Notas iniciais
Gentee, essa é uma fic nova que tô começando a escrever e queria a opinião de vocês sobre ela, please.
Pra quem acompanha Back To The Future, não desisti, o próximo capítulo está quase pronto.
Bem, voltando à essa nova fic, deem uma chance a ela, por favor, garanto que fica bem interessante...
Os capítulos serão pequenos (comparados a BTTF), e pretendo atualizar uma vez por semana. Já tenho alguns capítulos prontos aqui, mas só vou começar a atualizar mesmo daqui a mais ou menos duas semanas, agora vou estar ocupada com o fim de BTTF.
Enfim, boa leitura e espero que gostem :)

Brittany's P.O.V

Dois anos atrás...


Só tive tempo de ouvir o som do disparo. E Trish caiu ensanguentada aos meus pés. Olhei para a porta, desesperada, e vi a assassina. Com um revólver na mão. Olhos e cabelos castanhos, baixa estatura, nariz...grande, boca carnuda. Aparentava ter uns dezoito anos.

Segundos depois, a garota saiu correndo em disparada. Cai de joelhos ao lado de Trish, lágrimas brotando em meus olhos. Uma promessa: vingança.

Atualmente

– Vai conhecer suas companheiras de cela, vadia. — Disse Finn, um oficial, jogando-me no meu sujo e mais novo lar. Era escuro, tenebroso, digamos assim. Escutei alguém tossir.

– Olá? — Disse eu, procurando pela cela aparentemente vazia. Um rosto familiar apareceu em minha frente. Engoli a seco.

– Nova aqui? — Perguntou. Assenti com a cabeça, suando frio. — Santana Lopez. — Disse ela, estendendo-me a mão. Peguei.

– Brittany S. Pierce. Você disse Lopez?

– Isso mesmo. Santana Lopez. Por que? Já ouviu falar de mim? — Respondeu.

– Tem algum parentesco com Trish Lopez? — Perguntei, franzindo o rosto.

– Trish? Conheceu minha irmã? — A mulher disse, curiosa.

– Na verdade, sim. Digamos que...eu vi quando tudo aconteceu. — Soltei, agora sabendo o porquê da semelhança das duas.

– O que? Você é a vadia que a matou? — Disse ela, empurrando-me contra a parede.

– O que? Não! É claro que não, eu jamais faria isso com a Trish! Eu a amava! — Santana me soltou.

– Então você é a garota. A que minha irmã sempre falava. Pelo jeito ela estava certa, você é linda mesmo. — Corei ao ouvir suas palavras.

– Sim. O-obrigada, eu acho. Vocês eram gêmeas? Quero dizer, você realmente me lembra dela. — A mulher assentiu com a cabeça. — Eu sinto muito pelo que aconteceu. Até hoje eu sonho com a cena. — Santana sorriu fracamente.

– Tudo bem, não foi sua culpa. Espera. Você viu quem foi? — Disse, tocando em meu ombro.

– Vi. Ainda lembro de seus olhos profundos e culpados encarando-me. Aquela vadia. — Respondi.

– Reconheceria se a visse de novo, certo? — Assenti. — Ótimo. Parece que seremos amigas, Brittany. — Ela sorriu. Sorri de volta.

– Tem só você nessa cela ou tem mais alguém? — Perguntei, ainda sorrindo.

– Na verdade ainda tem mais uma. Sugar. Está na enfermaria, apanhou no almoço, não sei se volta hoje.

– Apanhou? — Santana assentiu. – Eu ainda tentei ajudar, mas não quero me meter em mais confusões. Ainda mais com a Fabray.

– Espera. Fabray? Quinn Fabray? — Perguntei, confusa.

– Essa mesma. Conhece? — Disse Santana.

– Na verdade, Quinn é minha irmã adotiva. Não a vejo desde que tinha quinze anos.

– Não creio. Sério? Você é irmã da Fabray? — Santana perguntou, perplexa. Assenti.

Nesse momento, a cela se abriu com um barulho e uma garota entrou. Devia ser Sugar.

– Muito quebrada?

– Sim, engraçadinha. Quem é a novata? — Disse.

– Brittany. — Falei, estendendo a mão, que ela pegou.

– Sugar.

– Adivinha, Motta. — Disse Santana.

– O que? — Perguntou.

– Fala pra ela, Brittany.

– Quinn é minha irmã. — Falei.

– O que? A puta da Fabray é sua irmã? — Sugar me empurrou contra a parede, como Santana tinha feito minutos atrás. Dessa vez, a outra interferiu.

– Relaxa, Sugar. Ela está do nosso lado. Certo, Britt? — Assenti. Sugar me soltou.

– Desculpe.

– Tudo bem. — Sorri.

'Meu primeiro dia na cadeia e parece que já fiz duas amigas. Nada mal.' pensei.

No dia seguinte...

– Ei, Britt. Brittany, acorda. — Escutei alguém me chamar, e aos poucos abri os olhos. Santana me encarava.

