Uma vez conheci um escritor. Criatura acanhada e quieta que não falava quase nada e escrevia quase tudo. Não era profissional, pois, uma vez que considerasse a escrita uma profissão, tal atividade perderia a sua utilidade: a de servir como tempo livre, de preencher alguns minutos sem grande compromisso.

Ele, um dia, teve sorte de conhecer uma flapper e uma princesa. Adorou-as pelo talento que ambas possuíam, pela simpatia das duas e, acima de tudo, pela peculiaridade que cada uma exibia. O escritor era o perdido ali, parado ao lado de duas figuras tão singulares e belas, e, como diziam: "como criatura tão calada, tão acanhada, conseguiu se aproximar de duas moças tão interessantes?" Bom, não importava. O que importava era que, sim, ele as conhecia e apreciava esse fato.

O escritor era um ser estranho. Inúmeras eram às vezes nas quais ele sentia a necessidade de mostrar àqueles de quem gostava algum tipo de carinho. Atos alheios e inesperados que ela tentava realizar para conseguir ver um sorriso no rosto dos outros. E foi em um desses momentos súbitos que tal texto surgiu, então, perdoem o escritor que escreve, escreve e escreve sem dizer nada realmente, apenas na expectativa de fazer certas criaturas as quais ela tanto aprecia sorrirem, mesmo que o sorriso delas não possa ser visto, afinal, como já foi dito, toda esta história se passa em um tempo esquisito onde amigos separados por quilômetros de distância conseguem significar tanto quanto alguém que está ao seu lado. Se você, leitor, tem alguém a quem você considera um grande amigo ao seu lado, seja grato por isso, afinal, nem todo mundo tem a sorte de tê-los em uma distância tão curta.

Notas finais
Eu ainda não estou conseguindo entender da onde eu tirei tudo isso, mas tudo bem... À flapper e a princesa: espero que tenham gostado.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!