A Força D'um Amor (+18)
10 Capítulo IX "O primeiro beijo"
– Não chateias.
Pedro toca na cara de Lisa afasta-lhe os cabelos e sem saber como nem porquê ela sorri, ele aproxima-se dela e beija-a. Mas há uma coisa que não corre bem, uma coisa incha nas calças de Pedro, que o faz ficar branco, e pesa sobre as pernas de Lisa. Esta assusta-se e dá-lhe um pontapé, em cheio no meio das pernas. Pedro cai na areia de joelhos, cheio de dores.
– Cabra, ai! – Choraminga, cobrado.
*
Lisa, extremamente assustada, foge do alcance de Pedro. Sobe umas dunas, e senta-se, voltada para o mar, numa pedra que ali encontra. Vê ao longe o vulto de Tomás, recorda-se do sonho que teve com o rapaz, e sorri, será mesmo possível? Pensa, e não sente medo, mas sim um calor estranho que se apodera dela. Umas borboletas no estômago. Lisa decide dar continuação ao sonho e volta para ao pé de Pedro.
Tomás continua a olhar para o mar, sentado na areia, e pensa no que há-de fazer em relação a Pedro. Este parece-lhe doente pela rapariga com que sonhou e normalmente os sonhos nunca acontecem, nunca são reais, mas Pedro insiste que aquele sonho é real.
Lisa pensa no beijo que deu à pouco a Pedro, só pensa nisso, no toque suave dos seus lábios que logo encontraram os dele. Este já se sente melhor, mas ainda se queixa com dores:
– Então estás melhor, não queres que te chame o INEM?
– Ahah, que piadinha que ela tem!
Lisa começou a treinar passos de dança e Pedro levanta-se, ainda que curvado, e vai ter com ela. Ele não sabia porquê mas sentia que tinha que ir para lá. Põe-se por trás de Lisa, agarrando-a pela cintura e puxando-a para si e beijando-lhe o pescoço. Lisa tomba a cabeça para cima do ombro dele e fica sem reacção. Pedro controla-a, ela vira-se para ele, ele mexe-lhe no cabelo encosta a sua cara à dela e diz-lhe baixinho:
– Não sei porquê mas acho que já vivi isto em antes…
– Não sejas convencido, pára de falar e beija.
Pedro beija-a de maneira diferente agora, a sua língua toca nos lábios de Lisa, esta abre a boca e Pedro insere a sua língua dentro da boca dela e sente os seus seios a endurecer. Pedro desaperta-lhe o nó de cima do páreo e este cai. Ele pega então na mão de Lisa e anda para uma zona ainda mais deserta da praia, os seus olhos brilhando de um azul celestial que encantam os de Lisa, que acaba por fazer tudo o que Pedro quer. Este desaperta-lhe o outro nó do páreo de Lisa, caindo para o chão. Pedro toca no corpo da rapariga, ambos ajoelham-se e Lisa desabotoa a camisa dele e deita-se sobre ele. Pedro acaricia-lhe as pernas, ela cada vez mais perdia a noção da realidade enquanto desaperta os botões da camisa bege do rapaz e massaja o seu corpo. Ele tira-lhe a parte de cima do biquini laranja e deita-a na areia, acariciando-lhe os plúmbeos peitos. Esta soltava pequenos gritos enquanto desapertava o cinto das calças. E com a ajuda de Pedro que empurra as calças para baixo, seguidamente dos boxeres.
Lisa abre as penas e Pedro encaixa o seu pénis nas paredes vaginais de Lisa causando uma sensação de prazer em ambos. Um líquido escarlate e espesso sai de Lisa correndo por entre as suas pernas. O pénis de Pedro rebenta a sua glande e aumenta o tamanho ainda mais. As respirações ofegantes batem na cara um do outro. As pernas de Lisa circundam o corpo de Pedro, encaixando-o no seu interior.
Param, Pedro deita-se e abraça Lisa beijando-a numa felicidade que ele transporta.
– Lisa, nunca me deixes, por favor. – Pede-lhe
– Não, eu prometo que não – declara Lisa.
