A Força D'um Amor (+18)
13 Capítulo XII - A carta
Tomás pega nas chaves e mete na fechadura rodando-a em seguida o que faz com que o trinque salte entra contente e a assobiar num pequeno corredor que daria acesso directo a uma espaçosa sala:
– Tomás é você, filho?
– Sim sou eu – responde Tomás à entrada da espaçosa divisão mobilada a rigor.
Havia um grande plasma preto e os sofás amarelos, onde estariam sentados um casal já de meia-idade, os móveis pretos uma mesa ao canto ao pé da parede branca da sala, ao pé de uma difanvarga, num vaso branco, vários quadros, da artista Paula Rêgo pendurados na parede, um móvel de cor preta e trabalhado com uma vitrina onde se podia ver algumas peças de loiça caras. Sara, vem da cozinha, trajada a rigor.
– Senhora Doutora poderá mandar que sirvam o jantar… – Sugere a empregada.
– Pode Sara.
Tomás dá um beijinho à mãe e ao pai.
– Hum… Filho! Então como está o Pedro Silva Lobo?
– Está bom, pai! – Tomás ri mas algo o detém – aliás ainda vai melhorar mais.
– Quê mas ele está doente? – Preocupasse a Dona Olga.
– Não, não… — mente.
– Ah! Okay… Como não dormiu cá, pensamos…
– Não… só fomos sair e eu fiquei na casa dele para o ajudar.
Gostinho Bettencourt era o pai de Tomás, era bissexual, estava casado com a Olga Cadaval sendo a segunda mulher de Gostinho, a mãe de Tomás era uma rameira insuportável encontram-se na sua luxuosa sala. E esperam pelo filho.
Gostinho era um empresário rico da confiança de Sérgio e amava a Olga apesar desta estar interessada no seu dinheiro.
– Filho não vai comer? – Pergunta Olga.
– Não, mãe – Responde Tomás.
Tomás sobe as escadas para o seu quarto não queria acreditar no que ouvira de Sérgio, não podia ser verdade, ele sempre fora amigo de Pedro o melhor e agora esta confiança era de mais… mas se fosse verdade, ele tendia para arriscar.
O quarto de Tomás era igualmente belo, tinha um roupeiro africano, depois localizava-se uma estante cheia de livros, e de discos, a seguir uma janela, uma porta que abria para uma casa de banho constituída por um móvel à entrada com um espelho suspenso na parede com duas luzes sobre o espelho, seguindo o vide, a sanita e uma banheira, de loiça verde, o chão era verde até meio da parede, a meio tinha uma cinta com motivos a toda a volta da casa de banho e a parede continuava para cima branca, saindo pela porta, de regresso ao quarto há uma mesa de cabeceira, uma cama de solteiro o chão em taco envernizado, que levava até há porta que dava para o corredor.
Tomás senta-se na cadeira, pensa em tudo o que Sérgio lhe disse, ele não acreditava, não podia ser. E recorda a conversa tida com Sérgio na biblioteca:
“ Sabes que o meu filho, o Pedro, tem que receber um castigo” diz Sérgio “Ele não me quer ouvir… eu tenho um plano”
“Que plano tio?” Indaga Tomás.
“Não te posso dizer… mas preciso que obedeças às minhas ordens, eu quero o melhor para Pedro” declara Sérgio. “Estás disposto a isso?” Propõe o Tio.
“Estou, confio nas suas intenções…” conclui Tomás. “O que quer que eu faça?”
“Para começar quero, que escrevas a Dora…” ordena Sérgio.
Tomás acende a luz da escrivaninha, senta-se numa cadeira com umas folhas brancas à sua frente, poisadas sobre a mesa e uma bic sem tampa ao lado, tinha que conseguir mas não lhe vinha nada à memoria, mas a felicidade do seu amigo dependia daquela clausula contratual que fez.
*
Sérgio, por sua vez, caminha por uma estranha, que cheirava muito mal, a rua tem pouca luz, os excrementos de animais no meio da rua feita a pedra as casas todas estranhas compostas umas ao lado das outras eram todas do mesmo tamanho e todas com uma luz à porta Sérgio pára e bate à porta iluminada por uma luz vermelha no parideira da porta, uma loira alta que trajava um maiô preto e uns sapatos também pretos de salto alto pontiagudo entreabre-a:
– Quem és e ao que vens? – Pergunta ríspida.
