Notas iniciais
Oláaaaaaaaaa! Primeiro eu gostaria de agradecer aos Reviews, que além de terem feito uma autora feliz, ajudou a continuar a história. OBRIGADA!! Segundo, tem uma fic muito boa para vocês lerem, aqui está o link https://fanfiction.com.br/historia/603328/Give_me_love/ É isso! Boa leitura

Isaac acompanhou Fábio até seu apartamento. Ele sentia-se ansioso para se relacionar com seu ex-namorado, mas também cauteloso, porque não sabia do que Fábio seria capaz.
– Você aceita alguma coisa para comer? Beber? — Perguntou Fábio.
– Água. — Falou Isaac, sentando no sofá mau cuidado. Fábio foi até sua cozinha e abriu a geladeira, pegando uma garrafa pet de refrigerante que estava preenchida por água. Colocou no copo e entregou para seu convidado.
– Aqui. — Isaac pegou a água e tomou devagar. Ele queria irritar Fábio. -Você esqueceu uma coisa aqui um dia desses. — Falou Fábio, acendendo um cigarro.
– O quê? — Perguntou Isaac, sem saber mesmo o que tinha esquecido. Fábio foi até seu quarto e pegou a blusa esquecida de Isaac no delito. Voltou e jogou o pano em cima do dono.
Isaac pegou sua blusa e observou. Tomou mais um gole de água e deixou a blusa ao seu lado no sofá.
– Tá, fui eu mesmo que matei o Patrick. Feliz? Pronto, vai caguetar para a delegada que você tá comendo. — Isaac deu mais goles.
– Ah Isaac... — Fábio sentou ao lado do convidado — Seu ciúme ainda é o mesmo. — Ele passou o braço em volta do corpo de Isaac, que se manteu inerte.
– Por que você não vai se foder?
– Prefiro te foder — Fábio destribuia pequenos beijos na extensão do pescoço moreno de Isaac, que tentava se manter inerte, mas não resistia aquela tentação.
– Você ainda é lindo, sabia? — Fábio colocou a mão em cima do pênis de Isaac que teve uma ereção apenas com os beijos que o outro lhe dava. Isaac segurou o rosto de Fábio e iniciou um beijo caliente, fazendo o outro cair de costas no sofá, enquanto ele estava sobre seu corpo.
– Me chupa? — Pediu Fábio. Isaac abriu o zíper da calça de Fábio e colocou o membro do outro para o lado de fora e iniciou a felação. O dono da casa gêmia conforme seu felador esfregava os lábios em seu membro. Mesmo que tivesse transado com várias pessoas, elas não lhe davam tanto prazer quanto o prazer de Isaac. Talvez isso fosse psicológico, porque ele gostava de Isaac de um jeito que ele não gostava dos outros parceiros de transa.
Isaac ficou de pé e retirou sua roupa, e Fábio fez o mesmo. Logo os dois estavam nus e se beijavam na mesma posição no sofá. Fábio pegou a cintura de Isaac e o colocou de costas para si. O rapaz sempre foi o passivo da relação, e isso não o incomodava.
– Rebola pra mim? — Pediu Fábio. Era um hábito dos dois essa rebolada antes da penetração.
Isaac acatou o pedido e rebolou para Fábio, porém ele lembrou de algo e ficou de pé rapidamente, deixando seu parceiro confuso.
– O que eu estou fazendo. — Falou Isaac, colocando a mão na testa.
– O que foi? — Perguntou Fábio.
– Eu não posso transar assim, eu sou doente. — Falou Isaac. Fábio ficou de pé, e segurou o rosto do parceiro.
– Tá tudo bem... eu uso camisinha se você quiser. — E os dois voltaram a se beijar. Ainda se beijando os dois foram para o quarto de Fábio, e o dono do quarto abriu uma gaveta e colocou seu preservativo.
– Vamos voltar onde paramos? — Pediu Fábio.
– E onde paramos? — Perguntou Isaac, se fazendo de desintendido.
– Quando você rebolava gostoso pra mim, foi aí onde paramos. — Isaac deu um risinho e voltou a repetir o pedido de Fábio. O dono da casa sem nenhuma permissão penetrou Isaac que deu um gritinho por ter sido pego desprevenido.
Fábio intensificou seus movimentos, fazendo seu parceiro gemer e algumas vez gritar por mais. O ativo gostava dessa sensação de poder que só obtia quando transava com alguém. Seu estilo era dominador, e Isaac sabia muito bem disso.
Depois de tanto se movimentarem, veio a melhor parte do sexo: o orgasmo. Fábio ejaculou primeiro e logo depois foi Isaac, que caiu cansado e suado ao lado de seu parceiro.
– Eu senti falta disso. — Falou Isaac, colocando a cabeça em cima do peito de Fábio, que acarenciou os fios lisos do rapaz.
– Eu senti sua falta. — Isaac levantou o rosto para olhar Fábio.
