A Flor Mágica
2 Capítulo 2
Capítulo 02
Teseu era o duque mais poderoso de todo região, todos na cidade de Atenas o respeitavam e o procuravam para conselhos sábios. Naqueles dias, o seu palácio estava cheio e agitado com os preparativos para seu casamento com Hipólita, os servos corriam para dentro e para fora carregando alimentos e objetos para decoração, mas o que chamava particularmente a atenção, era uma garota de cabelo branco que andava de um lado para o outro nervosamente na frente do palacete do duque.
— Weiss, minha filha, você pode por favor para de ficar andando de um lado para o outro como uma galinha sem cabeça?
— Ora, papai! Que mal gosto, não me chame de galinha sem cabeça! Sou estou nervosa! Não há nenhum crime nisso.
Ela olhava apreensiva para a multidão que estava a sua frente, havia todo tipo de pessoas, guardas, atores de teatro, vendedores e todo tipo de servos, mas tudo que Weiss queria ver era Yang. Jaune também não havia chegado para a audiência com o duque, mas ela não dava a mínima, na verdade, se ele não aparecesse ela agradeceria a Zeus pela sua sorte.
— Não se aflija tanto, eles virão. — Pyrrha colocou a mão em seu ombro lhe oferecendo um sorriso de conforto.
— Obrigada, mas meu coração só se acalmará quando eu puder está com Yang.
Como se fosse um capricho dos deuses, assim que Weiss terminou de dizer aquilo, Yang apareceu empurrando várias pessoas para que elas saíssem de sua frente, ainda estava como uma garota, usava uma túnica amarela com alguns adorno em ouro, seu cabelo foi trançado em uma trança frouxa que caia por cima de seu ombro direito. Poucas vezes Weiss a viu tão bem vestida, Yang queria da uma boa impressão, isso era adorável.
Mas ela não estava muito diferente, usava uma peplo branco preso por fivelas incrustadas com pedras de lápis-lazúli, ela deixou seu cabelo marfim preso com um diadema prateada.
— Yang! — Ela correu para se encontrar com a loira.
— Weiss! — Yang a abraçou ignorando o olhar raivoso do pai da menina logo atrás delas. — Você está linda.
Weiss corou com o elogio.
— Você também.
Nesse momento, seu rosto se tornou azedo, Yang já perguntaria o que poderia ter estragado o humor de sua amada tão rápido, quando percebeu que ela olhava para algum lugar atrás dela, Yang se virou para ver Jaune chegando, ele também estava em suas melhores roupas.
— Até que enfim, rapaz. — Seu pai disse bem pouco contente com o atraso de Jaune.
— Desculpe senhor... Weiss.— Ele a cumprimentou sorrindo, mas Weiss apenas bufou e virou o rosto para o outro lado.
— Olá, Jaune. — Pyrrha disse sorrindo para ele, mas o jovem loiro apenas lhe deu um aceno de cabeça frio antes de se dirigir ao pai de Weiss.
Yang trincou os dentes:
— Esse cara… — murmurou irritada.
Weiss olhou para a cara abatida da amiga e entendia bem porque Yang estava tão irritada com ele.
— Vamos logo, não é educado deixar o duque esperando! — Seu pai gritou e todo o grupo adentrou ao palacete de Teseu, menos Pyrrha, que ficou do lado de fora esperando obedientemente sua senhorita.
Logo, todos eles estavam em um grande salão que estava sendo decorado para o casamento, o duque estava inspecionando o serviço.
— Jacques, meu velho amigo, o que devo a visita, se for para o casamento, temo que tenha chegado deveras adiantado. — O duque Teseu o cumprimentou com um largo sorriso.
— Infelizmente, o que trago não são presentes ou felicitações pelo vosso casamento, caro duque.
— Que infortúnios são esses? — perguntou o duque.
— Veja bem, este rapaz. — Jacques puxou Jaune para frente. — É o escolhido por mim, para desposar minha filha Weiss, porém, ela insiste em um relacionamento com Yang, que enfeitiçara minha, até então, dócil filha, com gracejos e promessas vãs.
Nesse momento, Weiss apertou a mão de Yang com força, ela estava absolutamente colérica com as mentiras que seu pai estava contando.
— Por causa de tal desgraça, agora ela não deseja se casar com Jaune e sim com Yang, é com pesar que veio até vós, oh grande duque de Atenas, para fazer valer as antigas leis desta cidade e fazer Weiss cumprir com seu dever e casar-se com o pretendente que lhe foi escolhido.
Teseu pousou seus olhos em Weiss:
— E tu, Weiss? O que tens a dizer em tua defesa? Não sabes que um filho deve obedecer a vontade de seus pais? Por que o insulta desta forma e desonra o nome de tua família? Teu pai apenas queres o melhor para ti! E Jaune é um rapaz digno.
— Perdoe-me, nobre duque. — Weiss falou ainda segurando a mão de Yang. — Mas não creio que este casamento seja feito com qualquer intuito de me favorecer, o senhor meu pai tem seus próprios interesses que nada dizem respeito a mim, e com todo o respeito, senhor duque, mas Yang é tão digno quanto Jaune.
— Teu pai não ver desta forma.