– Deixa-te disso, sabes perfeitamente o que quero… – Declara Sérgio.
– Lamento mas estamos lotados. — Informa
– Que atrevimento tens tu para me dizeres isso? – E Sérgio empurra a porta, a loira é violentamente encostada à parede e treme.
– Ai
– A outra? – Pergunta Sérgio olhando de relance para a sala.
– Está ocupada.
– Muito bem espero.
– E não te preferes ir divertindo?
– Não. Quero a outra só para mim.
Sérgio caminha para o interior da sala, e senta-se num sofá redondo coberto por uma colcha escarlate faz de seguida sinal à mulher que está de traz do balcão. Esta vai ter com ele, traja um maio rendada e uns grandes sapatos com uns saltos ponte agudos que parecem agulhas com os cabelos loiros encaracolados e uma bambelete com duas orelhas de coelho a mulher aproxima-se de Sérgio toda sorridente e limpa a mesa em frente a este baixando-se demasiado ao ouvido deste. E diz numa voz sensual:
– O que vai ser hoje?
– Pode ser um Wishky. – Diz Sérgio batendo nas pernas da mulher.
– AU!
A mulher retira-se e de volta para trás do balcão prepara o wisky para Sérgio. Que a olha, por debaixo da testa, enquanto tira do bolso interior do casaco do seu fato um charuto, que logo o acende pensante. A mulher traz-lhe o copo com o wisky e entrega-o a Sérgio.
– A outra? – Pergunta Sérgio
– Está ocupada. Ana?
– Sim.
– Não informaste o Doutor.
– Informei. Só que o Doutor prefere esperar…
No quarto de Tomás este estava sentado na sua cadeira à secretaria, com um bloco de papel à sua frente e com a caneta que desenha símbolos letras que compõe frases seguidas dos mais variados tipos de pontos que lhe dão a intonação necessária, de forma a ser compreendidas pelo seu destinatário. No cesto cheio de folhas amarrotadas debaixo da secretaria estavam as ideias que não seriam conexas com o seu objectivo final.
Num chão de uma casa está uma mulher ensanguentada ainda imóvel apenas respira cansada, uma lágrima escorre-lhe ao longo da face que esborrata o rímel do olho. Uma mão tenta levantar o corpo cansado, só que este não lhe obedece.
– Ai – a pobre mulher cai, imóvel no chão. – Sérgio o que fizeste ao nosso filho Pedro? – Sem a obtenção de respostas, Dora chora. – Ai vida, minha cruz o que será de mim quando descobrires toda a verdade, o que será de nós, mas o pior não será comigo, o pior é com o Pedro que não tem culpa de nada, ele não pediu para nascer – Dora chora – as dores… que eu sinto agora, são a agonia de anos, a fio, que senti durante toda a minha vida.
*
Sérgio estava a beber na sala, até que uma mulher vem acompanhada de um homem.
– Foi bom… deixa pago ao Amaral, oki! – Bate, há mulher.
Amaral homem de negócios de estatura mediana e forte tem o “Oticlam”, o bar nocturno, que à noite funciona como bar de alterne e de dia funciona como restaurante. Está bem localizado ao largo da Segunda Circular. Amaral tem 51 anos, é divorciado.
– Oki! – O homem beija a mulher, mordendo-lhe os lábios delicados. E desce as escadas.
Sérgio sobe-as e agarra-lhe pelo braço, com força.
– Pensei que só fosses minha… – Diz-lhe Sérgio ao ouvido.
– Tua? Só se me libertares, mas estás-me a magoar.
– Desculpa?
– Não, larga-me primeiro, Sérgio, é uma ordem…
– Depois de responderes à minha pergunta.
– Eu grito.
– Grita, tenho a certeza que ninguém te vai ouvir, afinal és uma puta, imunda e ordinária. – Sérgio encosta a mulher à parede, e agarra-lhe no pulso com força. – És a escumalha da sociedade. Todos nós temos nojo de ti. Que custa abrires as pernas a mais um? Hen.
– Ai! Sérgio…
– A mim ninguém dá ordens, cabra!
