A Forasteira - Annabeth Chase
3 Capítulo 3 Para dentro da Fortaleza
Annabeth pegou alguns suprimentos, ela encontrou alguns dracmas de Ouro em uma Caixa de madeira debaixo do guarda-roupa. Depois se sentou diante do homem.
– Seu nome? E não me venha com mentiras! O de verdade, não o que você conta para esses caipiras.
– Aaron, Aaron Grace.
– Por que eu deveria proteger você?
– Eu não sei!
– Quem quer te matar?
– Uma meia dúzia de comerciantes, alguns pescadores, ninguém que realmente é uma ameaça.
– Você viu algum monstro recentemente?
– O quê?
– Dracnea, medusa, escorpião gigante, criaturas marinhas , uma criatura!
– Você está bem? Isso não existe!
– Como? Você não é um semideus?
– Mais ou menos.
– E você nunca viu um monstro!
– Não! Que tipo de pergunta é essa?
– Eu não entendo! Você roubou o rato das hespiredes. Elas você conhece.
– Não, hespiredes ! Eu não roubei o rato. Foi um presente de família, era do meu pai
– Pai?! E a maldição, você fica cego com o Sol.
O rosto do garoto se fechou:
– Não é maldição! É uma doença que passou do meu pai pra mim, eu perco a visão com grandes quantidades de luz. Nunca diga esse tipo de coisa eu posso ser queimado na fogueira por menos. Maldição! Quem é você? Age como se eu deve-se te conhecer, invasora.
– Não estou invadindo, você me entregou pra Polícia.
– Porque você entrou na minha casa! Roubou minha faca!
– Essa faca é minha.
– É minha desde que tinha oito anos. Você tirou ela do armário.
– Você estava fugindo, tinha a mala pronta, se não estava roubando a faca porque diabos fez isso.
– Você invadiu minha casa, eu ia ficar cego o dia todo, eu ia ficar com um amigo no caso de voltar e tentar me matar.
Annabeth olhou para ele, se levantou e foi até o quarto, estava escuro lá dentro mas ela viu um brilho prateado quase escondido. Ela pegou o objeto, uma faca idêntica a que tinha ganhado de Luke.
Ela voltou para a cozinha e olhou para o homem sentado amarrado que a estava encarando, tecnicamente, já que ele era cego, pelo menos temporariamente.
– Acho que tudo foi apenas um grande engano!
– Engano!
Ela jogou as facas na mesa, um barulho forte de aço.
– O que é isso, deveria significar alguma coisa, eu sou cego lembra, não ver, sabe esse lance.
– Ah desculpe!
Ela se sentou e começou a contar a história desde o começo, não apenas das facas mas a de como ela foi parar ali.
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