Notas iniciais
Boa leitura!

— Sting, ilumina direito. Não consigo ver nada na minha frente — reclamou Lucy enquanto andava em passos lentos para dentro da caverna.

— Eu adoraria iluminar mais, mas tem algo aqui dentro que está me impedindo de usar mais magia do que isso.

— Olha, tem algo escrito na parede — Lector voou na frente, olhando para alguns desenhos.

— O que é isso? — Sting aproximou as mãos da parede, iluminando o máximo que conseguia.

— São desenhos... Eu consigo ver duas pessoas, um gato, dois círculos, um branco e outro preto, e um envelope... É a gente!

— Beleza, cadê a pedra? — olhou ao redor.

— Não sei... Talvez tenha alguma passagem secreta por aqui, só precisamos abrir ela de algum jeito com algo... — tateou a parede.

— Tipo esse botão? — Lector indicou um pequeno botão de pedra exatamente no centro da parede.

— Você é incrível, Lector — abraçou o gatinho.

— Está me esmagando... — falou com dificuldade.

— Desculpa...

— Então, vamos apertar o botão para ver o que acontece ou querem voltar amanhã? — perguntou Sting pensando na melhor opção.

— Melhor agora, vai que aquele homem volta... — Lucy arrepiou-se só de lembrar.

— Ok — apertou o botão.

A caverna começou a tremer e a parede afastou-se para o lado, abrindo passagem para uma pequena sala com um pedestal. Os três se aproximaram lentamente e viram que o mesmo estava vazio, o que quer que estivesse ali já tinha sido pego por alguém.

— Droga, chegamos tarde — Lucy abaixou a cabeça triste.

— Ei, não podemos nos abalar, nós vamos achar a pedra — o loiro tentou animá-la. — Vamos voltar para o hotel.

—— // ——

— Mestre Kaile, a pedra não estava lá quando chegamos — um homem loiro de olhos pretos se aproximou da cadeira onde Kaile estava sentado.

— Aqueles magos pegaram a pedra?

— Não, senhor. Nós chegamos antes deles e ficamos esperando que fossem até a caverna. Os três saíram dela com as mãos vazias.

— Certo... Fiquem de olho neles e ao mesmo tempo continuem a busca, não podemos deixar que eles peguem as pedras.

— Sim, Mestre — saiu rapidamente para cumprir as ordens.

— Vai demorar mais do que eu esperava... — levantou e entrou em uma sala escura.

Ao contrário da maioria das pessoas, Kaile não ligou as luzes da sala, sabia exatamente para onde queria ir então a luz era algo desnecessário.

Parou assim que atingiu seu objetivo e só aí que ligou a luz de dois abajures, revelando uma pintura de um gato preto e branco. A pintura parecia normal, mas algo a diferenciava das demais: no lugar dos olhos do gato tinha dois buracos, onde deveriam ser colocadas as duas pedras que Kaile procurava.

— Logo essa pintura estará completa e a sala secreta será revelada, assim poderei dar início ao meu plano — sorriu macabro.

—— // ——

A vida na guilda estava normal, ou melhor, parecia normal se não fosse pela desconfiança que alguns tinham sobre a maga celestial.

Natsu, Gray, Wendy, Charles, Happy e Erza chegaram de suas respectivas missões no dia seguinte da viagem da loira. Uma das primeiras coisas que fizeram ao chegarem na guilda foi reunirem o time todo, claro que estranharam quando uma integrante não apareceu.

Pouco tempo depois todos viram quando “Lucy” apareceu na guilda, ela deu um rápido bom dia e seguiu em direção da biblioteca sem falar nada a mais.

— O que deu nela? — Gray estranhou a forma de agir da amiga.

— Não é ela — respondeu Natsu sério. — O cheiro é um pouco diferente, isso é estranho.

— O Natsu-san tem razão, é diferente mesmo... — confirmou Wendy.

— Eu vou até lá, fiquem aqui — Erza levantou-se, indo até a biblioteca.

Erza entrou na biblioteca de forma silenciosa, localizando a “loira” sentada em uma das mesas com alguns livros bem aleatórios.

— Lucy?

— Ah, Erza. Como vai? — Gemini sorriu, mas logo voltou a leitura.

— O que está fazendo?

— Peguei uma missão, tenho que traduzir algumas runas antigas.

— Traduzir com livros de culinária? — indicou um dos livros da pilha.