A meretriz abre a porta do seu pequeno quarto mais publico que privado, decorado com uma cama de solteiro, de ferro branco cromado uma mesa de cabeceira, tendo empilhados plásticos de preservativos usados, as paredes pintadas a negro com boomerangs lilases, laranjas, rosas e verdes florescentes, com uma bola de espelhos pendurada no tecto que serve de candeeiro, e perto de uma janela há uma cómoda branca, perto da porta existe um balde de lixo, com os preservativos usados e com pedaços das suas roupas Sérgio empurra-a para cima da cama, enquanto desaperta o cinto das calças e o enrosca lentamente na mão, a seguir bate à galdéria, ela encolhe as pernas:
– Sérgio assim não… – declara – estás-me a magoar, muito – conclui.
– Cala-te, Dora*. – Dá um murro no olho ela chora – Ah, puta agora choras…
Sérgio puxa-a para si, fazendo com que a rameira se levante ele desce o fecho das calças, e retira o pénis, a prostituta ajoelhasse e ele agarra-lhe pelos cabelos loiros:
– Faz o teu trabalho já, puta. – Ordena-lhe Sérgio.
Ela abre a boca e ele introduz-lhe o pénis na cavidade oral dela, chupando-o como quem come um gelado, fazendo movimentos delicados e abocanhando-o com os seus lábios sedosos, ao mesmo passo que ele esbofeteei-a com força, sentido o seu pénis dentro da boca dela, ao mesmo tempo que inicia uma masturbação com as suas mãos astutas, uma água salgada escorre-lhe dos lindos olhos verdes, e pinga para o chão.
– Chora mas não pares. – Diz Sérgio de olhos fechados sentindo prazer.
Ele levanta-a do chão e abraça-a na cintura e ela sobe por ele acima, apoiando as pernas em cima do rabo do seu cliente que a beija nos ombros, e a mama nos seios de cristal, ela deixa cair a cabeça para trás ele volta a pô-la no chão e desta vez deixa cair as calças pretas ficando nú da cintura para baixo, e ela dá-lhe um empurrão afastando-se e voltando-se para a mesa de cabeceira à procura de um preservativo sem estar usado, mas não encontra ele abraça-a por trás e apalpa-lhe os seios hirtos. Em simultâneo beija-a no pescoço:
– Uma cadela vadia não precisa disso. – Declara ele.
– Já vou. – Responde ela desiludida pois quando uma rameira tem um homem entre suas pernas não sabe o que pode acontecer, até pode apanhar uma doença sexualmente transmissível.
Ele arranca as poucas roupas que ela tem ela por sua vez deita-se na cama e ele arranca-lhe as cuecas, apalpando a sua bainha, ela suspira ele introduz-lhe o dedo na vagina ela grita seguindo à introdução da língua que a chupa, e depois delira quando o pénis dele rasga a sua costura, os testículos batem à entrada da vagina satisfazendo o Doutor Silva Lobo, que apalpa a barriga da meretriz, depois ele coloca-a na posição mais favorável ao sexo anal dando-lhe murros nos seios.
Sérgio veste-se e puxa a meretriz pelos seus cabelos de ouro, fazendo com que ela se deite no chão e dando em seguida pontapés no abdómen da mulher, depois pega no dinheiro e deita-o para o chão e abandona a mulher ensanguentada no chão.
– Verme nojento. – Bate com a porta do quarto, com força.
Aquele dia, ela não iria à faculdade. Mal se podia mexer, mal aguentava as dores no corpo. Ela chama-se Telma Carrascal tem 21 anos, está no primeiro ano de direito, trabalha à noite para o Amaral, a fim de pagar com o seu corpo o curso que tanto quer. Sujeita a maus-tratos como tantas outras que trabalham na prostituição e que precisam de dinheiro para sobreviverem. Às vezes por um quilo de arroz essas mulheres vendem o seu corpo para se auto sustentarem a elas e aos seus filhos.
Ana que ouvia Telma a chorar sai dos seus aposentos e caminha por um estreito corredor bate a uma porta castanha espera sem obter resposta, abre-a:
– Telma, estás bem? – Pergunta Ana preocupada.
Olha para a cama desfeita, mas Telma não está lá.
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