedro Henrique, Pedro, era gordinho e alto, então disfarçava. Usava alargadores 30mm, e era tri querido também.
- E aí, meninos. – Digo, cumprimentando todos com beijos na bochecha.
- Tudo bem, e vocês, gurias?
- Tudo bem. – Diz Avril. Ela estica o saquinho de balas pros meninos. – Querem? – Cada um pega duas balas de ursinho, e no final só sobram as cordinhas doces. Ela faz um bico. – Seus maus. – Rimos.
- Querem ir dar uma volta com a gente?
- Agora?
- É. – Fiz uma careta.
- Agora não vai dar, tenho que voltar pra casa. Meu primo não se dá bem com a Laura. – Foi a vez do Rafa de fazer biquinho. – Porém, podemos sair amanhã. – Ele deu um largo sorriso.
Fechado. Vamos no Lago Negro? Aí a gente leva violão, toca, anda de skate, sei lá.
Então fechou. – Digo, sorrindo. Meu celular bipa.
[VOLTA, POR FAVOR]
Ri. Sim, Nick desesperado.
[Ok, pode vir me buscar]
[Tô chegando amor]
Revirei os olhos.
- É, o Nicholas pediu arrego. – Eles riram.
- Ok, tá combinado amanhã, né? Às três? – Diz Rafa assim que o carro do Nick estaciona.
- Sim, às três. Tchau, pessoal. – Dou um abraço em cada e vou pro carro.
Notas finais
Esse cap ficou...aff sei lá. Uma bosta.
Mas teve um total aproximado de 1793 palavras, então... beleza.
Beijos pra vocês, vou ali me matar rapidão.
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