A Força D'um Amor (+18)

12 Capítulo XI- O Comportamento de Lisa




*

Finalmente, os três padres chegaram à casa paroquial. Isaura, a empregada deles, preparava o jantar. O padre Bernardo, que acabou de arrumar o seu trolley, regressa à varanda voltada para a Igreja.

– Há quem tenha medo de viver ao pé dos mortos – declara o padre Filipe.

– Pois, são os melhores vizinhos. – Acrescenta o padre Manuel.

O padre Bernardo chega e o padre Filipe propõe:

– E se nós fôssemos mostrar a freguesia ao Padre Bernardo?

– Ah, vão vocês… – resmunga o Padre Manuel – eu estou mal disposto…

– Não, ou vamos todos ou não vai nenhum… – Declara o Padre Bernardo.

– Mas eu estou tão bem aqui – justifica o Padre Manuel.

– Eu sei, senhor padre, mas venha fazer um pouco de exercício. – Argumenta o padre Bernardo com um belo sorriso.

– Tem a certeza que é padre? – Inquire Padre Manuel. – Cá para mim, acho que deveria ser advogado. – O padre Filipe vem a correr auxiliar o padre Bernardo.

– Ah! E você, padre Filipe, vem a correr auxiliá-lo… – Os dois levantam o padre Manuel da cadeira em que estava sentado. – Vocês não têm juízo…

– Não, nós temo-lo todo, mas o senhor não pode ficar todos os dias deitado ou sentado. – Explica o padre Filipe.

– E a casa? – Pergunta, preocupado, o padre Manuel.

– Deixe que a Rapariga cuida da casa. – Declara padre Bernardo.

– Bom, ainda vimos de dia? – Pergunta Pr. Manuel.

– Acho que sim…

– Se tiver um luar como ontem… – Comenta Padre Bernardo, em seguida sobe a soleira da porta – Olhe desculpe – chama uma mulher que lava o chão.

– Sim. – Responde Isaura.

– Você não se vai embora já, não? – Interroga o Padre Bernardo.

– Estou a despachar o serviço, Senhor Padre – Declara a empregada – Porquê?

– Se, por um acaso, se for embora antes de aqui estar alguém, feche a porta. – Ordena o Padre Bernardo.

– Hum, hum e, oh Senhor padre, e a chave onde é que fica? – O Padre Bernardo fica zonzo.

– Você não tem uma chave daqui? – Pergunta o padre admirado

– Não senhor! – Responde a mulher.

– Pode deixá-la na janela da casa de banho. – Ordena-lhe o Padre Bernardo.

– Ah, ok – concorda.


Pr. Bernardo sai de casa, desce de imediato as escadas, ordinariamente colocadas à porta. Os Padres Manuel e Filipe esperam-no ao fundo da escadaria de pedra. Bernardo chega finalmente ao pé daqueles e os três abandonam o quintal. Saem o portão fora e o padre Filipe fecha-o atrás de si. Caminham a pé pelas ruas daquele bairro, conversando entre si, rindo. Cada vez mais tarde, padre Filipe começa a ter medo.

– Olhem, nós não devíamos voltar? – Pergunta o padre Filipe.

– Já vamos. – Responde padre Bernardo, que caminhava mais atrás junto do padre Manuel.


*

Pedro mete a chave ao portão, roda-a na fechadura, e entra, deixando Tomás entrar também. Apesar de estar em silêncio e absorvido em pensamentos. Pedro não se esqueceu do amigo. Ambos circundam a parede de pedra, o Silva Lobo sempre com os olhos postos no chão sem uma palavra. Apesar de caminhar a par com Tomás, não falavam. Entram pela porta da cozinha, que estava sempre aberta, dirigindo-se para a sala. Pedro estava estoirado.

No sofá branco da sala, Sérgio tomava o seu whisky.

– Onde é que tiveram o dia inteiro?

– Pai, já em casa? – Estranha Pedro.

– Sim, Pedro… – Sérgio bebe o último gole de whisky e olha para o pulso – são agora mesmo vinte horas – informa o pai – mas tu ainda não me respondeste.

