A Forasteira
25 Ele é seu namorado?
Notas iniciais
Os raios de sol iluminavam o grande escritório de Emma, ela estava em sua cadeira trocando um beijo apaixonado com Regina que estava sentada em seu colo. Depois das atitudes de Regina na boate, Emma sempre procurava fazer com que a morena ousasse um pouco mais e Regina sempre atendia os desejos da namorada.
Agora elas trocavam carícias em qualquer lugar da fazenda para que todos pudessem ver o quanto elas estavam apaixonadas. Todos os funcionários estavam adorando essa nova versão da Emma, a loira estava mais gentil, mais sorridente e ultimamente ela pedia ao invés de dar ordens. Todos já estavam se referindo a Regina como a “santa Regina”. Belle já não tremia mais quando ficava sozinha com Emma e depois de ver essa Emma mais gentil, passou a gostar mais em servi-la. Regina realmente havia mudado a loira.
— Amor, o que você acha de começar a ajudar Elsa na clínica? – Disse Emma dando um beijo no pescoço da morena. – Quem sabe assim você pode lembrar de mais alguma coisa. – deu mias um beijo no pescoço de Regina.
— Pode ser. – sussurrou Regina com os olhos fechados se deliciando com as caricias da língua da loira em seu pescoço.
— Eu ficaria muito feliz que você ficasse responsável pela clínica assim que recuperar a memória totalmente. – falou encarando Regina, ela torcia para que sua mulher resolvesse ficar definitivamente na fazenda, mesmo sabendo que era ela que administrava o haras da família.
— Sério amor? – perguntou Regina emocionada.
— Claro minha rainha. – sorriu. – afinal, você será dona da fazenda e não vejo ninguém melhor para o cargo que você. – deu um selinho na namorada.
— Depois conversamos sobre isso. Agora eu prefiro falar de outra coisa. – sussurrou Regina beijando próximo a orelha da amada.
— É? – gemeu. – E do que você quer falar? – perguntou fechando os olhos e apertando as mãos na cintura da morena.
— De uma boca deliciosa que certa loira gostosa tem e me faz delirar. – falou Regina e capturou os lábios de Emma intensamente.
O beijo estava ficando cada vez mais intenso, as mãos as apertando cada vez mais, gemidos ecoando pelo cômodo, estavam quase de desfazendo das roupas quando o telefone começa a tocar, a princípio elas ignoraram o barulho, mas o aparelho voltou a tocar mais uma vez.
— Acho melhor você atender. – disse Regina ofegante e viu Emma irritada tirando o telefone do gancho.
— Alô. – atendeu ríspida.
— Nossa cunhadinha, que mau humor, será que minha pequena não está dando conta do recado? – brincou Zelena e em seguida gargalhou.
— Muito pelo contrário ruiva maluca, sua irmã dá conta muito bem do recado. – disse Emma sorrindo ao reconhecer a voz de Zelena.
—Ela é uma Mills e os Mills sempre arrasam no que faz. – brincou Zelena.
— Regina está aqui comigo, vou passar o telefone para ela. – disse Emma, mas Zelena a chamou. – ainda estou aqui.
— Tenho uma ótima notícia. – disse a ruiva eufórica. – A Ingrid foi presa.
— Sério? – perguntou Emma aliviada. – Finalmente aquela cobra irá pagar por tudo o que fez. – disse sorrindo para Regina que estava ansiosa para saber a novidade.
— Finalmente. Agora passa o telefone para Regina e vai chamar minha sobrinha linda que eu estou morrendo de saudades. – pediu.
— Sim senhora. – brincou a loira.
Emma passou o telefone para Regina e saiu do escritório para chamar Lexie.
— Zel. – falou Regina feliz por estar falando com sua irmã.
— Oi pequena, estou morrendo de saudades.
— Eu também, quando você virá para a fazenda? – perguntou Regina ansiosa, ela já estava sentindo muitas saudades da irmã.
— Se você quiser poderei ir esse fim de semana.
— Acho perfeito. Você poderia trazer o Killian também, já contou para ele sobre mim?
— Ainda não, quero ver ele desmaiar quando te ver. – disse Zelena gargalhando.
— Você não presta Zel. – brincou Regina. – Agora me diz o que você falou para Emma ficar tão feliz.
— A Ingrid foi presa, finalmente.
Elas ficaram conversando por um tempo até que a pequena Lexie entra no escritório toda curiosa e senta no colo de Regina que abre um sorriso carinhoso para a filha.
— Filha, tem uma pessoa que quer falar com você. – disse Regina direcionando o aparelho para a garotinha que o pegou.
— Alô. – disse a menina ansiosa para saber quem era a pessoa do outro lado da linha.
— Será que é minha princesinha que está ai? – perguntou Zelena com um sorriso enorme ao ouvir a voz da sobrinha.
