Notas iniciais
HEEEY
Desculpem a demora, mas esse cap lindo vai fazer vcs me perdoarem (;
Preparem os corações.
Beijokas

POV’S NATE

Cara. Cara. CARA. Que viagem daora. Consegui avançar vinte casas mexendo uma vez a peça. Em outras palavras, TÔ NA ÁREA, RAFAEL. Orgulhoso de mim mesmo, e MUITO feliz por estar de bem com a Jess, entrei no face e me deparei com uma publicação dela:

“Viagem muito massa com Nate, tia Gê e mamis (; Temos que fazer isso mais vezes!”. Sorri involuntariamente. Sorri mais ainda quando vi a foto que acompanhava a publicação. Com a praia ao fundo, ela de biquíni e eu de calção, encharcados, que minha mãe tinha tirado. Ríamos como retardados naquele momento. A foto ficou linda. Mordi o lábio. Ela era tudo o que eu sempre quis. E eu a teria, com certeza.

***

Pois é, e daí, do nada, a mal comida daquela professora brigou comigo por estar OLHANDO PRA ELA. Vocês têm noção do tanto que falta sexo na vida dessa mulher? – Diz Jess, revoltada. Ela costumava olhar para as pessoas enquanto falava com elas. Pelo visto, nossa professora de biologia não gostava muito desse costume. Rimos e continuamos andando. Já haviam passado duas semanas desde a viagem. Cada dia eu ficava mais próximo dela, e a cada dia o prazo diminuía. Já era quase Julho. Precisava correr. Mas ela estava de boa comigo. Não brigava mais, me chamava pra jogar videogame na casa dela, ria comigo, ria de mim, tirava fotos,... éramos, incrivelmente, amigos. Então, começaram a surgir milhares de cartazes e bilhetes anunciando a festa junina daquela semana. Comecei a montar um plano na minha cabeça involuntariamente. É isso. Ia ser na festa junina. Eu ia ficar com a Jess lá.

***

Anda logo, Jessica! – Choraminguei na frente de sua casa. – Não é possível que você demore tanto pra se arrumar pra uma festinha de escola. – Ela saiu de lá revirando os olhos.

Cala a boca, Nathaniel. – A olhei de cima abaixo. Estava linda. Fazia um tempão aque ninguém mais ia de caipira pra festa junina, então as meninas aproveitavam para ficar lindas nesse dia. E a Jess caprichara. Usava um vestido preto tomara-que-caia, seus cabelos estavam soltos e sem mechas coloridas, seus olhos com os cílios acentuados e botas all-star pretas.

Uau, você está perfeita. – Ela revirou os olhos.

Sei, sei. No mundo dos ogros. Agora vamos. – O ginásio ficava tão diferente nessas festas escolares que eu nem podia acreditar que era o mesmo ginásio que a gente usava pra fazer Educação Física. Estava todo meio caipira, muito bonito e colorido. Ao fundo, a enorme cadeia esperava por seus prisioneiros. Eu arquitetava meu plano de como ficar com a Jess. O Rafa se aproximou.

Jess! Uau, que gata hein? Oi, Nate. – Cumprimentei-o e ele sorriu.

Estão de bem um com o outro? Que milagre! – Eu sabia que ele não gostava muito da ideia de eu e a Jess estarmos de bem.

É, e já faz alguns dias, né, Nate? – Diz ela.

Sim, vários dias. – Falo rapidamente. – Vou comprar comida. Com licença. – E fui para as barracas de lanches. PLANO VENHA NA MINHA CABEÇA AGORA! Começou uma sequência de músicas lentas, e eu cheguei perto da Jess.

Quer dançar? – Perguntei. Ela assentiu e fomos pra pista, que se enchia de casais desinibidos e amigos coloridos. Coloquei a mão em sua cintura e ela nos meus ombros. Começamos a dançar lentamente, e ela ria muito.

Que que você tá rindo? – Falei.

Nada, é que é muito estranho dançar com meu ex-pior inimigo. – Eu assenti.

Pior que é mesmo. – Dançamos por alguns minutos antes de ouvir gritaria e bagunça do lado de fora. Muita gente correu pra ver, e nós fomos junto. Era o Mike e o Rafa, e os dois se batiam pra valer. Eu achei que não viveria pra ver o Rafael brigar com um de seus amigos, mas pelo visto, vivi. Mike tentava mais se desviar do que bater no amigo, mas como não tinha sangue de barata, revidava os socos também. Rafa parecia fora de si. O que Mike havia dito a ele? Apareceram professores que arrastaram Rafa pra dentro do prédio da escola. Vieram perguntar se o Mike estava bem, e ele assentiu, meio avoado. Chegamos perto dele e Jess o abraçou.

O que houve, Mike? – Perguntou ela, preocupada. Ele meneou a cabeça.

Ele estava bêbado. Comprou três garrafas de vodka e bebeu todas. – Uau.

Mas o que aconteceu pra desencadear essa fúria nele? – Perguntei. Ele nos olhou.

Eu falei a verdade.

Que verdade?

Que ele nunca teria chances com a Jess.

***

Aparentemente, os machucados do Rafa eram mais graves do que pareciam, e ele foi levado para o hospital de ambulância. Na escola, o clima de festa havia meio que parado, mas ninguém havia ido embora ainda. Sentei ao lado da Jess, no meio-fio da calçada, onde ela esperava por Nick.

Tudo bem, Jess? – Ela suspirou.

Eu fui a causa pros dois se machucarem. Não está tudo bem. – Passei o braço por seus ombros.

Ei, não fica assim. Você não tinha intenção de gerar uma briga.

É, mas aparentemente vou gerar outra. – Diz e eu a olho. Está de olhos fechados e encolhida.

Como assim?

Eu não gosto do Rafa, Nate. – Eu suspirei.

Eu sei. – Ela me olhou.

Nate. Eu gosto de você. – Isso sim me pegou de surpresa. Meu braço apertou mais seu ombro e eu me aproximei dela, encostando nossos lábios. Um selinho, mas foi o suficiente para me esquentar inteiro. Fiquei olhando-a. Ela sorriu, meio tímida.

Eu também gosto de você, Jess. – Ela alargou o sorriso e Nick estacionou na nossa frente.

Tchau. – Ela murmurou e beijou minha testa. Entrou no carro e acenou pela janela aberta. Acenei de volta. Assim que ela se afastou, eu comecei a rir. Cara, eu estava muito feliz. A menina que eu gosto, que há pouco tempo atrás era minha pior inimiga, agora gostava de mim também. Bom demais para ser verdade. Mas como felicidade de pobre dura pouco, as coisas mudaram. Pra pior.

Notas finais
Desculpem se ficou uma merda, mas eu gostei *u*
perdoem os erros, to com pressa (:
BEEEEIJO, COMENTEM