A Filha do Norte

1 Conhecendo a Neve


Notas iniciais
Espero que seja do agrado de todos. Críticas construtivas são bem-vindas. Boa leitura

Capítulo 1
❄️ Conhecendo a Neve ❄️

Mesmo sendo tão pequena Sam já havia passado por muitas coisas. Samantha Hill tinha apenas 6 anos quando se envolveu em um acidente, junto com seus pais, sendo a única sobrevivente acabou indo para um orfanato. Desde então vive no Orfanato de Mountain Ville. Era uma menina gentil, de cabelos castanhos ondulados, olhos azuis e uma pele branca. Gostava de diversas coisas, dentre elas escutar músicas e tocar piano. Sua estação favorita era o inverno, afinal nascera no solstício da mesma, 22 de dezembro. Um pouco tímida, preferia ficar no seu quarto, entretanto com a chegada de Lillith, sua única amiga, isso mudou um pouco. Hoje com apenas 12 anos, prestes a fazer 13, Sam havia simpatizado com Lillith, algumas poucas meninas e a diretora do orfanato sra. Vallen, com quem tem uma ligação afetuosa. A menina já havia passado por algumas adoções, porém sempre aconteciam “coisas estranhas” que ninguém sabia explicar, tendo assim que retornar para o orfanato. Na véspera de seu aniversário, Sam acordou ligeiramente animada, se vestiu e foi tomar café.
Ao chegar a cozinha, encontrou as outras meninas sentadas a mesa e cumprimentou-as.
— Bom dia meninas, poderíamos brincar de algo diferente hoje, o que acham? – perguntou Sam
— Bom dia Sam – respondeu Lillith, uma das amigas de Sam no Mountain Ville – poderíamos brincar na rua, fazer bonecos de neve e...
— Dá para vocês pararem com esse papinho chato de vocês? – interrompeu Broke, uma das meninas mais velhas do orfanato e que não gostava nada de Sam – não aguento ouvir a voz irritante de vocês de manhã cedo.
— Já chega meninas – diz sra. Vallen entrando na cozinha com uma bandeja de biscoitos – vamos terminar de tomar café pois hoje é o último dia de aula, e vocês precisam se apressar.
Assim que terminaram, as meninas pegaram suas mochilas e foram para a rua esperar pelo ônibus escolar. Enquanto estavam esperando, Lillith e Sam foram atingidas por bolas de neve nas costas.
— Isso é pra vocês aprenderem a não me incomodar logo cedo – Broke disse dando risada das duas meninas
— Você vai ver só – Sam estava se abaixando para arremessar uma bola de neve em Broke quando o ônibus dobrou a esquina, a menina sentiu uma mão em seu ombro e parou.
— Veja Sam – disse Lillith apontando pro ônibus – não vale a pena, deixa ela pra lá.
— Só estou cansada de ser zoada pela Broke – disse Sam subindo no ônibus – uma hora isso tem que acabar, e será eu que vou fazer isso.
— Como assim? – perguntou Lillith, mas a amiga não respondeu.
O ônibus seguiu rumo a escola e as meninas passaram o dia fora de casa. Assim que voltaram, no final de tarde, Sam subiu para seu quarto e lá ficou até a hora da janta. Ela estava deitada olhando para um colar de floco de neve, que havia ganho de seus pais assim que nasceu, nem percebeu a aproximação de sra. Vallen.
— Realmente é um colar muito bonito – disse a velha senhora gentilmente
— Ahh – disse Sam surpresa – oi sra. Vallen, nem vi você entrar.
— Lembro quando você chegou aqui, estava segurando este colar na mão – disse enquanto se sentava na beirada da cama – não queria soltar por nada neste mundo, então eu lhe ajudei a por ele no pescoço.
— Eu.. – Sam pigarreou – sinto que ele me aproxima dos meus pais, é a única lembrança que tenho deles.
— Sinto não poder dar mais informações sobre eles a você — respondeu com certo ar de tristeza na voz.
— Um dia encontrarei as respostas de que preciso – disse enquanto se sentava na cama
— Tenho certeza que sim – sra. Vallen parecia querer esconder certa preocupação na voz – enfim, vim lhe convidar para juntar-se a nós na janta, fiz uma comida que tenho certeza de que irá adorar.
— Não estou com fome – disse Sam desanimada
— Ora, vamos lá! Na véspera de seu 13° aniversário? – a velha senhora irradiava uma empolgação maior que si.
Sam se virou para o canto e nada respondeu.
— É sobre os problemas com a Broke não é? – pergunta Vallen
— Sim – respondeu Sam
— Você tem que ignora-la Sam, Broke gosta de chamar atenção, sabe disso – suspirou a velha senhora
— Eu só queria ter a oportunidade de mudar tudo isso – disse Sam
— E você pode Sam – a velha senhora se levantou e foi em direção a porta — você pode.
A diretora do orfanato deixou a menina sozinha no quarto. E enquanto ela saia Sam ficou pensando em cada palavra que ela havia pronunciado antes de descer, aos poucos foi se acalmando e quando menos percebeu, acabou pegando no sono. Porém o que era estranho, é que os sonhos de Sam não eram comuns, e mais uma vez, ele não foi bom.
No sonho, ela estava correndo no meio de um bosque enquanto uma voz lhe guiava, ela não sabia se deveria seguir aquela voz ou não, mas não dava tempo de decidir, pois atrás dela vinham criaturas estranhas que ela nunca tinha visto na vida, diante disso tudo ela só poderia fazer uma coisa, escutar a voz e correr. Desviava de galhos, pedras e buracos. Não dava tempo de pensar, a neve começou a ficar profunda demais o que dificultava sua corrida, por não conseguir enxergar mais o chão direito a menina tropeçou em uma raiz e caiu no chão. Percebeu que os monstros se aproximavam, quando de repente viu um vulto e...