A Forbidden Love - Nicabeth -
7 Capítulo 7
Notas iniciais
Eu estava deitada em minha cama no chalé de Atena sem conseguir dormir. Meus pensamentos todos centrados nele, Nico. Eu ainda não havia o visto desde a manhã.
Virei-me de lado e pus um travesseiro no rosto, não adiantou. Desisti e me levantei, fui até a cômoda, peguei um moletom fino pondo por cima do pijama, calcei um par de sandálias e sai do chalé. O vento era forte e quase me levou junto... Fiquei parada por alguns minutos sem saber bem o que fazer. Com um sorriso no rosto me decidi e comecei a caminhar até o chalé mais escuro do acampamento, o da Hades. Bati na porta e esperei... Nada. A porta não estava trancada, então decidir entrar.
Sinceramente eu não deveria ter feito aquilo....
Nico estava deitado por cima de uma garota só de calcinha e sutiã, o mesmo vestia apenas uma bermuda. Os dois se beijavam como se nunca tivessem feito aquilo.
Fiquei lá, parada, encarando a cena. As lágrimas começaram a escorrer, me virei para sair do chalé mas acabei tropeçando em algo e batendo com a cabeça na porta, o barulho foi mínimo mas, Nico o ouviu, ele virou a cabeça e seus olhos me encararam confuso por alguns instantes para logo se transformarem em vergonha. Sai correndo do chalé... Minha respiração começou a falhar e eu cai de joelhos, em frente ao lago de canoagem, me encolhi passando os braços em volta das pernas pus o rosto entre os joelhos e deixei a mágoa, o choque e principalmente a raiva se esvaírem de meu corpo. Já cansada, eu adormeci.
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Acordei, com um sol desgraçado na cara. Espreguicei-me meio grogue mas consegui pôr-me de pé, olhei em volta e me dei conta de onde estava. Na mesma hora senti meu rosto esquentar, passei a mão pelo short curto tirando os vestígios de grama que ali haviam ficado, ajeitei o moletom e andei de cabeça baixa até o chalé. Minha sorte foi grande, pois havia poucos campistas acordados e eu quase consegui passar sem ser notada, -quase- .
– HEY ANNABETH, QUE PERNAS HEIM?
– MEUS DEUSES, QUE CONHECER MELHOR O NOSSO CHALÉ LOIRINHA?
Arregalei os olhos e me virei, murmurando:
– Da pra calar a boca Connor? E você também, Travis.
– Não, sinceramente não da, gatinha.
– Uma perguntinha Annie, por que você não usa esses shorts sempre?
– Vão a merda, os dois!
Os deixei falando sozinhos e corri para o chalé, entrei e tranquei porta, fui até minha cama me jogando na mesma, enterrei o rosto nos travesseiros e puxei as cobertas até a cabeça. As lágrimas começaram a cair contra minha vontade e a cena que eu havia presenciado na noite passada, voltaram a me importunar. Como ele pode? Ele tinha dito que me amava! FALSO, TRAIDOR, IDIOTA. Minha vontade era ir confronta-lo, mas do que adiantaria?
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