Notas iniciais
E aí, genteeee! Não me matem, me distrai e só lembrei de postar agora kkk E tive um pequeno probleminha, esse capítulo ficou pequeno demais, então tive que me virar e juntar com o próximo e fazer um só, mas enfim.
Ah, e sim, também acho esse cap meio tosco...
Ah², engulo minhas palavras sobre quando eu disse que odiava a Kitty, Becca Tobin é simplesmente perfeita e me reverencio diante da atuação dela e dessa personagem super diva (com seus altos e baixos, claro)
Espero que gostem, boa leitura :D

Brittany's P.O.V.


Estava dormindo tranquilamente ao lado de Sant, quando sou acordada bruscamente por ela.

– Britt, tá ouvindo? — Sussurrou, aparentemente preocupada. Ao longe eu podia escutar alguns gritos e estrondos abafados.

– Sim. O que acha que devemos fazer?

– Eu não sei, a eficiência desse inferno é uma merda, não sei se você sabe. Talvez gritar também? Com sorte conseguimos chamar a atenção de algum carcereiro.

– Não consigo pensar em nada melhor. — Conclui, levantando da cama dura.

– Que merda está acontecendo? — Perguntou Sugar, acordando.

– Não sabemos, mas nos ajude a gritar. — Disse.

– Espera, o que? — Questionou a mais nova.

– Carcereiro! Socorro! Ajuda! Alguém faz alguma coisa, tem duas loucas se matando! — Começou Santana.

– Que porra vocês estão fazendo? — Continuou Sugar, ainda incrédula.

– Socorro! Alguém!! Pelo amor de Deus!! Socorro! — Gritou Brittany, batendo nas grades da cela.

– Ajuda! Tem duas loucas gritando no meu santíssimo ouvido! — Berrou Sugar.

– Caralho! Algum filho da puta faz o favor de ver o que está acontecendo aqui do lado!! Socorro! — Esbravejou Santana, também batendo nas grades. Logo quase todas as presidiárias do bloco B estavam berrando e batendo em tudo, tentando chamar a atenção de alguém. Um apito foi ouvido.

– Caladas! — Gritou uma voz, meio masculina. — Qual é o motivo do alvoroço? — Questionou, irritada e começou a andar calmamente pelo corredor, parando de repente ao lado de uma cela qualquer.

– Puta merda!

– O que houve, San? — Perguntei, preocupada, me agarrando na cintura de Santana.

– Shh... Eu não sei, Britt, fica calma. — Retrucou ela, abraçando-me. A estranha mulher abriu a porta da cela o mais rápido que pôde.

– Mas que caralho você fez, Jones? — Questionou, esbravejando, ao entrar no lugar.

– Hudson, Puckerman, bloco B, agora! — Disse, para seu walkie-talkie barulhento.

– O que você pensou que estava fazendo?? — Gritou, puxando Mercedes pelos cabelos e soltando-a no chão.Escondi meu rosto no pescoço de Santana. Não estou com sensações boas sobre isso.

– Não é a cela da Marley? — Questionou Sugar. Assenti. Shannon Beiste saiu da cela carregando um corpo ensanguentado.

– Não olha, B. — Alertou Santana, tampando minha visão.

– Puta que pariu. — Soltou Sugar. Logo, Finn e Puck chegaram no local, com suas caras normais de imbecis que não sabem fazer nem mesmo seu trabalho.

– Pela culpa de sua irresponsabilidade, uma presidiária sofreu um atentado! — Gritou Beiste, depois de levar o corpo ferido ou talvez até morto para a enfermaria. — Isso não existe! É uma insolência sem tamanho! — Continuou, gritando.

– Desculpe, sra. Beiste, isso não se repetirá. — Disse Puck.

– Não mesmo. Porque você está na rua! — Esbravejou a mulher. — Você era o responsável por verificar se tudo estava bem nessa porra de bloco B, mas nem isso conseguiu fazer! Seu miserável! Coloque suas coisas na minha mesa assim que seu turno acabar, e nunca mais volte aqui!

