Notas iniciais
Chegueeei! Estamos aqui com o penúltimo cap, depois desse será o Epílogo! Aproveitem! Boa Leitura.

[POV’s SAKURA]

Acordei com um filete de luz que pousava sobre meu rosto, pisquei algumas vezes até voltar aos meus sentidos e talvez me lembrar onde eu estava. Olhei ao redor e não reconheci nada naquele lugar aparentemente humilde.

Ao tentar me mexer senti meu corpo pesado, mas com um certo esforço consegui me sentar um pouco enquanto sentia tontura. Encarei meu corpo por um tempo notando estar enfaixado em algumas partes como coxa, abdômen, antebraço e tornozelo direito. Não sabia se eu sentia alivio pelos ferimentos estarem devidamente tratados ou desespero por não saber onde e com quem eu estava.

Não demorou muito para eu ouvir alguns passos e em seguida a porta se abrir, por ela passou uma mulher de cabelo marrom e pele clara não muito mais velha que eu.

— Oh, você finalmente acordou Sakura-san! – declarou a mulher com um sorriso.

— E você quem é? – perguntei curiosa por ela me chamar diretamente por meu nome.

— Eu sou Yumi, é um prazer conhecer alguém como você! – disse alegre.

— Como vim parar aqui, Yumi? Pode me contar o que aconteceu e quanto tempo estou aqui? – pedi tentando não soar hostil.

— Eu vi sua luta com aquele homem e posteriormente a explosão, me aproximei e te reconheci, aliás não existem muitas pessoas com cabelo rosa e famosas como você. Vi que estava muito machucada e então te trouxe para cá e cuidei dos seus ferimentos, isso já faz uma semana. Você teve grandes ferimentos mas nada mais grave do que o galho em sua perna, foi difícil te curar e te manter imóvel perante a dor. – explicou.

— Você é médica também? – julguei de acordo com sua explicação

— Não exatamente, eu apenas tenho conhecimentos básicos para conseguir sobreviver aqui sozinha, incluindo ninjutsus médicos. Notei que você tem o losango em sua testa, eu havia o visto somente nos livros, então em um momento breve que você recuperou a consciência eu aproveitei para fazer com que fosse ativado e isso foi basicamente o que te salvou. – completou.

— Obrigada Yumi-san, você salvou minha vida! Jamais me esquecerei disso. – agradeci imensamente por esse anjo que permitiria que eu visse minha família novamente. – E que lugar é esse?

— Não é um lugar tão longe de onde você estava, mas ninguém vem aqui já que é bem escondido e camuflado entre a floresta, vegetação e rochedos ao redor. Vivo aqui a um tempo depois que perdi meus familiares. – contou Yumi olhando pela janela a nossa frente.

— Eu sinto muito Yumi-san! – lamentei por ela.

— Não se preocupe com isso, agora vou preparar algo para você comer. Tente não se movimentar muito. – orientou e então a vi sair.

Suspirei, mais uma semana havia passado e eu só poderia pensar em que Sasuke e Sarada estavam passando, meus amigos e familiares. Eu precisava retornar logo. Quase uma hora depois Yumi voltou trazendo na bandeja uma refeição com um cheiro delicioso, sorri enquanto comíamos juntas e conversávamos sobre coisas de nossas vidas.

Mais alguns dias foram se passando enquanto eu me recuperava de meus ferimentos e fortalecia meu corpo para enfrentar a viagem de volta a Vila da Folha, eu estava ansiosa. Até que finalmente chegara o dia de voltar para casa, eu havia me afeiçoado à Yumi e não queria deixa-la sozinha neste lugar tão isolado e solitário.

— Eu gostaria de retribuir tudo o que fez por mim, Yumi-san. Por que não vem comigo à Konoha? Você será muito bem-vinda lá, terá uma nova vida e com muitos amigos, eu tenho certeza. – afirmei tentando persuadi-la.

— Eu agradeço de verdade pela proposta Sakura-san, mas estive tanto tempo aqui e não seria capaz de me adaptar a essa nova vida. – avaliou meio sem jeito.

— Entendo. – não insisti já que não queria deixa-la constrangida. – Mas se precisar de algo por favor me deixe saber, não hesitarei em te ajudar no que for.

Desta forma, coloquei uma capa preta que Yumi havia me dado e assim me despedi dela com dor no coração, mesmo sabendo que eu não poderia mais perder tempo para retornar a minha vila. Parti no início da manhã e a viagem demorou três dias até finalmente eu ver os portões de Konoha, suspirei aliviada por todo aquele pesadelo ter acabado.

Era final da tarde quando cruzei os portões da vila e caminhei em direção a minha casa, pedi aos guardas para que Naruto não fosse avisado já que eu queria fazer uma surpresa para meu velho amigo. Do lado de fora de casa eu via que as luzes estavam acesas e aquilo aqueceu meu coração cheio de saudades, bati na porta e ouvi os passos calmos que se aproximavam, quando a porta se abriu eu vi uma Sarada petrificada e incrivelmente surpresa ao me olhar de cima abaixo.

— É você mesmo, mama? – perguntou enquanto seus olhos se enchiam de lágrimas.

— Sou eu sim, Sarada. Tadaima! – declarei e quando notei a pequena Uchiha estava me abraçando fortemente enquanto chorava. – Eu sinto muito, Sarada.

Demorou uns minutos para que minha filha e eu parássemos de chorar enquanto nos abraçávamos e dizíamos o quanto estávamos felizes por finalmente estarmos juntas de novo.

— Papa vai ficar tão feliz em te ver, mama! – afirmou limpando os olhos.

— Ele está aqui? – perguntei ansiosa.

— Ele foi em uma reunião com o Hokage. – informou agora mais contida.

— Então eu vou até ele. Cuide-se até voltarmos, querida!

Assim dei um beijo em Sarada, coloquei meu capuz de volta e sai em direção à Torre do Hokage tentando ser mais discreta possível. Ao chegar logo subi calmamente os degraus que levavam até a sala que estaria sendo realizada a tal reunião, meus pés congelaram quando ouvi o discurso de Naruto sobre me declarar morta. Seria possível que fariam isso comigo? Continuei meu caminho até ser barrada por dois Anbus que estavam parados na porta da sala fazendo a vigilância, eles não queriam me deixar passar e quando estava avançando para uma discussão nada discreta e desnecessária, me cederam passagem quando levantei o rosto e lhes mostrei minha identidade.

Entrei na sala e primeiramente vi todos os kages sentados e com os olhos fixos em mim, Sasuke-kun ao fundo também olhando com curiosidade e até mesmo um pouco de reprova. Me doeu um pouco ao saber que ele estava ali participando da reunião que discutiria minha possível morte, ele teria desistido de mim tão facilmente?

— Já que a reunião se trata sobre mim, achei que eu deveria me apresentar e participar também. – informei ao suspirar e tirar o capuz que me cobria.

[END POV’s SAKURA]

Notas finais
Um cap mais tranquilo para entender o que houve com nossa Uchiha. No próximo teremos o encontro do nosso casal hahahahah Comentem! Até o próximo - beijos ;