Notas iniciais
No Episódio anterior ...

Ele levanta-a do chão e abraça-a na cintura e ela sobe por ele acima, apoiando as pernas em cima do rabo do seu cliente que a beija nos ombros, e a mama nos seios de cristal, ela deixa cair a cabeça para trás ele volta a pô-la no chão e desta vez deixa cair as calças pretas ficando nú da cintura para baixo, e ela dá-lhe um empurrão afastando-se e voltando-se para a mesa de cabeceira à procura de um preservativo sem estar usado, mas não encontra ele abraça-a por trás e apalpa-lhe os seios hirtos. Em simultâneo beija-a no pescoço:
Uma cadela vadia não precisa disso. Declara ele.
Já vou. Responde ela desiludida pois quando uma rameira tem um homem entre suas pernas não sabe o que pode acontecer, até pode apanhar uma doença sexualmente transmissível.
Ele arranca as poucas roupas que ela tem ela por sua vez deita-se na cama e ele arranca-lhe as cuecas, apalpando a sua bainha, ela suspira ele introduz-lhe o dedo na vagina ela grita seguindo à introdução da língua que a chupa, e depois delira quando o pénis dele rasga a sua costura, os testículos batem à entrada da vagina satisfazendo o Doutor Silva Lobo, que apalpa a barriga da meretriz, depois ele coloca-a na posição mais favorável ao sexo anal dando-lhe murros nos seios.
Sérgio veste-se e puxa a meretriz pelos seus cabelos de ouro, fazendo com que ela se deite no chão e dando em seguida pontapés no abdómen da mulher, depois pega no dinheiro e deita-o para o chão e abandona a mulher ensanguentada no chão.
Verme nojento. Bate com a porta do quarto, com força.
Aquele dia, ela não iria à faculdade. Mal se podia mexer, mal aguentava as dores no corpo. Ela chama-se Telma Carrascal tem 21 anos, está no primeiro ano de direito, trabalha à noite para o Amaral, a fim de pagar com o seu corpo o curso que tanto quer. Sujeita a maus-tratos como tantas outras que trabalham na prostituição e que precisam de dinheiro para sobreviverem. Às vezes por um quilo de arroz essas mulheres vendem o seu corpo para se auto sustentarem a elas e aos seus filhos.
Ana que ouvia Telma a chorar sai dos seus aposentos e caminha por um estreito corredor bate a uma porta castanha espera sem obter resposta, abre-a:
Telma, estás bem? Pergunta Ana preocupada.
Olha para a cama desfeita, mas Telma não está lá.

*

O dia amanheceu as árvores crescem nos campos. Os pássaros chilreiam nos ninhos, a temperatura começa por ser escaldante. Mais um dia com muito sol se aproxima.

Tomás sentado à secretária piscava os olhos, levanta-se estava mole aquela manha, passeia pelo quarto, até que estala os dedos no ar, ele tinha resolvido o problema senta-se à secretária e numa folha escreve. Começa por escrever, imitando a letra de Pedro, teria que ficar o mais fiel possível, que parecesse mesmo que Pedro o escreveu e de repente, Tommy pega na caneta e escreveu:

Desta vez teria saído perfeito. Tomás curvou-se sob o papel e beijou-o, tinha finalmente conseguido, estava, contente os seus dedos doíam com a mesma letra, a mão mal se firmava para escrever no envelope branco com a outra mão a segurar o pulso daquela que desenhava a letra sob o envelope o mais perfeccionista possível.

Os insectos da noite fazem ruído fora das portas, Tomás tinha salvo a vida a Pedro segundo ele agora só bastava pôr a carta no correio elogiava aquilo que tinha feito era uma verdadeira obra-prima, que ele queria emoldurar talvez na manha seguinte se pudesse fazer isso, para guardar para recordação. Exausto e abatido pelo cansaço Tomás apoia os braços sobre a mesa, em seguida a cabeça e cerra os olhos e traído pelo sono deixa-se adormecer.

