A Força Desse Amor
51 Desta Vez... Não Vou Conseguir...
Notas iniciais
— MAS VOCÊS SÃO UM BANDO DE IMPRESTÁVEIS!!! Será que eu que tenho que fazer tudo?? — Os Robôs tinham voltado onde Penha estava para noticiarem que não tinham conseguido pegá-los e que pra completar, tinham detectado defeitos na arma — TINHA MESMO QUE SER CRIAÇÃO DO FEIOSO AÍ!
— Ou.. Pra que magoar? Fiz o negócio tão bem! Foi só uma falha...
— Ah conserta ai logo!! Como que aqueles idiotas escaparam hein?? Espero que Toni segure aquela nojentinha muito bem!! Temos que encontrar os amiguinhos dela, matá-los e por último acabar com aquela dentuça!! Tudo nessa ordem! Pra ela saber o quanto é doloroso perder alguém e... — Poeira Negra consertava os robôs num ritmo lento já estava cansado de ter ficado a madrugada toda em pé, dominar o mundo cansa muito — PARA DE LERDEZA! CONSERTA ISSO LOGO INÚTIL!!!!!!
— Ox Já to indo!! — Poeira acelera — Pronto estressada!
— Voltem a procurar os pestes, vão vão!! — Ela diz aos robôs já consertados.
—--- No Laboratório -----
— Gente.. O que aconteceu com ela? — Perguntou Cascuda sobre Mônica.
— O canalha do Toni... Ele.. — Cebola sempre ficava irado ao ter que falar sobre tal assunto, o fogo do ódio lhe consumia por dentro ao saber que Toni a tirou a força de casa, e mais irado ainda por não ter impedido — Ele a sequestrou, levou ela pra algum lugar que.. Não sabemos onde é direito. Descobrimos que o provável local fica atrás do Monte dos desafios, mas certeza mesmo... Não temos certeza de nada.
— E o pior que nem sabemos se ela está bem... — Magali dizia chorosa, mas logo sente seu Celular vibrar, atendendo rapidamente. — Alo?
— Oi meu amor! Finalmente você atendeu esse celular, seu pai e eu estamos morrendo de preocupação! Tentamos o telefone de casa e nada! Os pais dos seus amigos tentaram ligar em casa e ninguém atende, ainda bem que Antenor e seu Cebola conseguiram falar com os filhos por mensagem hoje um pouco mais cedo, mas eu e Dona Luísa estamos aqui no desespero!...Magali tá tudo bem? O que aconteceu?
— Er.. Oi mãe, er.. To bem.. É meio complicado.. Os pais do Cascão, Mônica e Cebola estão ai? Vocês estão bem? Não notaram nada de estranho nos noticiários sobre o Brasil?
— Ué... Não meu amor, quer dizer.. Fizemos um pouso de emergência no Texas, disseram que o aeroporto de Nova Iorque, que era nosso destino, foi interditado, por causa de uns robôs estranhos ou máquinas, não entendemos direito, o pouso foi um pouco estressante mas todos já estão bem, estamos num hotel aqui sem TV nem nada, o local parece até um deserto, por enquanto é onde podemos ficar. Bom, Fora isso não percebemos nada estranho... Mas porque a pergunta? Tá tudo bem mesmo? Você parece estranha filha.
— Er.. Não é nada.. Eu to bem sim..É que estou com saudades de vocês.
— Não se preocupe, logo logo vamos voltar, Que bom que está bem. Sei que é cedo pra ligar mas ficamos preocupados por não terem atendido.. Bom, dona Luísa está tentando falar com a Mônica desde mais cedo, está desesperada aqui...
— Oi Magali, aqui é a dona Luísa, preciso muito falar com a Mônica mas ela não atende, se for possível pode passar pra ela? Ela está ai com você não está?
— Oi D. Luisa... A Mo.. Mônica? Er... Ai me desculpe D. Luisa mas aconteceu...
Cebola imediatamente pega o Celular de Magali.