— TIA ZEL! – gritou Lexie sorrindo e olhou radiante para Emma que estava em frente a mesa.
— Oi meu amor, eu estou morrendo de saudades de você.
— Eu também tia, quando você vem? O Sansão também ta com saudade.
Elas continuaram conversando por muito tempo até que Zelena pediu para falar com Regina novamente.
[...]
Elsa estava na clínica analisando uns exames, ela não conseguia entender como alguns animais estavam com a saúde debilitada e o veterinário anterior não havia observado isso, pelo menos Emma não comentou nada sobre esses animais e conhecendo a amiga como ela conhece se ela tivesse a par do assunto já teria resolvido. A loira é tirada de seus afazeres com batidas na porta.
— Pode entrar. – Responde Elsa pondo os papéis na mesa.
— Atrapalho? – pergunta Paloma entrando na sala.
— Você nunca atrapalha Paloma. – disse Elsa abrindo um enorme sorriso.
Paloma se aproxima da mesa da veterinária, estava sentindo um nervosismo incomum, provavelmente por conta do olhar da loira que parecia ler sua alma de tão intenso que era.
— É... – limpou a garganta antes de continuar. – Estou indo a cidade e Emma me disse que você precisa de algumas coisas, se quiser posso trazer para você. – disse com um sorriso tímido.
Elsa estava hipnotizada com a morena em sua frente. — Ela é tão linda, e fica mais encantadora envergonhada. – pensou a veterinária.
— Então? – perguntou Paloma por conta da demora para a loira responder.
— Oi. – falou Elsa voltando a realidade.
— Vai querer que eu traga os materiais?
— Sim. – se ajeitou na cadeira. – Na verdade, esses materiais são bem específicos, se você concordar posso ir com você. Será mais fácil de encontrar se eu estiver lá. – disse Elsa desconcertada.
Na verdade era uma desculpa, afinal, bastaria entregar as referencias dos materiais e o vendedor acharia fácil, mas ela não desperdiçaria a oportunidade de passar algumas horas na companhia da morena.
Elas seguiram viagem em silencio, Elsa estava louca para saber mais sobre a bela morena a seu lado, mas não queria deixar o clima chato, e ela também não conseguia encontrar assunto para falar com Paloma, sendo assim, ela resolveu fixar seu olhar para a paisagem no decorrer do caminho.
Paloma também estava procurando assunto com a nova veterinária, ela não podia negar que Elsa era uma ótima companhia, mas Paloma não sabia o que estava acontecendo, toda vez que estavam a sós a loira a intimidava com o olhar e ela não sabia como reagir. Nunca havia sentido isso com ninguém.
Minutos depois chegaram a frente da farmácia onde Elsa iria comprar os matérias, nesse momento Paloma quebrou o silencio.
— Você fica aqui comprando o que precisa e eu vou ao banco. – disse Paloma.
— Ok. – respondeu Elsa sorrindo.
— Acho que lá será rápido. Me espera aqui, tudo bem? – retribuiu o sorriso.
— Perfeito. – disse Elsa saindo do carro.
A loira ficou parada na calçada olhando o carro que seguia as calmas ruas de Storybrooke.
Como Paloma havia comentado, não demorou muito para resolver os assuntos no banco da cidade, trinta minutos depois ela estava entrando na farmácia. Olhou em volta a fim de encontrar Elsa e quando a avistou sentiu um incomodo no peito, Elsa estava conversando com uma garota que pela roupa trabalhava no estabelecimento, mas para a morena não era necessário ela estar tão perto da veterinária daquela forma. As duas sorriam abertamente com algo que a tal atendente havia falado. Ela então foi em direção as duas mulheres.
— Já comprou tudo? – perguntou Paloma olhando serio para a atendente.
— Sim. – sorriu Elsa. – Estava apenas te esperando.
— Já estou aqui. Vamos? – perguntou Paloma sorrindo para Elsa.
Elas colocaram as caixas no carro com a ajuda da atendente que sempre se insinuava para a loira que retribuía com um sorriso. Paloma por outro lado não estava nada feliz com esses sorrisos.
— O que você acha de irmos almoçar antes de voltarmos? – perguntou Elsa.
— Pode ser. – disse Paloma sem ânimo, o que fez Elsa arquear uma sobrancelha.
— Você está bem? — Perguntou a veterinária pegando uma das mãos da morena.
— Estou. – sorriu e olhou as mãos juntas.
—Então, vamos almoçar? – Elsa abriu um sorriso iluminado e Paloma assentiu.
Elas estavam sentadas em uma mesa da lanchonete da Jeni, saboreavam um grande hambúrguer acompanhado de um copão de refrigerante, lanche que as duas amavam.
No início da refeição elas estavam caladas, mas com passar dos minutos começaram uma conversa animada. Elsa falava que Paloma, mas esta sempre respondia animada.