E recomeçam-se a beijar. Desta vez, Lisa sobe para cima de Pedro, apesar da sua dor aguda e do sangue perdido por ela. Pedro introduz-lhe o pénis erecto na vagina, fazendo com que ela grite de prazer e sue muito. Um líquido branco e muito gelado entra no corpo de Lisa, fazendo com que ela delirasse. Pedro apalpa os seios de Lisa e ouvem-se os seus testículos a baterem à entrada da vagina dela. Esta deita-se sobre o corpo de Pedro, e reiniciam o “vai e vem”.
*
Ao pé do cemitério, por entre as campas, andam dois padres de batinas pretas. Um era mais velho e pançudo e já mal andava, e outro era mais novo e mais alto. Ambos conversam entre si.
– Senhor Padre Manuel! – Aclama o Padre Filipe. – A que horas o Padre Bernardo deve de estar aqui?
– Ora, isso é muito complicado. – Declara olhando para o relógio. – Salvo erro daqui a dez minutos. – Informa o padre Manuel, já cansado.
– Vamos-lhe fazer uma surpresa – propõe o Senhor Padre Manuel – e se o fôssemos esperar à paragem?
Os dois padres andam até à paragem. Um autocarro vem na estrada, dentro dele viaja varias pessoas, um rapaz bem aparecido vem a ler a bíblia. E pára na paragem. O rapaz sai do autocarro, trajava uma camisa amarela e umas calças brancas com uns sapatos castanhos.
O rapaz pega na sua mala e sai na sua vez, colocando os óculos de sol na cara. Os dois padres aproximam-se do autocarro e esperam o padre, mas não vêem nenhum. O rapaz aproxima-se deles.
– Boa Tarde, estão bons? – Pergunta o rapaz.
– Sim estamos, sim – Respondem os Padres – se não se importa nós esperamos um amigo nosso. – Declaram os padres, tentando fazer com que aquele rapaz se vá embora.
– A sério. E como se chama o vosso amigo?
– Bernardo Salcene, quer dizer Padre Bernardo Salcene. – O rapaz cruza os braços e sorri.
– Eu não me importo que me chamem Bernardo. – Declara ele.
Os padres recuam e cumprimentam-no.
– Senhor Padre Bernardo como é que vai? – Indaga Filipe. – Peço desde já desculpa, por o não ter reconhecido. – Pede o mesmo com vergonha.
– Não tem importância! – Sorri o Padre Bernardo. – Eu não me apresentei. – Conclui o mesmo. – Disseram-me que por aqui estavam muito necessitados de mais um padre.
– Sim é verdade! Mas vamos andar… – Fala o padre Filipe. – É só essa mala que traz? – Pergunta com desdém.
– É sim… – Responde o padre Bernardo.
– Esta paróquia é um pouco diferente. – Explica o Padre Manuel.
– Diferente? Em quê? Porquê?
– Sabe, Padre Bernardo… Esta paróquia é composta por muitas pessoas, todas elas trabalham e agora, nas férias escolares, deixam os seus filhos em casa. – Comenta o Padre Filipe.
– Percebo, perfeitamente. E o grupo de Jovens da paróquia?
– Grupo de Jovens da paróquia?! – Pergunta o Padre Manuel.
– Sim, Grupo de Jovens que cantam na missa, podem ajudar nos tempos livres – Pausa – Ahm, quantos paroquianos tem a missa?
– Poucos, muito poucos. – Lamenta o Padre Manuel. – Quer dizer quando há a catequeses são mais, mas depois decresce.
– Poucos, quantos? Há missa, certo?
– Sete, sete paroquianos. Sim há.
– Estou a ver, que precisais muito de mim.
*
Carla desce com Ana Maria e ambas se dirigem para o centro comercial. Tó segue ao longe as duas amigas. As duas entram no enorme edifício, Carla vê as montras de roupa.
– É tudo tão caro. – Diz Carla. – Se eu tivesse dinheiro.
E dirigem-se para a loja de flores. A florista já está aberta.
– Bom, tenho que ir. – Informa Carla.
– Será que a tua mãe nos, deixa sair logo? – Pergunta Ana Maria triste.
– Logo… logo, não sei. – Declara Carla. – Depende.
– Eu falo com ela, queres?
– Combinado.
Notas finais
O que acharam?
Digam algo.
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