— Oi dona Luísa, aqui é o Cebola, então.. Er.. A Mônica, ela não pode atender agora, ela está er.. n-no banheiro.
— Mas porque ela não me atendeu antes? Ela perdeu o Celular?
— Er.. Quebrou.. Sabe foi um acidente, mas não se preocupe qualquer coisa é só ligar pra gente que a gente te fala.
— Tem certeza? Eu posso esperar ela sair do banheiro...
— Não!! Não, ela vai demorar, está tomando banho e depois vamos todos sair… Prometemos que vamos ligar mais tarde...
— Hum okay, estranho vocês acordarem as 8 da manhã para saírem, mas não vou incomodar vocês, depois quero que ela me ligue okay? Só queria saber se ela estava bem. Sei que ela já é crescidinha mas não descanso enquanto não falo com minha flor, sabe como é coração de mãe né, longe sempre dá aquele aperto, mas sei que ela ta bem perto de vocês… — Quando Cebola ouviu aquilo, engoliu a seco, não queria mentir, mas era necessário — Obrigada Cebola, mande um beijo pra minha menininha.
— M-mando sim... Tchau D. Luisa. — Cebola desliga o celular e volta a se sentar preocupado, levando as mãos a cabeça.
— Cê, porque você não contou a verdade? — Perguntou Magali pegando o celular de volta.
— A mãe dela tá lá do outro lado do mundo Magali, e se ela resolve voltar nesse caos todo? Seria perigoso pra eles, é melhor ficarem seguros onde estão.
— Mas é mãe dela Cebola, ela tem direito de saber! — Opinou Marina
— Agora não é o momento, só ia piorar as coisas… Eles estão melhores lá.
— Eu não ficaria tão tranquilo — Disse Magali
— Como assim?
— Minha mãe disse que não pousaram em Nova Iorque porque o aeroporto de lá tava interditado por causa de… robôs...
— Ah não... — Cebola leva as mãos ao rosto. Sabia que Penha era capaz de muita coisa, mas levar essa guerra pra outros países, parecia mesmo uma loucura!
— Segundo ela, eles não entenderam direito o que aconteceu... Mas a gente sabe muito bem o que isso quer dizer. Porém para sorte deles, eles estão num lugar deserto, vamos torcer para que fiquem seguros.
— Espero que sim... E estou determinado a achar Mônica antes deles voltarem...
— ACHEI!! achei! Cara! Olha só, essa é uma empresa secreta do pai da Penha! — Franja eufórico em seu computador de última geração, chama por Cebola que se aproximou apressado.
— Ué e daí?
— Como e daí? Fica bem atrás do monte dos desafios, só pode ser ali! Não foi fácil, mas achei o endereço certinho, parece que nesse local ele desviava dinheiro, era uma empresa ultra moderna, principalmente pra época! Só que era totalmente ilegal, por isso está tão escondida. Isso saiu em todos os jornais antigos, e com o dinheiro ele subornou os jornalistas pedindo que sumissem com a notícia, aconteceu antes mesmo de nascermos, por isso foi difícil achar sobre esse lugar.
Parece que ela fica abaixo de uma pequena cabana abandonada.
— Nossa, com o pai que essa Penha tem, não me admira ela estar fazendo essa guerra toda. — Disse Marina.
— Vixi mona!! você não sabe dos podres babadérrimos que eu sei! A família dela deve dinheiro pra um monte de gente aqui no Brasil, empresas famosíssimas que foram vítimas de falcatrua! Por isso os pais dela voltaram para França e deixaram a filha ai com um pouco da grana. Que na verdade são rios e rios de dinheiro pra nós que somos pobres de marré desci!
— Fale por você né meu amor! — Disse Carmem passando batom e se olhando no espelho.
— Carmem, ela pode comprar umas 10 mansões que você tem! E ainda sobra dinheiro pra comprar caixas e caixas de KinderOvo — Disse Denise.
— Aé? Pois eu dúvido!! — Disse ela levantando cheia de pose.
— Mansão essa que nem deve existir mais. Os robôs devem ter destruído tudo já hahaha- Disse Titi dando risada.