— Quer dizer que você é formada em administração? – perguntou Elsa sorrindo.
— Sim, a melhor aluna da classe. – falou orgulhosa.
— Disso eu não tenho dúvidas. – sorriu e deixou Paloma envergonhada.
— E você, sempre quis ser veterinária? – perguntou e mordeu seu hambúrguer.
Quando Elsa iria responder observou que a morena tinha molho canto da boca e em um gesto automático levou o polegar ao canto da boca da morena limpando o local. Nesse momento, Paloma paralisou, sentiu o toque delicado da loira em seu lábio e um arrepio tomou conta de seu corpo. Elsa percebeu as reações do corpo da morena e sorrindo ela levou o dedo que havia limpado os lábios de Paloma a sua boca sorvendo o molho sem desviar os olhos dos da morena.
— Respondendo a sua pergunta, sim, eu sempre quis ser veterinária. – respondeu sorrindo.
Ficaram alguns segundos se olhando sem desviar os olhos uma da outra. Elsa era só alegria, ela tinha certeza que Paloma sentia alguma coisa por ela, suas reações a denunciavam, a loira só tinha que achar uma forma de conquistar essa morena que a deixava encantada, mas tinha que ir com calma para não assustá-la. Paloma parecia uma menina romântica, ingênua até certo ponto. Elas são tiradas de sua bolha particular por uma voz que a loira não reconhecia.
— Paloma! – falou um rapaz com uma roupa de policial que sorria para a morena. O que não agradou nada Elsa.
— Graham. – disse Paloma sorrindo. – Oi, tudo bem? – Disse ela levantando e a abraçando o rapaz.
— Que surpresa te encontrar aqui. – ele sorria abertamente.
— Vim resolver algumas coisas da fazenda. – disse sentando novamente. – Essa é a Elsa, nova veterinária e amiga da Emma.
— Prazer Elsa, sou o Graham o xerife da cidade. – disse ele estendendo a mão para cumprimentar a loira.
— Prazer, xerife. – respondeu apertando a mão do rapaz.
Paloma e Graham ficaram conversando por mais alguns minutos e Elsa estava incomodada com a proximidade e os sorrisos deles. Ela sabia que não poderia ficar se sentindo mal com isso, afinal, acabara de chegar a cidade e Paloma era uma mulher livre, mas não poderia negar seus ciúmes. Ela só voltou a realidade quando escutou seu nome ser mencionado.
— Fico feliz em conhece-la Elsa. – disse o xerife. – Agora tenho que ir. – falou ele olhando para Paloma. – Poderíamos marcar outra noite daquelas. – disse antes de sair e a morena apenas confirmou com a cabeça.
Voltaram a comer sem pronunciar mais palavras. A loira estava incomodada e preferiu o silencio para evitar falar nada que pudesse se arrepender depois.
[...]
— Boa tarde, senhor Colter. – disse Nicolas Fox, dono da fazenda onde Daniel estava trabalhando.
— Boa tarde Senhor. – Respondeu o veterinário que estava nos estábulos analisando alguns cavalos.
O senhor Fox era um homem honesto e muito conhecido na cidade, sua fazenda era uma das mais prósperas da região, só ficava atrás da de Swan. No começo, o fazendeiro não se agradou muito quando a fazenda da loira começou a prosperar, afinal, por conta disso ele perdeu alguns contratos, mas com o tempo ele viu que dava para conciliar seus lucros com a concorrência e também Emma sempre o ajudava com várias dicas e muitas vezes ela passava clientes para ele. Assim, eles se tornaram amigos e parceiros nos negócios.
— Não sei se o senhor sabe, mas eu tenho uma convivência pacifica com Emma, muitas vezes preciso da ajuda dela, assim, como ela precisa da minha. – falou sério.
— Sim senhor.
— Por isso eu tenho que perguntar. – fez uma pausa. – Por que o senhor foi demitido da fazenda de Emma Swan? – perguntou e Daniel respirou fundo.
— Eu... me meti com a mulher errada. – disse o rapaz se referindo a Lily. – Foi burrice e esse erro não cometerei mais. – Foi sincero.
— Ótimo, eu espero que esse erro não afete meu relacionamento com a fazenda Swan. – disse por fim.
— Com certeza não afetará.
— Qualquer problema estarei em meu escritório. – disse o senhor se retirando.
[...]
— Calma Kill. – pediu Zelena enquanto o irmão andava de um lado para o outro transtornado no escritório.
— Como você me pede calma? – perguntou ele com os olhos marejados. – Aquela desgraçada arruinou a nosso família e você me pede calma? – disse ele passando as mãos nos cabelos. – Eu deveria ter deixado você acabar com ela naquele dia. – disse ele se referindo ao dia em que Ingrid falou sobre o corpo que foi encontrado no carro da morena.