– Sim, senhora. — Concordou Noah, cabisbaixo, saindo.

– Agora, você, Hudson! Estou extremamente desapontada com seu desempenho! Para não falar que estou puta! — Gritou. — Vai escapar dessa porque por hoje era o responsável pelo bloco A, mas que isso não se repita.

– Sim, senhora. Perdoe meu erro. — Respondeu Finn, com o rabo entre as pernas.

– Sai logo da minha frente! — Esbravejou a mulher. Beiste entrou novamente na cela de Mercedes. — Amanhã de manhã eu venho aqui te buscar. Não faço ideia do que vão fazer com você, mas seja o que for, será merecido. — Disse, chutando a parede. A mulher saiu da cela e trancou-a novamente. — Está tudo sob controle agora, podem voltar a fazer seja lá qual babaquice vocês estivessem fazendo.

– Desculpe, Sra. Beiste, mas, a Marley vai ficar bem? — Perguntei, soltando Santana.

– É o que eu espero, mas parece que as coisas estão feias. — Disse a mulher, parando de costas, mas voltando a andar após o término de sua frase.Abracei Santana novamente, Marley parecia uma garota legal.



Marley's P.O.V.


– Ai! — Gemi, tentando abrir os olhos. Minha barriga doía.

– Relaxe, queridinha. Está tudo bem agora. — Disse uma voz calma e tranquilizante.

– O-o que aconteceu? Onde eu estou? — Perguntei, com a boca seca.

– Na enfermaria. Digamos que você tenha passado por uma cirurgia.

– Espera, o que? Cirurgia?? — Soltei, aumentando minha voz, mas tudo doía quando eu tentava gritar.

– Acalme-se, você tem alguns pontos e hematomas que precisam cicatrizar.

– Desde quando estou aqui? — Perguntei, confusa.

– Bem, de acordo com minhas anotações,... vão fazer três dias.

– Eu dormi durante três dias?? — Questionei a enfermeira, incrédula. Tentei apoiar-me em meus cotovelos mas falhei. — Quanto tempo vou ter que ficar aqui?

– Mais ou menos, uma semana. Como eu disse, preciso tirar seus pontos e você precisa de repouso antes de ser transferida de cela. — Disse a mulher.

– Vão me transferir? Para onde?

– Bloco D. Não é a primeira vez que a Jones causa um atentado aqui dentro. Essa mulher parece que não tem piedade de si mesma, não cansa de ser castigada. É uma pena.

– Vou ter companheiras de cela? — Perguntei, curiosa, mas sem tirar minha expressão de dor do rosto.

– Só uma, para ser exata. Mas fica tranquila, ela tem problemas de fúria mas só ataca se atacada. — Respondeu a mulher. Problemas de fúria? E o que Mercedes tem não é um problema de fúria?

– Quantos pontos eu levei?

– Doze. E você teve muita sorte, garota, o único órgão atingido foi seu apêndice. Tivemos que retirá-lo. Mas você vai ficar bem. — Fechei os olhos.

– Durma um pouco, vou almoçar, volto em uma hora.


Quinn's P.O.V.


Sentei na mesa ao lado de Rachel e Harmony, como usualmente, mas não pude deixar de notar a expressão vazia estampada na cara da segunda garota. Olhei para Rachel, procurando respostas, mas só recebi um sorriso lateral de alguém que não sabe de nada.

– O que houve, Harmony? — Perguntei. — Não tocou na sua gororoba. E agora fica aí olhando para o nada.

– Será que ela está bem? — Disse a garota, sem tirar os olhos da parede.

– Ela quem?

– Marley. Tudo bem que ela não fala mais comigo, mas eu estou preocupada com o que aconteceu.

– Vai ficar tudo bem, querida, relaxe. Mercedes está lá na solitária, se quiser acertar suas contas com ela, fique a vontade.