— Ai meu Deus! Será que destruíram minha mansão com piscina?!! Eu vou lá perguntar! — Carmem corre até a porta.
— Carmem sossega o facho!!! Tá querendo morrer!? — Gritou Marina a fazendo voltar e sentar emburrada. — Onde já se viu perguntar alguma coisa pra um robô?
— É fica ai Carmem, — Disse DC se levantando — ...pode deixar que eu vou lá e pergunto…
— Senta aí garoto! Para de palhaçada! — Denise o puxa pela camisa.
— Ai.. Mas porque tinham que dominar o mundo com robôs? Não dava pra ser com gatinhos fofinhos pela rua? Assim eu não teria medo! Eu hein! — Disse Carmem cruzando os braços demonstrando sua indignação
— Ai Carmem... — Disse Marina levando a mão ao rosto.
Enquanto a turma conversava, Cebola pegava o endereço e os pontos de referência do local.
— Cê, você vai lá agora? A gente vai com você... — Disse Magali se levantando junto de Cascão.
— Tem certeza que você quer ir Magali? — Perguntou Cebola.
— É meu amor, pode ser perigoso é melhor você ficar... — Cascão acariciava seu rosto.
— Não, de jeito nenhum!! Eu tenho que ir, é minha melhor amiga, estamos nessa juntos..
— E você cara? Sua perna ta melhor? Dá pra correr?
— De boas careca, a dor foi só na hora, agora já estou bem melhor, tamo junto nessa...
— Então bora..não quero deixar ela com aquele crápula nem mais um segundo! — (Aguenta mais um pouco meu amor... Eu tô chegando)
POV MÔNICA
Aquele lugar parecia um labirinto, cheio de corredores e portas, mas todas fechadas, e eu não queria arriscar abri-las para ver se o Toni ou algum robô estava lá dentro.
Cada vez que eu virava pra um lado, dava em outro corredor totalmente parecido! Já estava me sentindo perdida, e cansada de ver as mesmas paredes surgindo e nada de ver a saída, mas não podia desistir!! Alguma hora eu ia achar...
Quando fui virar mais um dos corredores vi dois robôs parados em posição de guarda, imediatamente dei meia volta pra tentar por outro caminho, antes que percebessem minha presença.
Eu finalmente ia virar o próximo corredor que estava vazio, mas sinto alguém me puxar pela cintura para dentro de uma sala.
Toni a pega e a joga no chão de uma sala vazia, sem móveis.
CAPLOFT
— O que pensa que está fazendo hein? Você acha mesmo que pode sair daqui fácil assim sua burra? Por acaso tá tirando a gente de idiota?? — Toni dizia se aproximando zangado.
Mônica imediatamente aponta o estilete para o rapaz. Ela havia guardado num dos pequenos bolsos da camisola, por precaução.
— Até que foi bem fácil sair daquela cadeira sabia?? Vocês deveriam deixar suas gavetas fechadas! — Mônica apontava o estilete se levantando do chão.
Toni recua um pouco pra trás mas não demonstrou tanto medo.
— Olha só como é espertinha... — Ele sorri — Resolveu reagir com armas Mônica? hahaha ... Sei muito bem que você não teria coragem dentuça...
— Quer apostar?? Experimenta chegar perto! Aliás seria ótimo se você se afastasse da porta pra eu poder fugir.. Não tenho a vida toda...
— Ah mas não tem mesmo, sua vida vai terminar rapidinho pode ter certeza!! Olha, se eu fosse você, não tentaria me machucar com isso, já complicou bastante seu lado. Estou me segurando a muito tempo pra não te dar uma bela lição. Na verdade já ia te dar, mas só estava esperando a oportunidade correta… — Disse ele sorrindo.
— Não tenho medo de suas ameaças ô Barbie!! — Mônica se mantinha firme segurando o estilete em sua direção.
— Pois deveria ter, aliás eu sei muito bem que está morrendo de medo! Tá até tremendo segurando essa coisa patética hahaha...