A Lua esconde-se e o escuro da noite dá lugar à claridade. De um novo dia ainda que no horizonte houvesse um cor de laranja suave. Os galos cantam, os pássaros voam no céu e a neblina matinal que caía sobre a praça D. Pedro IV, começam as primeiras chegadas à cidade de Lisboa no interior da estação do Rossio, chega um comboio com as pessoas já em pé, pára no cais da estação, abre-se as portas e as pessoas começam as suas corridas matinais umas para apanharem os restantes transportes e outras para irem para os empregos. As pessoas correm nas escadas rolantes descendo-as apressadamente, e dirigindo-se à posteriori para a Praça D. Pedro IV, atravessando a Rua do Ouro até ao Cais do Sodré, para apanharem o Barco, e assim chegarem a Almada.

Os prédios são aquecidos por uma réstia de sol que dava e entrava nos últimos andares dos prédios urbanos, um raio de sol ilumina e aquece a cara agora voltada para a claridade de Tomás que esfrega a cara com uma mão, ainda de olhos fechados.

A Tomás só lhe apetecia dormir só que não podia levanta-se da cadeira e dobra a carta em quarto põe-a dentro do envelope e cola sentia-se feliz desta vez tinha contribuído para a cura de Pedro.

– Hum…

Tomás ainda se encontrava sentado e dobrado em cima da mesa. Acorda sobressaltado, e vê a carta com uma caligrafia memorável Tomás recorda a conversa tida no dia anterior com Sérgio Silva Lobo e sorri. Beija mais uma vez a carta, levanta-se e sai do quarto. Desce as escadas, apressadamente.

– Filho, bom dia.

– Bom dia mama.

E sai.

– Mas ele está tudo louco, nesta casa.

Gostinho desce as escadas já vestido, entra na sala de jantar.

– Bom dia, Olga – cumprimenta dando-lhe um beijo.

– Ah, olá Gostinho.

– O Tomás?

– Saiu agora.

– Ah oki.

Sara, serve o pequeno-almoço com requinte:

– Chega, minha senhora?

– Gostinho o que vai fazer hoje – indicando com a mão à empregada que chega.

– Vou ao banco, e depois combinei com Victor ir jogar golfe, porquê?

– A sério, eu combinei com a Isilda e a Matilde de jogarmos à canastra…

Sérgio entra em casa todo contente, de repente algo o desperta e Pedro o que ele faria em relação ao seu filho. Sérgio sobe as escadas até ao segundo andar. Entra no quarto de Pedro, este dorme profundamente, Sérgio pega no filho ao colo e espreita através da porta, para o corredor, não vê ninguém ainda era cedo e os empregados não tinham chegado sai com o filho no colo, este deita a cabeça para trás e continua a dormir, Sérgio espreita para a sala desce as escadas com o máximo de cuidado entra na sala atravessando-a senta o filho num sofá perto da porta da biblioteca enquanto que abre a porta da livraria pega no seu filho e entra no colo e entram no escritório a seguir Sérgio toca numa estante que roda e apresenta uma escada estreita feita a cimento tinha pouca luz mas parecia um grande espaço Sérgio deita-o num colchão de palha que cobria uma cama de ferro ferrugento devido à passagem do tempo, cheirava a bolor apenas tinha uma janela, trancada com portadas de madeira. O chão feito a cimento grosso. Sérgio algema os braços de Pedro aos ferros da cama e os pés com uma corda aos pés da cama.

Após esse evento, administra uma injecção no braço de Pedro este dorme ainda com mais cansaço.

Tomás sai de uma loja com um envelope na mão tentando meter a carta lá dentro, e desce a rua até aos correios em seguida entra e dirige-se logo à entrada a uma mesa que está colocada à parede, preenche o envelope endereçando-o a casa Silva Lobo.

Notas finais
Até à próxima semana ;)
Beijinhos,
Walk Up Proud