– Não vou bater na Mercedes... — Disse ela. — Você sabe que a última vez não acabou bem. — Segurei meu riso. Sei que é maldade, mas foi tão engraçado ver Harmony voando pelas mesas desse refeitório. A coitadinha se machucou toda, mas o tombo de Mercedes, que pisou numa casca de banana foi o melhor. Não aguentei e comecei a gargalhar.

– Desculpe, Harmony, lembra da Mercedes caindo? — Perguntei, engasgando de tanto rir. Rachel me acompanhou nas risadas.

– Eu estava inconsciente.

– Mas foi demais! Você tinha que ter visto! Ela foi correr até você, para...te bater mais um pouco, mas Sugar jogou uma casca de banana na frente dela, e ela foi deslizando por todo o refeitório, até cair com aquela bunda enorme no chão gelado. Foi piada por semanas. — Falei, ainda rindo. Harmony sorriu um pouco, mas logo apagou quando viu Sugar sentar numa mesa afastada.

– Espera, você disse Sugar? Sugar jogou a casca de banana? — Perguntou, com uma expressão indecifrável no rosto.

– ...Sim. Por que o espanto? Achei que faria sentido, já que ela te beijou na frente de todo mundo naquele dia.

– Já volto. — Disse, levantando da cadeira e caminhando lentamente até a mesa da minha irmãzinha maldita.


Harmony's P.O.V.


– Sugar, precisamos conversar. — Falei, simplesmente, ao parar de frente para a mesa onde a garota estava sentada.

– Demorou, hein. — Santana disse.

– Cala essa boca, Lopez. — Sugar interrompeu. — Sobre o que quer falar? Sobre como sou uma garota estressada e sem sentimentos? Não obrigada, cansei desse assunto.

– Escuta, Sugar, não tive a intenção de te magoar. Desculpa. Mas não é sobre isso que quero falar.

– Acho que esqueci meus óculos lá dentro. — Disse Santana, levantando de onde estava.

– Você não usa óculos, Sant. — Brittany afirmou, confusa.

– E elas não precisam saber disso, querida. Vamos, me ajude a procurar. — Concluiu, puxando a loira da cadeira.

– Vocês não vão me deixar sozinha aqui com ela, vão? — Perguntou Sugar.

– Sim! — Gritou Santana, levando Brittany para longe da mesa.

– Fala logo o que você quer, Harmony. — Rosnou Sugar, irritada.

– Foi só um jogo ou você realmente gosta de mim? — Soltei, olhando para o chão.

– Bem, eu não costumo fazer brincadeiras... — Disse ela.

– Então, você gosta de mim?

– Você está fazendo uma pergunta idiota, não vou responder.

– Jogou uma casa de banana na frente da Mercedes, para fazê-la cair quando estávamos brigando, alguns meses atrás. — Comecei.

– E...?

– E me beijou. Aqui. Na frente de todas as outras presidiárias. Acredito que você não gosta da Marley. — Finalizei meu pensamento, ainda olhando para baixo.

– Demorou para perceber, hein. Ótima conversa, agora, tchau. — Cortou Sugar.

– Se você quer assim... — Disse, virando de costas e voltando para onde eu estava sentada anteriormente.


Notas finais
O que acharam? Comentários? Críticas? Recomendações (sonhando)? Ideias? Sugestões? Alguma coisa para compartilhar? Não deixe de escrever a sua opinião, por favor, me estimula a (tentar) melhorar a história :)
Qual vocês acham que é a da Sugar? Alguém faz ideia de por que ela dispensou indiretamente a Harmony?
Será que alguém sabe quem vai ser a nova companheira de cela da Marley?
Mercedes: Louca demais? Qual é o problema dela afinal?
Se eu tiver no mínimo 5 reviews posto o próximo capítulo até quinta-feira ;)
Enfim, até logo :D
@KittyFucknWilde
@AmigoDasPutas