A Força D'um Amor (+18)

5 Capítulo IV \" O domínio de Pedro\"


Notas iniciais
Boa Tarde!

Decidi deixar-vos mais um Capitulo embora pequeno. Mas é o que se pode arranjar.

Divirtam-se,

Tomás sente-se estranho, sente ciúmes de Pedro. Ele não sabia ao certo o que significavam, mesmo que lhe perguntassem não vos saberia responder. O barman traz os martinis que serve a Pedro e a Tomás. Entretanto chegam duas mulheres ao pé do Silva Lobo e começam a brincar com ele. Pedro pousa o copo vazio em cima do balcão e gesticula para voltar a chamar o barman.

- Outro – pede.

O empregado serve-lho, Pedro traga-o. A seguir, decide pedir outra coisa mais forte, que despacha num instante. Com isto, tenta apresentar Tomás a uma das mulheres.

- Tommy! Oh Tommy! – Chama. – Tu onde estás, meu?

- Oh, Pedro. Estou aqui!

Pedro já se mostrava alterado com a bebida, que provavelmente teria começado a fazer efeito.

- Olá, borracho! – Chama o Silva Lobo a uma das mulheres.

- Olá, olhinhos. Como é que te chamas?

- Olha, isso é que é uma boa pergunta. – E começa a rir às gargalhadas – Mas, então e vocês? Como é que se chamam?

- Deves estar bêbedo, não?

- Quem eu? – Aponta para si próprio – Não, ainda não bebi nada. – Responde Pedro em seguida aponta para Tomás – Eles é que estão, os três. Eu ainda consigo fazer o sessenta e nove! – Pedro engana-se, querendo dizer antes que “ainda conseguia fazer o quatro”. – Mas como é que vocês se chamam? – Insiste.

- Beta.

- Ah, que giro! As duas?

- Como queiras… – responde Beta.

*

Na casa Valentino.

Lisa conseguiu adormecer desde que a casa ficou em silêncio com à saída do pai e Sónia tenta ir para o quarto, precisando do precioso auxílio de Pipoca Castro para subir as escadas e chegar lá. Já dentro da divisão, a actriz espreita o armário e repara que a roupa de Scott não está lá.

- Pipa!! Ele deixou-me! – Exclama.

- Estavas à espera de quê? – Pergunta Pipa. – Até é melhor assim: ele volta para Nova Iorque, a terra de onde ele não nunca devia ter saído, reconstrói a sua vida, e são os dois felizes para sempre.

- Não, não, tu não entendes! Não percebes que ele se pode vingar na Lisa? Eu sei que vai.

- Não, Sónia, estás a ser paranóica. Ele é o pai dela, no final de contas – tranquiliza-a Pipa. – Pronto, já passou! Agora devias dormir, Sónia.

A noite avança no seu curso normal, o luar entra no quarto de Lisa, bate no espelho e reflecte para o candeeiro de cristal. Ao fim de algum tempo ela acorda, não consegue dormir devido à discussão entre os pais na noite anterior.

Levanta-se e veste o roupão de seda branca, abre a porta e em seguida desce as escadas. Não encontra ninguém na sala, entra na cozinha, dirigindo-se ao armário que está em cima do lava-loiça. Pega num copo com água e bebe a água.

Regressa à sala. Desta vez não está só:

- Pipa! A mommy? – Pergunta Lisa, francamente preocupada.

- A tua mãe está a descansar.

- Tem algo a ver com o meu dador de espermas? [como Lisa designa Scott a partir de agora] – Lisa advinha o que acontecera.

- Não, Lisa não tem. – Pipa mente por que quer proteger a Lisa e não quer que esta sofra.

*

No Bauhaus, Pedro ainda lá estava, sentado agora no balcão com o cotovelo em cima deste e com a palma da mão a segurar os seus lindos cabelos pretos. Beta não o largara, nem um só minuto, agarra-o:

- Anda lá para ali. – Pedia ela, tentando fazer com ele a seguisse, até um sofá situado no meio do salão. Pedro já via tudo ao contrário – Por favor!

- Não – Ele recusa o convite de seguir Beta, talvez por ver tudo turvo. – Estou bem aqui! – Emenda, a voz já lhe arrastava. E deixa que Beta se aproxime dele.

- Sabes que tu és um rapaz muito bonito – diz ela baixo ao ouvido.