– Fui… Fui… Fui… – Pedro de repente lembra-se de Tomás – Quero dizer, fomos dar uma volta, os dois.

– Uma volta? – Sérgio tenta descobrir a mentira.

– Sim, senhor vereador! – Pedro põe-se em sentido e faz uma continência – não sabia que estava preso – ironiza com as palavras, para disfarçar a tristeza que sente ao ser abandonado.

– Menos teatro, Pedro! – Ralha Sérgio – Não é que estejas preso, ainda não – e vira-se para Tomás na esperança que este lhe diga a verdade – Tomás e onde é que foram?

– Ah Tio! – Começa por dizer Tomás – Fomos à praia, comemos um gelado e depois fomos ver um filme.

– E que filme foram ver?

– Foi, foi, foi… – Tomás fica gago. Decididamente, ele não foi feito para mentir.

– Fomos ver a ressaca 2, pai! – Intervém Pedro – Não foi, Tomás? – Bate nas costas ao amigo – Fartámo-nos de rir…

Sérgio põe-se de pé e coloca o copo na mesa pequena de madeira com o tampo em vidro que está no meio dos sofás, onde se põe os comandos da televisão e um arranjo de flores de plástico que enfeita a sala, e caminha na direcção do filho.

– Ah e não tiveste tempo para ires à Câmara? – Pergunta Sérgio.

– Pai desculpe, eu estou muito cansado… – declara Pedro.

– Estás cansado… Pedro? – Sérgio sorri – tu já vais dormir. – Sérgio põe o braço por cima dos ombros de Pedro – mas antes quero que venhas tomar chá.

– Chá? – Estranha Pedro, que não gostava muito de chá e só queria chorar à sua vontade, mas não o deixavam.

. Pedro é conduzido até à sala, onde normalmente era servido o jantar. O pai fê-lo sentar-se à mesa, com o Tomás.

– Sandra, pode servir o chá, por favor! – Ordena Sérgio.

– Com certeza, senhor doutor.

– Mãe? – Estranha Pedro.

– Sim, filho.

– Mas o que é que se passa? – Inquire Pedro.


O chá é servido, uma água amarelada numas chávenas brancas sobre uns pires com uns pacotes de açúcar, a de Pedro com dois pacotes com uns caracteres algo estranhos estampados. Ele abre um e coloca o açúcar no chá, ainda fumegante, e com a sua colher mexe-o. O chá sabia mal:

– De que é o chá? – Interroga Pedro.

– De cacto – Afirma Sérgio.

Pedro tenta beber:

– Parece que tem veneno. – Comenta Pedro, ao mesmo tempo que Dora levanta os olhos para Sérgio.

– Não tem nada. – Declara o vereador. – Tu é que não gostas de chá.

– Não é isso, cheira mal. – Constata Pedro.

–Vá, bebe lá o chá, sê um bom menino. – Pede Sérgio.

– Isso não te vai matar, prometo – Comenta Dora.

Pedro, muito contrariado, engole o chá.

– Então como te sentes, filho? – Pergunta Sérgio.

– Normal. – Responde o filho – Posso subir?

– Podes!

Saem os quatro daquela luxuosa sala e Sérgio dirige-se para a biblioteca

– Ahm Tomás – chama Sérgio. – Preciso de falar contigo… – e ambos se dirigem à biblioteca. – Entra. – Ordena-lhe Sérgio.


Tomás entra numa grande sala com estantes a toda a volta, o chão em madeira brilhante. À entrada existia um bengaleiro e uma pequena mesa com jornais e revistas. Uma janela que dava acesso ao jardim e é vista uma piscina. Na janela estava uma cortina branca com os pendentes vermelhos e uma risca preta ao centro. A secretária, uma mesa com uma luz e um telefone preto na ponta, ligada a outra encostada à parede, tinha o computador ligado ao cabo telefónico e duas cadeiras. Tomás senta-se numa e na outra, enfrente a ele, senta-se Sérgio, que apoia os braços em cima da mesa e conversa com o jovem. Na parte de frente da biblioteca existia uma parede branca que não era coberta por uma estante. A meio da parede estava uma lareira e, em frente, dois sofás verdes. Ao canto estava uma mesa que tinha garrafas de bebidas, um balde de gelo e um termo de café.