E sabe o que mais quero? É te ouvir berrar, gritar e chorar de medo!! Isso será uma grande música para meus ouvidos... Saber que me vinguei da melhor forma contra aquele careca nojento! Saber que EU matei a pessoa que ele mais ama na vida! Vai ser maravilhoso! Hhahaha.
— Bom, que eu saiba, Penha não vai gostar nada disso. Sei que ela não tinha planos pra me matar, pelo menos não por enquanto.
— É... Isso é verdade, mas ao contrário do que ela pensa, ela não é minha chefe! Eu faço o que eu quiser!! Só a obedeci até aqui pra chegar ao meu objetivo, e de qualquer jeito você ia morrer mesmo hahaha que diferença faz ser antes ou depois? Penha vai adorar essa surpresa que darei a ela… Falando nisso, ela está encarregada de matar os outros 3 antes de te matar, aliás a essa hora você já deve estar órfã de amigos hahahaha. — Toni dizia sorrindo com tranquilidade, como se tudo fosse normal.
— Vo... você tá mentindo... — Mônica começava a deixar as emoções tomarem conta, em dúvida se aquilo era mesmo verdade.
— Felizmente não Moniquinha... Eles já foram muito bem executados por um grupo de robôs. Por isso eu havia saído da sala, precisei resolver uns assuntos sobre isso.. E está confirmado ...Eles já eram, você está sozinha e vai morrer sozinha! — Toni sabia que a maior fraqueza da Mônica eram suas emoções e a melhor forma de deixá-la apavorada era falar certas coisas para que amolecesse seu coração. Mesmo que tudo isso fosse mentira.
— PARA!! PARA!!! CHEGA!! ISSO É MENTIRA! EU SEI QUE É MENTIRA! — Mônica já deixava as lágrimas caírem misturados com o ódio que sentia por não conseguir ter feito nada contra ele até ali.
— Mônica, Mônica... acha mesmo que eles iam se virar sem você? São seres humanos comuns contra máquina! — Quanto mais ele falava, mais Mônica chorava — Wonn não chore bebê... Pode deixar que morreram juntos...olha como é bonito a amizade, hahaha juntos na vida e na morte! Pode acreditar que foi da pior forma possível! Sem se despedir! Parece mesmo triste né? — ele dizia desdenhando — Engraçado... mesmo sendo algo tão triste, eu não consigo chorar hahaha dá mesmo uma vontade de gargalhar hahahhahaha. A única coisa que me chateia é eu não ter presenciado a cena mais maravilhosa da minha vida: Cebola sendo morto… hahahahahaha deve ter sido divertido hahaha.
— GRRRR....AAAAAAAAAHHHHH — Mônica gritou de ódio e com o estilete em mãos, foi em direção ao rosto do rapaz. Mas sua fragilidade emocional lhe traiu... Toni rapidamente segurou sua mão e com força começou a virar seu pulso para que ela soltasse a arma. — AARRRGG — Mônica ajoelhou de dor enquanto sua mão se entortava, e mesmo tentando, não conseguiu mais segurar o estilete e deixou o mesmo cair no chão.
Toni rapidamente o pegou — Agora é minha vez!! — O rapaz chuta os ombros da moça a fazendo cair completamente para trás. Se contorcendo de dor.
— Achou mesmo que poderia me ameaçar com um estilete garota?? Hahahaha, a cada dia sua ingenuidade me faz rir mais! Mas já que você trouxe isso... A gente podia, sei lá… Se divertir quem sabe... — enquanto Mônica tentava se levantar, Toni a pega pelo pescoço e a prensa contra parede...
— T-Toni... Por favor chega disso! Porque tem que fazer isso comigo? Porque??!! — Mônica dizia em meio ao choro. Saber que nunca mais veria seus amigos e o amor da sua vida, doía mais do que qualquer dor física. Mas no fundo ela podia sentir que Cebola estava bem, ele ainda estava vivo dentro dela.