– Foi você quem me afastou, lembra?
– Ele morreu, acabou! — Isaac sentou na cama, de costas para Fábio.
– Esse foi o nosso último contato, Fábio. A partir de hoje você vive sua vida, eu vivo a minha e tudo vai seguindo seu caminho naturalmente.
Fábio também sentou e segurou as costas de Isaac, que virou o rosto para olhar o rapaz.
– Você é louco? Você não pode fazer isso comigo, Isaac. Eu encarei aquela mulher chata por sua causa, para ver você. — Falou Fábio.
– Fábio... — Isaac ficou de pé — Você nunca chorou por mim, sabia? Acabou definitivamente. Essa transa foi a última transa minha com você. — Isaac caminhou até a sala para poder vestir suas roupas. O dono da casa estava confuso e se sentia usado. Ele queria tanto ter Isaac de volta, e quando teve foi daquele jeito? Uma despedida? Aquilo era completamente injusto com ele.
– Espera, você não vai me deixar — Falou Fábio segurando forte o braço de Isaac.
– Eu vou — Falou Isaac, com os olhos cheios de água e voz de choro.
– E nossa história? Eu te amo, porra! — Era Fábio que chorava.
– Morreu. Não me procure mais. — Isaac vestiu as roupas e saiu, deixando Fábio sozinho.
Isaac chorava baixinho enquanto caminhava, porque era óbvio que ele amava o outro, mas não iria se render para ele, agora cada um iria seguir seu caminho.
Fábio não tinha o costume de chorar, mas naquele momento ele chorou como um bebê. Nunca pensou que alguém além de sua filha iria levá-lo às lágrimas daquele jeito. Ele cogitou ir atrás do outro, mas resolveu ficar. Havia uma coisa que seu pai o tinha ensinado quando ele era pequeno, que era que sempre que ele quisesse muito algo, ele tinha que lutar para conseguir, e era isso que ele iria fazer, iria lutar para ter Isaac de volta na sua vida.


Cristina havia acabado de fazer o almoço quando sua uma de suas filhas gêmeas chegou na cozinha dando um beijo caloroso na bochecha da mãe.
– Boa tarde, mãezinha. — Falou Maria, filha de Cristina.
– Boa tarde. Cadê a Joana? — Perguntou a mãe, que apagava o fogo e ficava de frente para filha.
– Ela foi pro ballet. Eu terminei a aula de natação e vim para casa, tenho trabalhos da faculdade para fazer.
– Entendi. Mas acho que ela se esqueceu de buscar sua irmã no aeroporto com seu pai. — Maria bateu a mão na testa e esfregou a mesma mão pelo rosto.
– Eu esqueci de falar com ela. — Cristina olhou brava para a filha e passou por ela, indo até a sala. Maria seguiu a mãe.
– O vôo dela vai chegar 1 hora da tarde, e nem seu pai e nem a Joana estão para buscar a Jaque. Meu Deus! Quem vai buscar essa menina?! — Falou Cristina, eufórica.
– Calma mãe, eu mesma posso buscar.
– Tem certeza? — Falou Cristina, aliviando-se.
– Tenho. Eu vou me arrumar e vou buscá-la, tá? — Maria ficou de pé, e foi para seu quarto trocar de roupa para buscar sua irmã mais velha.
Maria e Joana eram as irmãs gêmeas de Jaqueline. As duas tinham 19 anos, e não viam a irmã há bastante tempo. Cristina sentia-se ansiosa para ver a filha, mas ao mesmo tempo preocupada. Mesmo que Jaqueline não dissesse o real motivo para sua viajem repentina, ela sabia a razão da filha estar chegando.

– Mãe? — Chamou Joana,a outra gêmea.
– Oi! Esqueceu que sua irmã chega hoje? — Perguntou Cristina.
– Não esqueci não. — Joana pendurou suas sapatilhas atrás da porta do quarto que dividia com sua irmã.
– Por quê não esteve aqui na hora certa? — Perguntou a mãe, encostada no batente da porta.
– Porque eu não estou nem um pouco interessada na visita da Jaqueline. — Joana se jogou na cama e pegou o celular e o fone para ouvir música.
– Hã? Não vemos sua irmã há muito tempo e você ainda sente ciúmes dela?
– Eu sou bailarina, faço recitais, viajo. A Jaqueline só tira fotos e é famosa porque é ''bonita'' — a irmã fez aspas com os dedos — e eu? Eu tenho talento, mas ninguém reconhece meu talento, mãe. E o filho que ela teve? — Cristina correu até a filha e tampou sua boca.
– Não fale disso. — Pediu Cristina, séria.
– Será que o marido rico dela sabe disso? — Ironizou Joana.
– Eu nunca de desmereci, Joana. Eu sempre aplaudi seu talento, é muito injusto você ter ciúmes da sua irmã usando esse argumento.
