A Force Called Love
11 A aposta vem à tona
Notas iniciais
Tudo suave na nave?
Pois é, tô de férias até dia cinco de agosto, então tô podendo escrever todo dia
~~dançando girando manjando dos paranauê~~
EEEEEEENFIM, espero que gostem desse cap. Acho que não vão gostar, afinal, ele é trágico, mas tem até uma parte legal (:
Não me matem uheueheuehueh
Beijocas
Estava MUITO frio. Os jornais anunciavam o maior frio dos últimos dez anos, e eu e a Jess estávamos indo pro centro, pro supermercado. É, a minha mãe não aliviou pelo frio. Ela disse: “esvaziaram minha geladeira, agora vão abastecer”. A Jess dormiu na minha casa no dia anterior. Colchão na sala, fomos dormir cinco da manhã jogando videogame. Agora, eu estava com o aquecedor do carro no máximo e com o rádio ligado enquanto dirigia pro supermercado. Ela batucava no vidro da janela com as unhas enquanto eu estava preso no trânsito.
- É demais pedir que parem de dizer que tá frio aqui pelos jornais? – Murmuro, e ela riu. Mas na boa, turista não pode ver frio na previsão do tempo que pira! Aí a cidade fica mais cheia que o mundo.
Não é frio assim em todo o país. – Diz ela.
- É, mas tá frio em SC também. Lá tem até neve!
- Vai pedir pra cada um deles que volte pros seus estados?
- Não... só gostaria da minha cidade mais calma.
- É, verdade. – Finalmente chegamos no super e tivemos que estacionar longe pra caralho porque não havia vaga. Fomos andando com o vento frio cortante na cara até o mercado e quando entramos, a temperatura não estava muito diferente.
- Puta que pariu, sacanagem. – Diz ela, agarrando mais o casaco. Peguei um carrinho e fomos pegar a comida. – Quer saber? Cansei. – E aí ela se sentou no carrinho. Tipo, dentro e com as pernas penduradas pra fora. Só revirei os olhos e continuei empurrando, agora com mais dificuldade. Pegamos toda a comida pra repor e mais um pouco (rçrç) e voltamos pra casa, com mais meia hora no trânsito.
- Manhê, chegamos. – Falei, entrando em casa com as sacolas.
- Ótimo! – Arrumamos a comida na geladeira e na dispensa e fomos comer as jujubas que compramos na frente da TV.
- Vamos ver filme? – Pergunta ela.
- Claro, qual?
- Qual tu quer ver?
- Halo 4.
- AAAAH, eu quero ver. Põe aí.
- Ok. – Passamos o resto da tarde vendo filme e depois ela foi pra casa. Mas as coisas só pioraram no outro dia...
***
Acordei e como sempre, fui fazer o café. Porém, assim que desci, um ruivo muito revoltado me esperava na sala.
- Nathaniel, o que foi que você fez? – Pensei “MERDA”. Mike lutava jiu-jitsu e judô desde pequeno, e era bem forte. Eu tinha medinho dele.
- Oi, Mike, que que foi?
- Você apostou com o Rafa que pegaria a Jess primeiro? Que foi, perdeu a vontade de viver?? – Sentei no sofá.
- Quem te contou?
- Ele mesmo. O encontrei drogado na rua noite passada, e ele me disse. Tem noção do que a Jess vai fazer quando descobrir?
- Eu estava tentando esquecer que ela vai descobrir algum dia. – Ele me deu um tapa na cara. E doeu.
- Acorda! Ela vai te trucidar! Eu já vi ela trucidando alguém, e não é uma visão agradável! Pô, eu acho que você devia abrir os olhos pra razão e desistir. Logo agora que vocês estão amigos, não acho que seria legal ela descobrir isso. Fica a dica. – E saiu. Fiquei estudando o que ele disse por um tempo, até que meu celular bipou e tirou minha atenção.
[bill hj?]
Era a Jess. Me convidando pra ir pro Bill Bar. Minha cabeça estava a mil. Já era quase dia 11, e eu precisava espairecer um pouco.
[claro, bora lá]
[blz, te espero de noite (;]
[okss ><]
Tomei meu café. A noite seria longa.
***
Saí de tarde pra dar uma volta de skate. Me ajudava a ficar na paz. No caminho, encontrei alguém improvável. Rafa.
- Rafael? – Ele me olhou. Estava com um cigarro entre os dedos, o skate aos pés e um sorriso malandro no rosto. Um estado deplorável. Se ergueu do meio fio.
- Nate! Há quanto tempo, hein cara?
- É. Muito tempo.
- Soube que tá amiguinho da Jess agora, né?
- E eu soube que você virou drogado, e bêbado, né?
- Não me zoe, se dá valor à vida. – Murmura ele.
- Ok. Mas, sim, estou amigo da Jess. E talvez seja algo mais. Logo.