– Queres beber café, Tomás – oferece Sérgio.

– Não, tio! O que é que o fez chamar-me aqui a estas horas? – Pergunta o rapaz.

– Tomás, eu sei que tu és o melhor amigo do Pedro – começa por dizer o vereador – e por conseguinte, pretendo que tu tomes conta dele. Sabes que ele é muito rebelde e eu tenho medo que alguma coisa lhe aconteça de mal… – acrescenta – eu tenho um plano. – Conclui.

Sérgio explica o seu plano a Tomás ao pormenor. Ambos discutem os interesses que têm no Pedro.


No andar superior desta moradia, Pedro está sentado na cadeira de seu quarto. Pensa na menina mulher que é a Lisa e sente uma inveja no seu interior, porque também ele gostava de ser independente como a Lisa era. Ela sim. Ela era-o. De repente, Pedro sente uma estranha sonolência. Vai para a cama, deita-se e acaba por adormecer.

Sérgio leva Tomás à porta e ambos se despedem um do outro.

– Lembre-se que, se ele está assim tão doente, pode contar comigo…

– Eu sei Tomás, eu sei, infelizmente é verdade. – Dizia Sérgio tristemente. – Mais uma coisa, ele não pode saber desta conversa, nem que está mal…

– Sim, tio, não se preocupe. – Um estranho sorriso apareceu-lhe nos lábios.

– Óptimo, boa noite – Sérgio abraça Tomás.

*

Lisa estava na sala da sua casa, a mãe e a Pipa ainda estavam no teatro. Ela sente uma enorme soneira, mas queria fazer o jantar e depois ir dormir. Apaga a televisão no comando, levanta-se e caminha até à cozinha. Abre o frigorífico e retira uns bifes, a seguir vai à dispensa, pega no arroz encetado, volta para junto da banca, põe água para uma panela e põe ao lume. Posteriormente, abre a janela e prende a cortina com uma mola, coloca o arroz dentro da panela e vai à procura da margarina. Com a faca, corta um nó e põe dentro da panela mexendo com uma colher de pau para o arroz não queimar. Tapa a panela em inox, vai buscar uma frigideira e coloca ao lume com um nó de margarina. Abre o pacote dos bifes e mete no recipiente, deixando-o estar em cima do lume. Pega num alguidar, volta ao frigorífico, tira uma alface e começa a desfaz para dentro da almofia. Corta um tomate e põe-no dentro do alguidar e Voilà ! Começa por pôr pão num recipiente e coloca em cima da mesa, no centro. Uma chave roda na fechadura e duas mulheres entram em casa:

– John! – Chama Sónia, quando sente o cheiro de comer.

– Sónia… – Pipa chama a amiga à realidade – o John foi-se embora. – Acrescenta.

– Mas então quem é que? – Aponta para a cozinha.

– De facto… – fala Pipa com um ar pensativo – a não ser, que… não, não pode ser. – Pipa entra na cozinha. – Tu cozinhas? – Pergunta espantada. – Não sabia que sabias cozinhar.

– Olha nem eu sabia. – Diz Lisa — Mas a verdade é que estava com muita fome. – Afirma. – Vá, o jantar está pronto, chama a grande Sónia Valentim. – Informa e em seguida pede a Pipa.

– Cheira bem, é um facto. – Elogia Pipa.

E regressa à sala.

– Ahm, Sónia! Vem comer, por favor.

– Conseguiste fazer o jantar em três minutos? Pipa, és bestial! – Exclama Sónia.

– Ah, o jantar? Oh Sónia, estava feito… Não fui eu que o fiz. – Esclarece.

– Então? — Inquire Sónia.


