A Filosofia da Vingança

5 O que você fez dessa vez, Rachel?


Notas iniciais
Oi, pessoas. Os capítulos vão ficar menores...kkk
Bom, eu, pessoalmente não gostei muito desse capítulo, mas ele é necessário, enfim, espero que gostem.
Ah, Stephanie, acho que estou começando a considerar o que você disse sobre a Kitty...sei lá, li umas histórias por aí e acho que fui mordida por um bicho que está me fazendo gostar desse ship,(mesmo que eu ainda ODEIE a Kitty kkkk) culpa das semelhanças com Faberry kkkk Mas ainda é cedo pra eu definir alguma coisa certa sobre isso...
Gente, eu agora tenho dois co-autores: Shut Up Tina (Meu amigo do jardim de infância, Marcelo.) e Shippando Finnique (o super divo, Yan, que escreve a história hilária da Unique).
Boa leitura

– Tudo bem, vai me dizer o que está acontecendo, Rachel? — Perguntou Quinn, deitando-se ao lado da garota de cabelos castanhos.

– Você sabe que a Santana tinha uma irmã gêmea, não sabe...? — Disse Rachel, incerta.

– Sei, claro, foi assassinada. Mas o que isso tem a ver? — Questionou a loira, não entendendo onde a outra pretendia chegar com isso.

– ...Fui eu. — Simplesmente disse, apreensiva. Harmony aparentava estar dormindo, ou olhando para a parede da cela, nunca se sabe.

– Foi você o que? — Quinn disse, mais confusa ainda.

– Fui eu que...causei a morte de Trish. — Revelou a judia, desviando o olhar que antes estava na garota deitada à sua frente. As duas ficaram em silêncio por alguns minutos. Até Quinn resolver falar.

– Rachel, estamos na cadeia, é bem provável que tenhamos cometido crimes... — Disse ela, sem demonstrar muita emoção.

– Você não entendeu, Q? Eu não queria ter feito o que fiz com Trish! Eu nunca quis viver uma vida de crime! — Rachel respondeu, com algumas lágrimas descendo de seu rosto. Quinn olhou-a nos olhos.

– Escuta, Rachel. Por que você acha que servem os presídios? Para nos fazer pensar sobre o que causamos, para nos trazer arrependimentos, para evitar nossa vontade de cometer de novo. Eu me arrependo de muitos dos meus crimes,... mas isso não vai me fazer menos culpada, e eu aceito isso em mim. — Disse a loira, tentando explicar de uma forma 'amigável' a Rachel, mas ser delicada não era um dos fortes da mulher.

– Não, Quinn! Eu não quis parecer menos culpada, eu sei que não posso trazer a irmã da Santana de volta, mas de qualquer forma, eu nunca quis ser perseguida pela culpa. E muito menos dar esse fim à minha vida. Eu tinha sonhos! New York! Broadway! E tudo acabou aqui! Não vê como isso é frustrante pra mim?

– Claro, Rach. Só acho que você tem que parar de viver o passado, e olhar para o presente e para o futuro, ou você vai viver magoada pelos seus erros. Eu sei que você é forte e consegue aguentar isso! Qual é, Rachel, você já passou por tanta coisa! E por que todo esse ataque pela Trish agora? Você nunca se preocupou com isso! — Quinn tentou melhorar o humor da morena.

– Porque...porque a sua irmã está aqui agora! Brittany está aqui! — Respondeu Rachel. A outra olhou para ela sem entender nada.

– Acho que não compreendi.

– Trish era a namorada de Brittany, Quinn! Você não sabia disso??

– Trish era o que??? — A expressão da loira foi de confusão para surpresa em um piscar de olhos.

– ...Namorada de Brittany...? — Rachel parecia mais confusa que a própria Quinn.

– Você matou a namorada da minha irmã, é isso? — Questionou a loira. A outra assentiu. — Não sei se rio por você ter acabado com um clone da Santana ou choro de rir pelo fato de que Britt não consegue nem mesmo achar alguém que preste para ter um caso. — Continuou Quinn, gargalhando feito uma psicopata. Rachel a encarou com uma expressão indecifrável.

– QUINN! Estou aos prantos porque matei uma pessoa que eu nunca tinha visto na vida e você rindo?

– Espera, o que...? Você NUNCA tinha visto ela antes?

– Não.

– É melhor você me contar essa história do começo. — Quinn pediu.

– Bem,...como você já sabe, vivi num orfanato pelos meus primeiros oito anos de vida. E então fui adotada por um rapaz. Olhos azuis, simpático, parecia um cara legal, mas sempre o achei muito novo para adotar uma criança. E meu sexto sentido estava certo. Ele me obrigou a trabalhar como sua empregada até eu completar treze anos, que foi quando me mandou para morar na favela com um amigo estranho dele, Karofsky, eu acho. E conforme o tempo ia passando, Kurt me obrigava a seguir suas ordens, cometer crimes, sem recompensa, mas segundo ele, se eu fosse uma boa garota poderia voltar a morar com ele em sua casa luxuosa. É claro que comparando a moradia no barracão da favela com a na casa de Kurt, eu preferiria a segunda opção! Quando eu percebi, já tinha cometido crimes que nunca pensei serem possíveis. Um dia ele veio com a pior proposta: disse que passaria todos seus bens para meu nome em seu testamento, e como eu era mais ingênua que um filhotinho de cachorro, deixei-me levar. Kurt me pediu que liquidasse Trish Lopez de uma vez. Segundo ele, os constantes problemas causados pela garota na vida dele estavam começando a irritá-lo. Fiz o que pedi, hesitante. Quando vi a sua irmã dentro daquela casa, quando vi o olhar de desespero que ela carregava, comecei a sentir minha consciência pesar. Eu me arrependo de tê-la matado, claro. Mas certas coisas não voltam. Eu persegui Trish pelas ruas e arrombei a porta do lugar onde ela havia entrado pouco antes. Puxei o gatilho sem nem prestar atenção no que eu estava fazendo. E deu no que deu... Mas você sabe, esse não é o motivo de eu ter vindo parar aqui. A polícia parou as investigações depois de alguns meses sem resposta. Não fui sentenciada pelo homicídio de Trish, mas parece que com a ajuda de alguns capangas, Kurt conseguiu me botar atrás das grades. E eu que achava que podia confiar nele... — Desabafou Rachel, angustiada.

– Por que será que não acho esse nome estranho? Kurt...Hummel! Acho que já ouvi falar dele. Chegou aos meus ouvidos que esse homem foi o causador da morte de meu pai... Ou melhor, o pai de Brittany.

– Você não faz ideia, Quinn! Ele é um lunático! Por favor me prometa que quando você sair daqui não vai tentar algo contra ele.

– Mas Rach... Eu sei me cuidar, e além do mais, ele merece que eu o destrua!

– Chega, Quinn. Promete que vai ficar bem longe dele. Não quero correr o risco de te perder também. — Disse Rachel, com os olhos cheios d'água.

– Tá. — Concordou Quinn, desanimada. — Mas saiba que isso não me deixa feliz. E que ainda assim esse imbecil terá minha vingança.

– Ai, Quinnie, cala a boca. Vou dormir, boa noite.

– Boa noite. — Disse Quinn, revirando os olhos e em seguida depositando um casto beijo na testa da outra.

Notas finais
E então? Opiniões sobre Quinn? Rachel? Kurt? Comentários? Ideias? Dúvidas? Não deixe de compartilhar com a gente a sua opinião ;P
Pergunta da vez: Será que o Hummel tem algum 'espião'/'cúmplice' dentro da cadeia? Se sim, quem?
Enfim, até o próximo capítulo, fui ;D