– Já? — Ela assentiu.

– Bom dia, Santana. Bom dia, Sugar.

– Bom dia. — As duas responderam.

– Hora do almoço, novata. Prepare-se para reencontrar a vadia da sua irmã. — Disse Santana. Sorri.

No pátio, todos pareciam me olhar de um jeito diferente. Olhei para todos os lados, procurando por algum sinal de Quinn. Não encontrei. Meus olhos pararam em duas presidiárias que estavam se beijando. Uma loira e uma morena. As duas se separaram e a realidade me atingiu em cheio. Aquela era Quinn. Minha irmã. E aquela morena,...me parecia familiar. Familiar até demais. O flashback da morte de Trish veio em minha mente. Lembrei daqueles olhos profundos e culpados. Era ela. A assassina de Trish.

Pisei em falso e Santana me segurou.

– Tudo bem, aí? Viu alguma coisa? — Perguntou, aparentemente preocupada.

– Quinn. E-e,...a...assassina. — Gaguejei, nervosa. Santana franziu o cenho e virou o olhar pra onde anteriormente estavam as duas.

– Você diz Rachel? A anã? Foi ela quem matou minha irmã? — Assenti.

– Aquela piranha!! — Santana fez menção de ir atrás da tal de Rachel. Segurei-a pelo braço.

– Se você for assim do nada tirar satisfação com ela não vai adiantar. Precisamos traçar um plano, Santana. E além do mais ainda tem Quinn. Parece que elas estão juntas, e isso deixa tudo mais difícil. Eu acho. — Falei.

– Você tem razão. Vamos fazer isso. Tem alguma coisa em mente? — Santana disse. Alguém tocou em meu ombro. Virei.

– Não é possível. Não mesmo. Brittany? Você foi presa? E desde quando é criminosa, hein? Sempre foi a santinha da família! Pelo jeito é mesmo é uma santa do pau oco. — Disse Quinn, com Rachel ao seu lado, que arregalou os olhos ao me ver. Deve ter me reconhecido.

– E já está com más companhias? Assim você não vai sobreviver na cadeia, maninha. A Lopez aí não presta. — Interrompi-a.

– Escuta aqui, Quinn. Por que não cuida da sua vida? Por quase cinco anos eu não te vejo, você sumiu, abandonou nossa família, e agora vem querer me dar liçãozinha de moral? Poupe-me, né. Acho que de você eu já ouvi demais. E quanto as minhas companhias, em menos de dois dias, Santana já provou ser melhor que você já foi pra mim em quinze anos. — Disse eu, nervosa. Virei de costas e saí andando com Santana.

– Obrigada por isso, Britt. Não pensei que fosse me defender. — Disse ela.

– Só disse a verdade. — Respondi, sorrindo. Santana deu um tapa em minha bunda.

– Gostei do seu discurso, quando te vi ontem eu pensei: deve ser só mais uma coitadinha que não sabe se defender. Mas você me provou o contrário. — Disse, com um sorriso lindo no rosto.


Notas finais
Pra evitar qualquer dúvida, aqui está uma lista dos personagens:
Brittany S. Pierce
Dezenove anos, testemunha da morte de Trish Lopez, sua antiga namorada. Irmã adotiva de Quinn Fabray. É presa por sequestro e falsificação de documentos, sentenciada a 5 anos de prisão.
Santana Lopez
Vinte e três anos, presa em 2010, por porte de drogas e homicídio culposo, ou seja, sentenciada a 7 anos de prisão. Irmã gêmea de Trish Lopez, morta no ano de sua prisão.
Quinn Fabray
Vinte e um anos, presa em 2009, por homicídio triplamente qualificado, rapto e tráfico de drogas, resultando na pena de 23 anos de prisão.
Rachel Berry
Vinte anos, presa em 2011, por porte de drogas, rapto, assalto à mão armada, violação e sequestro, condenada a 21 anos de prisão.
Sugar Motta
Dezenove anos, presa em 2012, por lavagem de dinheiro, punida com 6 anos de prisão.
Harmony Pearce
Dezenove anos, presa em 2012, por tráfico de drogas, resultando na pena de 5 anos e 2 meses de prisão.
Unique Johnnson, a.k.a Wade Adams
Vinte e cinco anos, presa em 2010, por lenocínio, bigamia e falsificação de documentos, condenada a 10 anos de cadeia. Passou pela cirurgia de mudança de sexo, na Tailândia, há cinco anos atrás, virando de Wade para Unique.
Mercedes Jones
Vinte e quatro anos, presa em 2009, por assalto à mão armada, punida com 4 anos de prisão.
Enfim, essa foi só uma introdução, pra vocês entenderem um pouco do que se trata a história e blábláblá.
Se gostar, por favor deixe um review, vai fazer uma autora feliz :)
Dependendo do número de comentários, talvez eu poste o capítulo 1 ainda hoje.
Obrigada por ler, até mais.