- Ou não. Vai se arrepender se não se afastar dela logo.
- E quem vai me forçar? Você? – Ele pegou o skate e tragou o cigarro.
- Tá avisado. – E saiu.
***
Ela estava tão linda que estava difícil de prestar atenção na estrada e não no comprimento do seu vestido preto. Que, por acaso, era bem curto. Ela usava salto agulha e maquiagem. Duas coisas que ela preferia jogar no esgoto a usar. Chegamos lá e começamos a dançar. Muitos caras olhavam pra ela e em seguida pra mim, como se avaliassem o meu tamanho. Isso me incomodou e alegrou ao mesmo tempo. Então, um cara começou a se esfregar nela. Ele era alto e moreno. Ela nem olhou pra ele, e ele tntou forçar a barra. Agarrou o queixo dela com força e virou seu rosto pra ele.
- Me solta, idiota. – Ele não soltou, então tive que ir lá dar um forcinha.
- Larga ela, não ouviu? – Ele me olhou.
- E quem é você?
- O namorado dela. – Falei, com a melhor cara de bravo que consegui. Ele colocou as mãos no alto, como se se rendesse.
- Ok, ok! Desculpa, gatinha. – E saiu de perto. Jess me olhou e foi andando até a porta dos fundos. A segui.
- Tá tudo bem?
- Graças a você, sim. Obrigada. – E sorriu. Aquilo me aqueceu completamente, mas não mais que o vestido dela, que agora balançava com o vento. Ela me olhava com intensidade, e eu me aproximei dela.
- Não tem de quê. – Murmurei baixinho, mas tinha certeza que ela ouviu. Me inclinei para ela e ergui seu queixo com o dedo. Colei nossos lábios. O beijo foi lento, demorado e muito muito bom. O fato de ter sido com a Jess ajudava muito. Meu peito parecia que ia explodir. Eu realmente gostava muito dela.
POV’S JESS
Ele me deixou em casa. Eu não queria sair do carro. Ele estava ali dentro, e isso era o suficiente para me fazer querer ficar ali pra sempre. Ficamos em silêncio por um tempo. O carro dele estacionado na frente da minha casa, a gente quietos. Ele me olhava com carinho. Eu o olhei do mesmo jeito. Ele se inclinou e me deu um selinho. Eu sorri.
- Hora de ir, donzela. – Fiz um biquinho.
- Eu não quero.
- Nem eu, linda. Mas é preciso. Até amanhã. – Dei um beijo na sua bochecha e desci do carro. Fora estava frio, mas eu estava tão feliz que não me importei. Bati na porta e o Nick veio abrir.
- Nossa, tá gata. Onde foi?
- No Bill com o Nate. – Ele sorriu.
- Gosto desse menino. – Eu também sorri.
- Eu gosto mais.
- Você não odiava ele?
- Aprendi a gostar. Talvez mais que devia. – Peguei uma xícara de café e sentei no sofá.
- Hmmmm... pegou ele, foi? – Ele se sentou do meu lado.
- Nick!
- Só pra saber!
- Foi um beijo. Só.
- Ai, que fofo.
- Ah, eu vou dormir, Nicholas. Boa noite. – Beijei sua bochecha e fui pro quarto. Pensamentos me rondaram a noite toda, e quando eu dormi, sonhei com o Nate. Será que era ele? Será que ele era o cara certo pra mim? Veríamos. Mas eu realmente queria que sim.
***
- No outro dia, fui no sebo da cidade pra ler um pouco. Precisava disso. Andando até lá, encontrei o Rafa. Apesar de tudo, eu estava preocupada. Não é todo dia que um amigo seu vira um drogado.
- Rafa? Oi...
- Jess! – Ele me abraçou forte. Parecia bem. Mas nunca se sabe.
- Oi, tá tudo bem?
- Ouviu a história, né? – Eu só assenti.
- Tô melhor. Não se preocupa. E aí, como você tá?
- Tô bem. Muito bem. – Falei, lembrando o que acontecera noite passada. – Tá indo pra onde?
- Falar com o Thiago. Eu fiz uma burrada e tenho que corrigir.
- O que houve? – Ele passou o braço por meus ombros.
- Eu não devia te contar, mas você merece saber. Eu e o Nate fizemos uma aposta com o Thiago dia 11 de junho. Apostamos que um conseguiria ficar com você antes do outro, até o dia 11 de julho. Mas eu não quero mais fazer parte disso, eu não sabia o que estava fazendo. – Meu mundo deu uma vacilada e quase caiu. Como assim?
- O Nate renunciou?
- Não, não que eu saiba. Por quê? – Eu não ia chorar. Não na frente do Rafa. Não antes de dar uma lição no Nate.
- Obrigada, Rafa. Preciso ir agora resolver umas coisinhas.
Notas finais
Preciso me esconder?
Vão me matar?
Por favor, não mexam nas minhas batatas ;----;
Beijos
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