– Chegamos! — Maria gritou assim que chegou em casa com Jaqueline seu marido. Cristina olhou para Joana que revirou os olhos e se jogou na cama assim que ouviu a voz da outra irmã.
– Se comporte. — Falou Cristina, saindo do quarto para ver sua filha.
Assim que viu a filha, correu para abraçá-la, e Jaqueline retribuiu o carinho da mãe.
– Como senti sua falta, filha... — Falou Cristina.
– Eu também, mãe. Toda mãe sente muito a falta da filha. — A mãe sentiu a indireta que sua filha havia falado, e se soltou do abraço, indo falar com seu genro.
– Olá, seja bem-vindo. — A sogra apertou a mão do genro, que retribuiu a gentileza sorrindo.
– Muito obrigada.
– Eu fiz o almoço, vocês estão com fome? Eu não sei que horas seriam nos Estados Unidos, então...
– Está tudo bem, dona Cristina. Posso chamá-la de dona? — Perguntou César.
– Claro que pode!
– Eu vou colocar as malas lá no meu quarto. Me ajuda Maria? — Pediu Jaqueline.
– Tá bom.
– Não, eu coloco as malas lá, e você fique conversando com a sua mãe — Falou César, pegando as bagens.
Cristina sentia-se orgulhosa de sua filha ter conseguido encontrado um marido prestativo. Há males que vem para o bem.
– Eu quero falar com você, mãe. — Falou Jaqueline, quando César e Maria saíram.
– O que você quer falar comigo? Ah, seu pai teve um problema no trabalho, mas vai chegar daqui a pouco — Jaqueline olhava séria para sua mãe que constantemente mudava de assunto.
– Minha filha, mãe, é isso que eu quero falar com você — Cristina respirou fundo e caminhou até a cozinha. Jaqueline foi atrás.
– Eu fiz strogonoff. Sabe se o... Carlos? É Carlos o nome dele? Sabe se ele gosta?
– O nome dele é César, e ele nunca deve ter comido isso. Mas não fuja do assunto. — Cristina bufou.
– Você pelo menos pode esperar seu pai chegar para destraír seu marido para que nós duas possamos falar disso à sós?
– Tá bem... mas não me enrole, tá?
– Eu não acredito que você viajou para cá pra descavar essa cova.
– Não sei porque você é tão insensível, mãe. Ela é sua neta!
– A senhora é jovem demais para ser avó — Falou César, chegando na cozinha.
– Vamos almoçar? — Sugeriu Cristina, para encerrar pelo menos naquele momento o assunto.

Carolina almoçava em silêncio junto a sua ''mãe'', quando as duas ouviram uma voz familiar chamando no portão.
– Quem será? — Perguntou Marli, sem reconhecer o autor da voz. Carolina sabia de quem era a voz, mas mantevesse em segredo sobre isso.
– Não sei. Quer que eu atenda, mãe? — Marli balançou a cabeça afirmando.
Carolina levantou da mesa e foi abrir o portão. Ao ver Fábio não teve nenhuma das reações que tinha quando via o ''irmão''.
– Boa tarde, Carol — Fábio abraçou a garotinha, que ficou parada. — Aconteceu alguma coisa?
– Sim. Você é um mentiroso! — Falou Carolina séria, olhado para o pai.
– Por quê? — Perguntou Fábio, sem entender nada.
– Você me deixou sozinha, sumiu e volta agora? A mamãe estava certa sobre você, Fábio.
– Eu posso explicar.
– Deixa ele entrar, Carolina. Eu e ele precisamos conversar. — Falou Marli, na porta da cozinha.
Carolina deu espaço para Fábio passar e ele entrou na casa da mãe.
– Filha, você não quer chamar a Sara para brincar com você rapidinho lá na pracinha? Eu preciso ter um assunto sério com o seu irmão. — Carolina balançou a cabeça e pegou uma boneca para ir brincar com sua coleguinha.
Assim que a garota saiu, Marli retomou o assunto que tinha para falar com seu filho.
– É a primeira vez que eu chego aqui e não sou bem recebido por ela. — Falou Fábio, um pouco triste com a recepção da filha.
– Você só está colhendo os frutos dos seus atos. Mas o que tenho para falar com você é bastante grave, e não tenho outra opção a não ser te deixar ciente da situação e até mesmo preparado.
– O que foi?
– Descobri que tenho câncer — Fábio arregalou os olhos — E vou começar meu tratamento daqui a poucos dias, então preciso que você assuma um termo de responsabilidade comigo.
– Cuidar da Carolina?
– Sim, cuidar da Carolina. Se eu morrer, você vai ser o responsável legal dela. Além do mais você é o pai dela.
Carolina havia voltado em casa para pegar uma maçã para comer, ouviu o exato momento que sua ''mãe'' havia dito que Fábio era seu pai.
– Meu pai? — Perguntou Carolina, na porta da cozinha.