A Floresta Negra

2 Capítulo 1 -Fugindo para a floresta


Notas iniciais
E agora, dois anos se passam e entra a nossa protagonista. Que emoção...

Era um dia comum no bosque perto da floresta, onde todos os dia lenhadores iam para cortar as árvores. Um lenhador em especial estava caminhando rumo a esse bosque, segurando um estranho colar.

Uma garota com um chapéu vermelho estava seguindo esse lenhador.

Ela se esgueira pelos arbustos ali perto, esperando pela hora certa. O lenhador, todo feliz e assobiando, decide fazer que nem aqueles desenhos animados e jogar para alto o colar e pegar.

A garota vê aquilo como a chance perfeita. O colar estava no ar e ela rapidamente pula do arbusto, corre, pula e pega o colar.

O lenhador, ao ver aquilo, empunha seu machado e corre atrás da garota, que sai correndo sem rumo.

A garota, ao ver que ele iria reagir, corre mais rápido.

Eles passam pelo centro comercial da cidade, que estava agitado com muitos clientes. Um dos mercadores, ao ver a garota, dá um sorriso e acena para ela, que o vê e também acena.

A garota corre e o lenhador passa. O mercador, ao ver isso, fica confuso, mas ele tinha que atender seus clientes.

Os dois chegam ao bosque que os lenhadores trabalham. A garota começa a passar por vários lenhadores, que a olham, confusos. O lenhador que estava atrás dela grita:

-Peguem aquela pestinha! Ela é uma ladra!

Ao ouvir aquilo, os lenhadores pegam e empunham seus machados e começam a correr atrás dela. Alguns que estavam na frente dela desferem um golpe com o machado, querendo parti-la ao meio. Ela desvia de todos, segurando seu chapéu na cabeça:

-Qual é o problema de vocês? Por acaso isso é uma convenção de lenhadores?! –a garota fala a ver vários lenhadores atrás dela e vários machados tentando cortar ela.

Então a paisagem começa a mudar, começam a surgir mais árvores, cada vez mais juntas. A luz começa a diminuir.

A garota olha para trás, e vê que os outros lenhadores tinham ido embora, e agora só estava seu perseguidor original.

A garota adentra mais e mais naquele cenário estranho, e quando não vê mais o lenhador, se encosta em uma árvore, ofegando:

-A-acho que eu o despistei... Hein? Onde eu tô afinal? –ela olha ao redor –peraí... não me diga que...

Ela não termina a frase por causa de um barulho que ouve. Ela fica parada, esperando. Então ela ouve o barulho do vento ser cortado e se abaixa no momento que o machado acerta onde antes estava a sua cabeça:

-Cara, você quer mesmo me matar! –ela começa a correr novamente:

-Me devolva! –brada o lenhador, correndo atrás dela:

-Você sabe que isso não é seu!

-Volte aqui sua maldita! –o lenhador estava ficando para trás.

Cada vez mais eles estavam adentrando aquela floresta escura, o que aterrorizava a garota. Mas não havia escolha.

Ela estava começando a ficar sem fôlego e não vê a pequena raiz que estava no chão e tropeça nela, fazendo com que caísse de cara no chão:

-Te encurralei, sua pestinha maldita. –o lenhador sorri e levanta seu machado –é melhor você começar a rezar –então os dois ouvem um uivo.

Os dois ficam paralisados, esperando pelo que iria acontecer:

-Ora, ora, parece que tenho visitas! –uma voz é ouvida –e pensar que faz muito tempo que não vem ninguém à floresta negra.

-Quem é?! –grita o lenhador, irritado:

Um grande lobo de pelos negros aparece e dá uma espécie de sorriso, mostrando os dentes pontiagudos, e então fala:

-Sabe, fico me perguntando o porquê de uma garotinha tão bonitinha estar aqui, no meio da floresta, acompanhada por um brutamontes como esse.