— Se o senhor meu pai pudesse ver Yang como meu olhos, veria a pessoa maravilhosa que é.
— Estou inclinado a crer que o juízo de vosso pai seja mais confiável que nosso olhos, jovem Weiss. — disse o duque parecendo um tanto aborrecido.
— Perdoe-me o atrevimento, senhor. — Yang deu um passo à frente. — Mas o que acontecerá com Weiss se ela continuar se negando a ser desposada por Jaune?
— Bem, nesse caso, só resta duas opções para a bela Weiss. — O duque falou. — Ou tu casa-se com o pretendente escolhido por vosso pai, ou… tu converte-se ao templo de Ártemis e viverá virgem dedicando tua vida a deusa.
— Se essas são minhas duas únicas opções, eu prefiro a morte a ficar longe de Yang. — Weiss disse se agarrando ao braço da loira que ficou paralisada de choque pelas palavras do duque.
— Não profira palavras tão duras de forma tão precipitada, reflita sobre tuas opções, em três dias, será meu casamento com Hipólita, e quando este dia chegar, tu poderá tomar tua decisão melhor, casar com Jaune, servir no templo de Ártemis, ou a morte!
Weiss fez uma cara enfurecida, ela mordeu o próprio lábio para não dar uma resposta malcriada para o duque, a única coisa que a impediu de perder o controle e sair correndo dali foi a mão de Yang que ainda segurava firmemente a sua.
— Weiss! — Jaune deu um passo para perto dela. — Aceite logo, não ver que só está causando mais sofrimento a todos, aceite nosso casamento e quanto a você. — Ele olhou para Yang. — Desista, pare de tentar usurpar meu direito!
— Que direto você pensa ter, Jaune? Você tem o afeto no pai de Weiss, não dela, então casasse com ele e deixe Weiss e eu sermos felizes juntos. — Yang respondeu ríspida.
— Quanto escárnio para uma pessoa só. — Jacques se dirigiu a Yang. — É verdade que Jaune tem minha preferência, e como Weiss é minha filha, eu tenho direito sobre ela, direito esse que passo a Jaune.
— Nem se importa com a felicidade dela! Nós nos amamos! Isso não significa nada para nenhum de vocês? Como podem ser tão cruéis? — Foi a vez de Yang tomar a palavra e se voltar para o duque. — Minha família tem tantas posses quando a de Jaune, sou a herdeira, primogênito nascido de direito, servi nessa pátria com honra, minhas habilidades são ainda melhores do que as de Jaune, não há motivos para esta preferência se não interesses mesquinhos, pois somos iguais, a diferença, é que eu tenho todo a amor de Weiss, diferente de você! Eu me importo com a felicidade dela mais do que qualquer coisa, diferente de vocês que querem a usá-la como moeda de troca!
Yang se empolgou demais em seu discurso, mas Weiss ficou emocionada ao lado dela enquanto a pessoa que ela tanto amava a defendia colocando sua própria cabeça em risco ao falar daquela forma na frente do duque Teseu.
— Basta! Mas tu és bem atrevida, jovem Yang. — disse o duque. — É verdade tudo que dissestes, porém, nada disto muda o direito do pai de Weiss, nem o do jovem Jaune, te aconselho a se acalmar, como já havia dito anteriormente, no dia no meu casamento, daqui a três dias, Weiss poderá tomar sua decisão, e tu nada podes fazer.
E assim, o destino parecia cada vez mais sombrio para os jovens apaixonados quando o duque decretou o que deveria ser feito. Teseu chamou o pai de Weiss para uma conversa particular junto com Jaune, eles saíram e ela foi na outra direção com Yang.
Elas param perto da saída, em um local mais reservado, esperando que o barulho do vai e vem dos servos preparando o casamento abafasse sua conversa..
— Não chore, Weiss, meu amor. — Yang enxugou as lágrimas que desciam por seus olhos.
— O que faremos, Yang? — Weiss se inclinou para o toque quente da mão que afagava sua face. — Parece que as barreiras para o nosso amor são impossíveis de se transpor. — disse desconsolada.
— Não! Não permitirei que nos separem, escute atentamente, Weiss. — Yang se inclinou e disse em voz baixa de modo que apenas elas podiam ouvir. — A sete léguas de Atenas, mora meu tio, irmão de minha mãe, ele não tem filhos ou esposa e me considera herdeira de direito, vamos fugir para lá e podemos nos casar, quando o ato estiver consumado, ninguém poderá nos separar. — O rosto de Yang ficou apreensivo. — Eu sei que é loucura, mas… Você aceitaria fazer essa loucura comigo?
— Oh, Yang, é claro! — Weiss se jogou em seu braços e Yang a segurou firmemente. — Já disse que não posso viver sem você. — Elas se separam. — Mas como faríamos isso?
— Amanhã a noite, me encontre perto da floresta ao norte.
— A floresta não é perigosa?
— Eu conheço um caminho, e posso te proteger se algo acontecer.
— Oh, sim, eu irei!
— Então é uma promessa! — Yang sorriu animada, ela pegou o rosto de Weiss e se inclinou beijando sua testa afetuosamente.
Atrás de uma coluna ali perto, Pyrrha escutou tudo escondida.
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