— Porque nada vai me fazer melhor do que te ver sofrer garota!! Quero me sentir vingado!!! — Toni sabia que os 3 tinham escapado dos robôs e que mais cedo ou mais tarde, Cebola apareceria pra buscar Mônica, mas ela já estaria morta, e era isso que ele queria. Queria que o rapaz sofresse ao perder ela pra sempre, esse sempre foi o maior medo do carequinha. — Quero que sofra muito mais do que eu sofri. — Ele aproximava o estilete passando pelas bochechas de Mônica a ameaçando enquanto ela chorava de olhos fechados. — Mas não se preocupe, de hoje você não passa… Já estou de saco cheio de você!.
— ... SABE MUITO BEM QUE EU NUNCA TE FIZ MAL! Fiz de tudo pra que você fosse um de nós!! Não consigo entender todo esse ódio e…
— Você não entende porque sempre teve uma vida perfeita! Não se faça de idiota! Eu já te expliquei muito bem meus motivos e tudo o que passei! Não tente falar essas coisas achando que me toca, que terei pena de você! Entenda de uma vez garota!!! EU NUNCA. VOU TER PENA. DE VOCÊ — Toni dizia pausadamente enquanto passava o estilete lentamente pelo rosto de Mônica, dessa vez deixando um grande corte.
— AAAAARRRGGHH — Mônica tentava segurar a dor, não queria ter gritado e demonstrado seu pânico. Mas ela estava com tanto medo como nunca havia sentido na vida. Sem força, ela perdia um pouco da coragem que sempre teve. — T-Toni por favor, para.. Me.. me deixa ir embora, por favor.. — Mônica chorava desesperada.
— Ué, achei que estava querendo morrer para encontrar seus amiguinhos. — Disse ele sorrindo.
— Paraaaa, não me fala isso por favor!!! Eles estão vivos!! Eu sinto que estão!! Eles precisam de mim!!!! Por favor… Me deixa ir…
— Acabou Mônica… — Conforme falava cada frase, Toni passava o estilete pelo braço de Mônica a fazendo sangrar. — Eles já eram! -.. Enquanto ela gritava e chorava de dor — ….E VOCÊ…JÁ ERA!!
POV MÔNICA
Quando vi Toni prestes a fincar o estilete em meu pescoço, não tive tempo pra pensar, não podia deixar ele vencer! Tive que reagir. Num ato rápido lhe dei uma joelhada bem na boca do estômago.
POOOF
E saí correndo enquanto ele se abaixava, se contorcendo de dor.
UUGH… MALDITA!!! AGORA VOCÊ VAI ME PAGAR!!
Passei pela porta me deparando com aqueles benditos corredores de novo, mas dessa vez eu não estava sozinha correndo por ali, ele estava atrás de mim com mais ódio do que antes.
Eu tinha que achar a saída!... Ou ao menos me esconder.. Eu não podia morrer!! Tenho que voltar pra turma! Eu sei que eles me esperam! Eu sinto! Não posso me entregar…
Quando percebi que havia o despistado decidi entrar numa outra sala qualquer, pelo menos pra que eu pudesse me acalmar e arranjar algum outro plano de fuga, algo que não tivesse aqueles corredores que pareciam sem fim!! Esperava que ele não me localizasse fácil, já que lá era um local grande, com muitas portas, mas sei que ele não ia desistir, eu tinha que pensar rápido… mas infelizmente eu não conseguia…
Quando entrei naquela sala, ofegante e cansada de tanto correr, tudo parecia calmo e escuro… Mas apenas parecia...
Eu, como sempre, não estava com sorte, não demorou muito pra que eu me encontrasse com dois robôs que ali estavam…
— Não.. Não.. Não.. — Com os olhos vermelhos, cada um deles me pegou em um braço, prontos para me levarem para o Toni como lhe haviam ordenado caso eu fugisse. Não tive forças pra me desprender, por mais que eu tentasse...Por que eu tinha que passar por isso?
Toni logo chegou na sala às pressas, com aquele ódio no olhar e muita raiva no rosto.
