A Filosofia da Vingança
7 Tater tots, a cúmplice e a esquentadinha
Notas iniciais
Digo que tem muito mais surpresas boas e ruins nos próximos capítulos. Digamos que as coisas começam a ficar feias para uns e bonitas para outros...
Boa leitura :D
– Mercedes Jones, tem visita. — disse o corpulento carcereiro, sem deixar de lançar um olhar desapontado e odioso para Unique.A negra levantou-se rapidamente da cama em que estava sentada, para em seguida seguir o homem até o lado de fora da cela.
Brittany's P.O.V.
– Como assim, você ainda não tem um plano? Sugar, já fazem duas semanas! Pelo jeito a Sant terá que dar um jeito nisso...
– Não! Eu consigo sozinha! Eu já sou uma mulher crescida, preciso aprender a resolver meus problemas amorosos sem ajuda! — Disse Sugar, irritada.
– Ô Motta, para de falar por um mísero segundo e presta atenção no que vou te perguntar. — Santana intrometeu-se. Sugar assentiu. — Ótimo, agora me diga, gracinha, você é lésbica?
– Espera, o que? O que isso tem a ver?
– Querida, eu sei que nos presidios em geral, não somente nos femininos, presidiárias tendem a encontrar um 'par' para suprir suas necessidades, se é que você me entende, não necessariamente sendo lésbicas ou gays. Isso é uma necessidade humana, você só une o útil ao agradável. Mas sendo sincera com você, se é hétero e só quer fazer de Harmony sua 'parceira' aqui dentro, desista. Vai ser esforço jogado fora e não valerá a pena. Agora, se você é lésbica, bi, pan, ou até mesmo, sei lá, assexuada, e quer realmente nutrir um relacionamento com ela, digo que corra atrás de seus objetivos e não desista até conseguir o que quer. E então, como é que é?– Sugar pareceu pensar um pouco em sua resposta.
– Pra falar a verdade eu nunca fui uma garota namoradeira, só tive um namorado e dois rolos, que não duraram mais de um mês. Não faço ideia do que se passa na minha cabeça. Mas como pediu para que eu fosse sincera, te digo que eu realmente sinto algo por Harmony. E algo que não parece ser fraco, desde que entrei aqui não consegui tirar os olhos dela. Eu acho que valerá a pena tentar, pelo menos.
– Essa definitivamente era quase a resposta que eu estava esperando. — Disse Santana, formando um pequeno sorriso no canto da boca.
– Tudo bem, vadias, acabou a hora de fazer tricô. Almoço liberado. — Disse Noah, abrindo a cela, com o mau-humor característico, mas com uma expressão sinistra por trás de tudo.
– O que houve, Noah? Unique comeu a sua língua? — Perguntou Santana, provocativa. A expressão do homem rapidamente se tornou assustada e neurótica.
– O que? Q-quem te disse i-isso? Não admito falta de respeito quanto ao meu posto, Lopez, da próxima vez vai para a solitária. Não tem lugar para rebeldes aqui. — Retrucou o carcereiro, enrolando-se no início.
– Não tive a intenção de ser inconveniente, perdoe-me. — Disse a latina, irônica. O homem bufou e deixou que as três mulheres saíssem da cela.
Mercedes' P.O.V.
– Tudo bem, o que é dessa vez? E trouxe minhas Tots?? — Questionou Mercedes, nervosamente para a pessoa na sua frente.
– Você sabe, o patrão te destinou a realizar algumas tarefas... — Afirmou.
– Sei muito bem, mas não farei nada sem meu prévio pagamento de Tater Tots. Suborne um dos carcereiros, sei lá, qualquer coisa, mas se minhas tots não chegarem até mim, nada feito. — Esbravejou a negra, aparentemente perdendo a paciência.
– Providenciarei isso, mas não pense que vai começar a cantar de galo aqui não, porque o patrão logo corta o mal pela raiz. — Disse o homem, mantendo a calma.
– Quanto mais rápido eu conseguir minhas tater tots, mas rápido o seu querido patrão ficará feliz. Segurança! Nossa conversa acabou! — rosnou a presidiária, pondo fim na discussão. — Passar bem. — Logo depois foi escoltada de volta para sua cela.
Marley's P.O.V.
Pigarreei ao me aproximar da mesa onde estavam sentadas as três mulheres.
– Posso ajudar? — Perguntou a latina, de um modo não muito agradável.
– Sou Marley Rose. — Disse, estendendo a mão, que a outra, relutantemente pegou.
– Santana Lopez. — Respondeu ela.
– Brittany S. Pierce. — A loira disse, com um delicado sorriso no rosto. E então um silêncio se instalou no lugar. Brittany deu uma cotovelada na mulher ao lado, que até então não havia pronunciado uma simples palavra.
– Sugar Motta. — Disse ela, com uma expressão irritada. — O que você quer?
– Bem, eu...eu...
– Escuta aqui, garota, para de gaguejar e fala logo o que quer, não tenho paciência com gente lesada! — Esbravejou Sugar. Senti alguém se aproximar de mim.
– Algum problema aqui, Marley? Precisa de ajuda? — Reconheci a voz de Harmony.
– Não, obrigada. Está tudo bem. — Sussurrei, chateada pela atitude de Sugar.
– Vamos, Sugar é só uma garota estressada. Ela não tem sentimentos. Não vale a pena perder seu tempo com ela. — Disse Harmony, puxando-me pelo pulso.
– Ei, Harmony! — Chamou Sugar, que a essa hora já tinha levantado da mesa e se posicionado atrás da mulher. Harmony virou e deparou-se com o rosto da outra bem próximo. Num ataque de fúria, puxou a mais baixa pela gola da roupa e uniu seus lábios durante alguns segundos. — Sugar é só uma garota estressada. Ela não tem sentimentos. Não vale a pena perder seu tempo com ela. Continue repetindo isso para si mesma que talvez uma hora vire verdade.
Notas finais
Com quem Mercedes estava conversando? O que acharam da reação da Sugar? O que acham que vai acontecer?
Enfim, pessoal, ah, dependendo dos comentários que esse capítulo render, talvez (eu disse talvez, depende de vocês) eu poste o próximo capítulo ainda essa semana.
Obrigada por ler e até logo :D
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