A Floresta De Pinhais

4 Capítulo 4 - A Visita


Notas iniciais
Mais um capítulo pra vocês ^^

Enjoy Hunters! o/

O local a seguir não era bem definido. Uma casa ou talvez uma mansão no meio do nada ou em um bairro movimentado, não se sabe. O único som que se escutava em uma das salas era da vitrola velha e desbotada pelo tempo de uso tocando uma melodia calma e relaxante. Tudo ali era escuro, com móveis de inicio de século, alguns quadros antigos, porém muito bem preservados, um tapete empoeirado, uma mesa de escritório com algumas papeladas com um copo de café em cima e uma cadeira grande logo atrás. Ali estava sentado um homem temido por muitos, porém respeitado acima de tudo. Sua postura era completamente relaxada, com as pernas apoiadas em uma mesa rústica com variados tipos de bebidas. Ia de Vodkas requintadas até vinhos sempre da melhor qualidade mostrando da melhor forma seu bom gosto para bebidas. Sua vestimenta era a mais impecável possível, o terno extremamente bem passado e a gravata vermelho sangue completava o look elegante. Cantarolava no ritmo da musica que embalava seus goles em um vinho de origem francesa. Três batidas na porta chama sua atenção antes de entrar uma criança de rosto redondo pela idade e levemente rosada. Seus olhos eram completamente negros e sua expressão era a mais firme a arrogante possível. Assim que recebeu o silêncio eminente do homem, começou a falar.

- Ele chegou senhor – disse com sua voz fina, oscilante e levemente amedrontada – posso manda-lo entrar?

- Claro! Já irei recebê-lo – responde o homem sentado na cadeira ainda de costas.

A criança fecha a porta da sala que após alguns segundos é aberta novamente. Ela volta acompanhada de um homem alto, de cabelos escuros e perceptíveis olhos claros apesar da precária iluminação do lugar. Sua vestimenta era a melhor possível acompanhada por um longo trench coat escuro completando o estilo preservador do mesmo.

- Ele vai receber o senhor agora, fique a vontade. – disse a mesma saindo do cominho rapidamente

- Quanta honra recebê-lo por aqui! – começa o homem finalmente rodando a cadeira e encarando o convidado – Sente-se, temos vinho, conhaque ou prefere café?

- Crianças? – a voz do rapaz era serena, porém firme e tão fria quanto — O que está acontecendo com as escolhas de receptáculos de seus demônios? — questiona o rapaz sentando-se confortavelmente do outro lado da mesa. — Creio que o senhor já saiba o motivo de minha visita certo?

- É claro – disse o outro homem cruzando os braços e jogando o corpo para trás – porém eu não estou aberto para acordos.

- Crowley, você sabe o quanto isso é perigoso tanto para os anjos quanto para os demônios. Isso pode significar uma nova guerra entre ambos. – o rapaz aparentava cansaço, porém mantinha a postura ereta – Aliás, ele está com algo que me pertence.

- Você deveria cuidar melhor de suas coisas! – comenta Crowley bebericando o restante de vinho fitando o homem curiosamente por detrás do copo.

- Ele não é digno do posto de levava. Ele não é digno de estar vivo depois do tudo o que fez.

- Imagino sua raiva meu caro acredite. Aliás, ainda não conseguiu localizar o individuo?

- Não. Perdi seus sinais há algumas horas. Estava quase conseguindo capturá-lo.

- Que bom que não conseguiu tal feito – comentou ironicamente o demônio – tenho planos futuros para o “alado”

- Você não ousaria Crowley! – o rapaz aproximou-se da mesa do demônio o encarando seriamente. O outro homem imitou o mesmo movimento.

- Não duvide de mim!

- Aliás, o seu chefe anda sabendo de seus planos? – o rapaz esboçou um sorriso por alguns segundos ao ver a inexpressão que se formara no rosto de Crowley

- E o seu? – retruca o mesmo — Está sabendo que anda pedindo ajuda para demônios? Acho que ele não anda sabendo de muitas coisas não é? Ele está morto afinal. – o demônio ri enquanto observa o rapaz a sua frente mudar completamente a expressão assim que ouviu a ultima frase – Quem ri por ultimo ri melhor meu caro amigo!

Ambos ficaram quietos por alguns segundos. O clima da sala era o mais frio possível. Cada qual com a sua própria reflexão e teoria sobre o sujeito a sua frente. Suas intenções não eram as melhores, porém tinham razões para talvez precisar da ajuda um do outro.

- Talvez você esteja aberto para trocas – começa Crowley cortando o silêncio da sala

- Depende de qual seria!

- O anjo é seu, mas a espada é minha e ponto final!

- O anjo é meu, mas posso emprestar a espada por algum tempo, porém voltarei para busca-la.

- Eu sei tanto quanto você que isso não é possível.

- Sabe como Crowley? – pergunta o rapaz encostando-se confortavelmente na cadeira – esqueceu-se do posto do qual eu me apresento.

- Acho que fica meio obvio que eu não confio em vocês!

- Tenho que dizer a mesma coisa!

- Então acho que nossa conversa se encerra aqui – disse Crowley estendendo a mão – Foi bom recebê-lo. Volte qualquer dia para tomarmos um café talvez...

- Você sabe que seu plano é fora de contexto se for contar com as consequências não sabe? – pergunta o rapaz retribuindo o aperto de mão. O demônio faz uma careta assim que percebeu um pouco de fumaça saindo de sua mão.

- E você que um dos dois não vai sair vivo da terra certo? – retruca Crowley com um sorriso desfazendo o aperto de mão.

O rapaz vira-se de costas e caminha lentamente até a porta.

- Eu prefiro arriscar! – disse antes de sair

- Boa Sorte para nós Elequiah!

Notas finais
Não esqueçam de deixar suas impressões sobre o capítulo! ^^
Esse encontro realmente explica que a coisa é mais embaixo do que se parece não é mesmo?!

Abraços da Hunter o//