Enquanto os robôs me seguravam, ele aproveitou pra se vingar, me devolvendo a joelhada.
POOOU
AAAAHHHH
... Nunca senti tanta dor. E nunca chorei tanto na vida…
— Vai ficar nessa palhaçada o dia todo??
POOOF
— Ficar… POF Fugindo…POOU Hein??? PAAF
— Che-chega To-ni.. P-or favor, eu prometo que não tento fugir mais...- Eu implorava com a voz fraca, não tinha mais força pra gritar, queria tanto que aquele pesadelo acabasse, cada joelhada fazia com que eu ficasse mais mole, meu corpo já não aguentava mais...meu coração estava em pedaços...
— Podem soltá-la!! E saiam…- Disse ele ordenando aos robôs que prontamente obedeceram — Vou fazer o que vim pra fazer!!
E assim que me soltaram eu caí no chão, estava com dor, estava fraca, estava sangrando… E com medo, eu queria tanto reagir, mas não conseguia.. Queria tanto minha força de volta! Nunca passei por algo assim, sempre venci de tudo!! Venci coisas absurdas.. E agora estou sendo derrotada por uma pessoa comum...
Mesmo fraca, e com dificuldade, eu tentava me levantar.
— E sabe, eu não preciso disso pra acabar com você! — Disse ele chutando o estilete pra longe. — Quero que sinta dor de verdade!
POOOF
Toni me dá um soco no rosto me fazendo cair novamente, chorando de dor.
Meus braços, devido aos cortes, agora sangrava também minha boca.
— Hoje você vai me conhecer de verdade!! — Ele me levanta pelo braço novamente me dando fortes tapas seguidos…
PAAF
— Tentei até ser bom com você, aturei ofensas, PAAF, humilhações, POOOU
— T- Toni pa-ra, p-por fa-vor, eu p-prometo q-ue nã-o f-fujo, pr-ometo que que f-ico lon-ge do Ce-bola pra sempre, mas ch-ega e-eu tô te implorando p-or f-favor… — Eu dizia com a voz falha, não via outra saída a não ser essa… não queria morrer, não queria perdê-los, … Mas nada fazia aquele monstro mudar de ideia… Eu estava condenada.
— É exatamente isso que eu quero!! Que você morra aos poucos, implorando pela vida!! Já acabou Mônica, perdeu dona da rua! Você é fraca! Eu te avisei pra não me desafiar!!!!!!
PAAF
Mais um tapa me derruba no chão.
Meus olhos já estavam doloridos, não conseguia mais ver direito, respirar direito, muito menos raciocinar direito, meu corpo todo doía e ele mais uma vez me levanta apertando meu pescoço fazendo eu olhar diretamente pra ele.
Eu não aguentava mais..
— Eu até estava pensando em não fazer nada contra você esses dias! Mas sabe qual foi a gota d'água Moniquinha? Ah aquele Karaokê me deixou bem fulo da vida!! Nunca me senti tão humilhado!! Sempre a minha vida toda aguentei humilhação das pessoas!
Ele cada vez que dizia uma palavra, descontava toda sua raiva apertando ainda mais meu pescoço.. Eu que já estava com dificuldade pra respirar, fiquei ainda pior.
— E humilhação sua Mônica, ah isso eu não aceito mais!!!
PAAAF
Com mais um tapa ele me joga no chão.
E ali permaneci.
Não conseguia mais chorar, por mais que algumas lágrimas ainda rolassem pelo meu rosto, não conseguia gritar, nem reclamar, meu corpo não me respondia mais.
Ele se abaixa apertando meu rosto. Pra que eu olhasse pra ele… Mas eu mal conseguia abrir meus olhos.
— E agora consegui o que Cebola sempre quis!!!!… EU TE DERROTEI!!!!!
Logo depois senti ele me soltar no chão, e só consegui ver sua silhueta saindo pela porta, ouvi barulho de tranca…
Meus olhos já pesados, doloridos e cansados começaram a fechar ainda mais…
Depois tudo começou a escurecer totalmente…
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