— Esse aí é só um bônus, quero melhorar cada vez mais meus conhecimentos culinários — respondeu sem tirar os olhos dos livros.

— Suponho que os livros de matemática também são “bônus” — rebateu desconfiada.

— Com certeza!

— Certo... Precisa de ajuda?

— Não precisa se preocupar, estou quase terminando.

— Ok, vou deixar você trabalhar — saiu da biblioteca, voltando para a mesa onde estava seu time.

— E então? — perguntou Charles curiosa.

— O comportamento é totalmente diferente da Lucy original, mas a voz e as expressões são as mesmas...

— Ei, vocês viram a Lu-chan hoje? Eu não vejo ela desde ontem quando saiu da sala do Mestre e se enfurnou na biblioteca — Levy se aproximou.

— Espera, explica isso direito, Levy.

Levy explicou tudo o que tinha acontecido, desde a convocação até o dia anterior onde Lucy chegou e foi falar com o Mestre, logo trancando-se dentro da biblioteca.

— Luxy estranha...

— O velhote com certeza deve saber o que está acontecendo — Gray raciocinou.

— Vamos falar com ele — Natsu levantou animado sendo seguido pelos demais.

O grupo entrou na sala do Mestre sem cerimônia, pois a porta já estava aberta e o velhinho prestes a sair.

— Aconteceu algo, meus jovens?

— Mestre, cadê a Luce?

— Na biblioteca traduzindo alguns papéis que eu dei para ela, por quê?

— Mestre, desculpa contrariar o senhor, mas aquela não é a Lu-chan — Levy revelou o que os incomodava.

— Eu não esperava que vocês fossem reparar tão facilmente... — suspirou. — Venham comigo, eu tenho um anúncio importante para fazer — desceu as escadas com todos o seguindo.

—— // ——

No quarto de hotel o silêncio reinava, todos estavam presos em seus próprios pensamentos e tentativas de explicações para o sumiço da pedra.

— Isso não faz sentido, será que aquele homem foi quem pegou antes da gente? — perguntou Lucy.

— Não senti o cheiro dele dentro da caverna, acho que tem mais gente atrás dessas pedras, sempre tem... — respondeu Sting pensativo. — Lembram da outra cidade que eu falei? Talvez o que vimos seja apenas uma distração e a pedra esteja nela.

— Tomara...

— O que vamos fazer agora? — Lector bocejou no meio da pergunta.

— Ainda está de tarde — Sting olhou para um relógio na parede do quarto. — O próximo trem só passa por aqui no começo da noite, para levar as pessoas do povoado.

— Podemos descansar até a hora do trem, ou vamos amanhã, mas essa cidade me dá arrepios, não sei se quero esperar... — a loira olhou para a janela vendo tudo escuro.

— Então vamos dormir um pouco, sairemos hoje de noite — sorriu já se cobrindo.

— Sim...

Os três dormiram rapidamente, tinham a esperança de que fariam algum progresso no dia seguinte, mas algo muito estranho aconteceu com um deles.

Sting teve um sonho um tanto quanto estranho. Ele conseguiu ver um gato metade preto metade branco e as duas pedras que procuravam. Tentou olhar ao redor, mas algo o prendia no lugar. Olhou novamente para o gato, agora as pedras estavam no lugar de seus olhos.

O gato o olhava de forma curiosa, enquanto uma carta repousava abaixo de sua pata direita: era o mesmo envelope da carta que Lucy tinha o mostrado no dia anterior.

O loiro não conseguia falar, por mais que tentasse, então apenas limitou-se a olhar fixamente para a carta. Poucos segundos depois a carta passou a flutuar em sua frente, virando várias vezes como se quisesse mostrar todos seus lados, até que ela parou. Sting continuou paralisado, mais rápido do que ele pôde perceber o gato pulou em seu rosto derrubando-o no chão.

Acordou tão assustado que acabou caindo da cama, fazendo a loira, que estava apenas admirando o céu na janela, o olhar como se ele fosse louco.

— Você está bem? — perguntou a loira se aproximando.

— Sim, depois eu explico. Vamos logo, precisamos dar o fora daqui — levantou-se do chão rapidamente, pegou Lector no colo e a esperou na porta do quarto.

— E a curandeira? Precisamos de algo para seu enjoo...

— Compramos no caminho até o trem.

— Ok — apenas o seguiu, curiosa para saber o que tanto o incomodava.

Notas finais
O próximo explicará algumas coisinhas, até lá o/