— Eu sei, mas ela já está presa. – disse a ruiva ficando de pé.
— Presa... PRESA! Eu deveria acabar com a vida dela. – disse ele deixando as lágrimas vir a tona. – Ela matou a nosso irmã Zel, ela... MATOU a Regina. – e sem conseguir se segurar, o moreno caiu de joelhos se entregando ao pranto.
Zelena sentiu o coração apertar, não estava aguentando ver seu irmão sofrendo por ter perdido a irmã que graças aos céus estava viva e muito bem em uma fazenda. A ruiva se ajoelhou em frente ao irmão o aconchegando em seus braços. Ela precisava acabar o esse sofrimento do moreno. Zelena se afastou um pouco do irmão e com uma mão ergueu seu rosto banhado pelas lágrimas.
— Ei, eu preciso te contar uma coisa. – sorriu. – Não era a Regina naquele carro. – disse e viu o rosto do moreno mudar. – Não era ela.
— Co...como não? – perguntou olhando para o chão como se estivesse procurando algo.
— Era outra pessoa. Ela pode estar viva meu irmão.
— Ela está viva. – sorriu. – Nossa pequena está viva. – esboçou um sorriso. – Vamos encontra-la Zel. – disse se levantando e secando as lágrimas.
— Com certeza iremos. – sorriu. – Agora vem aqui. – disse ela e sentou o irmão no sofá a seu lado. – Esse fim de semana eu quero que você venha comigo a um lugar.
— Que lugar?
— Precisamos ir para a fazenda de Emma Swan, temos uns assuntos referente ao haras. – disse ela sabendo que o irmão iria se opor.
— Mas Zel, temos que encontrar nossa irmã.
— Eu sei e nos iremos, mas quando ela voltar tem que encontrar o haras em ordem e esse contrato é fundamental para isso. – disse e ele ficou olhando para o nada por um tempo.
— OK, mas quando voltarmos eu irei encontra-la, você querendo ou não. – falou firme.
Zelena abriu um sorriso imaginando a reação do irmão ao ver Regina na fazenda.
[...]
O percurso de volta para a fazenda estava sendo em completo silencio, Elsa olhava vez ou outra para Paloma ao volante, imaginando o que a morena tinha com o tal xerife, desde que ele saiu da lanchonete as mulheres trocaram poucas palavras e a loira estava se roendo de vontade de perguntar sobre o relacionamento dos dois. Ela estava se segurando até aquele momento.
— Ele é seu namorado? – perguntou olhando para a morena.
— Namorado?
— O xerife. Ele é seu namorado? – perguntou com medo da resposta.
— O Graham? Não. – sorriu.
— É que... vocês pareciam... – não terminou a frase e Paloma a olhou.
— Não, nós já ficamos algumas vezes, mas nada sério. – disse Paloma olhando para frente e por isso não percebeu o sorriso que a loira tinha em seus lábios.
O percurso continuou tranquilo, o silencio ainda existia, mas agora não era incomodo. Elsa estava aliviada com a resposta da morena e seu coração estava menos triste. Alguns minutos depois chegaram a fazenda e Paloma foi ajudar a veterinária guardar as caixas com os materiais.
— Eu vou subir na cadeira e você me passa as caixas. – disse Elsa subindo na cadeira.
Na sala onde eram guardados os materiais tinha algumas estantes e as ultimas caixas tiveram que ser guardadas na parte superior dessas estantes. Paloma fazia o que a loira pediu. Ela passava as caixas para a loira a se esticando um pouco as acomodavam no alto da estante.
— Cuidado para não cair. – advertiu a morena no momento em que Elsa desequilibrou, mas conseguiu se apoiar e sorriu para Paloma.
Continuaram com aquela tarefa até a morena lhe entregar a última caixa.
— Essa é a última. – disse Paloma.
Elsa teve que se esticar um pouco mais para conseguir colocar a caixa no lugar. Quando tentou voltar para a posição inicial, seu corpo desequilibrou, ela tentou se recuperar, mas sem sucesso e assim caiu da cadeira certa de que iria se estatelar no chão, mas isso não aconteceu, ao invés de sentir a superfície dura sentiu braços macios lhe segurar e por reflexo ela apoiou as mãos nos ombros de Paloma.
Quando os olhos azuis de Elsa encontraram os castanhos de Paloma uma energia percorreu os corpos que estavam colados. As respirações estavam alteradas, os corações batiam como loucos em suas caixas torácicas, Elsa sentia o hálito quente da morena em seu rosto e não teve como não desviar os olhos para os lábios carnudos que estavam entreabertos. Sem conseguir a vontade de provar aqueles lábios, Elsa lentamente aproximou seu rosto do de Paloma que ao sentir seus narizes se tocando fechou os olhos esperando o que estava por vir.
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