*


Tomás vai embora. Pelo caminho uma voz zoava na sua cabeça, a voz de Sérgio. Ele ouvia Sérgio e agora pensava que Pedro nunca o iria perdoar, mas era para o bem dele e aceitara a resolução que lhe parece ser mais acertada.


Sérgio, por sua vez chega ao seu quarto e Dora poisa um livro aberto em cima da mesa ao lado da cama.

– Tu não tens emenda – o olhar de Dora era agora de raiva.

– O quê?

– Tu és um monstro… Aquilo que estás a fazer ao Pedro não se faz a ninguém. – Diz Dora.

Sérgio tira o cinto das calças e enrosca lentamente na mão, pensando em tudo o que Dora lhe estava a dizer.

– Porquê o defendes tanto?

– Por que é teu filho, Sérgio, e tu também o deverias defender… não o deverias condenar.

– Será que é mesmo meu filho? – E Sérgio bate em Dora. – Conta-me a verdade, desgraçada. Será que tu não te deitaste com mais ninguém?

– Ai.

Sérgio agarra nos cabelos a Dora e fá-la rastejar pelo chão. – Agora não tens quem te defenda… Posso matar-te. – Sérgio cospe as palavras com nojo. – Imunda!

Dora é arrastada pelo quarto batendo com a cabeça, no chão e Sérgio provoca cada vez mais hematomas na sua pele. O sangue dela mancha o chão castanho do quarto. Na sua aflição, ela chora, grita, estrebucha de dores mas, ainda assim, continua a querer saber do seu filho muito amado.

Por fim, Sérgio se agacha com um intenso olhar de acusação sobre Dora.

– Minha querida esposa – diz Sérgio com sarcasmo – há coisas que nunca vais compreender.

– On, on, onde esssssssssssss, es está o P, P, Pedro – pergunta Dora com alguma dificuldade no falar em seguida recomeça a chorar.

Mas Sérgio aperta as calças põe o cinto e veste o casaco.

– Que dizes, amor? – Pergunta Sérgio mais calmo. Dora desiste. – Assim está melhor. Olha lá, se alguém te perguntar não digas nada disto, senão… – Dora assentiu. – Não sei quando volto. – Sérgio cospe para cima dela, deixando a pobre criatura ensanguentada no meio do chão, junto ao guarda-fatos.


*


Ana Maria atravessa o bairro e toca à porta de um prédio. A porta abre-se e Ana liga a luz das escadas sobe os escassos degraus e toca à campainha, que faz ding dong. Dona Eulipia espreita pelo buraco da porta e, ao reconhecer Ana Maria, abre e deixa-a entrar.

– Boas noites, a Carla não me disse que vinhas – declara Eulipia.

– Ela não sabe – Começa por dizer Ana – quero falar com a senhora e com o senhor Fernando, se puder ser…

– Agora? – Pergunta Eulipia.

– Sim mas, se não lhe convém, eu venho cá outra altura.

– Não é nada disso, entre Ana, entre. Sabe que a gente ia já dormir. Mas para si há sempre tempo, vamos para aí para a cozinha.

Era uma casa humilde, apesar de ser a mais mobilada do bairro. A cozinha tinha poucas dimensões, com o chão branco e os azulejos com riscas pretas. Os armários eram de madeira cor de castanha envernizada, um fogão, o frigorífico, uma arca e a mesa e as cadeiras de cor branca, encostadas à parede que tinha a janela.

– Senta-te! – Diz a Eulipia apontando-lhe um banco. – Queres alguma coisa?

– Não, deixe estar!

– Vou chamar o meu homem. – Eulipia sai da cozinha e vai para o quarto. – Nando! Nando…

O quarto era muito simples, tinha um roupeiro, as mesas-de-cabeceira de madeira, uma a cada lado da cama, um candeeiro de papel no tecto e uma cómoda situada perto da parede. A seguir existe uma janela com um pau de cor castanha por cima com argolas que pendura a cortina branca de croché.

– Quem é que está aí? – Pergunta Fernando, já deitado na cama.

– É a Ana Maria que quer falar contigo.

– Diacho, que ela quer…? – Pergunta Fernando ao levantar-se.