- Sei sim… – é interrompido por Beta.

De facto, Pedro era um lindo rapaz tinha os olhos azuis tal como Sérgio, era alto tinha aos catorze anos um metro e setenta, magro e muito conquistador. Enfim o seu sorriso era irresistível, fazia parte do seu charme. Pedro era um diletante, gostava de oferecer imensos presentes caros às suas namoradas mas ainda era virgem, embora faça de tudo para parecer o contrário.

- Eu acho que me apaixonei por ti – Diz Beta.

- Achas ou tens a certeza?

- Não sei se a tenho! – E aproxima-se dele, agarra-o, puxando-o para si, e beija-o.

Ora Pedro reage muito mal a esta situação,

- Então pah isto agora é assim chega-se aqui e beija-se?

- Desculpa achei que te devia animar… – Responde Beta meio, confusa.

- E quem te disse que eu precisava de animação? – Beta fica furiosa. E Pedro começa a rir a bandeias despregadas.

— O que foi? – Pergunta Beta, lixada com o fora de Pedro.

- Anda cá. – Pedro agarra-a pela cintura. – Eu agora só te quero beijar! – E ambos recomeçam a beijar-se.

Tomás olhava incrédulo, como ele era capaz de tais façanhas? Pensava agora neles, de cada vez que Pedro lhe contava que tinha uma namorada, ele sentia-se a morrer cada vez mais por dentro. Tomás ainda não sabia o que significava aquele sentimento forte e tão puro que sentia por Pedro mas sentia que por vezes ia explodir, a cada momento que visse a sofrer, Tomás só o queria consolar. Que estranho haver este sentimento entre amigos, não é?

Voltando agora à história, Tomás vai buscar Pedro:

- Olá D. Juan, vamos embora?

- Tu quem és? – Pergunta Pedro, não reconhecendo Tomás.

- O Tomás, o teu melhor amigo. – Beta escreve alguma coisa num papel, dobra-o em quatro e em seguida dá-o a Pedro, ao mesmo tempo apalpando-o, e indo-se embora, Pedro dá-lhe uma palmada no rabo que a fez tremer.

- E se for contigo, para onde vamos? – Pedro puxa a Beta para si, dando-lhe o último beijo.

— Para casa. Pedro

- O que é isso de casa? – Pergunta o rapaz, totalmente fora de si – Alguma bebida que ainda não bebi, quero provar.

Tomás apercebendo-se do estado em que estava Pedro e com pena por este estar bêbedo, fala.

- Não achas que já bebeste demasiado por hoje, Pedro? – Pergunta, indignado.

- Beber? Quê, eu? – Tomás não liga muita a este facto.

- Pedro, anda que eu levo-te a casa que também tenho sono…

Tomás, a muito custo, conseguiu convencer Pedro. Este levantou-se da cadeia na qual estava sentado e sentiu as pernas trémulas e bambas, até que por fim provou o sabor do chão do bar. Tomás ajudou-o a levantar-se e foram abraçados até à porta de saída, lá fora Pedro torna a cair e Tomás deixa-o ir no chão.

Rompe o dia, a brilhante Lua dá lugar aos primeiros raios de Sol ainda laranja, os negócios nocturnos fecham as portas e esperam pela próxima noite. Pedro e Tomás seriam os últimos a abandonarem o Bauhaus Club.

Nos altos prédios de uma cidade do centro já se ouvem os despertadores, as pessoas levantam-se ainda adormecidas e tacteiam até à casa de banho mais próxima para fazerem a sua higiene pessoal.

Numa rua, fora de uma discoteca, encontravam-se Pedro e Tomás. Este fazia os possíveis para segurar o Pedro, que caía frequentemente ao chão e Tomás acabou por deixar que ele fosse de gatas para casa. Já se vislumbrava a casa Silva Lobo, e quando Pedro entra no jardim de gatas, o Tufão lhe larga:

- Olá. Tu cresces-te, ou fui eu que baixei. – Pedro constata o seu estado. E prossegue caminho até à porta de entrada da moraria dos Silva Lobo.

Em seguida, sobe as escadas assim de quatro, e entra no seu quarto que teria a porta já aberta pelo Tomás. Este ajuda-o a levantar-se e a sentar-se numa cadeira. Abre-lhe a cama, pega no rapaz e atira-o para a cama, despindo-o e deixando que ele durma só em cuecas.