– Pode ser alguma coisa importante.

E os dois saem do quarto e vêm até à cozinha, Fernando entra em primeiro e senta-se na sua habitual cadeia junto à arca.

– Então Ana, o que a traz por cá? – Indaga Fernando.

– Senhor Fernando e senhora Eulipia, em primeiro lugar, desculpem a hora ser tão tardia – começa por dizer Ana – eu sei que a Carla está a trabalhar durante todo o verão apesar de ter boas notas na escola, mas quero pedir a vossa autorização para sair com a minha amiga Carlinha uma noite.

– E para onde ‘stás a pensar levar a minha filha? – Intervém Fernando.

– Que tal se formos a uma discoteca, sei lá podemos lá encontrar alguns colegas…

– A uma Discoteca?! – Fernando bate com o punho cerrado no tampo da mesa – nem pensar… a minha filha, a minha menina não vai para esses sítios.

– Oh homem, pensa bem… a Ana também lá vai estar. – Dizia Eulipia

– Desculpa Ana mas não me parece. – Levanta-se e dirige-se para a porta da cozinha, roda sobre si mesmo – A Carla tem, muito trabalho lá na loja. Onde é que já se viu, uma discoteca? – Conclui Fernando.

– Mas, senhor Fernando, não é nada disso que está a pensar… – Argumenta Ana.

– Eu sei muito bem o que vão fazer a uma discoteca. E não quero que a minha filha seja uma puta!

– Posso falar? – Pergunta Ana.

– Podes, mas não quero ter mais esta conversa.

– Senhor Fernando, a Cristina faz anos, uma colega da nossa escola, e a festa de anos vai ser na discoteca, se a Carla não for não tem a mesma piada… – Alega a amiga. – Por favor, eu peço-lhe, ela antes da meia-noite está em casa.

– E quando é essa festa?

– Daqui a dois dias.

– Vou pensar e depois digo.

– Obrigada! Assim é que se fala.

– Eu só disse que iria pensar.

– Oh, é meio caminho andado.

*

A mãe de Lisa tenta saber com quem a filha passou o dia e onde ela o passou:

– Lisa, onde tu estiveste o dia todo? – Pergunta Sónia, cada vez mais preocupada com Lisa.

– Ai, oh mommy, por aí! Na rua, acho eu…

– E é por isso que estás assim tão pálida? – Pergunta Pipa.

– Ai, oh Pipa! Tu também? Confiem em mim, bolas! – Brada Lisa a subir a escada.

– Lisa, Lisa! – Chama Sónia – ainda não acabámos a conversa!

Lisa entra no quarto e deita-se sobre a sua cama. Tinha uma vaga ideia de onde esteve e com quem, mas pensava que tudo era um sonho, um pesadelo. No fundo, nada lhe parece real, com certeza estaria a ver filmes a mais, aqueles filmes nojentos nos quais se vêem princesas que acabam sempre com os seus príncipes. Lisa não gostava desses filmes, achava-os demasiado cor-de-rosa para o seu género.

Levanta-se e vai à casa de banho e tem uma dor. Caminha para a sanita e vê que sangra. Lisa pensa “não pode ser! Eu não fiz nada, é uma ilusão tem de ser”, uma voz grita do alto:

“ Oportet implere fuerint res magna humanitate tua facta desempenhas BENE quam dependere.


“Tem de ser, foram escolhidos para cumprir o grande plano da humanidade, está tudo dependente de como desempenhas as tuas acções.”


– Quem está aí, quem és tu? – Pergunta Lisa assustada.

Mas a voz continua. Apenas vê um enorme clarão, uma luz que lhe cega os olhos e que a obriga a fechar:


... Tu in multis iudiciis Hoc est munus, tua missio commissa vobis, ite Lisa erit lenta sed et sunt fortis ad resistere”


“Vais passar por muitas provações... Esta é a tua tarefa, a tua missão que confiei de ti, Lisa. Segue o teu caminho vai ser duro mas ambos são muito fortes para aguentar”